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14 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Avanço da semeadura da soja em Mato Grosso segue em ritmo acelerado

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Mais de 60% dos mais de 13 milhões de hectares que devem ser cultivados em Mato Grosso foram plantados até o fechamento da última semana. Os pesquisadores da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), em visitas a propriedades, visualizaram máquinas em operação e o plantio já avançado para estágios vegetativos, reflexo de um planejamento que vem sendo adotado nos últimos anos.

A pesquisadora de Fitotecnia da Fundação MT, Daniela Dalla Costa, explica que apesar da área plantada ser maior que na mesma época do ano passado e da média dos últimos 5 anos, a instabilidade climática dos últimos dias e os baixos volumes previstos, tendem a retardar o processo de semeadura. Segundo ela, o foco agora é otimizar os recursos disponíveis e adequar o sistema operacional para garantir a eficiência e rapidez da semeadura assim que as condições ambientais se estabilizarem.

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“Já estamos preparados para essas irregularidades, entretanto, normalmente a janela de chuvas tende a se estabilizar até os primeiros dez dias de outubro. Esse atraso provoca grande preocupação com o calendário e a janela de plantio da segunda safra. Produtores que cultivam algodão depois da soja precisam que a cultura se estabeleça e seja colhida rapidamente. Neste momento, o cenário também começa a preocupar para a janela de semeadura do milho segunda safra”, explica a pesquisadora.

A consultora agronômica da Fundação MT, Jakelinny Martins Silva, destaca que, depois de realizar a semeadura, o produtor não tem muito controle, restando aguardar por condições climáticas favoráveis. As decisões mais importantes devem ser tomadas antes do plantio, considerando o sistema de produção adotado, seja soja-algodão ou soja-milho.

No sistema soja-algodão, a pesquisadora ressalta que o algodão é a cultura principal, exigindo o plantio antecipado da soja. Já no sistema soja-milho, é possível postergar a semeadura da soja sem comprometer a janela ideal do milho. O produtor, especialmente neste segundo caso, não precisa ficar ansioso. A espera pode garantir melhores condições de plantio.

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“A utilização de sementes certificadas, de alta qualidade e vigor, ajuda no arranque inicial e na superação dos desafios climáticos. Também é importante ajustar a profundidade da semeadura e outros aspectos operacionais”, afirma Jakelinny Silva.

Acompanhamento constante

Os produtores devem acompanhar as previsões do tempo, essenciais para o planejamento da semeadura, já que oscilações nas chuvas são esperadas. Atrasos no plantio podem expor a soja a períodos críticos de chuva, exigindo atenção ao manejo fitossanitário. Nos últimos anos, o manejo evoluiu com base nas variações climáticas, tornando os produtores mais assertivos na escolha de cultivares, no ajuste do calendário e nas práticas de plantio.

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“Em relação à pesquisa, buscamos entender os impactos de antecipar ou atrasar o plantio da soja, inclusive sobre outras culturas. A pesquisa também apoia o produtor nos manejos operacionais iniciais, como profundidade da semeadura, ajustes de implementos e escolha de cultivares”, descreve Daniela Dalla Costa.

A consultora agronômica Jakelinny Silva orienta os produtores que precisam seguir com o plantio mesmo com riscos climáticos a escolherem talhões bem estruturados e com boa fertilidade. É essencial selecionar cultivares mais resistentes, além de cuidar da profundidade da semeadura, sementes plantadas mais profundamente mantêm contato com a umidade por mais tempo, favorecendo o desenvolvimento, especialmente em períodos de seca.

“Pode ser que a planta não se desenvolva bem ou nem sobreviva. É importante cuidar da quantidade de sementes por metro, pois, em caso de intempéries, algumas podem não vingar. O ideal é usar a população correta ou ajustar com as marcas, para evitar queda acentuada no estande de plantas”, pontua.

Sobre o impacto climático atual na janela de plantio, a pesquisadora explica que a situação varia conforme a região. O médio-norte e o oeste do estado, por exemplo, tiveram chuvas logo após o fim do vazio sanitário, em 16 de setembro, o que permitiu o avanço rápido da semeadura, onde neste momento estas regiões enfrentam um cenário de instabilidade climática.

“Os maiores impactos estão na região sul estendendo-se até o município de Primavera do Leste, onde o sistema soja-algodão exige plantio antecipado. Essa região já tem histórico de chuvas mais tardias, porém neste ano atrasou ainda mais, o que pode comprometer a janela da soja e, possivelmente, do algodão também”, conclui Daniela.

Já sobre os efeitos fisiológicos do atraso no plantio e a exposição inicial à falta de umidade, a pesquisadora explica que isso afeta diretamente a produtividade da soja. A população de plantas, um dos quatro componentes que determinam o rendimento, é definida na semeadura. Se as sementes são expostas a longos períodos sem chuva, a emergência pode ser comprometida, afetando o número final de plantas e, consequentemente, a produtividade.

A Fundação MT oferece serviços de consultoria agronômica de alto impacto, integrando conhecimentos de diversas áreas de pesquisa. O trabalho inclui o acompanhamento do desenvolvimento das culturas, a amostragem de solo e a definição de estratégias para o sistema de produção. Este e outros serviços estão disponíveis para consulta no site fundacaomt.com.br

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Agro Mato Grosso

AMAGGI adquire 40% da FS e fortalece presença no etanol de milho MT

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Parceria estratégica une duas gigantes do agro com foco em inovação, descarbonização e expansão do setor

A união conecta duas empresas com forte atuação em Mato Grosso e protagonismo no agronegócio brasileiro, consolidando uma parceria com foco em crescimento sustentável, inovação e ampliação da competitividade no setor.

Sinergia entre produção de grãos e biocombustíveis

A transação simboliza a convergência entre importantes grupos do setor, reunindo a experiência da AMAGGI — referência global em grãos e fibras — com a expertise da FS, pioneira na produção de etanol a partir do milho no Brasil.

A FS se consolidou como uma das principais protagonistas do setor de biocombustíveis, destacando-se pela eficiência produtiva e pela baixa intensidade de carbono de seu etanol. Já a AMAGGI, que se aproxima de completar 50 anos, atua de forma integrada em toda a cadeia do agronegócio, incluindo produção, logística, comercialização e energia.

Para Blairo Maggi, o acordo reforça o alinhamento estratégico entre as companhias. Ele destacou a confiança na parceria, baseada em valores comuns e visão de longo prazo.

Parceria une capital nacional e internacional

O movimento também aproxima a AMAGGI do grupo americano Summit Agricultural Group, atual acionista da FS. Segundo o fundador da Summit, Bruce Rastetter, a parceria reúne empresas com forte complementaridade e visão compartilhada sobre o futuro dos combustíveis renováveis.

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O CEO da Summit, Justin Kirchhoff, ressaltou que a operação abre caminho para ampliar a atuação da FS, destacando o potencial de crescimento da produção de combustíveis de baixa emissão de carbono.

Verticalização e expansão estratégica

A entrada da AMAGGI no negócio de etanol de milho reforça sua estratégia de verticalização e diversificação das operações. A companhia busca ampliar sua presença em segmentos industriais e energéticos, agregando valor à cadeia de grãos.

De acordo com o CEO da FS, Rafael Abud, a parceria representa um marco importante diante das oportunidades de expansão do setor e da crescente demanda global por soluções de descarbonização.

Já o CEO da AMAGGI, Judiney Carvalho, destacou que o investimento no etanol de milho está alinhado às metas de inovação e sustentabilidade da empresa, além de abrir novas frentes de crescimento.

Setor ganha força com foco em descarbonização

A operação reforça o papel do Brasil como protagonista na produção de biocombustíveis e evidencia a relevância do etanol de milho como alternativa sustentável no cenário global. A integração entre produção agrícola e indústria energética tende a gerar ganhos logísticos, maior eficiência e fortalecimento da competitividade internacional.

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Com capacidade de processar mais de 6 milhões de toneladas de milho por safra e produção anual de bilhões de litros de etanol, a FS vive um novo ciclo de expansão. Já a AMAGGI amplia seu portfólio e consolida sua posição como uma das principais forças do agronegócio brasileiro.

A parceria entre as duas empresas sinaliza um movimento estratégico de longo prazo, que une tradição, inovação e sustentabilidade para impulsionar o futuro do setor.

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Agro Mato Grosso

Abrapa amplia ações para manejo sustentável no algodão

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Evento técnico discutirá bicudo, lagartas, doenças e controle biológico nas lavouras

Com o propósito de fortalecer o ambiente nacional de divulgação de pesquisas e iniciativas que vêm demonstrando eficácia no controle de pragas e doenças do algodoeiro, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) realiza, na próxima quinta-feira,14 de maio, em Brasília (DF), o Workshop de MIPD.

O encontro reunirá especialistas, pesquisadores, consultores e representantes do setor produtivo para debater soluções voltadas ao aumento da eficiência no uso de insumos, à preservação das biotecnologias disponíveis no mercado e à redução dos custos de produção da cotonicultura brasileira.

Práticas sustentáveis na cotonicultura nacional

A realização do evento é parte do trabalho desenvolvido pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que, desde a sua criação, em 2012, incentiva a adoção de práticas sustentáveis na cotonicultura nacional. De acordo com o gerente de sustentabilidade da Abrapa, Fábio Carneiro, “no ABR o manejo integrado de pragas é um tema prioritário por entendermos que o uso eficiente de insumos é estratégico para a cotonicultura nacional. As práticas fazem parte das exigências que os produtores participantes do programa devem cumprir”.

Carneiro ainda explica que o ABR acompanha as práticas utilizadas em campo com o objetivo de apoiar a adoção do manejo integrado de pragas, especialmente o uso de bioinsumos. “Em 2025, a Abrapa realizou um estudo com 470 fazendas certificadas pelo ABR e descobriu que 79,8% delas já fazem a utilização de bioinsumos no controle de pragas e doenças”, afirma.

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Esse é terceiro workshop que a Abrapa e o ABR se dedicam ao tema. “Eventos como este são importantes para o compartilhamento de experiências e resultados aplicados na cultura do algodão em diferentes regiões do Brasil e até do mundo”, define o gerente.

Destaques da programação

A programação será dividida em três grandes blocos temáticos: manejo de bicudo e lagartas, manejo de doenças e uso de biológicos.

Ao longo do dia, os participantes acompanharão painéis técnicos sobre o cenário atual do bicudo-do-algodoeiro nas principais regiões produtoras do país, manejo integrado de pragas, destruição de soqueira, manejo de lagartas, fortalecimento do refúgio e estratégias para o controle de doenças como Ramulariopsis pseudoglycines e Corynespora cassiicola.

O evento também abrirá espaço para discussões sobre o uso de ferramentas seletivas, biológicos e iniciativas colaborativas que contribuam para reduzir custos de produção e ampliar a eficiência no uso de insumos.

Entre os palestrantes confirmados estão especialistas de instituições como Embrapa Algodão, Esalq, UFPel, UFRPE, Fundação Bahia, Fundação Chapadão, IMAmt e representantes do setor produtivo. O workshop contará ainda com participação de cotonicultores australianos e tradução simultânea português-inglês durante as apresentações e intervenções dos consultores convidados. O encerramento trará uma rodada de debates e um momento de networking entre os participantes.

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Agro Mato Grosso

FICO avança para fase de superestrutura e consolida corredor logístico no Brasil

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Trecho entre Mara Rosa e Crixás entra em nova etapa com instalação de trilhos; ferrovia deve impulsionar o escoamento do agronegócio do Centro-Oeste

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Agro MT