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5 de novembro de 2026

Agro Mato Grosso

Avanço da semeadura da soja em Mato Grosso segue em ritmo acelerado

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Mais de 60% dos mais de 13 milhões de hectares que devem ser cultivados em Mato Grosso foram plantados até o fechamento da última semana. Os pesquisadores da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), em visitas a propriedades, visualizaram máquinas em operação e o plantio já avançado para estágios vegetativos, reflexo de um planejamento que vem sendo adotado nos últimos anos.

A pesquisadora de Fitotecnia da Fundação MT, Daniela Dalla Costa, explica que apesar da área plantada ser maior que na mesma época do ano passado e da média dos últimos 5 anos, a instabilidade climática dos últimos dias e os baixos volumes previstos, tendem a retardar o processo de semeadura. Segundo ela, o foco agora é otimizar os recursos disponíveis e adequar o sistema operacional para garantir a eficiência e rapidez da semeadura assim que as condições ambientais se estabilizarem.

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“Já estamos preparados para essas irregularidades, entretanto, normalmente a janela de chuvas tende a se estabilizar até os primeiros dez dias de outubro. Esse atraso provoca grande preocupação com o calendário e a janela de plantio da segunda safra. Produtores que cultivam algodão depois da soja precisam que a cultura se estabeleça e seja colhida rapidamente. Neste momento, o cenário também começa a preocupar para a janela de semeadura do milho segunda safra”, explica a pesquisadora.

A consultora agronômica da Fundação MT, Jakelinny Martins Silva, destaca que, depois de realizar a semeadura, o produtor não tem muito controle, restando aguardar por condições climáticas favoráveis. As decisões mais importantes devem ser tomadas antes do plantio, considerando o sistema de produção adotado, seja soja-algodão ou soja-milho.

No sistema soja-algodão, a pesquisadora ressalta que o algodão é a cultura principal, exigindo o plantio antecipado da soja. Já no sistema soja-milho, é possível postergar a semeadura da soja sem comprometer a janela ideal do milho. O produtor, especialmente neste segundo caso, não precisa ficar ansioso. A espera pode garantir melhores condições de plantio.

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“A utilização de sementes certificadas, de alta qualidade e vigor, ajuda no arranque inicial e na superação dos desafios climáticos. Também é importante ajustar a profundidade da semeadura e outros aspectos operacionais”, afirma Jakelinny Silva.

Acompanhamento constante

Os produtores devem acompanhar as previsões do tempo, essenciais para o planejamento da semeadura, já que oscilações nas chuvas são esperadas. Atrasos no plantio podem expor a soja a períodos críticos de chuva, exigindo atenção ao manejo fitossanitário. Nos últimos anos, o manejo evoluiu com base nas variações climáticas, tornando os produtores mais assertivos na escolha de cultivares, no ajuste do calendário e nas práticas de plantio.

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“Em relação à pesquisa, buscamos entender os impactos de antecipar ou atrasar o plantio da soja, inclusive sobre outras culturas. A pesquisa também apoia o produtor nos manejos operacionais iniciais, como profundidade da semeadura, ajustes de implementos e escolha de cultivares”, descreve Daniela Dalla Costa.

A consultora agronômica Jakelinny Silva orienta os produtores que precisam seguir com o plantio mesmo com riscos climáticos a escolherem talhões bem estruturados e com boa fertilidade. É essencial selecionar cultivares mais resistentes, além de cuidar da profundidade da semeadura, sementes plantadas mais profundamente mantêm contato com a umidade por mais tempo, favorecendo o desenvolvimento, especialmente em períodos de seca.

“Pode ser que a planta não se desenvolva bem ou nem sobreviva. É importante cuidar da quantidade de sementes por metro, pois, em caso de intempéries, algumas podem não vingar. O ideal é usar a população correta ou ajustar com as marcas, para evitar queda acentuada no estande de plantas”, pontua.

Sobre o impacto climático atual na janela de plantio, a pesquisadora explica que a situação varia conforme a região. O médio-norte e o oeste do estado, por exemplo, tiveram chuvas logo após o fim do vazio sanitário, em 16 de setembro, o que permitiu o avanço rápido da semeadura, onde neste momento estas regiões enfrentam um cenário de instabilidade climática.

“Os maiores impactos estão na região sul estendendo-se até o município de Primavera do Leste, onde o sistema soja-algodão exige plantio antecipado. Essa região já tem histórico de chuvas mais tardias, porém neste ano atrasou ainda mais, o que pode comprometer a janela da soja e, possivelmente, do algodão também”, conclui Daniela.

Já sobre os efeitos fisiológicos do atraso no plantio e a exposição inicial à falta de umidade, a pesquisadora explica que isso afeta diretamente a produtividade da soja. A população de plantas, um dos quatro componentes que determinam o rendimento, é definida na semeadura. Se as sementes são expostas a longos períodos sem chuva, a emergência pode ser comprometida, afetando o número final de plantas e, consequentemente, a produtividade.

A Fundação MT oferece serviços de consultoria agronômica de alto impacto, integrando conhecimentos de diversas áreas de pesquisa. O trabalho inclui o acompanhamento do desenvolvimento das culturas, a amostragem de solo e a definição de estratégias para o sistema de produção. Este e outros serviços estão disponíveis para consulta no site fundacaomt.com.br

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Agro Mato Grosso

MT intensifica combate ao bicudo na reta final da safra de algodão

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Com o beneficiamento do algodão entrando na reta final em Mato Grosso, a atenção do setor produtivo se volta para o controle do bicudo-do-algodoeiro. Na última semana de outubro, a incidência da praga aumentou na maioria das regiões do estado, segundo levantamento do IMAmt, braço técnico da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Imea.

O cenário levou a Ampa a reforçar o alerta aos agricultores sobre a necessidade de manter as medidas de combate ao inseto mesmo durante o desenvolvimento da soja. As tigueras, plantas voluntárias de algodão que nascem entre as lavouras de grãos, servem de abrigo e alimento para o bicudo. Por isso, a recomendação é eliminar esses focos imediatamente, manter as armadilhas ativas e recorrer à aplicação de inseticidas quando necessário.

Nas unidades de beneficiamento, os trabalhos também se aproximam da conclusão. A maior parte das algodoeiras já processou entre 65% e 80% da produção, enquanto algumas instalações da região Centro-Leste atingiram 97% do volume previsto.

Plantio da soja chega a 89%

Paralelamente aos cuidados fitossanitários, Mato Grosso se aproxima da conclusão da semeadura da soja 2026/27. Até 30 de outubro, a operação havia alcançado 89,05% da área estimada, favorecida pelo retorno das chuvas em regiões que enfrentavam maior irregularidade climática, como o Noroeste do estado.

Com as lavouras apresentando bom desenvolvimento, o ritmo da semeadura contribui para o planejamento da próxima etapa do calendário agrícola. A conclusão dos trabalhos dentro do período adequado é importante para assegurar condições mais favoráveis ao cultivo do milho e do algodão de segunda safra no início do próximo ano.

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O processamento da fibra, a proximidade do fim da semeadura e a vigilância contra o bicudo marcam a transição entre as etapas da produção agrícola em Mato Grosso. Nesse período, o cumprimento das recomendações fitossanitárias e a atenção aos prazos de cultivo são fundamentais para preservar o potencial produtivo da próxima temporada.

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Agro Mato Grosso

MT lidera o Brasil na produção de biomassa nativa e salto impressiona entre 2021 e 2025

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Levantamento do IBGE aponta que participação do estado no cenário nacional saltou de 8,2% para 21,5%, impulsionada pelo uso nas caldeiras das agroindústrias.

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Agro Mato Grosso

Grupo de teatro de MT leva Amazônia, Cerrado e Pantanal a festival internacional na África

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O grupo mato-grossense Tibanaré leva os três biomas de Mato Grosso ao palco de um festival internacional de teatro em Cabo Verde, na África. Com a Amazônia, Cerrado e Pantanal em foco, a companhia foi selecionada para apresentar o espetáculo infantojuvenil Fubá Play na 32ª edição do Festival Internacional de Teatro do Mindelo (Mindelact 2026), realizada entre os dias 2 e 7 de novembro, na ilha de São Vicente.

A montagem tem cenário inspirado na diversidade ambiental do estado e mistura teatro, tecnologia e jogos interativos. Durante a apresentação, as crianças participam de votações que definem os rumos da história e influenciam as ações do personagem, as imagens projetadas e a trilha sonora.

O espetáculo acompanha Fubá, protagonista que vive em uma casa-bolha tecnológica e enfrenta desafios ao longo da narrativa. As escolhas do público interferem diretamente no desenvolvimento das cenas.

A apresentação marca o retorno do grupo ao festival. Na edição anterior, o Tibanaré levou ao evento o espetáculo ‘Fiu Fiu – Um encontro entre pássaros’, que combina teatro e dança sem diálogos.

Trajetória internacional

Fundado em 2006, em Mato Grosso, o Grupo Tibanaré desenvolve trabalhos que misturam teatro, palhaçaria, dança e outras linguagens artísticas.

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O Mindelact é um dos principais encontros de artes cênicas da África de língua portuguesa e reúne artistas e companhias de diferentes países. A seleção é resultado de uma articulação iniciada no Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR) 2025, realizado em Fortaleza (CE).

O encontro reúne profissionais do setor cultural e cria oportunidades para a circulação de produções brasileiras no exterior. Além das participações no Mindelact, a companhia já esteve em feiras internacionais de artes cênicas no Chile e nos Estados Unidos e em festivais na Turquia, China, Chile e Angola.

A viagem conta com apoio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), que custeou as passagens aéreas. O festival não cobre as despesas de deslocamento dos artistas.

Grupo Tibanaré encena 'Tomara que Chova' no palco do programa É Bem Mato Grosso, em 2015

Grupo Tibanaré encena ‘Tomara que Chova’ no palco do programa É Bem Mato Grosso, em 2015

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