Sustentabilidade
Chicago/CBOT: Otimismo virou cautela com a realizada dos números – MAIS SOJA

Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 29/10/2025
FECHAMENTOS DO DIA 29/10
O contrato de soja para novembro fechou em alta de 0,16% ou $ 2,00 cents/bushel, a $1080,25. A cotação de janeiro encerrou em baixa de 0,09% ou $ -0,75 cents/bushel, a $1094,50. O contrato de farelo de soja para dezembro fechou em alta de 0,72% ou $ 2,2/ton curta, a $ 308,7. O contrato de óleo de soja para dezembro fechou em baixa de 0,20% ou $ -0,10/libra-peso, a $ 50,16.
ANÁLISE DO MIX
A soja negociada em Chicago fechou de forma mista nesta quarta-feira. O mercado optou por uma postura mais cautelosa na véspera da cúpula entre XI e Trump. Mesmo com o gesto de boa vontade da COFCO, que comprou as primeiras cargas de soja americana no ano comercial 25/26, os Traders optaram por realizar lucros depois das fortes altas que levaram as cotações da soja ao maior patamar em 15 meses. A empolgação inicial caiu na realidade dos números. “Não está claro se a China se comprometerá com volumes fixos de soja americana, e há incerteza sobre como qualquer acordo seria implementado. Com os preços do farelo de soja chinês ainda baixos, mesmo uma redução das tarifas para os níveis pré-guerra comercial pode não tornar lucrativo para as processadoras chinesas importarem soja americana”, disseram as fontes a Bloomberg nesta quarta.
Os Chineses precisam entre 7 e 9 milhões de toneladas de soja até o final da colheita no Brasil no começo do próximo ano. Este volume está longe das 22 milhões de toneladas compradas no ano comercial anterior. Em 2018-2019 mesmo com um acordo firmado, a China comprou apenas o mínimo necessário para os seus estoques do grão americano. Tudo isso levou o mercado a parar e pensar com cautela antes de terem dados mais concretos da reunião.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
REUNIÃO EUA-CHINA-GRANDE EXPECTATIVA (altista)
Além da potencial realização de lucros por especuladores, como a que causou quedas na sessão noturna, o mercado permanece confiante de que um acordo comercial com a China é possível desta vez e que ele porá fim à proibição que os compradores chineses vêm aplicando à safra de soja americana de 2025/2026.
EUA CONFIRMAM VENDA DE SOJA À CHINA (altista)
E, em relação a essa expectativa, após notícias indicarem que a Cofco havia finalizado as primeiras compras de soja americana da safra 2025/2026 para a China — supostamente três remessas totalizando entre 180.000 e 195.000 toneladas — a Secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, confirmou essas transações iniciais hoje. “Esta compra, que ocorre pouco antes das conversas entre Trump e Xi, demonstra que os Estados Unidos estão falando sério e que vamos restabelecer o equilíbrio, dar aos produtores americanos as oportunidades que eles conquistaram e enviar a mensagem de que, quando os Estados Unidos lideram na agricultura, o mundo ouve”, escreveu o funcionário no X.
BRASIL-MAIS UMA CONSULTORIA ESTIMA AUMENTO DE SAFRA (baixista)
Segundo estimativas do Rabobank publicadas hoje, a safra brasileira de soja 2025/2026 deve atingir um recorde de 177 milhões de toneladas, representando um aumento de 3% em relação ao ano anterior, enquanto as exportações de soja em grão devem se manter estáveis em 111 milhões de toneladas. Em relação ao processamento, o banco prevê um recorde de 60 milhões de toneladas de soja processada, em comparação com 58 milhões de toneladas no ciclo anterior. Este último número ficou ligeiramente abaixo dos 60,5 milhões de toneladas projetados na semana passada pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que também previu safra e exportações de soja de 178,5 milhões de toneladas e 111 milhões de toneladas, respectivamente.
Fonte: T&F Agroeconômica
Sustentabilidade
Supermercado do mundo: Paraná expande produção agropecuária entre 2018 e 2025 – MAIS SOJA

A estratégia de apostar na vocação do Paraná para produzir alimentos gerou frutos. O Estado, segundo maior produtor nacional de grãos, atrás apenas do Mato Grosso, e maior produtor de carnes, com liderança na avicultura e piscicultura, assistiu a um grande salto de produção em algumas culturas de 2018 a 2025.
Um levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que todas as principais culturas de grãos e da pecuária do Paraná tiveram saltos expressivos na produção nos últimos sete anos.
“Esse resultado é fruto de estímulos ao setor, crédito e ampliação da infraestrutura energética baseada em fontes renováveis, estradas novas e um porto mais eficiente. O Paraná precisava apostar naquilo que é competitivo. Temos as maiores cooperativas da América Latina e centenas de agroindústrias e produtores que dedicam seu trabalho na produção de alimentos. Esse crescimento ajudou o PIB do Paraná e gerou dividendos para milhares de famílias”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
“O Paraná conseguiu criar bons ambientes de negócios nos últimos anos, desburocratizou licenças, instalou redes trifásicas no campo e estamos em pleno ciclo de novos investimentos com a formatação dos Fundo de Investimento Agrícola do Paraná. Com esses investimentos públicos, criamos as condições ideais para atração de investimentos privados e para posicionar o Paraná, que já exporta alimentos para mais de 190 territórios, um dos grandes supermercados do mundo”, complementou.
A soja, principal cultura do Paraná, saltou de 19.035.720 toneladas para 22.212.100 toneladas, patamar recorde de toda a série histórica. O aumento foi de 16,6% em sete anos. No milho (primeira e segunda safras, cujas produções acontecem entre setembro e dezembro e janeiro e março), o aumento foi ainda maior, saindo de 12.760.610 toneladas para 20.865.600 toneladas, aumento de 63,5%.
O plantio de feijão, que tem o Paraná como maior produtor nacional, saltou de 635.086 toneladas para 736.500 toneladas, chegando ao patamar de 860.843 toneladas em 2024, maior valor da série. O aumento foi de 15,9% entre 2018 e 2025. A arroz, que ajuda a completar o PF do brasileiro, teve produção ampliada de 137.328 toneladas para 148.700 toneladas, salto de 8,2%.
Essa também foi a realidade em outros segmentos da produção agropecuária. A safra de aveia saltou de 175.114 toneladas em 2018 para 257.200 toneladas em 2025, aumento de 46,8%. A produção de batata variou de 813.173 toneladas para 864.900 toneladas, maior patamar da série, com salto de 6,3%. A cevada foi de 219.232 toneladas para 492.900 toneladas, variação superior a 100%, e a produção de centeio saiu de 4.455 toneladas para 6.500 toneladas.
Na pecuária, cuja medição é trimestral, o Paraná ampliou a participação nacional em escala de milhões de unidades nos últimos sete anos. Na produção de frangos, o salto foi de 449 milhões de unidades no 4º trimestre 2018 para 588 milhões de unidades no 4º trimestre 2025, um aumento de 30%. O Paraná produz mais de 2 bilhões de frangos por ano e já tem cerca de 34% do mercado nacional.
A produção de suínos saiu de 2,3 milhões de unidades para 3,1 milhões de unidades. O Paraná é o segundo maior produtor e encurtou a distância para Santa Catarina nos últimos anos. Em relação aos bovinos, a evolução foi de 387 mil unidades para 432 mil unidades. Na piscicultura o salto também é relevante: de 123 mil toneladas em 2018 para 273 mil toneladas em 2025. Na produção de leite o salto é igualmente relevante, saindo de 842 milhões de litros de leite no 4º trimestre 2018 para 1,1 bilhão de litros no 4º trimestre 2025.
Fonte: AEN-PR
Sustentabilidade
Abiove eleva previsão de processamento de soja e Brasil pode bater novo recorde em 2026

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) revisou para cima as projeções do complexo soja e indicou que o Brasil pode atingir um novo recorde de processamento em 2026.
Segundo a entidade, o esmagamento de soja no país deve alcançar 61,5 milhões de toneladas, alta de 0,8% em relação à estimativa divulgada em janeiro. O avanço reflete a combinação entre uma safra robusta e a demanda crescente por derivados.
Produção de farelo e óleo acompanha crescimento
Com o maior volume processado, a oferta de produtos de maior valor agregado também deve crescer.
A Abiove projeta a produção de 47,4 milhões de toneladas de farelo de soja e 12,35 milhões de toneladas de óleo de soja em 2026.
De acordo com o diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da entidade, Daniel Furlan Amaral, o cenário reforça a capacidade da indústria nacional.
“O ajuste positivo nas projeções de esmagamento demonstra que o setor está preparado para absorver a safra recorde, transformar essa matéria-prima em proteína e bioenergia e fortalecer a segurança alimentar e energética brasileiras”, afirma.
Exportações seguem em patamar elevado
No mercado externo, o Brasil mantém a liderança global nas exportações de soja em grão, com embarques projetados em 111,5 milhões de toneladas em 2026.
Para os derivados, a expectativa é de exportação de 24,6 milhões de toneladas de farelo e crescimento de 3,4% nas vendas de óleo de soja, que devem atingir 1,5 milhão de toneladas.
Dados de 2025 confirmam expansão do setor
O balanço da Abiove também consolidou os números de 2025, que já indicavam um ciclo de crescimento.
O esmagamento totalizou 58,7 milhões de toneladas, enquanto a produção de farelo chegou a 44,85 milhões de toneladas e a de óleo, a 11,93 milhões de toneladas.
As exportações de soja em grão somaram 108,18 milhões de toneladas, segundo dados do MDIC/Secex.
Os primeiros dados de 2026 reforçam o cenário positivo. Em janeiro, o processamento de soja atingiu 3,689 milhões de toneladas, alta de 8,9% na comparação anual, considerando o ajuste amostral.
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Sustentabilidade
Outono começa com chuvas irregulares e calor acima da média em MS e exige atenção na segunda safra 2025/2026 – MAIS SOJA

O cenário climático ocorre em um momento estratégico para o campo sul-mato-grossense, com a fase final da colheita da soja e o avanço do plantio do milho segunda safra 2025/2026, exigindo atenção redobrada dos produtores rurais.
De acordo com o boletim do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul, a tendência é de chuvas mal distribuídas ao longo do trimestre, com volumes que podem variar entre regiões do Estado, ficando dentro ou abaixo da média histórica. Em áreas do centro-sul, há maior probabilidade de precipitações abaixo do esperado, o que pode impactar diretamente o estabelecimento inicial das lavouras.
Outro ponto de atenção é a previsão de temperaturas acima da média climatológica, com maior frequência de dias quentes, o que eleva a evapotranspiração e aumenta a demanda hídrica das culturas.
Para o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena, o cenário exige cautela e planejamento por parte dos produtores.
“Estamos em uma fase decisiva, com o produtor finalizando a colheita da soja e implantando o milho segunda safra. Essa irregularidade das chuvas pode comprometer a germinação e o desenvolvimento inicial das lavouras, principalmente nas regiões onde os volumes ficarem abaixo da média”, destaca.
Segundo ele, as temperaturas mais elevadas também entram no radar do produtor neste início de ciclo.
“O calor acima da média aumenta a evapotranspiração e pode intensificar o estresse hídrico nas plantas, especialmente se houver falhas na distribuição das chuvas. Por isso, o monitoramento constante das condições climáticas é fundamental para a tomada de decisão no campo”, afirma Aguena.
As condições previstas podem impactar diretamente as atividades no campo, como a logística da colheita da soja, a qualidade dos grãos e o estabelecimento do milho segunda safra 2025/2026.
Diante do cenário de variabilidade climática, a recomendação é de acompanhamento frequente dos boletins meteorológicos e adoção de estratégias flexíveis no manejo, visando reduzir riscos e preservar o potencial produtivo das lavouras.
Fonte: AprosojaMS
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