Sustentabilidade
No Dia Nacional do Plantio Direto, Aprosoja MT destaca avanços e benefícios da prática no Estado – MAIS SOJA

Nesta quinta-feira (23.10) é celebrado o Dia Nacional do Plantio Direto, sistema agrícola que revolucionou o manejo do solo no Brasil desde a década de 1970 e tornou o país uma referência mundial em produtividade com conservação ambiental. Em tempos de crescente demanda global por alimentos, preservar o solo é mais do que uma técnica, é um compromisso com o futuro defendido e incentivado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT).
O sistema de Plantio Direto (SPD) consiste em semear as culturas diretamente sobre a palhada da safra anterior, sem revolver o solo, conservando a fertilidade do solo, reduzindo a erosão, aumentando a infiltração da água e retendo carbono na terra. Para o 2º Diretor Administrativo da Aprosoja MT, Jorge Diego Giacomelli, o plantio direto é um dos pilares da agricultura mato-grossense sustentável.
“Para Mato Grosso isso é uma revolução, porque os solos do cerrado são solos muito pobres em fertilidade, e o plantio direto aumenta muito essa fertilidade e proporciona sucessão de culturas. Para fazermos duas safras, geralmente realizamos sobre o plantio direto. Soja em cima de palhada de milho e milho em cima de palhada de soja. E isso contribui para o aumento de produtividade, o sequestro de carbono na cultura e para a rentabilidade do produtor”, afirmou Jorge.
Segundo Giacomelli, a Aprosoja MT vem fortalecendo o uso do plantio direto por meio dos Centros Tecnológicos (CTECNOs) Parecis e Araguaia, unidades de pesquisa mantidas pela entidade. “Os CTECNOs desenvolvem pesquisas diretamente relacionadas ao plantio direto. Os Centros de Pesquisas estudam as melhores palhadas para cobertura do solo e, logo após, divulgam os resultados dos estudos para os produtores. Também são realizadas Rodadas Técnicas em todos os núcleos espalhados por Mato Grosso, demonstrando os resultados e incentivando os produtores a aplicarem essas técnicas em suas propriedades. Isso faz da agricultura mato-grossense uma agricultura mais sustentável e mais rentável do ponto de vista econômico”, explicou.
De acordo com Jorge Diego Giacomelli, os próximos passos da entidade envolvem intensificar pesquisas e ampliar a adoção do sistema visando manter Mato Grosso na frente da produção sustentável.
“A Aprosoja MT, através dos CTECNOs, vai continuar fomentando as pesquisas e as Rodadas Técnicas para trocar ideias com os produtores, porque muita evolução acontece dentro das propriedades. O produtor é um professor, um cientista que está ali no dia a dia, trazendo técnicas que melhoram as atividades e a produção. E quando ele faz isso, ele compartilha com os demais e com a própria entidade para que desenvolvamos cada vez mais essas práticas dentro das propriedades mato-grossenses. Esse já é o presente e com certeza será o futuro da agricultura mato-grossense. O plantio direto está diretamente ligado à produção, à conservação do solo, à rentabilidade e à sustentabilidade”, completou o diretor.
O vice-presidente Oeste da Aprosoja MT e produtor rural, Gilson Antunes de Melo, é um dos que adotaram o sistema em sua propriedade e afirma que a mudança trouxe ganhos perceptíveis.
“O plantio direto é uma das melhores coisas que aconteceu na agricultura nos últimos tempos, porque só tem a ganhar quem utiliza esse sistema. Você não revolve o solo, então o meio ambiente ganha. Você tem segurança no plantio, porque você tem uma camada de palha sobre o solo que te mantém mais umidade e a temperatura do solo mais baixa, favorecendo a emergência da planta que você está cultivando. E com certeza o menor uso de máquinas, menor uso de combustíveis e até uma diminuição de custo de produção. Nós utilizamos o plantio direto em 100% das nossas áreas, porque entendemos que é a melhor maneira de produzir com segurança e ajudando o meio ambiente”, afirmou.
Além dos ganhos produtivos, Gilson destaca o impacto ambiental positivo e a preocupação dos produtores rurais mato-grossenses com o meio ambiente. “Mais do que a melhora na lavoura, o produtor também está preocupado com o meio ambiente. Os números do plantio direto demonstram que ele chega a sequestrar quase duas toneladas de gás carbônico. E essa preocupação está no Estado inteiro, demonstrando a preocupação que o agricultor tem com o meio ambiente e com a natureza”, finalizou.
Com a celebração do Dia Nacional do Plantio Direto, a Aprosoja Mato Grosso reforça seu compromisso em promover uma agricultura cada vez mais sustentável, eficiente e conectada às boas práticas de manejo do solo e dos recursos naturais para as próximas gerações.
Foto de capa: Bruno Lopes/Aprosoja MT
Sustentabilidade
Chicago consolida sessão de forte avanço para o milho, baseada em fatores técnicos – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com forte alta nos preços. O mercado consolidou seu avanço baseado em fatores técnicos, acompanhando um movimento de recuperação diante da queda significativa de segunda-feira e os ganhos do petróleo em Nova York.
A menor demanda por milho voltado a produção de etanol, contudo, limitou o movimento positivo. A produção de etanol de milho dos Estados Unidos caiu 2,9% na semana encerrada em 13 de março, atingindo 1,093 milhão de barris diários (*), ante 1,126 milhão de barris na semana anterior (6), segundo dados da AIE (Administração de Informação de Energia).
Já os estoques de etanol dos Estados Unidos passaram de 25,6 milhões de barris para 26,4 milhões no mesmo período comparativo, alta de 3,1%. O país exportou 174 mil barris de etanol nessa última semana, ante 188 mil na semana anterior, recuo de 7,5%. (*) Cada barril equivale a 159 litros.
Ainda limitando o avanço, atuou como fator baixista a confirmação da China do adiamento da visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à capital do país. A Casa Branca informou que o país asiático concordou em adiar a visita do presidente e, segundo a porta-voz Karoline Leavitt, novas datas estão sendo negociadas.
Os contratos de milho com entrega em maio fecharam a US$ 4,63 1/4, com avanço de 9,25 centavos, ou 2,03% em relação ao fechamento anterior. A posição julho fechou a sessão a US$ 4,74 1/2 por bushel, alta de 9,00 centavos ou 1,93% em relação ao fechamento anterior.
Fonte: Safras News
Autor:Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Colheita da soja avança em MS e plantio do milho já supera 75%, aponta Aprosoja/MS – MAIS SOJA

A colheita da soja em Mato Grosso do Sul atingiu 75,3% da área acompanhada na safra 2025/2026, conforme dados do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS.
O levantamento, com base em informações coletadas até 13 de março, mostra que os trabalhos no campo ganharam ritmo nas últimas semanas, após um início mais lento.
A região sul lidera o avanço da colheita, com 84,1% da área já colhida, seguida pela região centro (70,5%) e norte (48%). Ao todo, cerca de 3,6 milhões de hectares já foram colhidos no Estado.
Apesar da evolução, as condições climáticas impactaram parte das lavouras, principalmente no sul do Estado. Períodos de estiagem e temperaturas elevadas entre janeiro e fevereiro provocaram perdas em áreas significativas.
Segundo o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena, o cenário da safra reflete a influência direta do clima sobre o desempenho das lavouras.
“A gente teve um início de safra com condições muito favoráveis, mas, ao longo de janeiro e fevereiro, enfrentamos períodos de estiagem e temperaturas elevadas, especialmente na região sul. Isso acabou impactando o potencial produtivo em algumas áreas”, explica.
Mesmo com os desafios, a estimativa para a safra segue positiva. A produção de soja em Mato Grosso do Sul deve alcançar cerca de 15,2 milhões de toneladas, com produtividade média de 52,8 sacas por hectare.
Plantio do milho segue em ritmo acelerado
Paralelamente à colheita da soja, o plantio do milho da segunda safra também avança de forma significativa. Até o dia 13 de março, 75,7% da área prevista já foi semeada, índice superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior.
A região sul novamente se destaca, com 82,2% da área plantada, enquanto o norte alcança 66,3% e o centro, 59,3%. Aproximadamente 1,67 milhão de hectares já foram cultivados com milho.
O avanço foi impulsionado pela intensificação dos trabalhos a partir da segunda quinzena de fevereiro. Em apenas uma semana, o plantio evoluiu quase 20%, o que representa cerca de 440 mil hectares.
De acordo com Aguena, o bom ritmo do plantio é resultado da janela operacional favorecida nas últimas semanas.
“Com a evolução da colheita da soja e a melhora das condições de campo, o produtor conseguiu acelerar o plantio do milho. Isso é importante para aproveitar melhor a janela climática da segunda safra”, destaca.
Produção de milho deve chegar a 11,1 milhões de toneladas
A estimativa da Aprosoja/MS indica que a segunda safra de milho deve ocupar uma área de 2,206 milhões de hectares, com produtividade média de 84,2 sacas por hectare. A produção total está projetada em 11,1 milhões de toneladas.
Clima segue como fator de atenção
As condições climáticas continuam no radar dos produtores. A irregularidade das chuvas, especialmente no sul do Estado, e a previsão de temperaturas acima da média nos próximos meses podem influenciar o desenvolvimento das lavouras.
Fonte: AprosojaMS
Sustentabilidade
Mercado brasileiro de milho deve permanecer comedido nesta quinta-feira – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho deve apresentar mais um dia de negócios travados. Os produtores e consumidores permanecem com tom comedido, observando a situação da greve dos caminhoneiros, que traria fortes impactos na logística. O clima também é preocupação, tendo em vista o plantio da safrinha. No cenário internacional, mesmo com a alta do dólar frente ao real e o avanço na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os investidores optam por adotar cautela nas negociações devido a alta volatilidade destes ativos.
O mercado brasileiro de milho apresentou ambiente de negócios travado, com tom de cautela tanto de consumidores como de produtores, diante do avanço de incertezas, tanto no cenário internacional como no doméstico. As atenções voltadas para a possibilidade de greve de caminhoneiros, enquanto agentes do mercado estão atentos também na evolução do clima, no ritmo da colheita da soja, no plantio da safrinha e questões relacionadas a logística. A forte volatilidade de ativos, como o dólar, petróleo e futuros do milho também afetam nas decisões no decorrer do dia, disse o analista da Consultoria Safras & Mercado, Allan Maia.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 68,00/73,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 67,50/72,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 63,00/64,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 69,00/71,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 74,00/75,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 63,50/64,50 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 64,00/65,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 60,00/62,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 51,00/55,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
- Os contratos com entrega em março de 2026 estão cotados a US$ 4,69 por bushel, alta de 5,75 centavos de dólar, ou 1,24%, em relação ao fechamento anterior.
- O mercado é sustentado pela valorização do petróleo, considerando o papel do cereal como matéria-prima para o etanol. Números de inflação acima do esperado, divulgados na quarta-feira, também dão suporte aos preços.
- Ontem (18), os contratos de milho com entrega em maio fecharam a US$ 4,63 1/4, com avanço de 9,25 centavos, ou 2,03% em relação ao fechamento anterior. A posição julho fechou a sessão a US$ 4,74 1/2 por bushel, alta de 9,00 centavos ou 1,93% em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
- O dólar comercial registra alta de 1,19%, a R$ 5,3061. O Dollar Index registra estabilidade, a 100.09 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
- As principais bolsas na Europa operam com índices baixos. Paris, -1,90%. Frankfurt, -2,67%. Londres, -2,46%.
- As principais bolsas da Ásia fecharam com preços fracos. Xangai, -1,39%. Japão, -3,38%.
- O petróleo opera com alta. Abril do WTI em NY: US$ 96,81 o barril (+0,50%).
AGENDA
- Eurozona: A decisão de política monetária será publicada às 10h15 pelo BCE.
- Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
- Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
- Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
Sexta-feira (20/03)
- Alemanha: O índice de preços ao produtor de fevereiro será publicado às 4h pelo Destatis.
- Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.
Fonte: Safras News
Autor:Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
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