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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT reforça diálogo com BNDES e defende novas estruturas de financiamento

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) se reuniu nesta quarta-feira (22.10) com representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em uma fazenda em Nova Ubiratã. A oportunidade serviu para que os representantes pudessem conhecer de perto a realidade do setor produtivo do estado, bem como os desafios enfrentados.

Durante a visita, o diretor financeiro da Aprosoja MT, Nathan Belusso, ressaltou a importância do diálogo entre os produtores e a instituição financeira.

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“Hoje pudemos conversar um pouco com os representantes do BNDES para mostrar um pouquinho a realidade do produtor, quais são as necessidades de investimentos, gargalos, para que eles entendam realmente a realidade do produtor a campo e onde está a perspectiva de crescimento, para que com isso eles consigam ajudar na criação de créditos com uma acessibilidade maior e mais uma desburocratização do acesso ao crédito ao produtor também.

Ele ainda destacou que a entidade tem trabalhado de forma contínua para tornar o crédito rural mais acessível e compatível com a realidade do campo.

“Um dos principais trabalhos que a Aprosoja MT tem buscado é justamente a desburocratização desse acesso ao crédito, e mostrar essa realidade aos representantes, aos técnicos do BNDES, é extremamente importante para que eles entendam, realmente, onde estão os gargalos do produtor e, consequentemente, nos ajudem a formar ferramentas para facilitar o acesso a esses recursos e, ajudar a agricultura, a mato-grossense, a brasileira, a continuar crescendo”, disse ao relatar a atuação da Aprosoja MT frente aos desafios crescentes com o aumento dos custos de produção, a alta dos juros e a falta de linhas de crédito adequadas à realidade do campo.

A Aprosoja MT defende políticas de crédito de longo prazo, com taxas justas e previsibilidade, capazes de assegurar sustentabilidade econômica ao produtor e segurança alimentar ao país. Um dos temas centrais abordados no encontro foi o gargalo da armazenagem em Mato Grosso, um dos principais entraves logísticos enfrentados a cada safra.

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Representando o BNDES, Rafael Mazzeo avaliou positivamente a visita e ressaltou a importância de compreender as demandas locais.

“Foi uma visita muito produtiva, bem importante. Eu acredito que poder estar aqui, colocar o pé na terra, ver a realidade dos produtores, ver tanto a parte boa, as conquistas até aqui, a infraestrutura que se desenvolveu na região, uma região de alta produtividade aqui do estado, e também ver os desafios que sempre permanecem, a infraestrutura que sempre vai ter alguma coisa para acrescentar, produtores que sempre tem algo também para melhorar a produção e resolver os desafios, além de nos colocarmos à disposição para ajudar e para ter o desenvolvimento aqui para a região”, disse.

Para a Aprosoja MT o diálogo com instituições, como o BNDES, é essencial para construir caminhos que viabilizem investimentos que cheguem efetivamente às propriedades rurais, gerando mais competitividade e equilíbrio financeiro ao setor. A entidade destaca que a industrialização é um passo importante, mas que deve caminhar junto com o fortalecimento do produtor, elo central da cadeia produtiva.

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Governo quer barrar empresas que não cumprirem a tabela de frete mínimo; veja

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As empresas que descumprirem a tabela mínima de frete poderão ser impedidas de contratar novos serviços no país, disse nesta quarta-feira (18) o ministro dos Transportes, Renan Filho.

A medida faz parte de um pacote para ampliar a fiscalização e garantir o cumprimento do piso do frete rodoviário. O anúncio ocorre em meio à ameaça de paralisação de caminhoneiros após as altas recentes do diesel com o início da guerra no Oriente Médio.

Segundo o ministro, o governo pretende adotar instrumentos jurídicos para aumentar a capacidade de fiscalização e punição no setor, inclusive com o monitoramento eletrônico dos fretes. A proposta prevê suspensão cautelar do direito de contratar fretes para empresas que reincidirem no descumprimento da regra.

Em casos mais graves, pode haver até o cancelamento do registro para operar no transporte de cargas.

“A principal correção é que nós vamos, por meio de instrumento jurídico adequado, aumentar a capacidade de enforcement [reforço] do ambiente regulatório. A empresa que não cumpre a tabela vai poder ser impedida de contratar frete”, disse Renan Filho.

 

Descumprimento
De acordo com o ministro, há indícios de descumprimento generalizado da tabela de frete no país, o que tem afetado a renda dos caminhoneiros e a concorrência no setor.

Levantamentos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) indicam que cerca de 20% das fiscalizações resultaram em autuações.

Entre as empresas com maior número de infrações estão grandes companhias de diferentes setores da economia, o que, segundo o governo, reforça a necessidade de endurecer as regras.

Fiscalização ampliada
O governo pretende ampliar o monitoramento eletrônico dos fretes em todo o país, além de reforçar as ações presenciais. A estratégia busca impedir que multas sejam tratadas apenas como custo operacional pelas empresas.

A proposta também prevê responsabilização não só de transportadoras, mas também de embarcadores e até controladores em casos de irregularidades recorrentes.

As medidas são discutidas em meio à insatisfação de caminhoneiros, que reclamam da alta do diesel e da falta de cumprimento da tabela mínima de frete.

O governo mantém diálogo com lideranças da categoria e tenta evitar uma nova greve, como a registrada em 2018.

Regra vigente
A tabela do frete foi criada em 2018, durante o governo do ex-presidente Michel Temer, e prevê reajustes automáticos sempre que o preço do diesel varia mais de 5%.

Apesar das atualizações recentes feitas pela ANTT, o governo avalia que o modelo atual ainda tem baixa efetividade e precisa de ajustes para garantir remuneração adequada aos transportadores.

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Nortão de MT vive nova onda de crescimento e atrai mercado de capitais

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Mato Grosso deve encerrar 2026 com crescimento de 6,6% no PIB, o triplo da média nacional, segundo projeções de mercado. Esse fôlego econômico tem transformado o Norte do estado: cidades como Lucas do Rio Verde e Sorriso deixaram de ser apenas polos agrícolas e passaram a se consolidar como centros de um mercado imobiliário e logístico em forte expansão.

Com investimentos em urbanização que já superam R$ 500 milhões, de acordo com balanços municipais, a região passou a atrair cada vez mais a atenção do mercado financeiro. É nesse cenário que o Semear Banco de Investimento (SBI) participa do Show Safra 2026, evento que será realizado entre os dias 23 e 27 de março em Lucas do Rio Verde. A presença no evento, viabilizada por meio de parceria com a Romancini Incorporadora, tem como objetivo apresentar o crédito estruturado como alternativa para um mercado que não para de crescer.

Para Raphael Coutinho, head comercia ldo SBI, a dificuldade de acesso ao crédito nos bancos tradicionais abriu espaço para soluções financeiras que antes eram mais comuns no eixo Rio–São Paulo. Segundo ele, o empresário de Mato Grosso amadureceu e hoje busca maior independência financeira para garantir que projetos e expansões não sejam interrompidos.

“O investidor local percebeu que não precisa mais ficar refém das linhas de crédito tradicionais para tirar um loteamento ou um armazém do papel. No Show Safra, nosso foco é mostrar que instrumentos como o CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e o CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) oferecem a flexibilidade que o caixa dessas empresas precisa, permitindo que os investimentos acompanhem o ritmo acelerado da região”, explica Coutinho.

A estratégia ganha força com a parceria da Romancini Incorporadora, referência em projetos imobiliários emLucas do Rio Verde. A união reúne quem conhece de perto aregião e o déficit habitacional da região com a engenharia financeira necessária para captar volumes de recursos no mercado de capitais.

Além do setor imobiliário, a participação no evento também busca originar oportunidades em áreas com o agro, logística, comércio e indústria. O banco ainda mira operações de fusões e aquisições (M&A) e a estruturação de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), ferramentas que contribuem para profissionalizar a gestão de capital das empresas locais.

Esse movimento reflete uma mudança na forma como o interior do estado financia seu desenvolvimento. Ao aproximar a sofisticação do mercado de capitais de quem projeta prédios, armazéns e indústrias, a instituição ajuda a sustentar o ritmo acelerado de crescimento regional. A presença no Show Safra reforça esse suporte financeiro, considerado essencial para acompanhar a nova etapa de urbanização e industrialização do Norte de Mato Grosso.

 

FIQUE SABENDO

O Semear Banco de Investimento (SBI) nasceu da união entre o Banco Semear e a RSA Capital. Depois de quase 10 anos de uma parceria de sucesso, houve a aquisição de 30% da RSA Capital oficializada em 2024 após a autorização do Banco Central.

A nova instituição combina o relacionamento do Banco Semear com a expertise da RSA Capital no mercado de capitais, atuando de forma especializada em operações estruturadas, crédito e investimentos, com foco nos setores agro e imobiliário. Entre as soluções oferecidas estão CRA, CRI e financiamentos estruturados sob medida para empresas de médio e grande porte.

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Tremor de magnitude 3,1 atinge região próxima de cidade com 6 mil habitantes em MT

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Um tremor de magnitude 3.1 foi registrado próximo ao município de Cocalinho, a 780 km de Cuiabá, no domingo (15). Ninguém ficou ferido.

O comunicado foi divulgado nesta terça-feira (17) pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).

O prefeito de Cocalinho Márcio Baco (União) disse que a população não sentiu nada, a princípio.

“No primeiro momento, ninguém sentiu nada, só se teve algo que alguém sentiu mais concreto. Nem na cidade não ouvi comentário”, afirmou.

Com base nas estações da rede, o tremor de terra ocorreu por volta de 22h16. O município tem 6.220 habitantes, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A última vez que houve um abalo sísmico no estado foi no dia 20 de janeiro, em Barão de Melgaço, com magnitude de 2.1, região do Pantanal.

A rede explica que os tremores de terra de baixa magnitude costuma ser relativamente comum e ocorrem quase todas as semanas, mas a maior parte deles não é sentida pela população.

“Os sismos naturais, na sua grande maioria, se devem às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre”, diz, no comunicado.

A RSBR é coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI) com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).

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