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13 de agosto de 2026

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Produtores mato-grossenses adiantam plantio da soja para garantir boa janela para o milho

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O otimismo em torno do milho safrinha em Mato Grosso já movimenta o mercado. Segundo as revendas, cerca de 80% dos produtores já garantiram os insumos antecipadamente.

Na região sudeste do estado o milho já tem lugar garantido, antes mesmo das plantadeiras entrarem em ação com a soja. Na propriedade do produtor Ari José Ferrari, em Primavera do Leste, o cereal ocupa papel estratégico na receita e deve cobrir mais de dois mil hectares nesta temporada. Segundo o produtor, parte dos insumos e das sementes já estão comprados.

“Se a gente não conseguir fazer a safrinha, só com a soja não fecha a conta, porque os preços baixaram muito. De uns dois, três anos para cá baixou demais. O custo é alto, também. Os insumos não baixaram. Só os preços [da saca]”, diz ao projeto Mais Milho do Canal Rural Mato Grosso.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Antecipação da soja para garantir o milho

Na região sudeste do estado, muitos agricultores decidiram até adiantar o plantio da soja para assegurar uma boa janela para o grão dourado que segue como o principal protagonista da renda no campo. É o caso do agricultor Jorge Piccinin. Mesmo com o clima ainda irregular, ele decidiu aproveitar as primeiras precipitações e adiantar o plantio da oleaginosa em 15 dias em relação ao ano passado, visando garantir uma janela mais favorável à segunda safra.

“O ano passado a gente atrasou o plantio. Deu uma média de 15 dias, até mais de 20 dias em alguns lugares. Mas, tivemos sorte. Foi um ano chuvoso e a safrinha mesmo fora da janela produziu bem. A empresas é que seja igual ou até melhor [nesta temporada]”, estima o agricultor.

A integração entre lavouras e usinas de etanol de milho é apontada como a grande motivação na aceleração da soja para garantir a janela do cereal.

“A margem do milho hoje está melhor que a da soja, mais seguro, porque a gente já tem o preço da semente, do fertilizante e dos químicos, então consegue fazer já esse custo graças a essas indústrias que estão absorvendo [a produção]”, frisa o tesoureiro do Conselho Estadual das Associações das Revendas de Produtos Agropecuários (Cearpa), Marcelo Cunha.

De acordo com ele, a aquisição do milho por parte das usinas de etanol tem fortalecido cada vez mais a região, assim como as demais regiões de Mato Grosso e outros estados do Brasil. Na avaliação do tesoureiro da Cearpa, se não houvesse tais indústrias, o cenário seria outro.

Mais Milho Mafra Santa Catarina Juliano Ambrosini/Canal Rural Mato Grosso
Foto: Juliano Ambrosini/Canal Rural Mato Grosso

Otimismo movimenta comércio de insumos

O otimismo do produtor mato-grossense com o milho segunda safra já movimenta o comércio de insumos. Segundo o Cearpa, que reúne cerca de 300 empresas em todo o estado, as vendas estão mais adiantadas em relação ao ano passado.

Conforme Marcelo, 80% dos produtores já adquiriram os insumos para cultivar o cereal. “Temos uns 20% que ainda está dependendo, algumas regiões mais afastadas daqui. Mas, 75%, 80% já comprou a semente, o fertilizante e os químicos ou na trocar de barter, que faz o pacote, ou a cada produtor que compra particularmente, à vista. É uma região tradicional, temos essa tradição de plantar o milho como em outras regiões. Andou mais rápido [as aquisições], está diferente do ano passado”.

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Conab eleva projeção da safra 2025/26 de grãos para 360,75 milhões de toneladas

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou a previsão para a safra brasileira de grãos 2025/26 para 360,75 milhões de toneladas, segundo o 11º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (13). O volume representa crescimento de 2,4% em relação à temporada 2024/25, quando foram colhidas 352,27 milhões de toneladas, com acréscimo de 8,48 milhões de toneladas.

De acordo com a Conab, o resultado é influenciado pelo avanço de 2,1% na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares. A produtividade média nacional das lavouras foi projetada em 4.322 quilos por hectare, desempenho próximo ao registrado no ciclo anterior.

Entre os principais produtos, a soja foi estimada em 180,46 milhões de toneladas, alta de 5,2% sobre as 171,48 milhões de toneladas de 2024/25. Mato Grosso aparece como maior produtor, com 51,6 milhões de toneladas, enquanto a Bahia tem a maior produtividade média estimada, em 4.260 quilos por hectare.

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No milho, a produção total deve atingir 142,96 milhões de toneladas. A primeira safra foi estimada em 29,49 milhões de toneladas, avanço de 18,2% ante o ciclo anterior. Para a segunda safra, a previsão é de 111,03 milhões de toneladas, recuo de 1,9% na comparação anual. A terceira safra foi projetada em 2,4 milhões de toneladas. Segundo a estatal, lavouras no Nordeste foram afetadas por condições climáticas desde junho, principalmente no nordeste da Bahia, em Sergipe e em parte de Alagoas.

Para o algodão, a estimativa é de 4,08 milhões de toneladas de pluma, volume praticamente estável. A colheita, iniciada em junho, alcança 43,7% da área, acima do registrado no mesmo período do ano passado, de 39%.

O feijão foi projetado em 2,96 milhões de toneladas nas três safras, queda de 3,2% frente a 2024/25. A Conab afirmou que o volume garante o abastecimento interno. No arroz, a produção foi estimada em 11,08 milhões de toneladas, recuo de 13,1%, com redução de 14% na área plantada. Mesmo assim, o volume atende à demanda doméstica.

Entre os produtos de inverno, o trigo deve somar 5,81 milhões de toneladas, baixa de 26,2% em relação à safra de 2025. Segundo a Conab, a retração está ligada à redução de 20,4% na área cultivada.

Fonte: Estadão Conteúdo

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USDA eleva projeções para milho e soja dos EUA em 2026/27

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou, na quarta-feira (12), suas estimativas para a produção de soja e milho do país na temporada 2026/27. As revisões constam no relatório mensal de oferta e demanda e vieram acompanhadas de ajustes nos estoques norte-americanos e nas projeções para Brasil e Argentina.

Para a soja dos Estados Unidos, o USDA passou a projetar safra de 4,519 bilhões de bushels, o equivalente a 123 milhões de toneladas, acima dos 4,475 bilhões de bushels, ou 121,80 milhões de toneladas, estimados no mês anterior. A produtividade foi reduzida de 53 para 52,7 bushels por acre, enquanto a produção avançou com o aumento de área.

No milho, a projeção de colheita subiu de 16 bilhões para 16,013 bilhões de bushels, o equivalente a 406,73 milhões de toneladas. A produtividade caiu de 183 para 180,7 bushels por acre, e a alta da produção também refletiu uma área maior.

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Para o trigo dos EUA em 2026/27, a estimativa foi reduzida de 1,536 bilhão para 1,531 bilhão de bushels, ou 41,67 milhões de toneladas. A safra de inverno foi mantida em 990 milhões de bushels.

Nos estoques finais dos Estados Unidos, o USDA elevou a projeção da soja de 310 milhões para 320 milhões de bushels. Para o milho, a estimativa caiu de 1,79 bilhão para 1,653 bilhão de bushels. No trigo, a previsão recuou de 722 milhões para 717 milhões de bushels.

No quadro global, os estoques de soja foram mantidos em 124,2 milhões de toneladas. Os de milho foram reduzidos de 275,3 milhões para 274,7 milhões de toneladas, enquanto os de trigo subiram de 272,8 milhões para 273,3 milhões de toneladas.

Para o Brasil, o USDA elevou a estimativa da safra de soja 2025/26 de 180 milhões para 180,5 milhões de toneladas e manteve a projeção de exportações em 115 milhões de toneladas. Para 2026/27, a produção foi mantida em 186 milhões de toneladas, com embarques de 118 milhões de toneladas.

No milho brasileiro, a estimativa de produção em 2025/26 subiu de 138 milhões para 140 milhões de toneladas, enquanto a projeção de exportações foi reduzida de 43 milhões para 42 milhões de toneladas. Para 2026/27, a safra foi mantida em 139 milhões de toneladas, com exportações de 44 milhões de toneladas.

Na Argentina, o USDA manteve a produção de milho em 63 milhões de toneladas em 2025/26 e em 55 milhões de toneladas em 2026/27. Para a soja argentina, a estimativa de 2025/26 foi reduzida de 50 milhões para 49,5 milhões de toneladas, enquanto a projeção para 2026/27 ficou em 50 milhões de toneladas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Safra 2026 de grãos é estimada em 353 milhões de toneladas pelo IBGE

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A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 353,0 milhões de toneladas em 2026, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quinta-feira (13). O volume representa crescimento de 2,0% sobre 2025, com acréscimo de 6,9 milhões de toneladas, e alta de 1,6% em relação à estimativa de junho.

O IBGE também estimou a área a ser colhida em 83,1 milhões de hectares. O total representa aumento de 1,8% frente à área colhida em 2025, com expansão de 1,5 milhão de hectares. Na comparação mensal, houve recuo de 62.805 hectares, o equivalente a 0,1%.

Soja, milho e arroz seguem como os principais produtos do levantamento. Juntos, os três responderam por 92,9% da estimativa de produção e por 87,4% da área a ser colhida.

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Para a soja, a projeção é de 174,9 milhões de toneladas. O milho foi estimado em 141,8 milhões de toneladas, sendo 29,9 milhões de toneladas na primeira safra e 111,9 milhões de toneladas na segunda safra. A produção de arroz em casca foi projetada em 11,2 milhões de toneladas. Para o trigo, a estimativa ficou em 6,4 milhões de toneladas. O algodão herbáceo em caroço foi calculado em 9,2 milhões de toneladas, e o sorgo, em 5,8 milhões de toneladas.

Na comparação com o ano anterior, a produção de soja deve crescer 5,3%, e a de sorgo, 7,6%. Em sentido oposto, o IBGE projetou quedas de 6,7% para o algodão herbáceo em caroço, de 11,3% para o arroz em casca, de 6,9% para o feijão e de 18,6% para o trigo. No milho, a variação total foi próxima da estabilidade, com alta de 59.371 toneladas. Dentro da cultura, a primeira safra avançou 16,4%, enquanto a segunda safra recuou 3,6%.

Em área, houve crescimento de 1,3% para a soja, de 2,3% para o milho e de 21,5% para o sorgo. Já algodão herbáceo em caroço, arroz em casca, feijão e trigo registraram retração.

A nova estimativa do IBGE mantém a safra 2026 acima do resultado de 2025, com expansão puxada principalmente pela soja e pelo sorgo, enquanto arroz, feijão, trigo e algodão apresentam recuo na comparação anual.

Fonte: Estadão Conteúdo

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