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11 de maio de 2026

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produtores cobram solução para estrada que soma custos e riscos no escoamento

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Na MT-140, estrada estratégica para o agronegócio, a poeira do chão batido e os buracos do asfalto novo revelam um retrato de frustração: prejuízos, insegurança e risco para quem produz e transporta.

A rodovia liga fazendas a cidades e movimenta grãos, madeira e animais. Mas, entre trechos de chão batido e outros recém-asfaltados, segue como um desafio diário para produtores e motoristas: altos custos, espera e perdas que atravessam gerações.

O pecuarista Hugo Barth Fernandes de Paiva lembra que a promessa do asfalto é antiga. “Desde menino eu andava nessa estrada e o mesmo problema, meu avô já fala do problema desde muito antes. Tem que sair do papel, às vezes faz reunião, põe no papel e não vai pra frente”.

Ele afirma que as condições da estrada prejudicam tanto o bem-estar animal quanto o bolso do produtor. “Na seca a estrada está muito ruim, e nas águas caminhão não consegue chegar na propriedade. Hoje os frigoríficos cobram quando o animal chega com hematomas, mesmo que dentro da fazenda o manejo seja correto”.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Impactos no campo e no transporte

A rotina também pesa para os caminhoneiros. Juliano Fernandes dos Santos conta que há trechos em que a viagem se torna interminável. “Às vezes demora uma hora e quarenta para fazer 25 quilômetros, se fosse uma estrada com asfalto faria em vinte minutos. Tem um pedaço que só passa um veículo, não passa dois”.

O subgerente da Girassol Agrícola, Francisco Jesus Ferreira Júnior, reforça o cenário de atoleiros e buracos. “No escoamento da soja dá muito atoleiro, é uma estrada muito difícil. Nosso grupo aqui tenta deixar o melhor nesta estrada, e acaba ficando bem caro essa manutenção para a gente. Se a gente não tomar essa atitude de arrumar, ninguém passa”.

Prejuízos também chegam rápido ao bolso de quem vive do transporte. O caminhoneiro Roberto Pereira da Silva relatou durante a gravação da reportagem do Canal Rural Mato Grosso: “Acabei quebrando a mola mestre dianteira, e a frente do caminhão também foi embora. Só a mola, R$ 900, mais a mão de obra em torno de R$ 1,5mil, fora a frente que vai ter que mexer. O restinho do frete já vai ficar tudo aí”.

O colega de profissão, Lucas Monteiro Santana, resume: “O caminhão anda quebrando demais, para nós está sendo difícil, não tem jeito. O frete já está meio barato e a estrada ruim”.

Perda de competitividade

Além dos custos diretos, a logística ruim impacta a competitividade. O agricultor Alberto Chiapinotto afirma que a margem de lucro cai com a situação. Segundo ele, a diferença chega a 12% em relação a regiões com infraestrutura mais eficiente.

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“Praticamente o lucro fica todo no transporte, ou até mesmo na hora da colheita, na perda do grão na lavoura, porque o caminhão não chega a tempo. Começa a apodrecer a cultura, ou o grão, que não consegue tirar porque o caminhão não volta em tempo para atender a nova demanda”, relatou.

Estrada nova, problemas antigos

No trecho asfaltado, a expectativa de solução também se frustrou. Entregue há pouco mais de um ano, a obra já apresenta buracos e riscos constantes de acidentes.

O caminhoneiro Valdecir de Oliveira testemunha o perigo diário. “Qualquer descuido é acidente, um em cima do outro. É caminhão fora da pista, carro pequeno batido, pneu estourado”.

O diretor da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Jorge Diego Giacomelli, destaca avanços na gestão estadual, mas cobra qualidade e fiscalização. “Eles dobraram a malha viária asfaltada no estado, isso foi muito bom para a produção. Mas vemos que existe diferença de qualidade de serviço de uma empreiteira para outra. Aqui na MT-140, em 160 quilômetros foram três ou quatro empreiteiras, nenhum lugar é igual ao outro, tem lugares melhores e outros que estouraram com três, quatro meses. Esses contratos deveriam exigir garantia de obra”.

Com a chegada das chuvas e o início do plantio, a preocupação aumenta. “Daqui a pouco em janeiro estamos com colheita, provavelmente a rodovia vai estar pior. Daqui para colheita vai piorar”, avalia Giacomelli.

Ele reforça que o impacto vai além da produção. “Tem carga que tomba, animais que sofrem e famílias que estão trafegando e correndo risco. Eu mesmo evito trazer minha filha pequena comigo para a fazenda porque a rodovia oferece muito risco. Se fizermos uma avaliação desse trecho pavimentado, tem problema desde Nova Brasilândia até Santa Rita do Trivelato, está praticamente intrafegável”.

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O diretor da Aprosoja-MT frisa que “hoje o ideal seria remover boa parte desse pavimento e fazer novo, porque o que foi feito aqui está muito ruim. Esse tapa-buraco não resolve. O Fethab foi aplicado em infraestrutura, isso é um ponto positivo, mas precisamos de qualidade e fiscalização”.

Em nota, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), informou à reportagem que “firmou convênio com o Cidesasul, consórcio intermunicipal da região, para manutenção de trechos não pavimentados das MTs 140, 373, 040, 469, 460 e 454, em Juscimeira”.

A pasta de infraestrutura do estado pontuou ainda que “em relação ao trecho pavimentado da MT-140, a secretaria informou que assinou ordem de serviço para aplicação de microrrevestimento em 197 quilômetros, entre Planalto da Serra e Nova Ubiratã”.


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Ananindeua adere ao Sisteminha e vai receber 14 unidades em áreas urbanas e periurbanas

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Comunidades de Ananindeua, no Pará, vão receber 14 unidades da tecnologia social Sisteminha, voltada à produção de alimentos em pequenas áreas. A adesão foi formalizada em evento realizado nesta quinta-feira (7), no Centro Comunitário do Curuçambá. A iniciativa integra parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), com previsão de implantação de 300 unidades em 20 municípios das cinco regiões do país.

A primeira unidade do Sisteminha em Ananindeua foi implantada em novembro do ano passado no próprio Centro Comunitário do Curuçambá. Segundo Manuel Rocha, dirigente do espaço, a estrutura já produz peixes, ovos de galinha e hortaliças. Esses alimentos são destinados à cozinha solidária da organização, que distribui diariamente 130 refeições a pessoas em situação de vulnerabilidade social.

De acordo com o chefe-geral da Embrapa Maranhão, Marco Aurélio Bomfim, o Sisteminha pode ser instalado em áreas a partir de 50 metros quadrados. A estrutura básica reúne tanque de peixes, galinheiro, composteira e área de cultivo de vegetais, como hortaliças, raízes e frutas. Segundo ele, trata-se de um sistema integrado, no qual a água do tanque é usada na irrigação e o esterco das aves entra na produção de adubo orgânico. O modelo, afirmou, dispensa adubo químico e herbicida.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

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Representando a Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Elisa Carvalho informou que a ação está alinhada ao Programa Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana. Segundo ela, a proposta inclui organização comunitária, autonomia alimentar e possibilidade de geração de trabalho e renda. Ela acrescentou que a prefeitura apoiou a seleção das famílias e a identificação das áreas aptas.

A Embrapa Amazônia Oriental, sediada em Belém (PA), fará o acompanhamento local da implantação. As famílias atendidas receberão assistência técnica por 18 meses, executada pelo Instituto Formação, contratado pelo projeto.

Com a expansão das 14 unidades, a implantação em Ananindeua avança da fase demonstrativa para a etapa de atendimento comunitário. O acompanhamento técnico previsto por 18 meses deve servir de base para medir a adaptação da tecnologia às áreas urbanas e periurbanas do município.

Fonte: embrapa.br

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Frente fria derruba temperaturas e mantém risco de geada em três estados

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Foto: Freepik

A onda de frio que atua sobre o Brasil deve continuar nos próximos dias, mantendo o risco de geada em áreas da Região Sul. Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o alerta vale principalmente para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná entre esta terça-feira (12) e quarta-feira (13).

Além do Sul, o avanço da massa de ar frio também provoca queda nas temperaturas em áreas do Sudeste e Centro-Oeste. Em São Paulo, no Triângulo Mineiro e em Mato Grosso do Sul, as mínimas devem permanecer próximas de 10 °C até o início da quarta-feira.

Chuva segue irregular no Brasil central

A frente fria associada ao sistema provoca chuva sobre parte do Brasil central, mas os volumes seguem baixos e mal distribuídos. De acordo com Arthur Müller, as precipitações não conseguem avançar para o norte de Minas Gerais nem para o interior do Matopiba.

Com isso, a combinação entre temperaturas elevadas e baixa umidade do ar aumenta a preocupação com queimadas. A previsão indica índices de umidade relativa abaixo dos 30% em parte da região, cenário que favorece focos de incêndio.

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Além disso, os modelos meteorológicos não apontam previsão de chuva volumosa para os próximos 10 dias nessas áreas.

Chuva pode retornar com força na próxima semana

A tendência para a próxima semana é de retorno da chuva em áreas da Região Sul e também em parte do Sudeste e Centro-Oeste.

Os maiores volumes devem atingir Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Em alguns pontos, os acumulados podem ultrapassar os 70 a 80 milímetros em apenas cinco dias, segundo a previsão apresentada pelo meteorologista do Canal Rural.

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Seapi adquire duas caminhonetes com cesto aéreo para coleta de sementes no RS

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A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) informou, nesta segunda-feira (11), a aquisição de duas caminhonetes equipadas com plataforma e cesto aéreo para reforçar a coleta de sementes de espécies florestais nativas no Rio Grande do Sul. O investimento foi de R$ 829 mil, com recursos próprios. Os veículos serão usados em ações de campo ligadas à pesquisa agropecuária, recuperação ambiental e projetos estratégicos da pasta.

Segundo a Seapi, os equipamentos serão destinados a atividades como marcação de árvores matrizes e coleta de sementes em campo, etapa técnica importante para a produção de sementes e mudas com origem identificada. Esse material é utilizado em iniciativas de recomposição vegetal, principalmente em áreas de mata ciliar e em regiões atingidas por enchentes.

De acordo com o engenheiro florestal da Seapi e coordenador do Plano ABC+RS, Jackson Brilhante, o uso do cesto aéreo amplia a capacidade operacional das equipes. “O cesto aéreo facilitará a coleta de sementes de árvores matrizes selecionadas e contribuirá significativamente para a recuperação ambiental”, afirmou.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

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A secretaria informou ainda que os veículos também deverão apoiar projetos voltados à descarbonização da agropecuária gaúcha. Nesse tipo de ação, a disponibilidade de sementes e mudas de espécies nativas é um insumo técnico para sistemas de restauração, recomposição de áreas degradadas e iniciativas associadas à sustentabilidade produtiva.

Para o secretário da Agricultura, Márcio Madalena, a aquisição reforça a estrutura de pesquisa e inovação da pasta. “Estamos qualificando a capacidade operacional da Seapi com equipamentos modernos que ampliam a eficiência do trabalho técnico em campo”, declarou.

A Seapi não detalhou, até o momento, especificações técnicas dos veículos, capacidade das plataformas ou cronograma de operação nas regiões atendidas.

Do ponto de vista operacional, a entrega dos veículos tende a ampliar a capacidade de coleta e apoio a projetos florestais e ambientais da secretaria. O efeito prático dependerá da definição das áreas prioritárias, da escala de uso dos equipamentos e da integração com as ações do Plano ABC+RS e de recuperação de áreas afetadas por eventos climáticos.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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