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13 de agosto de 2026

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produtores cobram solução para estrada que soma custos e riscos no escoamento

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Na MT-140, estrada estratégica para o agronegócio, a poeira do chão batido e os buracos do asfalto novo revelam um retrato de frustração: prejuízos, insegurança e risco para quem produz e transporta.

A rodovia liga fazendas a cidades e movimenta grãos, madeira e animais. Mas, entre trechos de chão batido e outros recém-asfaltados, segue como um desafio diário para produtores e motoristas: altos custos, espera e perdas que atravessam gerações.

O pecuarista Hugo Barth Fernandes de Paiva lembra que a promessa do asfalto é antiga. “Desde menino eu andava nessa estrada e o mesmo problema, meu avô já fala do problema desde muito antes. Tem que sair do papel, às vezes faz reunião, põe no papel e não vai pra frente”.

Ele afirma que as condições da estrada prejudicam tanto o bem-estar animal quanto o bolso do produtor. “Na seca a estrada está muito ruim, e nas águas caminhão não consegue chegar na propriedade. Hoje os frigoríficos cobram quando o animal chega com hematomas, mesmo que dentro da fazenda o manejo seja correto”.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Impactos no campo e no transporte

A rotina também pesa para os caminhoneiros. Juliano Fernandes dos Santos conta que há trechos em que a viagem se torna interminável. “Às vezes demora uma hora e quarenta para fazer 25 quilômetros, se fosse uma estrada com asfalto faria em vinte minutos. Tem um pedaço que só passa um veículo, não passa dois”.

O subgerente da Girassol Agrícola, Francisco Jesus Ferreira Júnior, reforça o cenário de atoleiros e buracos. “No escoamento da soja dá muito atoleiro, é uma estrada muito difícil. Nosso grupo aqui tenta deixar o melhor nesta estrada, e acaba ficando bem caro essa manutenção para a gente. Se a gente não tomar essa atitude de arrumar, ninguém passa”.

Prejuízos também chegam rápido ao bolso de quem vive do transporte. O caminhoneiro Roberto Pereira da Silva relatou durante a gravação da reportagem do Canal Rural Mato Grosso: “Acabei quebrando a mola mestre dianteira, e a frente do caminhão também foi embora. Só a mola, R$ 900, mais a mão de obra em torno de R$ 1,5mil, fora a frente que vai ter que mexer. O restinho do frete já vai ficar tudo aí”.

O colega de profissão, Lucas Monteiro Santana, resume: “O caminhão anda quebrando demais, para nós está sendo difícil, não tem jeito. O frete já está meio barato e a estrada ruim”.

Perda de competitividade

Além dos custos diretos, a logística ruim impacta a competitividade. O agricultor Alberto Chiapinotto afirma que a margem de lucro cai com a situação. Segundo ele, a diferença chega a 12% em relação a regiões com infraestrutura mais eficiente.

“Praticamente o lucro fica todo no transporte, ou até mesmo na hora da colheita, na perda do grão na lavoura, porque o caminhão não chega a tempo. Começa a apodrecer a cultura, ou o grão, que não consegue tirar porque o caminhão não volta em tempo para atender a nova demanda”, relatou.

Estrada nova, problemas antigos

No trecho asfaltado, a expectativa de solução também se frustrou. Entregue há pouco mais de um ano, a obra já apresenta buracos e riscos constantes de acidentes.

O caminhoneiro Valdecir de Oliveira testemunha o perigo diário. “Qualquer descuido é acidente, um em cima do outro. É caminhão fora da pista, carro pequeno batido, pneu estourado”.

O diretor da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Jorge Diego Giacomelli, destaca avanços na gestão estadual, mas cobra qualidade e fiscalização. “Eles dobraram a malha viária asfaltada no estado, isso foi muito bom para a produção. Mas vemos que existe diferença de qualidade de serviço de uma empreiteira para outra. Aqui na MT-140, em 160 quilômetros foram três ou quatro empreiteiras, nenhum lugar é igual ao outro, tem lugares melhores e outros que estouraram com três, quatro meses. Esses contratos deveriam exigir garantia de obra”.

Com a chegada das chuvas e o início do plantio, a preocupação aumenta. “Daqui a pouco em janeiro estamos com colheita, provavelmente a rodovia vai estar pior. Daqui para colheita vai piorar”, avalia Giacomelli.

Ele reforça que o impacto vai além da produção. “Tem carga que tomba, animais que sofrem e famílias que estão trafegando e correndo risco. Eu mesmo evito trazer minha filha pequena comigo para a fazenda porque a rodovia oferece muito risco. Se fizermos uma avaliação desse trecho pavimentado, tem problema desde Nova Brasilândia até Santa Rita do Trivelato, está praticamente intrafegável”.

O diretor da Aprosoja-MT frisa que “hoje o ideal seria remover boa parte desse pavimento e fazer novo, porque o que foi feito aqui está muito ruim. Esse tapa-buraco não resolve. O Fethab foi aplicado em infraestrutura, isso é um ponto positivo, mas precisamos de qualidade e fiscalização”.

Em nota, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), informou à reportagem que “firmou convênio com o Cidesasul, consórcio intermunicipal da região, para manutenção de trechos não pavimentados das MTs 140, 373, 040, 469, 460 e 454, em Juscimeira”.

A pasta de infraestrutura do estado pontuou ainda que “em relação ao trecho pavimentado da MT-140, a secretaria informou que assinou ordem de serviço para aplicação de microrrevestimento em 197 quilômetros, entre Planalto da Serra e Nova Ubiratã”.


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Conab eleva projeção da safra 2025/26 de grãos para 360,75 milhões de toneladas

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou a previsão para a safra brasileira de grãos 2025/26 para 360,75 milhões de toneladas, segundo o 11º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (13). O volume representa crescimento de 2,4% em relação à temporada 2024/25, quando foram colhidas 352,27 milhões de toneladas, com acréscimo de 8,48 milhões de toneladas.

De acordo com a Conab, o resultado é influenciado pelo avanço de 2,1% na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares. A produtividade média nacional das lavouras foi projetada em 4.322 quilos por hectare, desempenho próximo ao registrado no ciclo anterior.

Entre os principais produtos, a soja foi estimada em 180,46 milhões de toneladas, alta de 5,2% sobre as 171,48 milhões de toneladas de 2024/25. Mato Grosso aparece como maior produtor, com 51,6 milhões de toneladas, enquanto a Bahia tem a maior produtividade média estimada, em 4.260 quilos por hectare.

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No milho, a produção total deve atingir 142,96 milhões de toneladas. A primeira safra foi estimada em 29,49 milhões de toneladas, avanço de 18,2% ante o ciclo anterior. Para a segunda safra, a previsão é de 111,03 milhões de toneladas, recuo de 1,9% na comparação anual. A terceira safra foi projetada em 2,4 milhões de toneladas. Segundo a estatal, lavouras no Nordeste foram afetadas por condições climáticas desde junho, principalmente no nordeste da Bahia, em Sergipe e em parte de Alagoas.

Para o algodão, a estimativa é de 4,08 milhões de toneladas de pluma, volume praticamente estável. A colheita, iniciada em junho, alcança 43,7% da área, acima do registrado no mesmo período do ano passado, de 39%.

O feijão foi projetado em 2,96 milhões de toneladas nas três safras, queda de 3,2% frente a 2024/25. A Conab afirmou que o volume garante o abastecimento interno. No arroz, a produção foi estimada em 11,08 milhões de toneladas, recuo de 13,1%, com redução de 14% na área plantada. Mesmo assim, o volume atende à demanda doméstica.

Entre os produtos de inverno, o trigo deve somar 5,81 milhões de toneladas, baixa de 26,2% em relação à safra de 2025. Segundo a Conab, a retração está ligada à redução de 20,4% na área cultivada.

Fonte: Estadão Conteúdo

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USDA eleva projeções para milho e soja dos EUA em 2026/27

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou, na quarta-feira (12), suas estimativas para a produção de soja e milho do país na temporada 2026/27. As revisões constam no relatório mensal de oferta e demanda e vieram acompanhadas de ajustes nos estoques norte-americanos e nas projeções para Brasil e Argentina.

Para a soja dos Estados Unidos, o USDA passou a projetar safra de 4,519 bilhões de bushels, o equivalente a 123 milhões de toneladas, acima dos 4,475 bilhões de bushels, ou 121,80 milhões de toneladas, estimados no mês anterior. A produtividade foi reduzida de 53 para 52,7 bushels por acre, enquanto a produção avançou com o aumento de área.

No milho, a projeção de colheita subiu de 16 bilhões para 16,013 bilhões de bushels, o equivalente a 406,73 milhões de toneladas. A produtividade caiu de 183 para 180,7 bushels por acre, e a alta da produção também refletiu uma área maior.

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Para o trigo dos EUA em 2026/27, a estimativa foi reduzida de 1,536 bilhão para 1,531 bilhão de bushels, ou 41,67 milhões de toneladas. A safra de inverno foi mantida em 990 milhões de bushels.

Nos estoques finais dos Estados Unidos, o USDA elevou a projeção da soja de 310 milhões para 320 milhões de bushels. Para o milho, a estimativa caiu de 1,79 bilhão para 1,653 bilhão de bushels. No trigo, a previsão recuou de 722 milhões para 717 milhões de bushels.

No quadro global, os estoques de soja foram mantidos em 124,2 milhões de toneladas. Os de milho foram reduzidos de 275,3 milhões para 274,7 milhões de toneladas, enquanto os de trigo subiram de 272,8 milhões para 273,3 milhões de toneladas.

Para o Brasil, o USDA elevou a estimativa da safra de soja 2025/26 de 180 milhões para 180,5 milhões de toneladas e manteve a projeção de exportações em 115 milhões de toneladas. Para 2026/27, a produção foi mantida em 186 milhões de toneladas, com embarques de 118 milhões de toneladas.

No milho brasileiro, a estimativa de produção em 2025/26 subiu de 138 milhões para 140 milhões de toneladas, enquanto a projeção de exportações foi reduzida de 43 milhões para 42 milhões de toneladas. Para 2026/27, a safra foi mantida em 139 milhões de toneladas, com exportações de 44 milhões de toneladas.

Na Argentina, o USDA manteve a produção de milho em 63 milhões de toneladas em 2025/26 e em 55 milhões de toneladas em 2026/27. Para a soja argentina, a estimativa de 2025/26 foi reduzida de 50 milhões para 49,5 milhões de toneladas, enquanto a projeção para 2026/27 ficou em 50 milhões de toneladas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Safra 2026 de grãos é estimada em 353 milhões de toneladas pelo IBGE

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A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 353,0 milhões de toneladas em 2026, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quinta-feira (13). O volume representa crescimento de 2,0% sobre 2025, com acréscimo de 6,9 milhões de toneladas, e alta de 1,6% em relação à estimativa de junho.

O IBGE também estimou a área a ser colhida em 83,1 milhões de hectares. O total representa aumento de 1,8% frente à área colhida em 2025, com expansão de 1,5 milhão de hectares. Na comparação mensal, houve recuo de 62.805 hectares, o equivalente a 0,1%.

Soja, milho e arroz seguem como os principais produtos do levantamento. Juntos, os três responderam por 92,9% da estimativa de produção e por 87,4% da área a ser colhida.

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Para a soja, a projeção é de 174,9 milhões de toneladas. O milho foi estimado em 141,8 milhões de toneladas, sendo 29,9 milhões de toneladas na primeira safra e 111,9 milhões de toneladas na segunda safra. A produção de arroz em casca foi projetada em 11,2 milhões de toneladas. Para o trigo, a estimativa ficou em 6,4 milhões de toneladas. O algodão herbáceo em caroço foi calculado em 9,2 milhões de toneladas, e o sorgo, em 5,8 milhões de toneladas.

Na comparação com o ano anterior, a produção de soja deve crescer 5,3%, e a de sorgo, 7,6%. Em sentido oposto, o IBGE projetou quedas de 6,7% para o algodão herbáceo em caroço, de 11,3% para o arroz em casca, de 6,9% para o feijão e de 18,6% para o trigo. No milho, a variação total foi próxima da estabilidade, com alta de 59.371 toneladas. Dentro da cultura, a primeira safra avançou 16,4%, enquanto a segunda safra recuou 3,6%.

Em área, houve crescimento de 1,3% para a soja, de 2,3% para o milho e de 21,5% para o sorgo. Já algodão herbáceo em caroço, arroz em casca, feijão e trigo registraram retração.

A nova estimativa do IBGE mantém a safra 2026 acima do resultado de 2025, com expansão puxada principalmente pela soja e pelo sorgo, enquanto arroz, feijão, trigo e algodão apresentam recuo na comparação anual.

Fonte: Estadão Conteúdo

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