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13 de agosto de 2026

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Inovação e ciência trazem mais valor para a pecuária

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O quarto Encontro Técnico de Pecuária da Fundação Mato Grosso reuniu produtores e pesquisadores em Rondonópolis, no dia 8 de outubro, para discutir como a ciência pode agregar valor à produção de arroba. Entre os temas abordados estiveram manejo de pastagens, nutrição dos rebanhos, controle de pragas e doenças, além do uso de drones e inteligência de dados na gestão das propriedades.

Segundo Thiago Trento, pesquisador da Fundação MT, “a ciência contribui de diferentes formas dentro da propriedade, tanto no manejo, sanidade, genética, nutrição. O produtor, tendo essas informações, consegue produzir mais arroba e com maior sustentabilidade”.

Emerson Ramos, gerente de uma propriedade com confinamento em Pedra Preta, afirmou que “são muito importantes esses trabalhos em campo que eles fazem. Nos traz uma oportunidade de ganhar mais arroba na mesma quantidade de área produzida”. Para ele, o evento e os trabalhos dos pesquisadores têm grande valia para toda a cadeia produtiva.

Em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso, Olímpio de Brito, diretor regional da Acrimat na Baixada Cuiabana, reforçou: “Nós temos que ser mais produtivos e existe tecnologia para isso. Precisamos é ter o conhecimento e condições para fazer tais escolhas”. Ele completa que “é de extra valia que as pessoas troquem conhecimento, troquem experiência”.

O painel sobre inovação tecnológica mostrou como drones, sensores e softwares estão sendo usados na gestão das propriedades. Lúcio Jorge, pesquisador da Embrapa Instrumentação, detalha que “os drones auxiliam desde o manejo da pastagem e do gado até a qualidade da carne, permitindo um manejo mais adequado e ganhos de produtividade em toda a cadeia”.


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Área tratada com defensivos cresce 5% no 1º semestre; dois estados lideraram consumo

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A área potencial tratada (PAT) com defensivos agrícolas nas lavouras brasileiras cresceu 5% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, mostra levantamento encomendado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

O número representa um aumento de 59 milhões de hectares protegidos, totalizando 1,2 bilhão de hectares nos seis primeiros meses do ano. O documento ainda mostra que o volume total de produtos utilizados também avançou 4,5% e que Mato Grosso e Rondônia representaram 35% do consumo de produtos para proteção de cultivos.

Para o Sindiveg, a alta pressão de pragas no período impulsionou a adoção de tecnologias de proteção de cultivos. Nessa esfera, o manejo contra lagartas, percevejos e, principalmente, a mosca-branca na cultura da soja, por exemplo, apresentou expressiva expansão, favorecida pelas condições climáticas e pelos desafios característicos do final de ciclo da cultura.

Vale ressaltar que os tratamentos do primeiro semestre refletem os manejos finais da safra de verão 25/26, bem como a implantação e desenvolvimento das culturas de segunda safra, com foco em algodão e milho safrinha.

De acordo com a Kynetec Brasil, consultoria contratada para fazer o levantamento, a metodologia utilizada na pesquisa considera a métrica PAT, que leva em conta a quantidade de aplicações e o número de produtos utilizados. Dessa forma, além da área cultivada, a análise reflete a adoção e a intensidade de uso das tecnologias, permitindo uma leitura mais precisa do cenário.

Culturas mais tratadas

Nos primeiros seis meses do ano, o milho representou 35% da área tratada, seguido por soja (29%), algodão (14%), pastagem (6%), cana (4%), hortifruti (2%), feijão (2%), citros (2%), arroz (2%), trigo (2%) e outros (3%).

Neste cenário, o Sindiveg pontua que o produtor baseou suas escolhas na busca por eficiência e controle sanitário preventivo, considerando a relação custo-benefício das tecnologias e migrando para soluções de alta performance para garantir a produtividade.

Com base na análise sobre a totalidade de volume aplicado, os produtos mais consumidos foram:

  • Herbicidas: 41%
  • Inseticidas: 29%
  • Fungicidas: 22%

Quanto à distribuição por área tratada, inseticidas aparecem com 35% da cobertura, à frente de herbicidas (19%) e fungicidas (17%). O segmento de tratamento de sementes respondeu por 6% da área protegida, enquanto outros (adjuvantes e reguladores de crescimento) representaram 23% restantes.

Em relação ao recorte regional também em área tratada, Mato Grosso e Rondônia representaram 35% do consumo de produtos para proteção de cultivos, São Paulo e Minas gerais 18% e a região do BAMATOPIPA (Bahia, Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará), em seguida, com 15%.

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Conab eleva projeção da safra 2025/26 de grãos para 360,75 milhões de toneladas

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou a previsão para a safra brasileira de grãos 2025/26 para 360,75 milhões de toneladas, segundo o 11º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (13). O volume representa crescimento de 2,4% em relação à temporada 2024/25, quando foram colhidas 352,27 milhões de toneladas, com acréscimo de 8,48 milhões de toneladas.

De acordo com a Conab, o resultado é influenciado pelo avanço de 2,1% na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares. A produtividade média nacional das lavouras foi projetada em 4.322 quilos por hectare, desempenho próximo ao registrado no ciclo anterior.

Entre os principais produtos, a soja foi estimada em 180,46 milhões de toneladas, alta de 5,2% sobre as 171,48 milhões de toneladas de 2024/25. Mato Grosso aparece como maior produtor, com 51,6 milhões de toneladas, enquanto a Bahia tem a maior produtividade média estimada, em 4.260 quilos por hectare.

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No milho, a produção total deve atingir 142,96 milhões de toneladas. A primeira safra foi estimada em 29,49 milhões de toneladas, avanço de 18,2% ante o ciclo anterior. Para a segunda safra, a previsão é de 111,03 milhões de toneladas, recuo de 1,9% na comparação anual. A terceira safra foi projetada em 2,4 milhões de toneladas. Segundo a estatal, lavouras no Nordeste foram afetadas por condições climáticas desde junho, principalmente no nordeste da Bahia, em Sergipe e em parte de Alagoas.

Para o algodão, a estimativa é de 4,08 milhões de toneladas de pluma, volume praticamente estável. A colheita, iniciada em junho, alcança 43,7% da área, acima do registrado no mesmo período do ano passado, de 39%.

O feijão foi projetado em 2,96 milhões de toneladas nas três safras, queda de 3,2% frente a 2024/25. A Conab afirmou que o volume garante o abastecimento interno. No arroz, a produção foi estimada em 11,08 milhões de toneladas, recuo de 13,1%, com redução de 14% na área plantada. Mesmo assim, o volume atende à demanda doméstica.

Entre os produtos de inverno, o trigo deve somar 5,81 milhões de toneladas, baixa de 26,2% em relação à safra de 2025. Segundo a Conab, a retração está ligada à redução de 20,4% na área cultivada.

Fonte: Estadão Conteúdo

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USDA eleva projeções para milho e soja dos EUA em 2026/27

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou, na quarta-feira (12), suas estimativas para a produção de soja e milho do país na temporada 2026/27. As revisões constam no relatório mensal de oferta e demanda e vieram acompanhadas de ajustes nos estoques norte-americanos e nas projeções para Brasil e Argentina.

Para a soja dos Estados Unidos, o USDA passou a projetar safra de 4,519 bilhões de bushels, o equivalente a 123 milhões de toneladas, acima dos 4,475 bilhões de bushels, ou 121,80 milhões de toneladas, estimados no mês anterior. A produtividade foi reduzida de 53 para 52,7 bushels por acre, enquanto a produção avançou com o aumento de área.

No milho, a projeção de colheita subiu de 16 bilhões para 16,013 bilhões de bushels, o equivalente a 406,73 milhões de toneladas. A produtividade caiu de 183 para 180,7 bushels por acre, e a alta da produção também refletiu uma área maior.

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Para o trigo dos EUA em 2026/27, a estimativa foi reduzida de 1,536 bilhão para 1,531 bilhão de bushels, ou 41,67 milhões de toneladas. A safra de inverno foi mantida em 990 milhões de bushels.

Nos estoques finais dos Estados Unidos, o USDA elevou a projeção da soja de 310 milhões para 320 milhões de bushels. Para o milho, a estimativa caiu de 1,79 bilhão para 1,653 bilhão de bushels. No trigo, a previsão recuou de 722 milhões para 717 milhões de bushels.

No quadro global, os estoques de soja foram mantidos em 124,2 milhões de toneladas. Os de milho foram reduzidos de 275,3 milhões para 274,7 milhões de toneladas, enquanto os de trigo subiram de 272,8 milhões para 273,3 milhões de toneladas.

Para o Brasil, o USDA elevou a estimativa da safra de soja 2025/26 de 180 milhões para 180,5 milhões de toneladas e manteve a projeção de exportações em 115 milhões de toneladas. Para 2026/27, a produção foi mantida em 186 milhões de toneladas, com embarques de 118 milhões de toneladas.

No milho brasileiro, a estimativa de produção em 2025/26 subiu de 138 milhões para 140 milhões de toneladas, enquanto a projeção de exportações foi reduzida de 43 milhões para 42 milhões de toneladas. Para 2026/27, a safra foi mantida em 139 milhões de toneladas, com exportações de 44 milhões de toneladas.

Na Argentina, o USDA manteve a produção de milho em 63 milhões de toneladas em 2025/26 e em 55 milhões de toneladas em 2026/27. Para a soja argentina, a estimativa de 2025/26 foi reduzida de 50 milhões para 49,5 milhões de toneladas, enquanto a projeção para 2026/27 ficou em 50 milhões de toneladas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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