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27 de junho de 2026

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Mariangela Hungria receberá o “Nobel da Agricultura” nos EUA

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A pesquisadora Mariangela Hungria, da Embrapa Soja, será homenageada nesta quarta-feira (23) com o Prêmio Mundial da Alimentação (World Food Prize – WFP), conhecido como o “Nobel da Agricultura”. A cerimônia acontece às 21h (horário de Brasília), no Capitólio de Iowa, em Des Moines (EUA), e poderá ser acompanhada pelo site da Fundação WFP. O prêmio reconhece o impacto das pesquisas da cientista brasileira no desenvolvimento de insumos biológicos e na promoção de uma agricultura mais sustentável.

“Recebo este prêmio com enorme emoção, mas ele também pertence a todos que contribuíram com essa trajetória: colegas, alunos e à própria Embrapa, que acreditou por quatro décadas nas pesquisas com biológicos”, afirma Mariangela. “Hoje, o Brasil é líder mundial no uso de bioinsumos na agricultura”, reforça

Ciência e sustentabilidade

Com mais de 40 anos de pesquisa em microbiologia do solo, Mariangela é responsável por mais de 30 tecnologias voltadas à substituição de fertilizantes químicos por microrganismos que fixam nitrogênio, produzem fitormônios e solubilizam nutrientes. Um dos destaques de sua carreira é a coinoculação da soja, que combina bactérias fixadoras de nitrogênio (Bradyrhizobium) e promotoras de crescimento (Azospirillum brasilense).

A tecnologia já é adotada em cerca de 35% da área cultivada de soja e gerou, apenas em 2024, economia de US$ 25 bilhões e redução de 230 milhões de toneladas de CO₂ equivalentes. Mariangela também lidera estudos aplicados a feijão, milho, trigo e pastagens, ampliando o uso de bioinsumos e reduzindo custos e emissões na agricultura brasileira.

Reconhecimento internacional

“É uma honra ter uma pesquisadora como Mariangela na equipe da Embrapa Soja. Sua trajetória coloca o Brasil como referência mundial em sustentabilidade agrícola”, destaca Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja.

“Ver uma mulher pesquisadora reconhecida com o Prêmio Mundial da Alimentação é motivo de orgulho e inspiração. O trabalho da Mariangela reforça o papel da ciência brasileira na construção de uma agricultura mais sustentável”, completa Silvia Massruhá, presidente da Embrapa.

Trajetória e legado da pesquisadora da Embrapa Soja

Nascida em São Paulo em 1958, Mariangela Hungria iniciou sua carreira na Embrapa em 1982 e hoje atua na Embrapa Soja, em Londrina (PR). Doutora em Ciência do Solo, ela acumula mais de 500 publicações científicas e já orientou mais de 200 alunos.

A pesquisadora é membro da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Mundial de Ciências, além de figurar desde 2020 entre os 100 mil cientistas mais influentes do mundo, segundo a Universidade de Stanford (EUA).

Entre os reconhecimentos recentes estão o Prêmio Mulheres e Ciência 2025 (CNPq) e o título de primeira colocada brasileira em Fitotecnia e Microbiologia, segundo o ranking Research.com.

“Sempre acreditei na vida no solo e em uma agricultura altamente produtiva que não prejudica o meio ambiente. Essa coerência me trouxe credibilidade científica e fortes conexões com o setor agrícola”, conclui a pesquisadora.

Sobre o prêmio

A Fundação World Food Prize, responsável pelo Prêmio Mundial da Alimentação (WFP), foi criada pelo agrônomo e biólogo Norman E. Borlaug, vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 1970 e reconhecido como o “pai da Revolução Verde”. Instituído em 1986 com o apoio da General Foods Corporation, o WFP é concedido anualmente a personalidades que contribuem para o avanço da qualidade e da disponibilidade de alimentos no mundo.

Três brasileiros já foram contemplados com o prêmio. Em 2006, os agrônomos Edson Lobato e Alysson Paulinelli dividiram a honraria com o americano A. Colin McClung, pelo trabalho pioneiro no desenvolvimento agrícola do Cerrado. Já em 2011, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o prêmio ao lado de John Kufuor, de Gana, em reconhecimento às políticas de combate à fome implementadas durante seus mandatos.

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Plano ABC+ RS avança com expansão de tecnologias de baixa emissão no campo

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A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) apresentou, nesta sexta-feira (26), em Porto Alegre, resultados atualizados do Plano ABC+ RS durante o evento “O Estado da Arte em Adaptação e Mitigação dos Gases de Efeito Estufa no Rio Grande do Sul”, promovido pela Federação da Agricultura do RS (Farsul). Os dados indicam avanço na adoção de tecnologias voltadas à adaptação às mudanças climáticas e à mitigação de gases de efeito estufa na agropecuária gaúcha.

Segundo a Seapi, o Plano ABC+ RS foi instituído pela Resolução Seapi nº 001/2023 e está alinhado ao Plano Nacional ABC+ no período 2020/2030. A estratégia reúne ações de adaptação e mitigação no setor agropecuário, com foco em resiliência, eficiência produtiva e redução de emissões.

O coordenador do plano ABC+ RS e engenheiro florestal da Seapi, Jackson Brilhante, afirmou que o estado conta atualmente com 10 tecnologias com resultados concretos de potencial mitigação de gases de efeito estufa. Entre elas estão o Programa de Recuperação de Pastagens Degradadas (PRPD), a expansão do Sistema de Plantio Direto de Grãos (SPDG) e o sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

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Na recuperação de pastagens degradadas, o Rio Grande do Sul alcançou 732 mil hectares recuperados, volume equivalente a 51% da meta prevista até 2030. Os municípios com maior expansão de PRPD são Alegrete, Santana do Livramento, Uruguaiana e Rosário do Sul.

No plantio direto de grãos, o estado registra expansão de 690 mil hectares, o que corresponde a 115,32% da meta estabelecida. Com esse desempenho, o Rio Grande do Sul ocupa a 4ª posição nacional na expansão da tecnologia. A adoção do SPDG já resultou em redução aproximada de 5 milhões de dióxido de carbono equivalente no estado. Entre os municípios com destaque nesse indicador estão Alegrete, São Borja, Santa Vitória do Palmar, Maçambará, Itaqui, Dom Pedrito e Santana do Livramento.

Nos sistemas integrados, municípios como São Lourenço do Sul, Uruguaiana, Dom Pedrito, Santa Vitória do Palmar e São Gabriel concentram resultados que já proporcionaram mitigação de cerca de 7,94 milhões de dióxido de carbono equivalente.

Durante o evento, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) apresentaram painéis sobre adaptação e mitigação na agropecuária gaúcha. A programação também contou com participação da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do RS (Sema), Embrapa e representantes da Seapi, em debate sobre produção agropecuária de baixa emissão de carbono no estado.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Ministério da Agricultura confirma anúncio do Plano Safra para 30 de junho com ausência de Lula

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Foto: Rodrigo Arnt

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) enviou convite na tarde desta sexta-feira (26) confirmando a data de anúncio do Plano Safra 2026/27 da Agricultura Empresarial para as 10 horas da próxima terça-feira (30), como já havia antecipado o Canal Rural.

Os números do Plano Safra da Agricultura Familiar devem ser feitos no mesmo dia, à tarde. O chamamento da pasta confirma uma informação que estava sendo ventilada ao longo do dia: o presidente Lula se ausentará da cerimônia da manhã.

Na ocasião, o chefe do Executivo estará na reunião da Cúpula do Mercosul, em Assunção, no Paraguai. Contudo, a expectativa é que ele esteja presente no segundo anúncio. O tempo de voo entre a capital do país vizinho e Brasília é de cerca de quatro horas.

Essa é a primeira vez, desde o lançamento do programa, em 2002, que o presidente não comparece no evento. O convite acusa que o vice-presidente, Geraldo Alckmin, comandará a cerimônia ao lado do ministro do Mapa, André de Paula.

De acordo com apuração do ex-presidente do Banco do Brasil e colunista do Canal Rural, Fausto Ribeiro, o Plano Safra 2026/27 deve ser de R$ 652 bilhões, avanço de cerca de 10% frente ao total disponibilizado na safra passada.

Contudo, as atenções se voltam para as condições a serem disponibilizadas, uma vez que especialistas alertam para restrições fiscais e ambientais, o que deve impactar o crédito rural.

O Canal Rural acompanhará o anúncio do Plano desde o início, em transmissão ao vivo pela TV e redes sociais. Quem for assistir a cerimônia presencialmente deve preencher este formulário.

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Agricultura do futuro será cada vez mais digital, afirma presidente da Embrapa

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Foto: reprodução/Planeta Campo

A agricultura brasileira deve se tornar cada vez mais digital, conectada e sustentável nos próximos anos. A avaliação é da presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvia Massruhá, que destaca a inovação tecnológica como um dos principais motores para ampliar a produtividade, enfrentar as mudanças climáticas e promover a inclusão de pequenos e médios produtores rurais.

Segundo ela, a história da agricultura brasileira está diretamente ligada ao investimento em ciência. Há pouco mais de cinco décadas, o Brasil era importador de alimentos. A mudança desse cenário ocorreu com o desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições de clima e solo do país.

“A Embrapa teve um papel fundamental nesses últimos 50 anos para o avanço da agricultura brasileira. Nós podemos destacar aqui que há 50 anos atrás nós éramos importadores de alimentos. Começamos a trabalhar com a adaptação das tecnologias para o nosso tipo de clima e solo. Então, o que foi fundamental foi uma agricultura baseada em ciência”, destacou.

Três fases da transformação agrícola

De acordo com Silvia Massruhá, a evolução da agropecuária nacional pode ser dividida em três grandes etapas. A primeira foi marcada pela expansão da produção de grãos, especialmente da soja no Cerrado, impulsionada pelo desenvolvimento de fertilizantes e sistemas produtivos adaptados às condições brasileiras.

Na sequência, entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000, ganhou força a intensificação da produção com sistemas integrados, como integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), além da incorporação de biotecnologia, nanotecnologia, automação e agricultura de precisão.

A fase mais recente é caracterizada pela agricultura de base biológica, com maior uso de bioinsumos e foco em uma produção multifuncional, capaz de atender à demanda por alimentos, fibras e energia de forma sustentável.

Ciência impulsiona produtividade

Segundo a presidente da Embrapa, os resultados dessa trajetória são expressivos. Nos últimos 50 anos, a área plantada no Brasil cresceu cerca de 140%, enquanto a produção e a produtividade de grãos aumentaram aproximadamente 580%.

Para Massruhá, esse avanço demonstra que o crescimento da agricultura brasileira ocorreu principalmente pelo aumento da eficiência produtiva e pela adoção de tecnologias desenvolvidas pela pesquisa.

Outro destaque é a contribuição da Embrapa para políticas públicas, como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), utilizado para orientar o crédito e o seguro rural.

Atualmente, o sistema gera recomendações para 44 culturas em cerca de 5 mil municípios brasileiros. O trabalho envolve mais de 200 pesquisadores distribuídos em 32 unidades da Embrapa, que revisam anualmente as informações para orientar as janelas de plantio com menor risco climático.

Inclusão digital é desafio

Apesar dos avanços tecnológicos, Silvia Massruhá alerta que a transformação digital ainda precisa chegar de forma mais ampla aos pequenos e médios produtores.

“Cada vez mais novas tecnologias estão introduzidas no setor da agricultura e precisamos trazer essas novas tecnologias para o pequeno e médio produtor”, destaca Massruhá.

Segundo ela, o maior poder de investimento dos grandes produtores facilita a adoção de novas tecnologias, enquanto propriedades menores enfrentam barreiras relacionadas ao acesso, à conectividade e à capacitação.

Conectividade ainda é limitada

A presidente da Embrapa destaca que apenas cerca de 25% da área rural brasileira possui cobertura de conectividade, um dos principais entraves para a digitalização do campo.

Nesse contexto, o projeto Semear Digital busca atuar em três frentes levantamento das necessidades dos produtores, capacitação e ampliação da conectividade.

A iniciativa reúne instituições públicas, universidades, startups, provedores de internet e cooperativas para desenvolver soluções adaptadas às demandas locais. O objetivo é criar, ao longo de cinco anos, um modelo economicamente sustentável que permita aos produtores manter o acesso às tecnologias digitais.

Novos desafios para a agricultura

Além da transformação digital, Silvia Massruhá destaca que o setor agropecuário enfrenta outros grandes desafios, como a transição climática, energética e nutricional.

Entre as prioridades estão o desenvolvimento de cultivares mais resistentes ao estresse hídrico, tecnologias para adaptação às mudanças climáticas, sistemas de rastreabilidade e certificação da produção e soluções que atendam à crescente demanda dos consumidores por alimentos mais saudáveis e sustentáveis.

A presidente destaca que, atualmente, a Embrapa disponibiliza mais de 120 cursos gratuitos pela plataforma e-Campo, abordando desde tecnologias avançadas até práticas simples para produtores rurais.

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