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14 de outubro de 2026

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Mariangela Hungria receberá o “Nobel da Agricultura” nos EUA

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A pesquisadora Mariangela Hungria, da Embrapa Soja, será homenageada nesta quarta-feira (23) com o Prêmio Mundial da Alimentação (World Food Prize – WFP), conhecido como o “Nobel da Agricultura”. A cerimônia acontece às 21h (horário de Brasília), no Capitólio de Iowa, em Des Moines (EUA), e poderá ser acompanhada pelo site da Fundação WFP. O prêmio reconhece o impacto das pesquisas da cientista brasileira no desenvolvimento de insumos biológicos e na promoção de uma agricultura mais sustentável.

“Recebo este prêmio com enorme emoção, mas ele também pertence a todos que contribuíram com essa trajetória: colegas, alunos e à própria Embrapa, que acreditou por quatro décadas nas pesquisas com biológicos”, afirma Mariangela. “Hoje, o Brasil é líder mundial no uso de bioinsumos na agricultura”, reforça

Ciência e sustentabilidade

Com mais de 40 anos de pesquisa em microbiologia do solo, Mariangela é responsável por mais de 30 tecnologias voltadas à substituição de fertilizantes químicos por microrganismos que fixam nitrogênio, produzem fitormônios e solubilizam nutrientes. Um dos destaques de sua carreira é a coinoculação da soja, que combina bactérias fixadoras de nitrogênio (Bradyrhizobium) e promotoras de crescimento (Azospirillum brasilense).

A tecnologia já é adotada em cerca de 35% da área cultivada de soja e gerou, apenas em 2024, economia de US$ 25 bilhões e redução de 230 milhões de toneladas de CO₂ equivalentes. Mariangela também lidera estudos aplicados a feijão, milho, trigo e pastagens, ampliando o uso de bioinsumos e reduzindo custos e emissões na agricultura brasileira.

Reconhecimento internacional

“É uma honra ter uma pesquisadora como Mariangela na equipe da Embrapa Soja. Sua trajetória coloca o Brasil como referência mundial em sustentabilidade agrícola”, destaca Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja.

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“Ver uma mulher pesquisadora reconhecida com o Prêmio Mundial da Alimentação é motivo de orgulho e inspiração. O trabalho da Mariangela reforça o papel da ciência brasileira na construção de uma agricultura mais sustentável”, completa Silvia Massruhá, presidente da Embrapa.

Trajetória e legado da pesquisadora da Embrapa Soja

Nascida em São Paulo em 1958, Mariangela Hungria iniciou sua carreira na Embrapa em 1982 e hoje atua na Embrapa Soja, em Londrina (PR). Doutora em Ciência do Solo, ela acumula mais de 500 publicações científicas e já orientou mais de 200 alunos.

A pesquisadora é membro da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Mundial de Ciências, além de figurar desde 2020 entre os 100 mil cientistas mais influentes do mundo, segundo a Universidade de Stanford (EUA).

Entre os reconhecimentos recentes estão o Prêmio Mulheres e Ciência 2025 (CNPq) e o título de primeira colocada brasileira em Fitotecnia e Microbiologia, segundo o ranking Research.com.

“Sempre acreditei na vida no solo e em uma agricultura altamente produtiva que não prejudica o meio ambiente. Essa coerência me trouxe credibilidade científica e fortes conexões com o setor agrícola”, conclui a pesquisadora.

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Sobre o prêmio

A Fundação World Food Prize, responsável pelo Prêmio Mundial da Alimentação (WFP), foi criada pelo agrônomo e biólogo Norman E. Borlaug, vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 1970 e reconhecido como o “pai da Revolução Verde”. Instituído em 1986 com o apoio da General Foods Corporation, o WFP é concedido anualmente a personalidades que contribuem para o avanço da qualidade e da disponibilidade de alimentos no mundo.

Três brasileiros já foram contemplados com o prêmio. Em 2006, os agrônomos Edson Lobato e Alysson Paulinelli dividiram a honraria com o americano A. Colin McClung, pelo trabalho pioneiro no desenvolvimento agrícola do Cerrado. Já em 2011, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o prêmio ao lado de John Kufuor, de Gana, em reconhecimento às políticas de combate à fome implementadas durante seus mandatos.

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OIA reduz estimativa para produção de açúcar no Centro-Sul em 2026/27

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A produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil pode ficar abaixo de 38 milhões de toneladas na safra 2026/27, segundo a Organização Internacional do Açúcar (OIA). A revisão foi apresentada no relatório de mercado de setembro, após a entidade reduzir sua projeção anterior, de 39 milhões de toneladas. O ajuste ocorre em meio ao avanço das chuvas, que tem prejudicado a colheita e a moagem de cana-de-açúcar.

Segundo a OIA, a produção na região terá dificuldades para alcançar 38 milhões de toneladas e poderá ficar bem abaixo desse volume se as chuvas previstas se confirmarem. Na primeira quinzena de setembro, as usinas do Centro-Sul processaram 30,2 milhões de toneladas de cana, queda superior a 30% em relação ao mesmo período do ano passado.

No mesmo intervalo, a produção de açúcar somou 2,2 milhões de toneladas, ante 3,6 milhões de toneladas um ano antes. Com isso, o volume acumulado desde 1º de abril chegou a 26,1 milhões de toneladas até meados de setembro, abaixo das 30,4 milhões de toneladas registradas no mesmo período da safra anterior. Em 2025/26, a região produziu 40,4 milhões de toneladas de açúcar.

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O ritmo de moagem também perdeu força ao longo da safra. Em meados de agosto, o processamento acumulado de cana ainda estava 2,1% acima do observado um ano antes. Agora, está 1,5% abaixo, em 443,7 milhões de toneladas.

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Outro fator destacado pela entidade é a maior destinação de matéria-prima para o etanol. Até o momento, as usinas direcionaram 53,8% do Açúcar Total Recuperável (ATR) disponível para a fabricação do biocombustível, acima dos 47,7% verificados na mesma etapa da temporada passada. De acordo com a OIA, os preços do etanol subiram, elevando a paridade entre açúcar e etanol para cerca de 16 centavos de dólar por libra-peso, sem considerar o subsídio aos combustíveis introduzido recentemente.

Nas exportações, os embarques brasileiros de açúcar bruto também recuaram. Em agosto, o volume foi de 2,7 milhões de toneladas, contra 3,7 milhões de toneladas no mesmo mês de 2025. De janeiro a agosto, os embarques ficaram 2,2 milhões de toneladas abaixo dos registrados em igual intervalo do ano passado.

Apesar da perspectiva de menor oferta na temporada atual, a OIA observou que usinas brasileiras estariam realizando operações expressivas de hedge para 2027, aproveitando preços mais elevados. Segundo o relatório, esse movimento indica planos de ampliar a produção de açúcar no próximo ano.

Fonte: Estadão Conteúdo

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USDA destina US$ 86,6 milhões a projetos para culturas especiais nos EUA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nesta quarta-feira (14) a destinação de US$ 86,6 milhões para 609 projetos voltados ao aumento da competitividade de culturas especiais em 56 Estados e territórios do país. Os recursos serão concedidos por meio do Programa de Subvenções para Culturas Especiais (SCBGP), administrado pelo Serviço de Marketing Agrícola (AMS) do USDA.

Segundo o USDA, os projetos contemplados abrangem pesquisa, desenvolvimento de variedades de sementes, combate a pragas e doenças, segurança alimentar, educação nutricional e ações de marketing para ampliar o acesso dos produtores ao mercado.

O programa atende cadeias produtivas de frutas, hortaliças, nozes, frutas secas e plantas ornamentais, entre outras culturas enquadradas como especiais nos Estados Unidos. A proposta é direcionar recursos para iniciativas que fortaleçam a competitividade desses segmentos em diferentes frentes da produção e da comercialização.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Entre os valores informados para os beneficiários, o Estado de Michigan receberá mais de US$ 2,64 milhões. A Flórida contará com mais de US$ 4,3 milhões, enquanto o Texas terá mais de US$ 2 milhões e a Geórgia, mais de US$ 1,7 milhão.

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A distribuição dos recursos alcança um conjunto amplo de projetos e territórios, com foco em temas técnicos e comerciais ligados às culturas especiais. Entre os eixos apoiados pelo programa estão medidas voltadas à melhoria de material genético, ao enfrentamento de problemas fitossanitários e à expansão das condições de comercialização para os produtores.

Com o anúncio, o USDA confirma a liberação de US$ 86,6 milhões para 609 projetos do SCBGP, abrangendo 56 Estados e territórios e diferentes cadeias de culturas especiais nos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Dólar em baixa pressiona mercado de etanol e açúcar

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Os preços dos derivados da cana-de-açúcar, como o etanol e o açúcar cristal, seguem em trajetória de alta, segundo análise divulgada nesta quarta-feira (14) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A valorização do real frente ao dólar tende a reduzir a competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo, enquanto as chuvas continuam dificultando a produção de cana-de-açúcar. O cenário também é marcado por expectativas de retração da demanda.

O preço do açúcar já acumula alta de 2,20% no mês, mantendo o crescimento desde julho, porém de forma menos expressiva esta semana. A alta do dólar desfavoreceu as exportações, mas a baixa oferta no exterior ajudou a segurar as cotações na bolsa de Nova York e evitou uma queda. Nacionalmente, por conta da concentração do produto no mercado interno, o saldo foi neutro e os preços praticamente se mantiveram.

Já os preços do etanol hidratado subiram com mais força que os do açúcar no mercado paulista (2,87%). O feriado de 12 de outubro (Dia de Nossa Senhora Aparecida) alavancou a demanda pelo combustível e interrompeu a sequência de ligeiras quedas das últimas semanas. O Cepea também observou uma postura mais firme dos vendedores, distribuidoras precisaram aceitar os preços mais altos para garantir seus estoques.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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