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14 de outubro de 2026

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Clima irregular e custos elevados travam o ritmo da soja em MT

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Na região sudeste de Mato Grosso, o céu ainda dita o ritmo do plantio da soja. Por lá, diante das chuvas irregulares, é possível observar produtores com 40% da área destinada semeada e outros que ainda aguardam a unidade ideal para ligar as plantadeiras, o que leva o campo a viver um início de temporada marcado por cautela e expectativa, tornando a safra um teste de paciência.

A situação de chuvas irregulares preocupa os produtores da região ainda mais diante dos custos elevados e das margens apertadas.

Com 4,8 mil hectares previstos para a soja nesta temporada, o produtor Fábio Busanello semeou apenas 25% da extensão na propriedade em Primavera do Leste. Segundo ele, as máquinas aguardam as chuvas para dar continuidade aos trabalhos de semeadura.

Na avaliação de Fábio, a cautela se faz necessária, pois os custos seguem elevados nos últimos anos, principalmente as taxas de juros, o que vem deixando a agricultura “cada vez mais curta para erros”.

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“Redobramos a atenção. Todo dia vendo a previsão do tempo, sempre bem apurado na escolha de tecnologias e escolhas de materiais, na tomada de decisões no geral. Então está na ponta da caneta realmente”, frisa ao Patrulheiro Agro.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Áreas de sequeiro ainda engatinham

A “Grande Primavera do Leste”, que reúne 11 municípios, deve semear nesta temporada 2025/26 1,6 milhão de hectares de soja, conforme o Sindicato Rural de Primavera do Leste.

Carlos Donin, gerente do Sindicato Rural do município, pontua que são “raras” as áreas de sequeiro que tiveram chuva o suficiente para permitir a entrada das máquinas nas lavouras. “Mas, temos pontos isolados em que já começou o plantio. A região inteira não teve uma chuva equilibrada ainda para soltar realmente o plantio“.

Na última safra, a média de sacas de soja colhida por hectare ficou na casa das 52 sacas. “Não é ano para fazer floreios. Não é ano para gastar excessivamente. Acredito que o produtor vai trabalhar para manter aquela média do ano passado fechando os custos e garantir margens sobre a produção. É um ano desafiador”, salienta à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

Conforme o tesoureiro do Conselho Estadual das Associações das Revendas de Produtos Agropecuários (Cearpa), Marcelo Cunha, o início do plantio da soja na região sempre ocorre entre os dias 5 e 10 de outubro. “Então, ainda estamos com o tempo a nosso favor. Tem que ter cautela, pé no chão, esperar essa chuva vir de fato e concretizar o plantio”.

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Ele comenta que o atraso no início da semeadura acabou beneficiando as revendas nas entregas dos insumos. “No início foi um pouco tumultuada a entrega de sementes, alguns fertilizantes ainda estão chegando até o produtor. Mas, agora ajustou, acomodou o prazo”.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Propriedades enfrentam desafio de manter umidade no solo

Apesar da irregularidade das chuvas na região, algumas propriedades conseguiram registrar um avanço significativo nos trabalhos. Na propriedade da família Fritsch em Jaciara a soja deve ocupar três mil hectares. Cerca de 40% da área prevista já está plantada. Entretanto, o desafio agora é manter a umidade em cima dos talhões germinados.

O plantio na propriedade começou no dia 27 de setembro, comenta o produtor Murilo de Gasperi Fritsch. “Plantamos por dois dias, demos uma pegada de 20% da área e paramos porque choveu. Não tinha chovido muito ainda. Tinha um volume de uns 40 milímetros acumulado, bem picado. Aí deu uma chuva de uns 20 milímetros e entramos plantado. Só que o tempo secou de uma vez e as previsões para a frente não são animadoras. Você vê que nessa região aqui, Jaciara e Campo Verde, é pouca gente que está plantando ainda, tem lugar que já choveu muito, mas tem lugar que não choveu nada praticamente”.

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OIA reduz estimativa para produção de açúcar no Centro-Sul em 2026/27

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A produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil pode ficar abaixo de 38 milhões de toneladas na safra 2026/27, segundo a Organização Internacional do Açúcar (OIA). A revisão foi apresentada no relatório de mercado de setembro, após a entidade reduzir sua projeção anterior, de 39 milhões de toneladas. O ajuste ocorre em meio ao avanço das chuvas, que tem prejudicado a colheita e a moagem de cana-de-açúcar.

Segundo a OIA, a produção na região terá dificuldades para alcançar 38 milhões de toneladas e poderá ficar bem abaixo desse volume se as chuvas previstas se confirmarem. Na primeira quinzena de setembro, as usinas do Centro-Sul processaram 30,2 milhões de toneladas de cana, queda superior a 30% em relação ao mesmo período do ano passado.

No mesmo intervalo, a produção de açúcar somou 2,2 milhões de toneladas, ante 3,6 milhões de toneladas um ano antes. Com isso, o volume acumulado desde 1º de abril chegou a 26,1 milhões de toneladas até meados de setembro, abaixo das 30,4 milhões de toneladas registradas no mesmo período da safra anterior. Em 2025/26, a região produziu 40,4 milhões de toneladas de açúcar.

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O ritmo de moagem também perdeu força ao longo da safra. Em meados de agosto, o processamento acumulado de cana ainda estava 2,1% acima do observado um ano antes. Agora, está 1,5% abaixo, em 443,7 milhões de toneladas.

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Outro fator destacado pela entidade é a maior destinação de matéria-prima para o etanol. Até o momento, as usinas direcionaram 53,8% do Açúcar Total Recuperável (ATR) disponível para a fabricação do biocombustível, acima dos 47,7% verificados na mesma etapa da temporada passada. De acordo com a OIA, os preços do etanol subiram, elevando a paridade entre açúcar e etanol para cerca de 16 centavos de dólar por libra-peso, sem considerar o subsídio aos combustíveis introduzido recentemente.

Nas exportações, os embarques brasileiros de açúcar bruto também recuaram. Em agosto, o volume foi de 2,7 milhões de toneladas, contra 3,7 milhões de toneladas no mesmo mês de 2025. De janeiro a agosto, os embarques ficaram 2,2 milhões de toneladas abaixo dos registrados em igual intervalo do ano passado.

Apesar da perspectiva de menor oferta na temporada atual, a OIA observou que usinas brasileiras estariam realizando operações expressivas de hedge para 2027, aproveitando preços mais elevados. Segundo o relatório, esse movimento indica planos de ampliar a produção de açúcar no próximo ano.

Fonte: Estadão Conteúdo

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USDA destina US$ 86,6 milhões a projetos para culturas especiais nos EUA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nesta quarta-feira (14) a destinação de US$ 86,6 milhões para 609 projetos voltados ao aumento da competitividade de culturas especiais em 56 Estados e territórios do país. Os recursos serão concedidos por meio do Programa de Subvenções para Culturas Especiais (SCBGP), administrado pelo Serviço de Marketing Agrícola (AMS) do USDA.

Segundo o USDA, os projetos contemplados abrangem pesquisa, desenvolvimento de variedades de sementes, combate a pragas e doenças, segurança alimentar, educação nutricional e ações de marketing para ampliar o acesso dos produtores ao mercado.

O programa atende cadeias produtivas de frutas, hortaliças, nozes, frutas secas e plantas ornamentais, entre outras culturas enquadradas como especiais nos Estados Unidos. A proposta é direcionar recursos para iniciativas que fortaleçam a competitividade desses segmentos em diferentes frentes da produção e da comercialização.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Entre os valores informados para os beneficiários, o Estado de Michigan receberá mais de US$ 2,64 milhões. A Flórida contará com mais de US$ 4,3 milhões, enquanto o Texas terá mais de US$ 2 milhões e a Geórgia, mais de US$ 1,7 milhão.

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A distribuição dos recursos alcança um conjunto amplo de projetos e territórios, com foco em temas técnicos e comerciais ligados às culturas especiais. Entre os eixos apoiados pelo programa estão medidas voltadas à melhoria de material genético, ao enfrentamento de problemas fitossanitários e à expansão das condições de comercialização para os produtores.

Com o anúncio, o USDA confirma a liberação de US$ 86,6 milhões para 609 projetos do SCBGP, abrangendo 56 Estados e territórios e diferentes cadeias de culturas especiais nos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Dólar em baixa pressiona mercado de etanol e açúcar

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Os preços dos derivados da cana-de-açúcar, como o etanol e o açúcar cristal, seguem em trajetória de alta, segundo análise divulgada nesta quarta-feira (14) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A valorização do real frente ao dólar tende a reduzir a competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo, enquanto as chuvas continuam dificultando a produção de cana-de-açúcar. O cenário também é marcado por expectativas de retração da demanda.

O preço do açúcar já acumula alta de 2,20% no mês, mantendo o crescimento desde julho, porém de forma menos expressiva esta semana. A alta do dólar desfavoreceu as exportações, mas a baixa oferta no exterior ajudou a segurar as cotações na bolsa de Nova York e evitou uma queda. Nacionalmente, por conta da concentração do produto no mercado interno, o saldo foi neutro e os preços praticamente se mantiveram.

Já os preços do etanol hidratado subiram com mais força que os do açúcar no mercado paulista (2,87%). O feriado de 12 de outubro (Dia de Nossa Senhora Aparecida) alavancou a demanda pelo combustível e interrompeu a sequência de ligeiras quedas das últimas semanas. O Cepea também observou uma postura mais firme dos vendedores, distribuidoras precisaram aceitar os preços mais altos para garantir seus estoques.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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