Connect with us

Business

Logística: “há necessidade urgente de investimento”

Published

on


Screenshot

A primeira edição do Momento AGRO, projeto multiplataforma do Canal Rural, traz uma entrevista com Neivor Canton, diretor-presidente da Aurora Coop, falando sobre cooperativismo, sucessão familiar, inclusão, infraestrutura e expansão. O Momento AGRO, projeto realizado em parceria com a Aurora Coop e o Sebrae, tem o objetivo de levar informação e conteúdo de mobilização, conscientização e auxílio a toda a cadeia produtiva, abordando para isso temas necessários para a conexão entre o campo e o mercado como competitividade, inovação e sustentabilidade.

Neivor Canton, presidente da Aurora Coop, em entrevista para o Momento Agro.| Screenshot

Durante a entrevista, o diretor-presidente de um dos maiores grupos agroindustriais de proteína animal do Brasil, que reúne 14 cooperativas e mais de 85 mil famílias de produtores rurais, defendeu a urgência de um plano de investimento na infraestrutura ferroviária do estado, como forma de abreviar o sofrimento que o estado de Santa Catarina enfrenta hoje para transportar sua produção.

Canton destacou que o cooperativismo é um meio que dá suporte ao produtor rural e que a Aurora investe há mais de 30 anos em transformar o produtor em verdadeiro empresário rural, o que influencia na sucessão na propriedade, na inclusão de todos da família, facilitando e profissionalizando o planejamento dos negócios.

Veja a entrevista na íntegra:

Sobre o Momento AGRO:

O Momento Agro é uma iniciativa do Canal Rural em parceria com Aurora Coop e Sebrae-SC. O projeto coloca em pauta temas como competitividade nas propriedades rurais, gestão de negócios mercado, inovação e sustentabilidade.

Os conteúdos são exibidos multiplataforma (TV, Youtube, www.canalrural.com.br). Na TV os programas inéditos e as reprises são veiculados nos intervalos dos telejornais e principais programas da grade de programação do Canal Rural.

Ao longo de seis meses serão produzidas e exibidas reportagens no formato de entrevistas de estúdio e matérias com captações externas a campo. Entre as fontes de informação, lideranças e dirigentes do setor, produtores rurais, técnicos e profissionais do sistema cooperativo e do Sebrae.

Em 2026 também está prevista a realização de um fórum para discutir as temáticas tratadas durante o projeto, com transmissão ao vivo pelo Canal Rural para todo o Brasil.

O post Logística: “há necessidade urgente de investimento” apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Governo eleva preços mínimos do café e de mais duas culturas na safra 2026/27

Published

on


Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou os preços mínimos para café, laranja in natura, sisal, trigo em grãos e semente de trigo da safra 2026/2027. Os valores constam na Portaria nº 895, divulgada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (26).

Definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), os preços servirão de base para as operações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), com o objetivo de assegurar uma remuneração mínima aos produtores rurais.

Café tem maior reajuste

Entre os produtos, o café registra as principais altas.

O preço mínimo do café arábica foi fixado em R$ 792,53 por saca de 60 kg, alta de 19,71% em relação à safra anterior.

Para o café conilon, o valor subiu para R$ 556,97 por saca, avanço de 11,66%.

Os preços valem para todo o país, com vigência de abril de 2026 a março de 2027.

Laranja e sisal sobem de forma moderada

No caso da laranja in natura, os valores foram definidos por caixa de 40,8 quilos:

  • R$ 28,76 para todo o Brasil (exceto Rio Grande do Sul), alta de 1,13%
  • R$ 28,76 para o Rio Grande do Sul, com aumento de 14,17%

Já o sisal teve reajustes próximos de 7%:

  • R$ 4,37/kg para o produto bruto desfibrado (+6,85%)
  • R$ 5,04/kg para o beneficiado (+6,78%)

A vigência, nesses casos, vai de julho de 2026 a junho de 2027.

Trigo permanece sem alteração

Para o trigo em grãos, não houve mudança nos preços mínimos em relação à safra anterior.

Os valores seguem variando conforme tipo e região. No Sul, por exemplo:

  • Trigo pão tipo 1: R$ 78,51 por saca de 60 kg
  • Trigo melhorador tipo 1: R$ 82,23 por saca

O mesmo padrão de estabilidade se repete nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e na Bahia.

A semente de trigo também manteve o valor em R$ 3,22 por quilo, sem variação.

Sinalização ao produtor

Atualizados anualmente, os preços mínimos são definidos antes do plantio e levam em conta custos de produção e condições de mercado.

Além de orientar a decisão de plantio, a política sinaliza a possibilidade de intervenção do governo — por meio de compras ou subvenções — caso os preços de mercado fiquem abaixo dos níveis estabelecidos.

O post Governo eleva preços mínimos do café e de mais duas culturas na safra 2026/27 apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

USDA deve indicar aumento na área de soja dos EUA em 2026

Published

on


Importações de soja da China serão recorde, diz USDA. Foto: Nájia Furlan/Portos do Parana

O mercado internacional de soja aguarda a divulgação do relatório de intenção de plantio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para a próxima terça-feira, 31, às 13h, com expectativa de aumento na área destinada à cultura em 2026.

A projeção média dos analistas aponta para uma área de 85,55 milhões de acres, acima dos 81,22 milhões de acres semeados no ano passado. As estimativas variam entre 84,25 milhões e 86,5 milhões de acres.

Caso o número se confirme, o USDA deverá indicar uma área superior à sinalizada em fevereiro, durante o Fórum Anual do Departamento, quando a projeção ficou próxima de 85 milhões de acres.

Apesar do avanço esperado para a soja, a área destinada ao milho ainda deve permanecer maior nos Estados Unidos. A previsão é de 94,37 milhões de acres para o cereal, embora abaixo dos 98,79 milhões de acres registrados no ciclo anterior.

O relatório é acompanhado de perto pelo mercado por seu potencial de influenciar preços e estratégias de comercialização no cenário global de grãos.

Com informações da Reuters.

O post USDA deve indicar aumento na área de soja dos EUA em 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

‘Se não tem cacau, não é chocolate’: projeto gera disputa entre produtores e indústria

Published

on


Foto: Freepik

O projeto de lei que estabelece regras para a quantidade mínima de cacau em chocolates tem colocado indústria e produtores em lados opostos no Brasil. A proposta, já aprovada na Câmara dos Deputados, segue agora para análise do Senado.

Enquanto produtores defendem a medida como essencial para valorizar o cacau nacional e garantir qualidade ao consumidor, a indústria alerta para impactos na produção, aumento de custos e maior dependência de importações.

O que muda com o projeto

O texto define parâmetros técnicos para os derivados do cacau e estabelece regras mais claras para a composição dos produtos.

Entre os principais pontos estão:

  • definição de percentuais mínimos de cacau em chocolates
  • limite para uso de outras gorduras vegetais
  • obrigatoriedade de informar o teor de cacau na parte frontal da embalagem
  • mudanças nas classificações como “amargo” e “meio amargo”

Segundo o relator, a proposta busca dar mais transparência ao consumidor diante de produtos com baixo teor de cacau vendidos como chocolate.

Indústria é contra

A indústria afirma apoiar a transparência, mas critica alterações feitas na Câmara, que, segundo o setor, podem gerar distorções.

“A indústria sempre foi muito a favor da transparência, de elevar a qualidade do chocolate brasileiro. A gente tinha um texto consensuado com toda a cadeia produtiva, mas algumas mudanças feitas na Câmara nos preocupam”, afirmou o presidente executivo da Abicab, Jaime Recena.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Para o executivo, um dos principais pontos de alerta é a capacidade de oferta de cacau no Brasil. “Hoje a indústria precisa importar cerca de 20% a 30% do cacau para suprir a demanda. A partir do momento que aumenta a exigência, a gente vai precisar importar mais”, explicou.

Recena também destaca que mudanças nos parâmetros podem impactar diretamente os produtos. “Algumas modificações podem alterar sabores e características dos chocolates. A gente precisa entender melhor esses pontos para encontrar uma solução equilibrada”, disse.

Produtores defendem regras mais rígidas

Do lado dos produtores, o projeto é visto como uma resposta a um problema estrutural da cadeia: a substituição do cacau por outros ingredientes e a pressão das importações.

“Existem muitos produtos hoje com substituição do cacau. Isso fez com que houvesse uma retração na demanda por cacau acima de 20%”, afirmou a vice-presidente da Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), Eunice Gutzeit.

Ela também criticou o avanço das importações, que, segundo a entidade, ocorre em um momento inadequado para o setor.

“Hoje temos importações desnecessárias em um momento inadequado, inclusive com riscos fitossanitários”, alertou.

Eunice cita preocupações com a flexibilização de regras sanitárias. “A instrução normativa 125 não segue protocolos tão rigorosos quanto antes. Já foi constatado que existe risco fitossanitário, mas mesmo assim não fomos atendidos”, disse.

Segundo ela, o Brasil já caminha para maior equilíbrio na produção e deveria ter critérios mais rígidos para importar. “O Brasil caminha para autossuficiência. Não faz sentido importar de qualquer forma, sem regras claras baseadas na previsão de safra”, afirmou.

Os produtores também defendem critérios mais rígidos para a definição do produto final.
“Se não tem cacau, não é para ser chamado de chocolate. Não deveria usar termos como ‘sabor chocolate’ sem ter o mínimo do ingrediente”, disse Eunice.

Segundo ela, a redução do uso de cacau impacta diretamente a renda no campo. “O produtor está sendo penalizado. Hoje temos custo de produção entre R$ 18 e R$ 20, e estamos vendendo a R$ 9 ou R$ 10”, afirmou.

Sustentabilidade

Além da questão econômica, os produtores destacam o papel ambiental da cultura do cacau. “A cacauicultura mantém a floresta em pé. É uma cultura cultivada dentro dos biomas, como a Mata Atlântica e a Amazônia”, explicou Eunice.

Na prática, o cacau é produzido em sistemas agroflorestais, integrados à vegetação nativa, o que permite gerar renda sem desmatamento.

Por isso, segundo ela, o aumento do teor de cacau nos produtos pode ter impacto direto na conservação ambiental.

“Quando o consumidor escolhe um chocolate com mais cacau, ele ajuda o produtor e ajuda a manter a floresta em pé”, afirmou.

O post ‘Se não tem cacau, não é chocolate’: projeto gera disputa entre produtores e indústria apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement

Agro MT