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14 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Arroz/RS: Semeadura avançou de forma gradual, acompanhando variações climáticas – MAIS SOJA

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A semeadura do arroz avançou de forma gradual, acompanhando as variações climáticas regionais. O período seco, predominante nas duas últimas semanas, favoreceu a preparação do solo e o avanço do plantio nas principais regiões orizícolas, especialmente onde os produtores possuem maior capacidade operacional e áreas previamente niveladas. Entretanto, excessos de umidade pontuais ainda limitam o acesso do maquinário em algumas áreas de várzeas, próximas a cursos d’agua, o que resulta em atraso no início da semeadura.

De forma geral, a implantação das lavouras encontra-se entre o início e o meio do período recomendado pelo ZARC, e a área já semeada varia entre 15% e 60%, conforme a região. A maioria dos cultivos implantados apresenta emergência uniforme, bom vigor inicial e desenvolvimento vegetativo dentro da normalidade.

Mantém-se a expectativa de redução da área cultivada em função de fatores econômicos e de logística da colheita, sobretudo onde há competição com a semeadura da soja. O uso de sistemas pré-germinados e de semeadura em solo seco se dá conforme as condições de umidade de cada região. As condições meteorológicas previstas, como chuvas irregulares e intervalos de tempo firme, devem permitir avanço expressivo da operação nos próximos dias.

A área a ser cultivada está estimada em 920.081 hectares (IRGA). A produtividade está estimada pela Emater/RS-Ascar em 8.752 kg/ha.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a semeadura iniciou-se de forma efetiva nos principais municípios produtores, favorecida pela ausência de chuvas entre os dias 6 e 12/10. Na Fronteira Oeste, os orizicultores com áreas preparadas e maior capacidade operacional intensificam o plantio, adotando turnos prolongados de trabalho. Em Uruguaiana, projeta-se redução expressiva da área cultivada, estimada em cerca de 71 mil hectares. Em São Borja, o avanço do plantio ainda está limitado, em menos de 1.000 hectares, devido à excessiva umidade do solo. Na região da Campanha, em Dom Pedrito, a semeadura está mais adiantada, e projeta-se o cultivo de 36 mil hectares.

Na de Pelotas, a semeadura chega a 61% da área estimada. O clima seco e ensolarado favoreceu o ritmo intenso de plantio, o preparo do solo, o nivelamento e a construção de taipas. As chuvas no início e no final do período acumularam baixos volumes, mas suficientes para manter boas condições de trabalho. As plantas estão em fase vegetativa, com desenvolvimento normal.

Na de Santa Maria, a semeadura atinge 7% da área prevista, e as primeiras lavouras apresentam bom estabelecimento. O andamento das atividades tende a se intensificar em razão da redução das chuvas.

Na de Santa Rosa os produtores enfrentam dificuldades para o preparo do solo, o que tem provocado atrasos significativos na implantação das lavouras e redução de produtividade em cultivares precoces. Há tendência de diminuição da área plantada, principalmente para evitar concorrência com a colheita da soja. O estabelecimento dos cultivos deve ganhar ritmo, à medida que as condições de solo melhorarem.

Na de Soledade a semeadura atinge cerca de 15% da área prevista, ocorrendo tanto em sistema pré-germinado quanto em solo seco, o qual ainda está limitado pela excessiva umidade do solo. Segundo o ZARC, o período de semeadura na região se estende de setembro até 20/12, conforme o grupo de cultivares.

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Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,59%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 59,07 para R$ 58,72.

Confira o Informativo Conjuntural n° 1889 completo, clicando aqui!

Fonte: Emater RS



 

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Sustentabilidade

El Niño forte pode impactar soja, milho e café no Brasil no último trimestre de 2026, aponta StoneX – MAIS SOJA

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Relatório aponta maior atenção para soja e milho no Cerrado e no Matopiba, enquanto excesso de chuva pode dificultar operações agrícolas no Sul do Brasil

O quarto trimestre de 2026 deverá trazer desafios climáticos importantes para o agronegócio global, com destaque para os riscos associados à combinação de um El Niño muito forte, a possível configuração positiva do Dipolo do Oceano Índico (IOD) e temperaturas acima da média no Atlântico tropical. A avaliação integra a análise climática da 37ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, divulgada em 8 de outubro.

Segundo a análise, embora a intensidade do El Niño esteja entre as mais expressivas dos últimos anos, o impacto sobre as lavouras dependerá menos dos volumes totais de chuva e mais da distribuição das precipitações, das ondas de calor e do momento em que esses eventos ocorrerem ao longo do ciclo produtivo de cada cultura.

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (WMO), o fenômeno já está estabelecido e possui probabilidade próxima de 100% de persistir até fevereiro de 2027. O órgão também alerta para maior ocorrência de extremos climáticos, incluindo calor intenso, eventos de chuva forte e períodos de seca.

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“O mercado costuma associar automaticamente o El Niño a determinados padrões climáticos, mas os impactos reais dependem da interação entre diversos fatores oceânicos e atmosféricos. Neste ano, o Dipolo do Oceano Índico e o Atlântico tropical mais aquecido também podem alterar significativamente a forma como a chuva e a temperatura se distribuem sobre as principais regiões produtoras”, afirma Carolina Giraldo, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

Brasil concentra pontos de atenção

Para as culturas brasileiras, o relatório destaca cenários bastante distintos entre regiões.

No Sul do Brasil, as perspectivas apontam para chuvas acima da média favorecendo, em princípio, o desenvolvimento inicial das lavouras de soja e milho. Contudo, o excesso de precipitações poderá dificultar operações de plantio, logística e trânsito de máquinas, exigindo atenção dos produtores.

Já no Cerrado e na região do Matopiba, a combinação de temperaturas elevadas e precipitações abaixo do ideal em novembro e dezembro desponta como um dos principais riscos climáticos para a safra. Nessas áreas, soja e milho podem enfrentar maior estresse hídrico justamente em etapas sensíveis do desenvolvimento vegetativo das culturas.

“O maior risco para os produtores não é apenas a quantidade de chuva prevista para a estação. A preocupação está na ocorrência de períodos prolongados de calor acompanhados por deficiência hídrica, especialmente nas regiões produtoras do Cerrado e do Matopiba, onde a demanda por água pelas plantas aumenta consideravelmente”, explica Carolina.

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O relatório também chama atenção para o café no Sudeste brasileiro. Embora não haja uma indicação clara de déficit pluviométrico para toda a região, as temperaturas mais elevadas previstas para novembro e dezembro podem intensificar o estresse das plantas e afetar etapas importantes do ciclo produtivo.

Para a cana-de-açúcar do Centro-Sul, o cenário é mais favorável, com expectativa de chuvas acima da média e temperaturas próximas ou ligeiramente acima do padrão histórico, condições que tendem a beneficiar o desenvolvimento da cultura desde que não ocorram excessos prolongados de umidade.

Mudanças recentes reforçam complexidade do cenário

A análise destaca que os últimos meses já mostraram evidências da influência do El Niño sobre a América do Sul. Em julho e agosto, Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina registraram volumes de chuva significativamente acima das médias históricas, enquanto regiões mais ao norte do continente tiveram precipitações reduzidas.

Em setembro, porém, houve uma mudança importante no padrão. São Paulo registrou acumulados de chuva 273% acima da média nos primeiros 23 dias do mês, enquanto o Paraná teve volumes 181% superiores ao normal. Ao mesmo tempo, o Uruguai apresentou uma das condições mais secas já observadas para o período.

Segundo a analista, essa inversão entre agosto e setembro possui poucos precedentes históricos e reforça a necessidade de monitoramento contínuo das condições climáticas, especialmente em anos marcados por fenômenos oceânicos de grande intensidade.

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Impactos globais em culturas concorrentes

Além do Brasil, o relatório identifica riscos climáticos relevantes para regiões produtoras que competem diretamente com o país em diferentes mercados agrícolas.

Para soja e milho, Paraguai e Uruguai apresentam perspectivas semelhantes às do Sul brasileiro, com potencial benefício inicial das chuvas, mas também maior risco operacional associado ao excesso de umidade.

No sul da África, produtores de milho deverão enfrentar condições de calor e precipitações limitadas entre novembro e dezembro, cenário que pode comprometer o potencial produtivo da região.

O mercado global de café também permanecerá atento às condições meteorológicas em importantes origens. Enquanto períodos mais secos podem favorecer a colheita na América Central, México, Colômbia e Vietnã, a persistência de calor combinada à restrição hídrica representa ameaça ao desenvolvimento futuro das lavouras e às próximas floradas.

Já para culturas tropicais, o estudo destaca risco de condições mais quentes para o cacau na Costa do Marfim e em Gana, além de potencial estresse climático para a produção de óleo de palma na Indonésia e Malásia.

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No caso do trigo, o cenário merece acompanhamento tanto na Argentina quanto em outros grandes produtores globais, como Índia e Austrália, onde temperaturas elevadas poderão influenciar o desenvolvimento da cultura ao longo do trimestre.

Monitoramento será decisivo

Para a Carolina Giraldo, a principal característica do último trimestre de 2026 será a ausência de um padrão climático único entre as diferentes regiões produtoras. Enquanto algumas áreas poderão enfrentar excesso de chuva, outras estarão expostas ao risco de calor e restrição hídrica.

“O quarto trimestre exigirá acompanhamento constante das condições meteorológicas. Mais do que observar médias trimestrais, será fundamental monitorar mês a mês a evolução das chuvas, das temperaturas e da umidade do solo, porque os impactos para as commodities dependerão diretamente da fase de desenvolvimento ou colheita de cada cultura”, conclui a analista.

SERVIÇO:

A análise completa está disponível na 37ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, elaborado pela equipe de Inteligência de Mercado da empresa.

Lançado em 8 de outubro, o material conta com avaliações detalhadas para mercados agrícolas, energéticos, macroeconômicos e financeiros.

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Download, clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa



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Sustentabilidade

Soja/BR: Com 15,6% semeado, chuvas Impulsionam trabalhos em MT, MS e GO – MAIS SOJA

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Soja/BR: 15,6% semeado. Em MT, com mais de um quarto das lavouras semeadas, a persistência das chuvas e da umidade do solo sustentam o avanço da atividade. O MédioNorte e o Oeste estão à frente das operações. Outras regiões esperam umidade ideal para semear.

Em MS, a semeadura avança, mas está limitada pelas chuvas. Por outro lado, favorece a recuperação das condições de umidade no solo na região norte. Não há intercorrências nos talhões já implantados.

Em GO, o plantio ganha ritmo nas regiões Sul e Sudoeste, favorecido pelas chuvas e pela boa umidade do solo. Nas demais regiões, as chuvas ainda irregulares deixam o plantio lento. A semeadura aproxima-se de 10%, com as lavouras implantadas em boas condições de início de ciclo. Na BA, o plantio foi iniciado no manejo irrigado. Em MG, as lavouras estão com o plantio em fase inicial.

No PR, a semeadura avança, impulsionada pela aceleração e pelo planejamento dos produtores. As lavouras apresentam boas condições. Em SC, no Extremo Oeste, no Oeste e no Meio-Oeste, há avanço da semeadura, enquanto o Sul Catarinense segue em vazio sanitário. Nas demais regiões, de calendário mais tardio, predominam o planejamento para a semeadura.

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De maneira geral, o excesso de umidade é o principal fator limitante ao avanço. No PA e TO, a semeadura é incipiente. No RS, SP, MA e PI, o plantio ainda não foi iniciado.

Previsão Agrometeorológica (12/10/2026 a 16/10/2026)

N-NE: Os maiores acumulados de chuva persistem no Oeste do AM. Nas demais áreas da região Norte, não se descartam chuvas isoladas. No PA e no TO, as chuvas serão insuficientes para a recuperação do armazenamento hídrico no solo e restringirá a semeadura da soja. Nas poucas áreas já semeadas em áreas de sequeiro, pode ocorrer restrição hídrica. No Nordeste, a previsão não indica acumulados expressivos, mantendo as condições favoráveis para a maturação e a colheita do trigo e do milho terceira safra no Oeste da BA e na região do Sealba. Nas áreas de feijão e milho primeira safra já semeadas pela agricultura familiar, na BA, pode ocorrer restrição por falta de chuva.

CO: Os acumulados de chuva mais expressivos continuarão em MS. Ao longo da semana, há indicação de ocorrência de chuvas isoladas em grande parte da região. Nas porções Sul de MT e de GO, os acumulados previstos continuarão contribuindo para a melhora da disponibilidade hídrica no solo, favorecendo a semeadura dos cultivos de sequeiro. Nas demais áreas da região, os acumulados serão menores, mantendo o baixo armazenamento hídrico no solo.

SE: A instabilidade climática persiste, principalmente, em parte de SP e MG. Os maiores acumulados de chuva são previstos para SP, MG e RJ, podendo se concentrar no Centro-Sul de SP, além do Sul e parte do Triângulo de MG. Essas precipitações serão favoráveis para a semeadura e início de desenvolvimento dos cultivos de primeira safra, mas podem restringir o desenvolvimento de parte das lavouras de feijão, em estádios mais avançados, além da maturação e colheita do trigo em SP.

S: São previstas chuvas em toda a região. Os maiores acumulados são esperados no PR. Em SC e no Norte do RS, também há previsão de chuvas significativas, mas com menores acumulados. A persistência de dias chuvosos no PR pode restringir a semeadura e o início de desenvolvimento das lavouras de primeira safra, além da maturação e colheita do trigo. Em SC e RS, apesar dos volumes significativos de chuva em parte desses estados, as condições, no geral, serão favoráveis para a semeadura e o início de desenvolvimento dos cultivos da nova safra 2026/27.

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Fonte: Conab



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Autor:Conab

Site: Conab

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Milho/BR: Semeadura Alcança 33,5% com Progresso no Sul e Início dos Trabalhos em MG, GO e BA – MAIS SOJA

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Milho/BR: 33,5% semeado. No RS, onde a umidade do solo permitiu, os produtores realizaram os principais tratos culturais. A semeadura continua nas regiões de cultivo mais tardio. Granizo, vendavais e chuvas intensas causaram danos pontuais, enquanto as baixas temperaturas e a pouca radiação retardam o desenvolvimento.

No PR, a maior parte das lavouras está em boas condições e a semeadura encontra-se avançada, favorecida pelas chuvas recentes. Em algumas regiões, a elevada umidade e a baixa luminosidade podem alongar o ciclo e alterar a janela de plantio da segunda safra.

Em SC, a semeadura se aproxima do final, com maior progresso no Oeste e no Extremo Oeste. A umidade favorece as áreas bem drenadas, mas as chuvas recorrentes dificultam o manejo fitossanitário.

Em MG, o plantio já se iniciou, concentrado nas áreas irrigadas e nas que receberam bons volumes de chuva. Em GO, a semeadura é pontual na região Leste. Na BA, o plantio foi iniciado na região Oeste. No MA, PA, PI e SP, a semeadura da safra 2026/27 ainda não foi iniciada.

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Fonte: Conab



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Autor:Conab

Site: Conab

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