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Mutirão CAR Digital 2.0 auxilia produtores na regularização ambiental

Produtores rurais de Mato Grosso terão a oportunidade de regularizar suas propriedades e esclarecer dúvidas sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR) durante o Mutirão CAR Digital 2.0, promovido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) entre os dias 21 e 23 de outubro, na cidade de Barra do Garças.
O evento contará com a presença da equipe da Sema, incluindo analistas e a secretária adjunta de Meio Ambiente, além do apoio dos Escritórios Verdes da JBS, que irão atender presencialmente os produtores para esclarecer questões sobre bloqueios e protocolos do programa Boi na Linha.
Segundo analista de sustentabilidade da JBS, Wolney Rodrigues, o CAR Digital 2.0 automatiza a validação do CAR, sobrepondo camadas de dados como reservas legais e áreas consolidadas, agilizando o processo que antes era manual.
“Todos os pecuaristas que possuem CAR ativo podem participar do evento, levando documentos pessoais, comprovante de endereço e o recibo do CAR. É essencial estar regularizado para acessar crédito, comercializar produtos e cumprir o Código Florestal”, explica Wolney.
Além da regularização, os participantes poderão receber vouchers do Programa de Reinserção e Monitoramento do Imac, caso tenham restrições relacionadas a desmatamento legal, embargos ou fraudes.
O evento reforça a importância da regularização ambiental e do uso de ferramentas digitais para agilizar processos e garantir a sustentabilidade do agronegócio em Mato Grosso.
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Primeiro ano do eucalipto é chave para alta produtividade, diz especialista

O primeiro ano do eucalipto tem peso decisivo no resultado da produção e pode determinar o desempenho da floresta até a colheita. Em um cenário de expansão da cultura em Mato Grosso, o manejo correto logo no início tem sido apontado como fator central para garantir produtividade e retorno econômico.
A demanda crescente por biomassa, impulsionada por indústrias de etanol de milho, esmagadoras e outros segmentos, amplia o espaço para o eucalipto no estado. Ao mesmo tempo, o avanço sobre áreas degradadas e solos arenosos exige ainda mais precisão nas decisões técnicas.
Nesse contexto, o engenheiro florestal Ranieri Souza reforça que o sucesso da cultura está diretamente ligado ao cumprimento das operações no momento certo. “O primeiro ano da floresta, ele é crucial. Ele determina o seu sucesso na colheita”, afirma em entrevista ao programa Direto ao Ponto.
Ele explica que falhas no início dificilmente são totalmente corrigidas ao longo do ciclo, o que impacta diretamente na produtividade final da área.

Timing define resultado
O conceito de “timing” no manejo aparece como um dos pontos mais críticos na condução do eucalipto. Operações como adubação, controle de plantas daninhas e implantação precisam ser feitas dentro de janelas curtas para garantir o desenvolvimento uniforme da floresta.
Ranieri detalha que, mesmo quando há possibilidade de correção, o resultado não é o mesmo. “A floresta é muito responsiva ao timing. Quando a gente perde o time das operações, a gente consegue fazer algumas correções, mas não fica como a gente deseja”, diz.
Na prática, isso significa que atrasos no controle de mato ou na adubação inicial podem comprometer o crescimento das plantas e reduzir o potencial produtivo da área.
Implantação e manejo inicial
Entre os principais cuidados no início do cultivo está a adubação de arranque, que pode ser feita logo após o plantio ou incorporada diretamente no sulco. Segundo o especialista, a tendência atual é concentrar essa aplicação no momento da implantação, reduzindo custos operacionais e garantindo melhor eficiência.
“Hoje a gente já coloca todo o adubo de arranque no sulco de plantio”, explica, ao destacar que essa estratégia contribui para um crescimento mais rápido da planta e maior formação de área foliar, o que ajuda a reduzir a matocompetição.
Outro ponto sensível é o replantio. Caso haja falhas, a reposição precisa ser rápida para evitar desuniformidade na floresta. “O time ideal de replantio é de 7 a no máximo 10 dias”, afirma, ao explicar que mudas plantadas fora desse período tendem a sofrer mais com a competição por água e nutrientes.
Controle de mato e pragas
O controle de plantas daninhas também exige atenção constante, especialmente em regiões com alto volume de chuvas. A recomendação é realizar aplicações sequenciais de herbicidas para manter a área livre de competição nos primeiros meses.
Ranieri explica que esse manejo é feito em etapas, com aplicações iniciais e reforços ao longo do ciclo. “Geralmente, em torno de 30, 40 dias você faz uma aplicação de pré e depois, com 80, 90 dias, faz uma remonta”, detalha.
Quando esse controle falha, as perdas podem ser significativas. Em casos extremos, a produtividade pode cair drasticamente, comprometendo a viabilidade do projeto.
Oportunidade e expansão
O crescimento da demanda por biomassa tem impulsionado o plantio de eucalipto em Mato Grosso, com destaque para o atendimento de indústrias que dependem de fonte renovável para geração de energia.
Ranieri aponta que esse movimento não ocorre apenas no estado, mas em todo o país, impulsionado também por exigências de mercado. “A gente tem um movimento de cada vez mais termos plantações de base florestal para abastecer essas indústrias e não restringir mercados”, afirma ao programa do Canal Rural Mato Grosso.
Além das florestas homogêneas, sistemas integrados, como o silvipastoril, também surgem como alternativa para diversificação de renda. “Você tem uma sinergia muito interessante e continua tendo o fluxo do gado, que te dá uma remuneração anual ou semestral”, diz.
Apesar das oportunidades, o especialista reforça que o sucesso depende da condução correta desde o início. Em um ciclo que pode ultrapassar seis anos, decisões tomadas nos primeiros meses são determinantes para o resultado final da produção.
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Agro Mato Grosso
Agrishow: de ‘trator que fala’, veja máquinas com IA que operam sozinhas

Máquinas que ‘falam’ com operador e trabalham sem ninguém na cabine foram destaques na maior feira de tecnologia agrícola do país em Ribeirão Preto (SP).
Fazer uma pergunta para um trator e receber a resposta na hora ou ver uma máquina trabalhando sozinha na lavoura, sem ninguém na cabine. O que parece cena de filme futurista já é realidade foram destaques da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), impulsionados pela inteligência artificial.
Com a proposta de ajudar o produtor a tomar decisões mais rápidas, aumentar a produtividade e reduzir custos, empresas apostam em tecnologias inovadoras que devem se tornar cada vez mais comuns no campo.
Trator que ‘fala’ a língua do produtor
Um dos destaques é o “Talking Tractor”, da Valtra. O modelo usa inteligência artificial para interagir diretamente com o operador, por voz ou texto, e ajudar na tomada de decisão. (assista no vídeo acima)
“A nossa maior intenção com esse projeto é fazer com que o uso da tecnologia, que hoje é infinita, para que o homem e máquina se conectem para a melhor tomada de decisão em tempo real. Ele ajuda o produtor a tomar as melhores decisões, já que a máquina fala a língua do produtor”, comenta Claudio Esteves, diretor de vendas da Valtra.
Na prática, o produtor pode perguntar desde informações simples, como consumo de combustível, até orientações técnicas detalhadas.
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Trator ‘falante’ é uma das novidades da Agrishow 2026 em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Érico Andrade/g1
A tecnologia ainda está em fase de testes, mas chama atenção do público. Segundo a empresa, o sistema aprende com o uso e armazena dados históricos da operação, permitindo consultas sobre atividades realizadas até meses antes.
“A gente tem todo o dado de telemetria, tem todo o manual técnico dele ali dentro, então não só ajudar na tomada de decisão, mas em qualquer ajuste que ele precisar, técnico, ele vai poder fazer a pergunta. E claro, ele vai gravar também toda a operação. (…) Por exemplo: um ano atrás eu plantei e quero saber quanto eu gastei de combustível, tudo isso ela consegue ajudar.”
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Painel do trator ‘falante’, que promete facilitar a vida do produtor rural, na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Érico Andrade/g1
Agro Mato Grosso
Agro e biodiesel reforça mudança de perfil de Mato Grosso

Em Mato Grosso, esse movimento vem sendo puxado pela indústria de biocombustíveis. Dados divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que o estado alcançou, em março, o maior volume de produção de biodiesel da série histórica, consolidando-se como principal polo nacional do segmento.
As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos no período, o equivalente a cerca de 26% de todo o biodiesel fabricado no país. O avanço foi impulsionado principalmente pela ampliação da mistura obrigatória do biocombustível ao diesel, atualmente em 15% (B15), o que elevou a demanda da indústria.
Na avaliação de Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA), o crescimento da agroindústria representa uma mudança estrutural para o setor. “O agro brasileiro começa a entrar em uma nova fase. Não basta mais apenas produzir volume. O grande diferencial econômico passa a ser a capacidade de industrializar, transformar e agregar valor àquilo que é produzido no campo”, afirma.
Segundo ele, Mato Grosso simboliza esse processo ao integrar produção agrícola e geração de energia renovável. “Quando o estado transforma soja em biodiesel, ele deixa de exportar apenas matéria-prima e passa a capturar uma fatia maior da riqueza gerada pela cadeia. Isso significa mais empregos, arrecadação, investimentos e fortalecimento da economia regional”, diz.
Rezende também destaca que a industrialização ajuda a reduzir a vulnerabilidade do produtor às oscilações externas. “Uma agroindústria forte cria demanda interna mais consistente e diminui a dependência exclusiva do mercado internacional. Isso dá mais estabilidade para o produtor e fortalece toda a cadeia produtiva”, avalia.
O avanço do biodiesel em Mato Grosso está diretamente ligado à forte integração entre a produção de grãos e a indústria de energia renovável. Segundo o Imea, o óleo de soja respondeu por 84% da matéria-prima utilizada pelas usinas no mês, mantendo a oleaginosa como principal base do setor.
Além do biodiesel, os dados do instituto apontam cenário positivo para outras cadeias relevantes do estado. No milho, a produtividade da safra 2025/26 foi revisada para 118,78 sacas por hectare, elevando a projeção de produção para 52,66 milhões de toneladas, favorecida pelo bom regime de chuvas em parte das regiões produtoras.
No algodão, a área cultivada foi ajustada para 1,38 milhão de hectares, enquanto a produção segue estimada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo Mato Grosso na liderança nacional da cultura.
Na pecuária, o mercado apresentou movimentos distintos em abril. O boi gordo registrou valorização, com arroba média de R$ 350,11, sustentada pela menor oferta de animais para abate. Já o suíno perdeu força diante da demanda doméstica mais fraca, encerrando o mês com média de R$ 5,96 por quilo ao produtor.
Para Rezende, o avanço da indústria ligada ao agro deve ganhar ainda mais relevância nos próximos anos. “O mundo busca alimentos, energia renovável e produtos de menor impacto ambiental. Mato Grosso reúne escala, produção e capacidade de processamento para ocupar posição estratégica nesse cenário. O futuro do agro passa cada vez mais pela industrialização”, conclui.
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