Connect with us
8 de maio de 2026

Sustentabilidade

Fertilizantes e sementes sobem quase o dobro da inflação e acendem alerta entre sojicultores

Published

on

A possibilidade de formação do fenômeno La Niña tem deixado os produtores de soja em alerta no Paraná. Mas o que mais preocupa, neste início de safra, é o aumento nos custos de produção.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Os insumos mais caros são os fertilizantes e as sementes, que subiram, em média, quase o dobro da inflação oficial medida pelo IPCA, atualmente em 5%.

Plantio de soja no estado

O plantio da oleaginosa deve ser concluído até meados de janeiro de 2026. A previsão é de que a área cultivada alcance 5,79 milhões de hectares, praticamente a mesma da safra anterior. Apesar da estabilidade na área, a margem de lucro tende a ser menor.

“Os custos de implementação das lavouras estão um pouco mais altos neste ciclo, com aumento estimado entre 5% e 8%, especialmente em fertilizantes e sementes, que são os principais componentes do custo do produtor”, explica Edmar W. Gervasio, do Departamento de Economia Rural (Deral).

“Os preços de comercialização, por outro lado, permanecem próximos aos do ciclo passado, em torno de R$ 120 a R$ 121, o que deve reduzir a margem de rentabilidade.”

Advertisement

A maior concentração de semeadura ocorre em outubro, principalmente na região Sul do estado, responsável pela maior área de cultivo e estimada em 7 milhões de toneladas. Em todo o Paraná, a produção deve ultrapassar 22 milhões de toneladas, representando um aumento de cerca de 4% em relação à colheita anterior.

A expansão da área de soja tem ocorrido, em boa parte, sobre pastagens e áreas antes destinadas ao feijão. “Neste ano, optamos por não fazer o feijão de primeira safra por causa dos preços baixos observados no ano passado, tanto na safra quanto na safrinha. Assim, a área foi incorporada à soja”, relata o produtor rural Felipe Madalozzo.

Diante do cenário de custos elevados e incertezas climáticas, os produtores de soja adotam uma postura mais cautelosa. Ao mesmo tempo, o mercado internacional pode favorecer o grão brasileiro, já que a China ainda não realizou compras da safra 2025/26 dos Estados Unidos, o que tende a abrir espaço para o produto nacional.

La Niña vem aí?

Por outro lado, os modelos climáticos indicam a formação do fenômeno La Niña, que pode alterar o regime de chuvas no Sul do país. “Isso preocupa porque pode afetar o enchimento de grãos e a produtividade, tanto da soja quanto do milho”, alerta um sojicultor.

Outro ponto de atenção é o câmbio. Com a queda dos juros nos Estados Unidos e o patamar ainda elevado no Brasil, há expectativa de maior entrada de investimentos estrangeiros, o que pode pressionar o dólar para baixo e, consequentemente, reduzir a cotação da soja.

Advertisement

Mesmo com os riscos, os produtores esperam produtividade média de 80 sacas por hectare, valor considerado positivo em anos de La Niña. Ainda assim, há preocupação em relação às condições hídricas no norte do estado.

“Se as chuvas não se recompuserem, podemos ter impactos pontuais, mas, por enquanto, o plantio segue dentro da janela de planejamento do produtor paranaense”, conclui o representante do Deral.

Continue Reading
Advertisement

Sustentabilidade

Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações

Published

on


Fechamento da soja. Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de pouca movimentação, com negócios pontuais e ritmo lento tanto nos portos quanto no mercado interno.

De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário segue marcado pela cautela dos agentes e pelas cotações enfraquecidas.

Ao longo do dia, o analista menciona que a Bolsa de Chicago operou em queda, enquanto os prêmios não conseguiram compensar o movimento recente de baixa. "As ofertas continuam depreciadas em termos de valor", acrescenta.

Nos portos, o ritmo seguiu limitado, assim como no mercado doméstico. Segundo Silveira, o ambiente também é influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Todo mundo está esperando os números da próxima semana, que serão divulgados na próxima terça-feira, dia 12”, resume.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 122,50
  • Santa Rosa (RS): R$ 123,50
  • Cascavel (PR): recuou de R$ 118,50 para R$ 118
  • Rondonópolis (MT): R$ 107,50
  • Dourados (MS): R$ 110,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 109,50 para R$ 109
  • Porto de Paranaguá (PR): baixou de R$ 128,50 para R$ 128
  • Porto de Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 128,50

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), mas acima das mínimas do dia.

Silveira pontua que o comportamento de outros mercados, principalmente do petróleo, foi determinante para as oscilações da soja, em dia de muita volatilidade e de ajustes.

Advertisement
  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

O petróleo iniciou o dia com fortes perdas, mas reduziu a retração na parte da tarde, chegando até mesmo a operar no território positivo.

“Tudo gira em torno das negociações entre Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio. A falta de novidades trouxe certo ceticismo ao mercado”, relata o analista.

Contratos futuros

soja preço baixo guerra comercial
Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,2%, a US$ 11,92 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,86 3/4 por bushel, com retração de 2,25 centavos de dólar ou 0,18%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 318,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,15 centavos de dólar, com perda de 0,87 centavo ou 1,15%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 4,9222 para venda e a R$ 4,9202 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8954 e a máxima de R$ 4,9304.

O post Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

Colheita do arroz alcança 96,41% da área cultivada no RS – MAIS SOJA

Published

on


A colheita do arroz no Rio Grande do Sul atingiu 96,41% da área cultivada nesta primeira semana de maio. O levantamento foi realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e divulgado nesta quinta-feira (7/5).

Do total de 891.908,50 hectares destinados ao cultivo na safra 2025/2026, a maior parte das lavouras já foi colhida, consolidando o avanço dos trabalhos nas principais regiões produtoras do Estado.

As regionais da Zona Sul e da Planície Costeira Externa lideram os índices de colheita e estão mais próximas do encerramento das operações, com 98,81% e 98,46% das áreas colhidas, respectivamente.

Na sequência aparecem a Planície Costeira Interna, com 98,13%; a Campanha, com 97,02%; a Fronteira Oeste, com 95,92%; e a Região Central, que registra 89,84% da área colhida.

Advertisement

De acordo com a Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater/Irga), ao término da colheita será realizado um levantamento consolidado da safra, contemplando dados de área colhida, produtividade e possíveis perdas registradas durante o ciclo produtivo.

Fonte: IRGA



 

FONTE

Autor:IRGA

Advertisement

Site: IRGA

Continue Reading

Sustentabilidade

Cenário climático reforça a importância do planejamento agrícola – MAIS SOJA

Published

on


Em comparação a março, abril apresentou redução no volume de chuvas, especialmente na região central do Brasil, afetando diretamente a disponibilidade de água no solo. Conforme o Boletim do Sistema TempoCampo/Esalq de maio de 2026, embora grande parte do território nacional, com destaque para a região Norte, ainda apresente elevada umidade no solo, a região central registrou redução no volume de água armazenado durante o mês de abril (Figura 1).

Figura 1. Armazenamento de água no solo, meses de março e abril de 2026 (atualização 05 de maio de 2026).
Fonte: Prof Fábio Marin

Apesar da redução observada, o cenário ainda não caracteriza, na maior parte das regiões produtoras do país, condições críticas ao desenvolvimento das culturas agrícolas. Para a primeira quinzena de maio, as projeções climáticas indicam continuidade das maiores precipitações sobre a região Norte e faixa litorânea do Nordeste, situação que demanda atenção devido aos elevados volumes de chuva já registrados nessas áreas.

Segundo o INMET, para o trimestre maio-julho-julho, a previsão é de precipitações dentro da média climatológica na região central do Brasil, enquanto as regiões Norte e Sul tendem a registrar chuvas dentro ou ligeiramente acima da média (Figura 2).

Figura 2. À esquerda: precipitação total prevista para o trimestre maio-julho-julho de 2026. À direita: Anomalias de precipitação para o trimestre maio-julho-julho de 2026. INMET (06 de Maio de 2026).
Fonte: INMET (2026)

Ainda que previsões a longo prazo possam apresentar grande incerteza, para o mês de junho, caso as projeções climática se concretize, de acordo com as previsões de anomalia das precipitações, são esperadas chuvas dentro da média e/ou ligeiramente acima da média para o período, na maioria das regiões do país.

Fenômenos ENSO

Com divergência entre modelos climatológicos, a intensidade do Fenômeno El Niño ainda é indefinida. No entanto, a ocorrência desse fenômeno é esperada, havendo concordância entre a maioria dos modelos quanto a ocorrência do El Niño (figura 3) com mais de 90% de probabilidade de ocorrência desse fenômeno a partir do trimestre setembro-outubro-novembro (figura 4).

Advertisement
Figura 3. Modelos de previsão ENSO para abril de 2026.
Fonte: IRI (2026)


Figura 4. Previsão oficial de probabilidade do CPC ENSO.
Fonte: IRI (2026)

Por outro lado, a intensificação do El Niño, especialmente a partir do trimestre agosto-setembro-outubro, poderá influenciar o estabelecimento e o desenvolvimento das culturas agrícolas, impactando as operações no campo. Diante disso, o acompanhamento contínuo das previsões meteorológicas e dos prognósticos climáticos será fundamental para o ajuste das estratégias de manejo e do planejamento das áreas de cultivo.

Confira abaixo o boletim completo do sistema TempoCampo/ESALQ de maio de 2026.


Inscreva-se agora no canal Prof Fábio Marin clicando aqui! 


Referências:

INMET. CLIMA. Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://clima.inmet.gov.br/progp/0 >, acesso em: 07/05/2026.

IRI. ENSO FORECAST. Columbia Climate Schol International Research Institute for Climate and Society, 2026. Disponível em: < https://iri.columbia.edu/our-expertise/climate/forecasts/enso/current/ >, acesso em: 07/05/2026.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT