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8 de maio de 2026

Sustentabilidade

Após dois meses de tarifaço, agronegócio faz balanço das exportações e aguarda retomada do diálogo – MAIS SOJA

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Marcelo Sá – jornalista/editor e produtor literário 

Redirecionamento de commodities vem surtindo efeito

Completados dois meses da vigência do tarifaço sobre todos os produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos, o setor agropecuário já tem uma noção mais consolidada dos efeitos dessa taxação, que mostra quais segmentos se mostraram mais vulneráveis enquanto outros mantiveram força e resiliência. O balanço mostra que os produtos alvo de alíquota máxima de 50% são commodities como café, carne e açúcar, que têm mais facilidade para redirecionar as vendas a outros mercados. Essa capacidade de escoar a produção tem se revelado determinante para mitigar o impacto negativo.

No setor de café, as exportações para o mercado americano, o maior do mundo para a bebida, despencaram 56% em setembro em relação a 2024, e devem zerar nos próximos dias, enquanto países como a Alemanha se consolidam como destinos alternativos. De acordo com o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), o tarifaço provocou forte alta nos preços para o consumidor americano. Em 30 de julho, o preço era de 284 centavos de dólar por libra-peso. Atualmente, está em torno de 380 centavos. Isso faz com que países concorrentes como Colômbia concentrem suas remessas para os EUA, abrindo mais espaço no mercado europeu para o café brasileiro, por exemplo.

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Apesar da queda de 20,3% nas exportações para os EUA em setembro, o Brasil mostrou agilidade em encontrar novos mercados, ampliando as vendas as vendas para a Argentina (+24,9%), China (+14,7%) e União Europeia (+2%). No balanço geral do mês, as exportações brasileiras cresceram 17,7%, de acordo com os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

O segmento de carne bovina também é protagonista do movimento de conquistar novos mercados, um trabalho que vinha rendendo frutos antes mesmo do tarifaço. Na ANUGA, uma das maiores feiras de bebidas e alimentos do mundo, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC) já consegue avançar em mais tratativas. A participação da comitiva foi noticiada pelo Portal SNA na semana passada. Roberto Perosa, presidente da entidade e um dos expoentes do gabinete de crise desde o anúncio do tarifaço, firmou memorando de entendimento com representantes de Cingapura que estabelece parceria estratégica com o Brasil. O evento acontece em Colônia, na Alemanha, desde o último dia 4 de outubro. Perosa já concedeu entrevista anteriormente à SNA.

Alguns setores sofreram mais do que outros

Entre as ações contempladas estão o intercâmbio de informações, apoio a iniciativas de promoção comercial e articulação com autoridades regulatórias, como a Agência de Alimentos de Cingapura (SFA, na sigla em inglês) e o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil. Cingapura é um comprador assíduo da proteína animal brasileira, além de entreposto importante no sudeste asiático, onde estão outros parceiros de grande porte do agro nacional. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), representada por Ricardo Santin, também fechou acordo semelhante, em interlocução com a Associação de Comerciantes de Carne de Cingapura.

Na esteira do tarifaço, a China também ampliou seu domínio como maior comprador de carnes brasileiras. Em setembro, a fatia dos EUA na carne bovina fresca, resfriada ou congelada exportada pelo Brasil caiu de 8,9% para 2,4%. A participação do país asiático subiu de 52,9% para 59,5%. Ou seja, a cota perdida pelos americanos acabou sendo absorvida pela China. Os dados são da SECEX.

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Ainda de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior, o açúcar brasileiro sofreu forte abalo nos embarques para os Estados Unidos. Em setembro, o volume exportado para os portos americanos foi de 21,1 mil toneladas, uma queda de 84,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em receita, essas exportações recuaram 77,3%, para US$ 14,9 milhões. Somando os embarques de agosto e setembro, período afetado pelo tarifaço, o Brasil exportou 88,1% menos açúcar para os Estados Unidos do que no mesmo período do ano passado, somando 29,6 mil toneladas. Já as receitas com essas exportações tiveram queda de 82,3%, para US$ 21,3 milhões.

Os números vieram no mesmo dia (6 de outubro) em que, de acordo com a Secretaria de Comunicação Social (Secom), o presidente Lula conversou com Donald Trump por telefone, após meses de retórica inflamada de ambas as partes e esforços de negociadores. O presidente brasileiro teria aproveitado, de acordo com a Secom, para pedir que a Casa Branca volte atrás na aplicação da sobretaxa imposta a produtos nacionais. Ainda não há previsão de novos diálogos ou encontro presencial entre os mandatários. O telefonema ocorre semanas após aceno de Trump a Lula, durante seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque. O setor agropecuário acompanha com atenção os desdobramentos dessa distensão, que pode representar, num futuro próximo, alívio tributário nas cadeias produtivas nacionais.

Com informações complementares do Ministério da Fazenda, Ministério das Relações Exteriores e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Fonte: SNA



 

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FONTE

Autor:Marcelo Sá – Sociedade Nacional de Agricultura

Site: SNA

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Sustentabilidade

Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações

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Fechamento da soja. Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de pouca movimentação, com negócios pontuais e ritmo lento tanto nos portos quanto no mercado interno.

De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário segue marcado pela cautela dos agentes e pelas cotações enfraquecidas.

Ao longo do dia, o analista menciona que a Bolsa de Chicago operou em queda, enquanto os prêmios não conseguiram compensar o movimento recente de baixa. "As ofertas continuam depreciadas em termos de valor", acrescenta.

Nos portos, o ritmo seguiu limitado, assim como no mercado doméstico. Segundo Silveira, o ambiente também é influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Todo mundo está esperando os números da próxima semana, que serão divulgados na próxima terça-feira, dia 12”, resume.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 122,50
  • Santa Rosa (RS): R$ 123,50
  • Cascavel (PR): recuou de R$ 118,50 para R$ 118
  • Rondonópolis (MT): R$ 107,50
  • Dourados (MS): R$ 110,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 109,50 para R$ 109
  • Porto de Paranaguá (PR): baixou de R$ 128,50 para R$ 128
  • Porto de Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 128,50

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), mas acima das mínimas do dia.

Silveira pontua que o comportamento de outros mercados, principalmente do petróleo, foi determinante para as oscilações da soja, em dia de muita volatilidade e de ajustes.

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O petróleo iniciou o dia com fortes perdas, mas reduziu a retração na parte da tarde, chegando até mesmo a operar no território positivo.

“Tudo gira em torno das negociações entre Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio. A falta de novidades trouxe certo ceticismo ao mercado”, relata o analista.

Contratos futuros

soja preço baixo guerra comercial
Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,2%, a US$ 11,92 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,86 3/4 por bushel, com retração de 2,25 centavos de dólar ou 0,18%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 318,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,15 centavos de dólar, com perda de 0,87 centavo ou 1,15%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 4,9222 para venda e a R$ 4,9202 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8954 e a máxima de R$ 4,9304.

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Sustentabilidade

Colheita do arroz alcança 96,41% da área cultivada no RS – MAIS SOJA

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A colheita do arroz no Rio Grande do Sul atingiu 96,41% da área cultivada nesta primeira semana de maio. O levantamento foi realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e divulgado nesta quinta-feira (7/5).

Do total de 891.908,50 hectares destinados ao cultivo na safra 2025/2026, a maior parte das lavouras já foi colhida, consolidando o avanço dos trabalhos nas principais regiões produtoras do Estado.

As regionais da Zona Sul e da Planície Costeira Externa lideram os índices de colheita e estão mais próximas do encerramento das operações, com 98,81% e 98,46% das áreas colhidas, respectivamente.

Na sequência aparecem a Planície Costeira Interna, com 98,13%; a Campanha, com 97,02%; a Fronteira Oeste, com 95,92%; e a Região Central, que registra 89,84% da área colhida.

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De acordo com a Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater/Irga), ao término da colheita será realizado um levantamento consolidado da safra, contemplando dados de área colhida, produtividade e possíveis perdas registradas durante o ciclo produtivo.

Fonte: IRGA



 

FONTE

Autor:IRGA

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Site: IRGA

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Sustentabilidade

Cenário climático reforça a importância do planejamento agrícola – MAIS SOJA

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Em comparação a março, abril apresentou redução no volume de chuvas, especialmente na região central do Brasil, afetando diretamente a disponibilidade de água no solo. Conforme o Boletim do Sistema TempoCampo/Esalq de maio de 2026, embora grande parte do território nacional, com destaque para a região Norte, ainda apresente elevada umidade no solo, a região central registrou redução no volume de água armazenado durante o mês de abril (Figura 1).

Figura 1. Armazenamento de água no solo, meses de março e abril de 2026 (atualização 05 de maio de 2026).
Fonte: Prof Fábio Marin

Apesar da redução observada, o cenário ainda não caracteriza, na maior parte das regiões produtoras do país, condições críticas ao desenvolvimento das culturas agrícolas. Para a primeira quinzena de maio, as projeções climáticas indicam continuidade das maiores precipitações sobre a região Norte e faixa litorânea do Nordeste, situação que demanda atenção devido aos elevados volumes de chuva já registrados nessas áreas.

Segundo o INMET, para o trimestre maio-julho-julho, a previsão é de precipitações dentro da média climatológica na região central do Brasil, enquanto as regiões Norte e Sul tendem a registrar chuvas dentro ou ligeiramente acima da média (Figura 2).

Figura 2. À esquerda: precipitação total prevista para o trimestre maio-julho-julho de 2026. À direita: Anomalias de precipitação para o trimestre maio-julho-julho de 2026. INMET (06 de Maio de 2026).
Fonte: INMET (2026)

Ainda que previsões a longo prazo possam apresentar grande incerteza, para o mês de junho, caso as projeções climática se concretize, de acordo com as previsões de anomalia das precipitações, são esperadas chuvas dentro da média e/ou ligeiramente acima da média para o período, na maioria das regiões do país.

Fenômenos ENSO

Com divergência entre modelos climatológicos, a intensidade do Fenômeno El Niño ainda é indefinida. No entanto, a ocorrência desse fenômeno é esperada, havendo concordância entre a maioria dos modelos quanto a ocorrência do El Niño (figura 3) com mais de 90% de probabilidade de ocorrência desse fenômeno a partir do trimestre setembro-outubro-novembro (figura 4).

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Figura 3. Modelos de previsão ENSO para abril de 2026.
Fonte: IRI (2026)


Figura 4. Previsão oficial de probabilidade do CPC ENSO.
Fonte: IRI (2026)

Por outro lado, a intensificação do El Niño, especialmente a partir do trimestre agosto-setembro-outubro, poderá influenciar o estabelecimento e o desenvolvimento das culturas agrícolas, impactando as operações no campo. Diante disso, o acompanhamento contínuo das previsões meteorológicas e dos prognósticos climáticos será fundamental para o ajuste das estratégias de manejo e do planejamento das áreas de cultivo.

Confira abaixo o boletim completo do sistema TempoCampo/ESALQ de maio de 2026.


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Referências:

INMET. CLIMA. Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://clima.inmet.gov.br/progp/0 >, acesso em: 07/05/2026.

IRI. ENSO FORECAST. Columbia Climate Schol International Research Institute for Climate and Society, 2026. Disponível em: < https://iri.columbia.edu/our-expertise/climate/forecasts/enso/current/ >, acesso em: 07/05/2026.

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