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11 de maio de 2026

Sustentabilidade

Mercado brasileiro de soja deve iniciar semana com maior nível de negócios – MAIS SOJA

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Após a semana anterior ter sido de pouca atividade, o mercado brasileiro de soja pode começar esta segunda-feira com maior dinamismo. Os dois principais fatores de formação de preços apresentam cenário favorável às negociações. Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos firmam ganhos diante da expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e China. No câmbio, o dólar abriu com leve alta, e, se o movimento se mantiver, deve estimular a atuação dos agentes no cenário doméstico.

Na sexta-feira (03), o mercado de soja encerrou a semana com alguns lotes rodando tanto para portos quanto para a indústria, mas nada muito expressivo. De acordo com Rafael Silveira, analista de Safras & Mercado, ao longo do dia foi possível analisar volatilidade na Bolsa, e o dólar até ajudou em certos momentos, criando algumas oportunidades. Mesmo assim, o foco do produtor está no plantio da nova safra, o que mantém spreads altos entre compradores e vendedores.

Ele destacou ainda que houve ofertas pontuais mais atrativas, como em Goiás, onde apareceram negócios a R$ 130,00 com pagamento em dezembro. “É um preço bom, acima da paridade, mas mesmo assim o produtor preferiu não fechar”, acrescentou. No geral, segundo Silveira, a semana foi calma, sem grandes movimentos, com o mercado atento à situação das exportações americanas e à relação com a China.

No mercado físico, a saca de 60 quilos subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00 em Passo Fundo (RS) e de R$ 130,00 para R$ 131,00 em Santa Rosa (RS). Em Cascavel (PR), a cotação recuou de R$ 132,00 para R$ 131,50, enquanto em Rondonópolis (MT) permaneceu em R$ 123,00. Em Dourados (MS), a saca seguiu em R$ 124,50, e em Rio Verde (GO) aumentou de R$ 121,00 para R$ 121,50.

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Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca seguiu em R$ 136,00, enquanto em Rio Grande (RS) houve alta de R$ 135,00 para R$ 136,00.

CHICAGO

* A Bolsa de Mercadorias de Chicago tem alta de 0,29% no contrato novembro/25 do grão, cotado a 10,21 centavos de dólar por bushel.

* O mercado mantém o viés positivo, sustentado pelas expectativas de avanço nas negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China. A valorização do petróleo em Nova York também contribui para o movimento de alta.

* Enquanto isso, os produtores norte-americanos aceleram as vendas de soja, diante da ausência chinesa, sua principal compradora, e buscam novos destinos na Ásia e na África. Até o momento, os importadores chineses ainda não adquiriram volumes da colheita norte-americana de outono.

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* O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou na semana passada que o governo federal adotará medidas de apoio aos agricultores do país, em resposta à recusa da China em comprar soja, e que um anúncio oficial será feito na terça-feira.

* Por outro lado, segue a pressão pelo avanço da colheita nos Estados Unidos. O mercado ficará sem a referência do acompanhamento oficial nesta segunda-feira. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou que os dados não serão divulgados enquanto não houver uma solução. O relatório de outubro do USDA, o tradicional Wasde, que seria divulgado na quinta, 9, também será postergado.

CÂMBIO

* O dólar comercial registra leve alta de 0,02%, a R$ 5,3375. O Dollar Index registra ganhos de 0,56%, a 98.278 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

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* As principais bolsas da Ásia encerram em alta. Tóquio, +4,75%. Xangai, a bolsa não operou hoje devido a um feriado.

* As bolsas da Europa operam com ganhos. Frankfurt, +0,29%. Londres, +0,19%.

* O petróleo tem preços mais altos. Novembro do WTI em NY: US$ 61,41 o barril (0,87%).

AGENDA

—–Segunda-feira (6/10)

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– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 12h. *(Devido à paralisação do USDA, não

há garantia de que o órgão norte-americano divulgará os dados no horário descrito).

– O Ministério do Desenvolvimento, da Indústria, do Comércio e Serviços divulga, às 15h, os

dados consolidados de setembro, seguidos por coletiva de imprensa.

– Dados de oferta e demanda de soja, milho e algodão do MT – IMEA, 16h.

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– Relatório de condições das lavouras nos Estados Unidos – USDA, 17h. *(Devido à paralisação

do USDA, não há garantia de que o órgão norte-americano divulgará os dados no horário

descrito).

—-Terça-feira (7/10)

– EUA: O saldo da balança comercial de agosto será publicado às 9h30 pelo Departamento do

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Comércio. (Devido a uma paralisação do governo norte-americano, não há garantia do que os dados

serão divulgados no horário descrito).

– A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga, às 8h, o IGP-DI referente a setembro.

– Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.

—–Quarta-feira (8/10)

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– Alemanha: A produção industrial de agosto será publicada às 3h pelo Destatis.

– A ANFAVEA divulga, às 10h, os resultados das exportações, importações e produção de

veículos referentes a setembro.

– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às

11h30 pelo Departamento de Energia (DoE). (Devido a uma paralisação do governo norte-americano,

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não há garantia do que os dados serão divulgados no horário descrito).

– EUA: A ata da reunião de política monetária dos dias 16 e 17 de setembro será publicada às

15h pelo Fed. (Devido a uma paralisação do governo norte-americano, não há garantia do que os

dados serão divulgados no horário descrito).

—–Quinta-feira (9/10)

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– Alemanha: O saldo da balança comercial de agosto será publicado às 3h pelo Destatis.

– Eurozona: A ata da reunião dos dias 10 e 11 de setembro será publicada às 8h30 pelo BCE.

– O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, às 9h, o IPCA e INPC

referentes a setembro.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30. *(Devido à paralisação do USDA, não há

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garantia de que o órgão norte-americano divulgará os dados no horário descrito).

– Relatório de outubro de oferta e demanda mundial e norte-americana der grãos dos EUA –

USDA/Wasde, 13h. *(Devido à paralisação do USDA, não há garantia de que o órgão

norte-americano divulgará os dados no horário descrito).

– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da

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tarde.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

– Japão: O índice de preços ao produtor de setembro será publicado às 20h50 pelo BOJ.

—–Sexta-feira (10/10)

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– O IBGE divulga, às 9h, o Indice de Preços ao Produtor Indústrias extrativas e de

transformação referente a agosto.

– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.

Fonte: Ritiele Rodrigues – Safras News



 

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Sustentabilidade

Bioinsumos e controle biológico podem ser aliados da agricultura frente às mudanças climáticas – MAIS SOJA

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O avanço das mudanças climáticas já impõe novos desafios à agricultura, com o aumento das temperaturas e a intensificação de eventos extremos favorecendo doenças e desequilíbrios nos sistemas produtivos. Diante desse cenário, o pesquisador da Embrapa meio Ambiente Wagner Bettiol defende a ampliação do controle biológico e a preservação da biodiversidade microbiana como estratégias essenciais para tornar a produção agrícola mais resiliente. Segundo ele, o uso de microrganismos benéficos pode aumentar a eficiência das plantas no aproveitamento da água, reduzir impactos ambientais e diminuir a dependência de fertilizantes e defensivos químicos.

De acordo com Bettiol, a discussão sobre sustentabilidade frequentemente se limita ao aspecto econômico, deixando em segundo plano a proteção da biosfera e da biodiversidade, elementos fundamentais para o controle biológico. O pesquisador chamou atenção para a ausência de debates sobre a preservação dos microrganismos, essenciais para o equilíbrio dos sistemas agrícolas e, consequentemente para manter a biodiversidade e com isso o controle biológico natural.

Bettiol alerta que os limites planetários relacionados à mudança climática já foram ultrapassados, resultando em eventos extremos, como secas prolongadas e alagamentos. Entre as soluções desenvolvidas para enfrentar o problema, citou o Auras, produto criado pela Embrapa Meio Ambiente para reduzir os impactos do estresse hídrico nas plantas.

O pesquisador também destaca que o aumento da temperatura global pode intensificar doenças agrícolas causadas por vírus e molicutes transmitidas por vetores. Segundo ele, o aquecimento reduz o ciclo de vida desses organismos, aumenta sua atividade e, portanto, a capacidade de disseminação dos patógenos, como já observado nos casos de enfezamento do milho.

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Outro ponto importante é o impacto ambiental dos insumos químicos. De acordo com o pesquisador, a produção de um quilo de defensivo químico pode emitir entre 20 e 25 quilos de CO₂ equivalente, enquanto um quilo de bioinsumo gera entre 3 e 5 quilos de CO₂ equivalente.

Para Bettiol, a agricultura depende diretamente do controle biológico natural, mas muitas práticas agrícolas acabam comprometendo esse equilíbrio. Ele destacou ainda que o Brasil registrou 277 produtos biológicos utilizando apenas duas cepas de microrganismos, indicando a necessidade do grande potencial da nossa biodiversidade microbiana. Esse debate aconteceu mo BioSummit 2026, de 6 a 7 de maio, em Campinas, SP.

Microrganismos ampliam eficiência das plantas

O professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Carlos Alexandre Cruciol apresentou pesquisas desenvolvidas sobre agentes de biocontrole e afirmou que os microrganismos atuam muito além do combate a doenças.

Segundo ele, esses organismos modificam a fisiologia das plantas, melhorando sua nutrição e aumentando a eficiência no uso da água e reduzindo os efeitos dos estresses abióticos. Cruciol destaca que o número de pesquisas sobre produtos biológicos cresceu fortemente nos últimos anos, especialmente em culturas como soja, milho, cana-de-açúcar e citrus.

De acordo com o professor, microrganismos como Bacillus ajudam a planta a enfrentar diferentes tipos de estresse abiótico, enquanto fungos do gênero Trichoderma apresentam maior eficiência em situações de déficit hídrico.

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Apesar dos avanços, Cruciol afirma que ainda há muito a ser descoberto sobre os metabólitos produzidos pelos microrganismos e sua interação com as plantas. Para ele, compreender esses mecanismos poderá representar uma nova revolução na agricultura.

Entre as perspectivas, o professor destaca a fixação biológica de nitrogênio em gramíneas como uma das áreas mais promissoras. Segundo ele, reduzir a dependência de fertilizantes nitrogenados pode trazer impactos ambientais e econômicos significativos para a agricultura mundial.

O BioSummit

O BioSummit 2026 reuniu pesquisadores, produtores rurais, empresas, consultores, especialistas e estudantes para discutir o papel dos bioinsumos na agricultura sustentável e os desafios impostos pela mudança climática. O encontro abordou temas que vão do campo à mesa, envolvendo produção, colheita, transporte, processamento e comercialização de alimentos. Além disso, aprofundou a discussão sobre o papel dos bioinsumos na agricultura brasileira e mundial.

Na abertura, a CEO do FB Group e da Rebate Agro, Daiana Lopes, destacou a importância da produção sustentável aliada ao compartilhamento de conhecimento. Ela agradeceu a participação da comissão científica, patrocinadores, produtores e pesquisadores envolvidos no desenvolvimento de soluções inovadoras para o setor.

A jornalista especializada em agro Renata Maron ressaltou o crescimento do uso de bioinsumos no Brasil. Segundo ela, o país atingiu em 2025 a potencial área tratada em cerca de 194 milhões de hectares cultivados com essas tecnologias, superando em quatro vezes a média global. O percentual de adoção passou de 22% para 47% em apenas cinco anos.

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Maron também destacou a contribuição da pesquisadora da Embrapa Mariângela Hungria nas pesquisas sobre fixação biológica de nitrogênio, além de reconhecer o trabalho da comissão científica formada por Wagner Bettiol da Embrapa Meio Ambiente, Flávio Medeiros da Universidade Federal de Lavras (UFla) e Sergio Massari da Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UFTPR).

O consultor do programa Globo Rural, o engenheiro agrônomo Chukichi Kurozawa, foi homenageado durante o evento pelos 27 anos de atuação no setor de difusão do conhecimento para a comunidade. Em seu agradecimento, afirmou ser um privilégio participar do encontro e receber a homenagem ao lado de pessoas que considera especiais.

A pesquisadora Kátia Nechet da Embrapa Meio Ambiente foi moderadora do painel “Onde estão os bioherbicidas?” A palestra foi ministrada pelo professor aposentado da Universidade Federal de Viçosa, Robert Weingart Barreto, que trabalha com o tema há mais de 20 anos. Ela abordou aspectos históricos no desenvolvimento de bioherbicidas, destacando o projeto pioneiro no Brasil iniciado na Embrapa Soja, pelo pesquisador Yorinori Tadashi e os obstáculos que ainda existem nesta linha temática. Robert Barreto apresentou exemplos de controle que dão suporte e fortalecem o uso de fungos fitopatogênicos como agentes de controle biológico de plantas daninhas.

De acordo com Bettiol, o BioSummit é o principal evento sobre bioinsumos do Brasil e da América Latina. O evento permite que todos os atores envolvidos, desde a pesquisa, o desenvolvimento e a comercialização dos bioinsumos, bem como até a aplicação no campo, se encontrem num mesmo ambiente. Isso é fundamental para todos os setores relacionados com a atividade, pois ocorre uma troca intensa de informações nos dois dias do evento.

Fonte: Embrapa

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FONTE

Autor:Cristina Tordin (MTb 28.499/SP) Embrapa Meio Ambiente

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

El Niño 2026 deve elevar umidade dos grãos e pressionar safra de inverno no Sul do país – MAIS SOJA

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O retorno do El Niño ao radar climático em 2026 acende um alerta importante para o agronegócio brasileiro, especialmente para as culturas de inverno no Sul do país. Com até 87% de probabilidade de formação no segundo semestre, o fenômeno deve alterar o regime de chuvas e aumentar a incidência de umidade durante o período de desenvolvimento e colheita de culturas como trigo, cevada, aveia e canola.

Dados levantados pela MOTOMCO, referência em tecnologia de medição de umidade de grãos no agronegócio brasileiro, já indicam um cenário de atenção para o trigo no Rio Grande do Sul. Com base no histórico de mais de 8 mil cargas monitoradas pelo Sistema de Gestão de Umidade (SGU), a empresa projeta aumento no teor médio de umidade dos grãos no momento do recebimento da próxima safra, passando de 16,7% para 17,5% — uma elevação estimada de aproximadamente 4,8% em relação ao ciclo anterior.

Além disso, análises realizadas a partir do comportamento recente das lavouras apontam para uma redução estimada de 17% na área plantada de trigo em uma cooperativa gaúcha, reflexo direto das condições climáticas adversas ao longo do ciclo. A produtividade também deve apresentar queda: a média projetada para a próxima safra é de 2.742 kg/ha, abaixo dos 3.230 kg/ha registrados anteriormente.

Segundo o engenheiro agrônomo da MOTOMCO, Roney Smolareck, o principal desafio trazido pelo El Niño não é apenas o excesso de chuva, mas a dificuldade operacional e de tomada de decisão no campo.

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“O produtor deixa de trabalhar com uma janela bem definida e passa a lidar com decisões muito mais rápidas. Quando não há informação precisa, ele acaba reagindo ao clima, e não se antecipando a ele — e isso normalmente resulta em perda de qualidade e de valor”, explica. 

Embora o fenômeno tenha comportamento diferente em cada região do Brasil, o Sul historicamente sofre com excesso de precipitações durante eventos de El Niño. Já áreas do Norte e parte do Centro-Oeste podem registrar redução na intensidade das chuvas.

“O Brasil é muito grande para tratar o El Niño como um padrão único. O excesso de chuva em uma região pode significar escassez em outra. Por isso, o produtor precisa olhar para o comportamento climático da sua região e monitorar o cenário de forma contínua”, afirma Smolareck.

Excesso de chuva cria dilema entre colher ou perder

No caso dos cereais de inverno, o excesso de umidade durante o ciclo pode comprometer diretamente a qualidade do grão e a eficiência operacional da colheita. “O aumento das chuvas favorece doenças fúngicas, eleva a incidência de grãos ardidos e manchados e reduz indicadores importantes de qualidade, como o peso hectolitro. Em situações mais críticas, pode ocorrer germinação ainda na espiga ou panícula”, explica o agrônomo.

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Além dos impactos na qualidade, o excesso de água no solo também reduz a janela operacional de colheita e dificulta a entrada das máquinas nas lavouras. Esse cenário cria um dilema frequente em anos de maior instabilidade climática: colher com umidade acima do ideal ou esperar e correr riscos ainda maiores no campo. Segundo Smolareck, em muitos casos o produtor acaba antecipando a colheita para evitar perdas mais severas causadas pela permanência prolongada da cultura exposta à chuva.  

Exemplo prático de medição realizada em tempo real pelo aparelho de monitoramento Connect, da MOTOMCO. (Foto: MOTOMCO/Divulgação)

Além da lavoura, o impacto também chega ao pós-colheita. Em operações de armazenagem, pequenas variações na medição de umidade podem gerar perdas financeiras relevantes ao longo do ciclo.

Por exemplo, se uma unidade armazenadora opera com um silo de 70.000 mil sacas de trigo e uma medição imprecisa gera desvio de 0,05 % ao longo da operação, a perda pode equivaler a aproximadamente 70.000 sacas. Considerando a saca de trigo no Rio Grande do Sul em torno de R$ 75,84, esse erro pode representar cerca de R$ 265,440 mil em perda financeira em um único silo.

Por isso, segundo Smolareck, a capacidade de monitorar a umidade em tempo real ganha importância estratégica tanto no campo quanto na armazenagem. “O produtor passa meses conduzindo a lavoura e erra justamente no momento mais crítico, que é a colheita, por falta de informação. Ele entrega o produto e só depois entende o impacto da umidade no valor recebido”, afirma. “Por isso, em anos de El Niño, a diferença entre lucro e prejuízo muitas vezes começa na precisão da medição da umidade”, conclui Smolareck.

Fonte: Assessoria de imprensa MOTOMCO

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Recorde de exportações sustenta receita – MAIS SOJA

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O Brasil segue liderando as exportações de soja. As vendas são impulsionadas pela forte demanda global, sobretudo da China. Segundo o Cepea, apesar da pressão exercida pela ampla oferta interna, pela desvalorização cambial e pelo recuo das cotações domésticas, o bom desempenho das exportações tem sustentado a receita do setor.

Em abril, o Brasil exportou 16,75 milhões de toneladas de soja, recorde da série da Secex, com aumentos de 15,35% frente ao volume de março e de 9,6% em relação ao verificado no mesmo mês de 2025. Os embarques à China, especificamente, avançaram 17,6% de março para abril. No acumulado de janeiro a abril, as vendas externas somaram 40,24 milhões de toneladas, também o maior volume já registrado para o período.

Fonte: Cepea


FONTE
Advertisement

Autor:Cepea

Site: Cepea

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