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7 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Milho/RS: Semeadura avançou em todas as regiões do Estado, alcançando 62% da área prevista – MAIS SOJA

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No período, a semeadura avançou em todas as regiões do Estado, alcançando  2% da área prevista. As chuvas, ocorridas entre os dias 20 e 21/09, favoreceram o crescimento das lavouras rec m-implantadas. No entanto, pontualmente o excesso de chuva trouxe a necessidade de replantio a essas áreas semeadas recentemente, principalmente em solos rasos e mal drenados, aumentando os custos de produção.

A associação entre umidade do solo propícia e de dias com boa luminosidade possibilitou a aplicação de adubação nitrogenada de cobertura, especialmente nas áreas onde o milho está em V3 a V5.

O monitoramento de pragas, como grilos e percevejos, está em andamento nas áreas emergidas recentemente. De mesmo modo, o monitoramento da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) também segue na rotina dos agricultores, principalmente em áreas onde ocorreram registros da praga na última safra. A aplicação de inseticidas em conjunto com herbicidas tem se mostrado uma alternativa para a redução de custos de produção nas lavouras.

Na Safra 2025/2026, a área de milho alcançará 785.030 hectares, segundo dados preliminares da Emater/RS-Ascar. A produtividade projetada   de 7.376 kg/ha.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, as chuvas volumosas no período prejudicaram o estabelecimento das lavouras de milho, principalmente em Itaqui, onde houve aumento de replantio. Também foram observadas áreas em desenvolvimento vegetativo inicial com estande de plantas abaixo do esperado. O excesso de umidade no solo tem provocado problemas no processo de semeadura, afetando diretamente o desempenho das plantadeiras, em especial no corte da palha, na abertura e no fechamento do sulco. Em São Borja, 95% dos 22.000 hectares previstos foram semeados, mas é necessário o monitoramento das últimas áreas, que estão em fase de germinação e emergência. As lavouras mais desenvolvidas, estabelecidas em agosto e início de setembro, não sofreram impactos significativos das chuvas do período. Em São Gabriel, o plantio avançou nas áreas de maior nível tecnológico, e 600 de 4.000 hectares estimados foram implantados.

Na de Caxias do Sul, a semeadura se intensificou nos Campos de Cima da Serra, onde estão situadas as maiores áreas com a cultura. As primeiras lavouras semeadas apresentam germinação uniforme e bom desenvolvimento inicial. As baixas temperaturas do período reduziram o ritmo de crescimento das plantas.

Na de Erechim, 80% da área foi semeada, da qual 40% estão em emergência e 60% em início de estado vegetativo. O manejo de plantas daninhas tem sido realizado para posterior aplicação de adubação nitrogenada em cobertura.

 Na de Ijuí, a semeadura da cultura alcança 92% da área projetada. Em razão da boa umidade no solo e da alta luminosidade, a cultura tem se estabelecido de acordo com as expectativas, com emergência uniforme e poucas falhas. As plantas emergidas apresentam coloração verde mais intensa nas folhas, dando início às aplicações nitrogenadas em cobertura em várias lavouras. As chuvas ocorridas em 21/09 não causaram grandes problemas por terem ocorrido em baixa intensidade; nas áreas com apropriada cobertura do solo, não se observa prejuízos pelo escorrimento superficial. No período, houve relatos de baixa presença de pragas, como cigarrinha, mas foi registrada incidência de percevejos e grilos, que causam principalmente danos nos estádios iniciais de desenvolvimento da cultura.

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Na de Santa Rosa, a semeadura de milho do cedo está concluída. Em locais onde o ciclo do trigo está em fase final, o milho será semeado na sequência. A maioria das lavouras apresenta estande de plantas dentro do esperado. Alguns produtores relataram que, em certos locais, os cultivos estão com crescimento desuniforme. Os ventos fortes associados às chuvas do período provocaram acamamento e tombamento de plantas pontualmente. Os produtores demonstram preocupação em relação à alta intensidade das chuvas no final do período, que podem impactar negativamente a emergência das lavouras recém-implantadas. Em alguns cultivos, foi observada a ocorrência de cigarrinha-do-milho, principalmente nas áreas afetadas pela praga em anos anteriores.

Na de Soledade, a semeadura de milho do cedo está em fase final, e prossegue o preparo de área para a semeadura em período intermediário. Estima-se que o milho do cedo represente 60% da área total de cultivo. As lavouras apresentam boa germinação/emergência e estande de plantas normal.

Comercialização  (saca de 60 quilo) O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, baixou 0,63 %, quando comparado à semana anterior, de R $61,92 para R $ 61,53.

Confira o Informativo Conjuntural n° 1886 completo, clicando aqui!

Fonte: Emater RS

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FONTE

Autor:Informativo Conjuntural 1886

Site: Emater RS

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Quebra de safra e maior dependência de importações desafiam planejamento da indústria do trigo para 2027 – MAIS SOJA

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As perdas provocadas pelo clima na safra brasileira de trigo e a maior necessidade de importação do cereal colocam o abastecimento entre os desafios da indústria de moagem no planejamento de 2027. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), as compras externas podem se aproximar de 9 milhões de toneladas no ciclo atual, acima da projeção inicial de 7,5 milhões. A produção nacional é estimada em cerca de 5,7 milhões de toneladas, mas a disponibilidade para os moinhos também depende da qualidade dos grãos e dos volumes já comprometidos.

Para os moinhos, a necessidade de ampliar as compras no exterior exige atenção aos prazos de reposição, às condições de transporte e à variação do câmbio. A concentração da demanda em períodos mais curtos, somada às incertezas geopolíticas e aos custos de frete e seguros, torna mais complexo o planejamento da aquisição de matéria-prima.

É nesse contexto que a Abitrigo promoverá o 33º Congresso Internacional da Indústria do Trigo, de 21 a 23 de outubro, no Windsor Barra Hotel, no Rio de Janeiro (RJ). O encontro reunirá representantes da cadeia e especialistas para trocar informações, analisar as perspectivas do mercado e discutir estratégias que contribuam para as decisões de abastecimento e gestão no próximo ano.

“O mercado nacional de trigo enfrenta um período crítico, em que as oscilações do clima forçam uma revisão profunda no planejamento do abastecimento”, enfatiza o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa. “Essa necessidade de buscar volumes adicionais no exterior traz impactos diretos para a operação, deixando o setor exposto às flutuações cambiais, ao aumento de fretes e seguros e às incertezas do cenário global. Nenhum moinho enfrenta esse cenário isoladamente. Por isso, o Congresso será o ambiente ideal para debatermos saídas práticas, alinharmos estratégias e identificarmos oportunidades diante deste momento de transição.”

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Abastecimento e gestão na programação

As projeções de safra e comercialização do trigo no Brasil e no mundo serão discutidas no dia 23 de outubro, com análises de Elcio Bento, da Safras & Mercado, Índio Brasil dos Santos, da Solo Corretora de Cereais, e Oscar Spaccasassi, diretor de Comercialização de Trigo e Cevada da Bunge, na Argentina. O painel será moderado pelo conselheiro da Abitrigo e CEO do Moinho do Nordeste, Valdomiro Bocchese. O debate abordará as perspectivas de oferta e mercado que orientam as decisões de compra da indústria.

A programação também tratará de fatores que influenciam os custos e a operação dos moinhos. No dia 22, o analista de assuntos internacionais da CNN Brasil e colunista do Estadão, Lourival Sant’Anna, e o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, discutirão o panorama político, econômico e geopolítico, com moderação do presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa. À tarde, o tema inteligência em gestão reunirá Antonio Maciel Neto, da Academia CEO, e Marcelo Treff, consultor em Gestão de Carreira e Desenvolvimento Gerencial, com mediação do superintendente da Abitrigo, Eduardo Assêncio. No mesmo dia, o painel sobre ciência do consumo abordará saudabilidade e farinhas funcionais, com Alessandra Rascovski, Lorenzo Rancati e Priscila Ariani, sob moderação de Vanderli Marchiori.

A programação contará ainda com workshops técnicos e sobre “O futuro do mercado de Farelo de Trigo”, com o especialista em manejo pós-colheita e processamento de grãos do IGP Institute/Kansas State University, nos Estados Unidos, Carlos Campabadal, e coordenação do fundador e consultor sênior da IL Lima Consultoria em Nutrição Animal, Ideraldo Luiz Lima.

No dia 23, a discussão sobre o processo regulatório e seus impactos para as empresas terá a participação do secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária, Carlos Goulart, e da CEO da NutraLíder Consultoria Regulatória, Luiza Zanatta, com moderação de Carlos Augusto Neves da Rocha, conselheiro da Abitrigo e CEO do Grande Moinho Cearense.

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O Congresso começará na noite de 21 de outubro, com palestra de Alexandre Slivnik sobre liderança. Paralelamente aos debates, a feira de negócios reunirá fornecedores de máquinas, equipamentos, insumos e tecnologias para o setor.

As inscrições e a programação completa estão disponíveis clicando aqui.

SERVIÇO

33º Congresso Internacional da Indústria do Trigo

  • Data: 21 a 23 de outubro de 2026
  • Local: Windsor Barra Hotel – Rio de Janeiro (RJ)
  • Informações e inscrições, clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa



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Sustentabilidade

Colheita de milho e dólar sustentam Chicago, que fecha em alta – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com alta nos preços. O mercado foi sustentado pelo ritmo da colheita nos Estados Unidos, abaixo da média dos últimos cinco anos, e pela desvalorização do dólar frente a outras moedas.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita de milho alcançou 23% da área até 4 de outubro, acima dos 18% registrados na semana anterior, mas abaixo da média dos últimos cinco anos, de 27%.

O USDA também informou que 54% das lavouras estavam em condições boas ou excelentes, ante 57% na semana anterior. As áreas em situação regular correspondiam a 28%, contra 26% em 27 de setembro, enquanto 18% estavam em condições ruins ou muito ruins, ante 17% na semana anterior.

Os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 5,08, alta de 10,75 centavos, ou 2,16% em relação ao fechamento anterior. Os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 5,22 1/4, avanço de 10,75 centavos, ou 2,10% em relação ao fechamento anterior.

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Fonte: Agência Safras



FONTE

Autor:Pedro Diniz Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Preço do fertilizante importado sobe 12,8% e pressiona custos da safra 2026/27 – MAIS SOJA

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O início da safra 2026/27 encontra o produtor brasileiro diante de uma pressão que começa antes do plantio: o custo dos fertilizantes importados. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que, em agosto, o Brasil importou 2,97 milhões de toneladas de adubos ou fertilizantes químicos, volume 43,2% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025. O preço médio, porém, avançou 12,8% na mesma comparação, chegando a US$ 403,20 por tonelada.

O movimento não ficou restrito a agosto. Em julho, o preço médio de importação havia aumentado 18,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior; em junho, 26,2%; e, em maio, 18,2%. Os dados colocam o custo das compras externas entre os pontos de atenção para o planejamento da produção agrícola.

A exposição brasileira às oscilações internacionais é elevada. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), cerca de 85% dos fertilizantes utilizados no país são importados. Isso faz com que câmbio, preços internacionais, disponibilidade de transporte e alterações nas principais rotas comerciais possam repercutir sobre os custos internos.

Para Eudes Silveira, gerente de desenvolvimento de negócios e produtos internacionais, a dependência externa faz com que fatores que acontecem a milhares de quilômetros das lavouras brasileiras entrem na conta do produtor.

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“O fertilizante não chega ao Brasil com um preço determinado apenas pelo valor do produto na origem. Existe uma cadeia internacional por trás dessa operação. Câmbio, disponibilidade de transporte, frete marítimo, rota utilizada e prazo de entrega entram nessa conta. Quando parte desses componentes fica mais cara ou instável, isso pode aparecer no custo final do insumo”, explica.

Levantamento divulgado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em maio já apontava pressão sobre essa cadeia. Entre janeiro e abril de 2026, as importações brasileiras de fertilizantes nitrogenados e fosfatados recuaram 4% em volume na comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto o valor desembolsado pelo país aumentou 16%.

A origem dos produtos adiciona outra camada de exposição. Dados analisados pelo Banco Central mostram que, em 2025, a Rússia respondeu por 25,9% das importações brasileiras de fertilizantes, seguida pela China, com 18,8%, enquanto países do Oriente Médio representaram 14,5%. No caso dos nitrogenados, aproximadamente 22% das compras brasileiras tiveram origem no Oriente Médio.

Segundo Silveira, a concentração em mercados fornecedores exige que importadores e empresas acompanhem não apenas os preços internacionais, mas também possíveis gargalos logísticos.

“Em comércio exterior, não basta observar quanto custa uma tonelada na origem. Uma alteração de rota, redução da disponibilidade de transporte ou problema em uma região fornecedora pode modificar prazo e custo. Quando estamos falando de um insumo diretamente ligado ao calendário agrícola, previsibilidade logística também tem valor econômico”, afirma.

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O cenário ganha importância diante do tamanho da próxima safra. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção brasileira de grãos pode chegar a 366,6 milhões de toneladas em 2026/27, crescimento de 1,4% sobre o ciclo anterior, em uma área projetada de 85,3 milhões de hectares.

A pressão sobre os preços dos fertilizantes importados não significa necessariamente risco de desabastecimento. O ponto de atenção está na combinação entre dependência externa, preço internacional e custos envolvidos na internalização do produto em um setor no qual o planejamento das compras acompanha o calendário da produção.

Para Silveira, o cenário reforça a importância da diversificação comercial. “Quanto maior a dependência de poucos mercados, maior a exposição a acontecimentos que o importador brasileiro não controla. Trabalhar com alternativas de origem, planejamento de compra e antecedência logística não elimina a volatilidade internacional, mas reduz a exposição a decisões tomadas em cima da hora”, diz.

A dependência estrutural levou o país a buscar alternativas de longo prazo. Em setembro, foi instituído o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert), que tem entre seus objetivos ampliar a produção nacional, reduzir a dependência externa e diminuir custos na cadeia agropecuária.

Enquanto o aumento da produção doméstica é uma estratégia de longo prazo, câmbio, frete, fornecedores e geopolítica continuam fazendo parte da formação do custo dos fertilizantes que chegam às lavouras brasileiras.

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Sobre

Eudes Silveira é gerente de Desenvolvimento de Negócios e Produtos Internacionais, com cerca de 30 anos de experiência em comércio exterior. Atua no desenvolvimento de operações de importação e exportação, logística internacional e soluções para empresas que negociam com diferentes mercados. Sua trajetória inclui estruturação de operações internacionais, negociação com fornecedores, transporte de cargas e acompanhamento de processos relacionados à entrada e saída de produtos do Brasil.

Fonte: Assessoria de imprensa



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