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24 de junho de 2026

Sustentabilidade

Milho/RS: Semeadura avançou em todas as regiões do Estado, alcançando 62% da área prevista – MAIS SOJA

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No período, a semeadura avançou em todas as regiões do Estado, alcançando  2% da área prevista. As chuvas, ocorridas entre os dias 20 e 21/09, favoreceram o crescimento das lavouras rec m-implantadas. No entanto, pontualmente o excesso de chuva trouxe a necessidade de replantio a essas áreas semeadas recentemente, principalmente em solos rasos e mal drenados, aumentando os custos de produção.

A associação entre umidade do solo propícia e de dias com boa luminosidade possibilitou a aplicação de adubação nitrogenada de cobertura, especialmente nas áreas onde o milho está em V3 a V5.

O monitoramento de pragas, como grilos e percevejos, está em andamento nas áreas emergidas recentemente. De mesmo modo, o monitoramento da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) também segue na rotina dos agricultores, principalmente em áreas onde ocorreram registros da praga na última safra. A aplicação de inseticidas em conjunto com herbicidas tem se mostrado uma alternativa para a redução de custos de produção nas lavouras.

Na Safra 2025/2026, a área de milho alcançará 785.030 hectares, segundo dados preliminares da Emater/RS-Ascar. A produtividade projetada   de 7.376 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, as chuvas volumosas no período prejudicaram o estabelecimento das lavouras de milho, principalmente em Itaqui, onde houve aumento de replantio. Também foram observadas áreas em desenvolvimento vegetativo inicial com estande de plantas abaixo do esperado. O excesso de umidade no solo tem provocado problemas no processo de semeadura, afetando diretamente o desempenho das plantadeiras, em especial no corte da palha, na abertura e no fechamento do sulco. Em São Borja, 95% dos 22.000 hectares previstos foram semeados, mas é necessário o monitoramento das últimas áreas, que estão em fase de germinação e emergência. As lavouras mais desenvolvidas, estabelecidas em agosto e início de setembro, não sofreram impactos significativos das chuvas do período. Em São Gabriel, o plantio avançou nas áreas de maior nível tecnológico, e 600 de 4.000 hectares estimados foram implantados.

Na de Caxias do Sul, a semeadura se intensificou nos Campos de Cima da Serra, onde estão situadas as maiores áreas com a cultura. As primeiras lavouras semeadas apresentam germinação uniforme e bom desenvolvimento inicial. As baixas temperaturas do período reduziram o ritmo de crescimento das plantas.

Na de Erechim, 80% da área foi semeada, da qual 40% estão em emergência e 60% em início de estado vegetativo. O manejo de plantas daninhas tem sido realizado para posterior aplicação de adubação nitrogenada em cobertura.

 Na de Ijuí, a semeadura da cultura alcança 92% da área projetada. Em razão da boa umidade no solo e da alta luminosidade, a cultura tem se estabelecido de acordo com as expectativas, com emergência uniforme e poucas falhas. As plantas emergidas apresentam coloração verde mais intensa nas folhas, dando início às aplicações nitrogenadas em cobertura em várias lavouras. As chuvas ocorridas em 21/09 não causaram grandes problemas por terem ocorrido em baixa intensidade; nas áreas com apropriada cobertura do solo, não se observa prejuízos pelo escorrimento superficial. No período, houve relatos de baixa presença de pragas, como cigarrinha, mas foi registrada incidência de percevejos e grilos, que causam principalmente danos nos estádios iniciais de desenvolvimento da cultura.

Na de Santa Rosa, a semeadura de milho do cedo está concluída. Em locais onde o ciclo do trigo está em fase final, o milho será semeado na sequência. A maioria das lavouras apresenta estande de plantas dentro do esperado. Alguns produtores relataram que, em certos locais, os cultivos estão com crescimento desuniforme. Os ventos fortes associados às chuvas do período provocaram acamamento e tombamento de plantas pontualmente. Os produtores demonstram preocupação em relação à alta intensidade das chuvas no final do período, que podem impactar negativamente a emergência das lavouras recém-implantadas. Em alguns cultivos, foi observada a ocorrência de cigarrinha-do-milho, principalmente nas áreas afetadas pela praga em anos anteriores.

Na de Soledade, a semeadura de milho do cedo está em fase final, e prossegue o preparo de área para a semeadura em período intermediário. Estima-se que o milho do cedo represente 60% da área total de cultivo. As lavouras apresentam boa germinação/emergência e estande de plantas normal.

Comercialização  (saca de 60 quilo) O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, baixou 0,63 %, quando comparado à semana anterior, de R $61,92 para R $ 61,53.

Confira o Informativo Conjuntural n° 1886 completo, clicando aqui!

Fonte: Emater RS



 

FONTE

Autor:Informativo Conjuntural 1886

Site: Emater RS

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Business

Exportações podem atingir novo recorde em junho MT

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Mesmo durante a entressafra, a ampla disponibilidade de algodão em pluma no Brasil e a necessidade de escoamento do excedente produtivo vêm mantendo intenso o ritmo de exportações.

De acordo com pesquisadores do Cepea, durante as últimas safras, o País consolidou sua capacidade de abastecer o mercado internacional de forma contínua ao longo do ano, diferentemente do padrão observado anteriormente, quando os embarques se concentravam no segundo semestre. Como resultado, as exportações brasileiras passaram a apresentar maior regularidade, alcançando recordes mensais inclusive em meses tradicionalmente marcados pela menor disponibilidade da pluma.

Segundo dados da Secex, os embarques brasileiros de algodão em pluma somaram 146,8 mil toneladas nos 14 primeiros dias úteis de junho/26. Embora esse volume ainda esteja 49,6% abaixo do registrado em maio/26, já supera em 10,6% o total embarcado em todo o mês de junho/25. A média diária atingiu 10,49 mil toneladas, expressivos 57,9% acima das 6,64 mil toneladas observadas no mesmo período do ano passado.

Se mantido o ritmo atual, as exportações podem alcançar cerca de 220 mil toneladas em junho, um novo recorde para o mês e superando com folga as 160,4 mil toneladas registradas em junho de 2024, até então o maior volume da série histórica da Secex para esse período.

Fonte: Cepea

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Sustentabilidade

Endividamento rural contrasta com a força produtiva de Mato Grosso evidenciada pelos dados do VBP – MAIS SOJA

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O (VBP) Valor Bruto da Produção Agropecuária brasileira atingiu R$ 1,4 trilhão em maio de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA, em 17 de junho de 2026. Desse total, R$ 908,8 bilhões vêm da lavoura e R$ 510,2 bilhões da pecuária.

Mato Grosso aparece na liderança nacional, com R$ 213,5 bilhões, o equivalente a 15% do total. O indicador confirma a relevância do estado para a produção de alimentos, fibras, energia e para a economia do país.

No entanto, esse número precisa ser interpretado com cautela. O conceito de VBP se refere ao faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais, calculado a partir da produção e dos preços recebidos pelos produtores. Ou seja, o indicador mostra o valor econômico gerado pela atividade, mas não revela quanto quem está no campo gastou para produzir.

Na prática, o VBP não desconta custos como juros, arrendamento, frete, armazenagem, tributos, investimentos, perdas climáticas ou dívidas acumuladas de safras anteriores. Por isso, VBP elevado não significa, necessariamente, lucro, capitalização ou capacidade de pagamento.

Essa leitura é essencial na atual conjuntura de endividamento rural. Levantamentos do Sicor/Banco Central mostram que, até abril de 2026, a carteira ativa de crédito rural somava R$ 895,18 bilhões no Brasil, dos quais R$ 186,52 bilhões estavam em situação problemática. Em Mato Grosso, alcançava R$ 108,03 bilhões, sendo R$ 21,78 bilhões classificados como saldo problemático, incluindo operações em atraso, inadimplentes, prorrogadas ou renegociadas. Isso significa que aproximadamente um quinto da carteira de crédito rural, tanto no estado quanto no país, já apresentava algum tipo de comprometimento.

No caso mato-grossense, o saldo problemático, em abril, estava composto por R$ 2,20 bilhões em operações em atraso, R$ 5,25 bilhões inadimplentes, R$ 2,58 bilhões prorrogados e R$ 11,76 bilhões renegociados. No Brasil, esses valores chegavam a R$ 15,24 bilhões em atraso, R$ 38,77 bilhões inadimplentes, R$ 28,52 bilhões prorrogados e R$ 103,99 bilhões renegociados.

“Soma-se a isso a dificuldade enfrentada para alongar dívidas junto às instituições financeiras. Mesmo com laudos técnicos, queda de preços, eventos climáticos e demonstração da capacidade de pagamento, muitos produtores encontram resistência na formalização dos alongamentos. Em alguns casos, a prorrogação é tratada como uma renegociação comercial comum, com exigência de garantias adicionais, como alienação fiduciária, taxas altíssimas e prazos incompatíveis com a realidade econômica da atividade” afirma o diretor administrativa da Aprosoja MT, Diego Bertuol.

Além disso, os encargos de produção seguem pressionando o setor produtivo. Levantamento do Projeto Custo de Produção Agropecuário, desenvolvido pelo Senar-MT por meio do Imea, aponta que o gasto com produção da soja para a safra 2026/27 em Mato Grosso deve crescer 3,21% em relação à safra anterior, com custeio estimado em R$ 4.315,29 por hectare.

Entre os componentes que mais pressionam o custeio estão fertilizantes e corretivos, com alta de 5,40%, influenciados por fatores geopolíticos, além dos defensivos agrícolas, que avançaram quase 11% em relação ao ciclo anterior. O levantamento também aponta aumento de 9,13% no ponto de equilíbrio da atividade, o que significa que será necessário alcançar maior produtividade ou melhores preços de comercialização apenas para manter a rentabilidade.

“Ao mesmo tempo, o volume anunciado no Plano Safra 2025/2026 não reflete, necessariamente, o crédito que chega ao produtor. No acumulado de julho a abril, as concessões para a agricultura, sem Pronaf e desconsiderando CPR, apresentaram queda de aproximadamente 11%, passando de R$ 258,2 bilhões entre julho de 2024 a abril de 2025 para R$ 229,4 bilhões em julho de 2025 a abril de 2026. A retração foi puxada principalmente pelo custeio, que caiu 12%, pelo investimento, que recuou 25%, e pela comercialização, com queda de 20%. Em valores absolutos, as três modalidades somaram redução de R$ 40,6 bilhões. O crescimento de 69% na industrialização compensou parcialmente essa queda, mas não foi suficiente para evitar a retração total de R$ 28,8 bilhões nas modalidades tradicionais de financiamento agropecuário” destaca Diego Bertuol.

Em Mato Grosso o funding da soja safra 2025/26 indica um cenário de crédito mais restrito, com maior protagonismo do Sistema Financeiro e das Multinacionais no custeio, em condições mais seletivas. Levantamento do Imea mostra que a maior participação no financiamento da oleaginosa vem do sistema financeiro, com 35,4%, seguido pelas multinacionais, com 30,7%, e pelos recursos próprios dos produtores, com 23,5%. Já os bancos com recursos federais representam apenas 5,1%, percentual inferior ao das revendas, que respondem por 5,3%. Em termos concretos, o crédito rural oficial, especialmente em condições controladas ou equalizadas, não tem acompanhado a real necessidade de financiamento do setor produtivo.

“O quadro atual retrata que o problema não está na falta de produção. Mato Grosso segue produtivo, competitivo e essencial para o Brasil. A dificuldade está no desequilíbrio econômico da atividade: produzir custa cada vez mais, o crédito pesa no fluxo de caixa, os riscos climáticos aumentam e os preços recebidos nem sempre acompanham a elevação das despesas. Medidas como o PL 5.122/2023 precisam avançar porque atacam o endividamento rural de forma estruturante. A proposta não pode ser tratada como simples custo fiscal. Ela reorganiza dívidas, viabiliza crédito e recompõe a capacidade de pagamento. Sem isso, ficam em risco a produção, a segurança alimentar e a sustentabilidade econômica da atividade rural”, enfatiza o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.

O VBP confirma que a agricultura de Mato Grosso é estratégica para o Brasil. Mas esse resultado não pode servir de argumento para minimizar o endividamento de quem produz ou para criar travas artificiais às soluções necessárias. Produzir muito não significa estar financeiramente saudável. O VBP mostra a grandeza da produção, mas não releva o peso dos ônus, dos juros e das dívidas que o produtor carrega para manter a atividade de pé, garantir abastecimento, movimentar a economia e contribuir para geração de emprego e renda.

Fonte: Aprosoja/MT



 

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Sustentabilidade

Política de pisos mínimos eleva em 16% os custos do frete – MAIS SOJA

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O tabelamento do frete continua provocando impactos relevantes sobre a competitividade da indústria brasileira. Sondagem realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 94% das empresas industriais que contratam o serviço de transporte rodoviário de cargas identificam efeitos negativos sobre seus custos de frete.  

A pesquisa também revela preocupação do setor com a Medida Provisória nº 1.343/2026, que ampliou os mecanismos de fiscalização e endureceu as penalidades para o descumprimento das tabelas fixadas pela Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. O levantamento aponta que 86% das empresas que utilizam o transporte rodoviário para escoar suas mercadorias contratam serviços de frete, seja de forma exclusiva ou combinada com frota própria. O resultado evidencia a abrangência dos efeitos da política e das novas exigências regulatórias sobre o setor produtivo.  

Para o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, os resultados reforçam a necessidade de aperfeiçoar o ambiente regulatório do transporte de cargas no país e preservar condições que favoreçam a competitividade da economia. 

“O gasto com transporte e logística é um dos principais componentes do Custo Brasil. Quando intervenções regulatórias limitam a livre negociação entre embarcadores e transportadores, toda a cadeia produtiva é impactada. Precisamos avançar para um ambiente regulatório que promova eficiência, segurança jurídica e previsibilidade para quem produz, investe e gera empregos no país”, afirma Muniz.Segundo a sondagem, 64% das empresas classificam os impactos da política de pisos mínimos sobre os custos de transporte como altos ou muito altos. Entre as pequenas e médias empresas, a percepção é ainda mais intensa: cerca de sete em cada dez avaliam que os efeitos do tabelamento têm elevada magnitude. Outro resultado que chama atenção é a avaliação da metodologia utilizada para definição dos pisos mínimos.  

Oito em cada dez empresas consideram que as regras de cálculo adotadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) estão parcial ou totalmente desalinhadas da realidade operacional do transporte rodoviário de cargas. “Os empresários apontam que a metodologia atualmente utilizada não consegue refletir adequadamente a diversidade das operações de transporte realizadas no país. Esse aspecto se torna ainda mais relevante, uma vez que a tabela é referência para fiscalização e aplicação de sanções”, aponta analista de infraestrutura da CNI Paula Bogossian.  

As empresas estimam ainda que a política elevou, em média, 16,4% os custos do frete rodoviário em comparação a um cenário de livre negociação. Os impactos, contudo, não são homogêneos. A magnitude dos efeitos varia conforme o porte da empresa, a região do país e o setor produtivo. 

Fonte: CNI, disponível em Fecoagro/SC



FONTE

Autor:CNI, disponível em Fecoagro/SC

Site: Fecoagro/SC

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