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Sustentabilidade

Milho/RS: Semeadura avançou em todas as regiões do Estado, alcançando 62% da área prevista – MAIS SOJA

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No período, a semeadura avançou em todas as regiões do Estado, alcançando  2% da área prevista. As chuvas, ocorridas entre os dias 20 e 21/09, favoreceram o crescimento das lavouras rec m-implantadas. No entanto, pontualmente o excesso de chuva trouxe a necessidade de replantio a essas áreas semeadas recentemente, principalmente em solos rasos e mal drenados, aumentando os custos de produção.

A associação entre umidade do solo propícia e de dias com boa luminosidade possibilitou a aplicação de adubação nitrogenada de cobertura, especialmente nas áreas onde o milho está em V3 a V5.

O monitoramento de pragas, como grilos e percevejos, está em andamento nas áreas emergidas recentemente. De mesmo modo, o monitoramento da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) também segue na rotina dos agricultores, principalmente em áreas onde ocorreram registros da praga na última safra. A aplicação de inseticidas em conjunto com herbicidas tem se mostrado uma alternativa para a redução de custos de produção nas lavouras.

Na Safra 2025/2026, a área de milho alcançará 785.030 hectares, segundo dados preliminares da Emater/RS-Ascar. A produtividade projetada   de 7.376 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, as chuvas volumosas no período prejudicaram o estabelecimento das lavouras de milho, principalmente em Itaqui, onde houve aumento de replantio. Também foram observadas áreas em desenvolvimento vegetativo inicial com estande de plantas abaixo do esperado. O excesso de umidade no solo tem provocado problemas no processo de semeadura, afetando diretamente o desempenho das plantadeiras, em especial no corte da palha, na abertura e no fechamento do sulco. Em São Borja, 95% dos 22.000 hectares previstos foram semeados, mas é necessário o monitoramento das últimas áreas, que estão em fase de germinação e emergência. As lavouras mais desenvolvidas, estabelecidas em agosto e início de setembro, não sofreram impactos significativos das chuvas do período. Em São Gabriel, o plantio avançou nas áreas de maior nível tecnológico, e 600 de 4.000 hectares estimados foram implantados.

Na de Caxias do Sul, a semeadura se intensificou nos Campos de Cima da Serra, onde estão situadas as maiores áreas com a cultura. As primeiras lavouras semeadas apresentam germinação uniforme e bom desenvolvimento inicial. As baixas temperaturas do período reduziram o ritmo de crescimento das plantas.

Na de Erechim, 80% da área foi semeada, da qual 40% estão em emergência e 60% em início de estado vegetativo. O manejo de plantas daninhas tem sido realizado para posterior aplicação de adubação nitrogenada em cobertura.

 Na de Ijuí, a semeadura da cultura alcança 92% da área projetada. Em razão da boa umidade no solo e da alta luminosidade, a cultura tem se estabelecido de acordo com as expectativas, com emergência uniforme e poucas falhas. As plantas emergidas apresentam coloração verde mais intensa nas folhas, dando início às aplicações nitrogenadas em cobertura em várias lavouras. As chuvas ocorridas em 21/09 não causaram grandes problemas por terem ocorrido em baixa intensidade; nas áreas com apropriada cobertura do solo, não se observa prejuízos pelo escorrimento superficial. No período, houve relatos de baixa presença de pragas, como cigarrinha, mas foi registrada incidência de percevejos e grilos, que causam principalmente danos nos estádios iniciais de desenvolvimento da cultura.

Na de Santa Rosa, a semeadura de milho do cedo está concluída. Em locais onde o ciclo do trigo está em fase final, o milho será semeado na sequência. A maioria das lavouras apresenta estande de plantas dentro do esperado. Alguns produtores relataram que, em certos locais, os cultivos estão com crescimento desuniforme. Os ventos fortes associados às chuvas do período provocaram acamamento e tombamento de plantas pontualmente. Os produtores demonstram preocupação em relação à alta intensidade das chuvas no final do período, que podem impactar negativamente a emergência das lavouras recém-implantadas. Em alguns cultivos, foi observada a ocorrência de cigarrinha-do-milho, principalmente nas áreas afetadas pela praga em anos anteriores.

Na de Soledade, a semeadura de milho do cedo está em fase final, e prossegue o preparo de área para a semeadura em período intermediário. Estima-se que o milho do cedo represente 60% da área total de cultivo. As lavouras apresentam boa germinação/emergência e estande de plantas normal.

Comercialização  (saca de 60 quilo) O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, baixou 0,63 %, quando comparado à semana anterior, de R $61,92 para R $ 61,53.

Confira o Informativo Conjuntural n° 1886 completo, clicando aqui!

Fonte: Emater RS



 

FONTE

Autor:Informativo Conjuntural 1886

Site: Emater RS

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Sustentabilidade

Condições de mercado estão difíceis para o produtor nacional de soja – MAIS SOJA

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O mercado mundial de soja passa por um momento de dificuldades. A ampla oferta da oleaginosa e as expectativas favoráveis pressionam as cotações. Em termos domésticos, a combinação de queda dos contratos futuros em Chicago e do dólar tornar o ritmo dos negócios ainda mais lento.

O cenário é cada vez mais complexo para a soja, tanto internamente como no exterior. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira, que participou nesta semana do 11o Safras Agri Week. “Para o Brasil, o maior desafio é o preço”, afirma.

Nos Estados Unidos, a demanda interna está aquecida, com bons esmagamentos, e ainda há a expectativa do retorno da China à ponta compradora. Para o produtor brasileiro, o consultor acredita que pode haver mais oportunidades no segundo semestre, se os estoques norte-americanos apertarem e sustentarem a Bolsa de Mercadorias de Chicago.

Na Argentina, a situação é bastante tranquila, conforme o analista Agustin Geier. “É muito cedo para se falar em atraso de colheita no país”, frisa. “Além disso, são esperadas 49,8 milhões de toneladas, o que é um patamar muito bom para nós”, relata, acrescentando que tudo está correndo bem e sem expectativa de quebra de safra argentina.

Nos subprodutos, a volatilidade tem sido muito grande com a guerra no Irã, que impulsionou os preços do petróleo. “Trouxe suporte ao óleo de soja, que é uma das alternativas para a produção de biodiesel”, finaliza o analista e consultor Gabriel Viana.

Conab e Abiove
A produção brasileira de soja deverá totalizar 179,151 milhões de toneladas na temporada 2025/26, com aumento de 4,5% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas. A projeção faz parte do 7º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na estimativa anterior, a previsão estava em 177,85 milhões de toneladas.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) atualizou as estatísticas do complexo soja, elevando as projeções para o ano de 2026. O novo balanço aponta que o Brasil deve atingir um patamar recorde de esmagamento interno, impulsionado pela robustez da safra e pela crescente demanda por derivados.

As estimativas para 2026 foram revisadas positivamente em relação ao levantamento anterior, com o processamento de soja no país devendo alcançar 62,2 milhões de toneladas, um aumento de 1,1%. Esse avanço na atividade industrial reflete-se diretamente na oferta de produtos de maior valor agregado, com a produção de farelo de soja estimada em 47,9 milhões de toneladas e a de óleo de soja em 12,5 milhões de toneladas.

Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da ABIOVE, destaca que a atualização dos dados reforça o amadurecimento e a resiliência da indústria brasileira. “O ajuste positivo nas expectativas de processamento evidencia a resiliência do setor frente à safra recorde. A conversão da matéria-prima em produtos de maior valor agregado fortalece os pilares da matriz energética e do suprimento alimentar brasileiro”, afirma.

Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua e Rodrigo Ramos / Safras News

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Volatilidade marca mercado de soja e mantém ritmo moderado de negócios no Brasil

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O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com um ritmo moderado de negócios, em meio a oscilações ao longo do dia. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão foi marcada por dois momentos distintos, refletindo a instabilidade nos principais formadores de preço.

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Pela manhã, o dólar e a Bolsa de Chicago operaram em queda, pressionando as cotações e reduzindo a oferta, especialmente nos portos. Esse movimento deixou os preços mais fracos no início do dia, com pouca disposição de venda por parte dos produtores.

Ao longo da sessão, no entanto, Chicago mudou de direção, ainda que com oscilações limitadas. Com isso, os preços passaram a variar entre estabilidade e leve baixa, dependendo da praça e das condições de pagamento. O produtor segue negociando conforme a necessidade de caixa, enquanto a indústria aproveita os níveis atuais para recompor margens.

No mercado físico brasileiro, as cotações apresentaram comportamento misto entre estabilidade e recursos pontuais. Saiba mais:

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 122,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 123,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 119,00 para R$ 118,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 108,00
  • Dourados (MS): desceu de R$ 111,00 para R$ 110,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 110,00
  • Paranaguá (PR): queda de R$ 129,00 para R$ 128,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 128,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em leve alta nesta sexta-feira (17) na Bolsa de Chicago, em mais uma sessão volátil. O mercado foi influenciado pelo reposicionamento de carteiras antes do fim de semana e pelo comportamento de outros ativos.

Na semana, o contrato maio acumulou queda de 0,71%. A desvalorização do dólar frente a outras moedas trouxe algum suporte às cotações, ao aumentar a competitividade da soja americana no mercado internacional.

Por outro lado, a forte queda do petróleo, diante de expectativas de avanço em negociações no Oriente Médio, limitou a recuperação dos preços da oleaginosa.

O mercado também acompanha o início do plantio da nova safra nos Estados Unidos. A previsão de retorno das chuvas pode atrasar os trabalhos de campo, mas tende a beneficiar o desenvolvimento inicial das lavouras.

Contratos futuros

Os contratos com entrega em maio fecharam com alta de 3,50 centavos de dólar, ou 0,30%, a US$ 11,67 1/4 por bushel. A posição julho encerrou cotada a US$ 11,83 por bushel, com ganho de 2,50 centavos, ou 0,21%.

Entre os subprodutos, o farelo para maio caiu US$ 0,90, ou 0,27%, para US$ 331,80 por tonelada. Já o óleo de soja, também com vencimento em maio, recuou 1,17 centavo, ou 1,68%, para 68,16 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,18%, cotado a R$ 4,9933 para venda e R$ 4,9813 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9502 e a máxima de R$ 4,9922. Na semana, a divisa acumulou desvalorização de 0,54%.

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Soja mantém patamar em Chicago com pressão do plantio nos EUA e cenário global instável – MAIS SOJA

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As cotações da soja, em Chicago, após ensaiarem um recuo, voltaram aos patamares da semana anterior. O primeiro mês cotado fechou a quinta-feira (16) em US$ 11,63/bushel, contra US$ 11,65 uma semana antes.

A continuidade da guerra no Oriente Médio, com um cessar-fogo capenga, não permite que o mercado mundial do petróleo e outras commodities básicas se acomode. Além disso, o plantio da soja nos EUA começa a fazer pressão sobre Chicago, sendo que o chamado “mercado do clima” ganha espaço.

Por enquanto, o mercado vem sendo surpreendido pela aceleração no plantio da safra estadunidense. Até o dia 12/04 a área atingia a 6% do esperado, enquanto o mercado esperava menos, e a média para a data é 2%. Isso significa que, para o plantio, por enquanto, o clima é normal nos EUA.

Dito isso, os embarques de soja estadunidense, na semana encerrada em 9 de abril, chegaram a 814.562 toneladas, elevando o volume total, no ano comercial, para 31,5 milhões de toneladas, representando 25% a menos do que há um ano. Outra notícia que pesou sobre o mercado, e mais especificamente no mercado do farelo, foi o início da greve dos caminhoneiros autônomos na Argentina. Com isso houve bloqueio de rotas direcionadas aos portos de exportação. Isso elevou o preço do farelo em Chicago, com o mesmo atingindo a US$ 334,40/tonelada curta no dia 15/04.

A mais alta cotação para este subproduto desde o dia 02/10/2024. Se não houver acordo com o governo local, a greve pode interromper “a logística da principal colheita e o abastecimento normal dos portos, em um momento crucial para a entrada de divisas no vizinho país” (cf. Clarin).

E na China as importações de soja aumentaram 14,9% em março, sobre o mesmo mês do ano anterior, porém, ficaram abaixo do que esperava o mercado. Houve atraso nos embarques do Brasil devido a inspeções mais rigorosas para descartar contaminação.

O total importado chegou a 4,02 milhões de toneladas, enquanto o mercado esperava 6,4 milhões (cf. Reuters). Entre janeiro e março a China importou 16,6 milhões de toneladas, com um recuo de 3,1% sobre o mesmo período de 2025. Para o período de abril a junho espera-se que a média mensal importada pelos chineses seja de 10 milhões de toneladas.

Já nos EUA, a NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas) informou que o esmagamento de soja naquele país, em março, atingiu a 6,16 milhões de toneladas, sendo o segundo maior para o mês e 16% maior do que no mesmo período do ano passado.

E no Brasil, diante de um câmbio que rompeu o piso dos R$ 5,00 por dólar, fechando alguns dias da semana em R$ 4,99, os preços recuaram, com as principais praças gaúchas voltando aos R$ 117,00/saco, enquanto no restante do país os valores oscilaram entre R$ 99,00 e R$ 114,00/saco.

Enfim, em seu boletim de abril a Conab apontou que a safra brasileira de soja 2025/26 deverá atingir a 179,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões no ano anterior. O Rio Grande do Sul ficará com 18,9 milhões de toneladas, ou seja, com redução de 13,3% sobre o inicialmente previsto. A área total semeada no Brasil foi de 48,47 milhões de hectares e a produtividade média ficaria em 3.696 quilos/hectare (61,6 sacos/hectare), enquanto a produtividade média gaúcha cai para 46,2 sacos.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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