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24 de junho de 2026

Sustentabilidade

Trigo/RS: Lavouras apresentam evolução satisfatória em termos de desenvolvimento, apesar de estarem sujeitas à variabilidade climática – MAIS SOJA

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As lavouras de trigo no Rio Grande do Sul apresentam evolução satisfatória em termos de desenvolvimento, embora estejam sujeitas à variabilidade climática de cada região. As chuvas volumosas em 20 e 21/09 trouxeram apreensão quanto à sanidade das plantas e aos riscos de acamamento, sobretudo nas áreas em floração e enchimento de grãos. O manejo fitossanitário foi intensificado preventivamente, especialmente as aplicações de fungicidas para proteção contra doenças devido ao período de molhamento prolongado. Predominam lavouras em fases reprodutivas (35% em floração; 35% em enchimento de grãos); 25% estão em desenvolvimento vegetativo; e 5% em maturação, refletindo a heterogeneidade no cultivo. As áreas mais precoces aproximam-se do final do ciclo.

De forma geral, o estado nutricional das lavouras está adequado, favorecido pela adubação nitrogenada realizada em tempo oportuno e com propícia umidade do solo. As perspectivas produtivas seguem positivas, principalmente nas áreas conduzidas com maior nível tecnológico. Ainda há preocupações pontuais em relação ao excesso de chuvas, que pode impactar tanto a qualidade dos grãos quanto a estabilidade do potencial produtivo.

A área cultivada no Estado está projetada pela Emater/RS-Ascar em 1.198.276 hectares, e a estimativa de produtividade em 2.997 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, as chuvas intensas e os ventos fortes preocuparam os produtores quanto à sanidade das espigas e ao risco de acamamento em lavouras em maturação. Onde a drenagem do solo está adequada, foram realizadas aplicações de fungicidas para proteção contra giberela e manchas foliares. Na Campanha, as lavouras respondem bem à adubação nitrogenada, mas a produtividade potencial está variável. Os danos causados pelas geadas ocorridas durante a fase vegetativa e os problemas de estande relacionados à semeadura em solo excessivamente úmido ainda são fatores de risco para o rendimento da cultura.

Na de Caxias do Sul, as primeiras áreas semeadas estão iniciando os estágios de emborrachamento e de espigamento. Cerca de 90% das lavouras da região, localizadas nos Campos de Cima da Serra, estão na fase de elongação do colmo. As plantas apresentam sanidade dentro do normal, e o manejo está concentrado em pulverizações preventivas para o controle de pragas e doenças.

Na de Erechim, a área cultivada encontra-se em floração e espigamento. As chuvas do final de semana ainda não refletiram em perdas, mas os produtores intensificaram os tratamentos preventivos para doenças de fim de ciclo.

Na de Frederico Westphalen, as lavouras foram beneficiadas por constante disponibilidade hídrica, temperaturas amenas e radiação solar nas últimas semanas. Estão 20% dos cultivos em desenvolvimento vegetativo, 40% em floração e 40% em enchimento de grãos. O potencial de rendimento permanece positivo.

Na de Ijuí, o estado geral e a sanidade das lavouras estão adequados, mantendo o potencial produtivo. A estatura das plantas aumentou, camuflando a clorose nas folhas basais. O número de espiguetas por espiga – de 11 a 17 – é considerado apropriado. O controle fitossanitário foi intensificado, sobretudo contra a giberela, devido ao prolongado período de exposição tanto de anteras quanto de estigmas à elevada umidade.

Na de Passo Fundo, a cultura apresenta-se nas fases de alongamento (10%), emborrachamento (70%) e espigamento (20%). O potencial produtivo está satisfatório.

Na de Pelotas, 24% estão em desenvolvimento vegetativo; 31% em floração; e 45% em enchimento de grãos. O desenvolvimento segue dentro da normalidade em razão das boas condições climáticas. Não há registros significativos de problemas na cultura.

Na de Santa Rosa, o estado geral das lavouras está adequado, distribuídas em 10% em desenvolvimento vegetativo; 48% floração; 40% enchimento de grãos; e 2% em maturação. O potencial produtivo está elevado em função das espigas bem formadas e da fecundação completa. O risco de redução na produtividade decorre do acamamento em pontos isolados e da possível perda de qualidade em cultivos já em maturação fisiológica. O manejo fitossanitário concentra-se no controle de doenças fúngicas, principalmente oídio em alguns cultivares que foram mais severamente afetadas.

Na de Soledade, 2% das lavouras estão em perfilhamento; 48% em elongação; 40% em espigamento/floração; e 10% em enchimento de grãos. O tempo mais quente e úmido tem favorecido a ocorrência de ferrugens, oídio e giberela, exigindo monitoramento intensivo. Grande parte das áreas já recebeu o segundo tratamento fúngico, reforçando a estratégia preventiva.

Comercialização (saca de 60 quilos) O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, decresceu 2,53% quando comparado à semana anterior, passando de R$ 69,25 para R$ 67,50.

Confira o Informativo Conjuntural n° 1886 completo, clicando aqui!

Fonte: Emater RS



 

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Autor:Informativo Conjuntural 1886

Site: Emater RS

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Oferta restrita sustenta preços – MAIS SOJA

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Mesmo com o retorno pontual de compradores em parte das regiões produtoras, o mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul apresenta baixa liquidez. De acordo com o Cepea, produtores seguem retraídos diante dos atuais patamares de preços, considerados insuficientes para remunerar adequadamente a atividade.

Com isso, segundo o Centro de Pesquisas, a oferta disponível continua restrita em parte do estado, sustentando as cotações em praças específicas. Ao mesmo tempo, agentes consultados pelo Cepea acompanham novos sinais do mercado internacional e as perspectivas climáticas para a safra 2026/27, fatores que podem influenciar as estratégias de comercialização nos próximos meses.

Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Business

Exportações podem atingir novo recorde em junho MT

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Mesmo durante a entressafra, a ampla disponibilidade de algodão em pluma no Brasil e a necessidade de escoamento do excedente produtivo vêm mantendo intenso o ritmo de exportações.

De acordo com pesquisadores do Cepea, durante as últimas safras, o País consolidou sua capacidade de abastecer o mercado internacional de forma contínua ao longo do ano, diferentemente do padrão observado anteriormente, quando os embarques se concentravam no segundo semestre. Como resultado, as exportações brasileiras passaram a apresentar maior regularidade, alcançando recordes mensais inclusive em meses tradicionalmente marcados pela menor disponibilidade da pluma.

Segundo dados da Secex, os embarques brasileiros de algodão em pluma somaram 146,8 mil toneladas nos 14 primeiros dias úteis de junho/26. Embora esse volume ainda esteja 49,6% abaixo do registrado em maio/26, já supera em 10,6% o total embarcado em todo o mês de junho/25. A média diária atingiu 10,49 mil toneladas, expressivos 57,9% acima das 6,64 mil toneladas observadas no mesmo período do ano passado.

Se mantido o ritmo atual, as exportações podem alcançar cerca de 220 mil toneladas em junho, um novo recorde para o mês e superando com folga as 160,4 mil toneladas registradas em junho de 2024, até então o maior volume da série histórica da Secex para esse período.

Fonte: Cepea

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Sustentabilidade

Endividamento rural contrasta com a força produtiva de Mato Grosso evidenciada pelos dados do VBP – MAIS SOJA

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O (VBP) Valor Bruto da Produção Agropecuária brasileira atingiu R$ 1,4 trilhão em maio de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA, em 17 de junho de 2026. Desse total, R$ 908,8 bilhões vêm da lavoura e R$ 510,2 bilhões da pecuária.

Mato Grosso aparece na liderança nacional, com R$ 213,5 bilhões, o equivalente a 15% do total. O indicador confirma a relevância do estado para a produção de alimentos, fibras, energia e para a economia do país.

No entanto, esse número precisa ser interpretado com cautela. O conceito de VBP se refere ao faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais, calculado a partir da produção e dos preços recebidos pelos produtores. Ou seja, o indicador mostra o valor econômico gerado pela atividade, mas não revela quanto quem está no campo gastou para produzir.

Na prática, o VBP não desconta custos como juros, arrendamento, frete, armazenagem, tributos, investimentos, perdas climáticas ou dívidas acumuladas de safras anteriores. Por isso, VBP elevado não significa, necessariamente, lucro, capitalização ou capacidade de pagamento.

Essa leitura é essencial na atual conjuntura de endividamento rural. Levantamentos do Sicor/Banco Central mostram que, até abril de 2026, a carteira ativa de crédito rural somava R$ 895,18 bilhões no Brasil, dos quais R$ 186,52 bilhões estavam em situação problemática. Em Mato Grosso, alcançava R$ 108,03 bilhões, sendo R$ 21,78 bilhões classificados como saldo problemático, incluindo operações em atraso, inadimplentes, prorrogadas ou renegociadas. Isso significa que aproximadamente um quinto da carteira de crédito rural, tanto no estado quanto no país, já apresentava algum tipo de comprometimento.

No caso mato-grossense, o saldo problemático, em abril, estava composto por R$ 2,20 bilhões em operações em atraso, R$ 5,25 bilhões inadimplentes, R$ 2,58 bilhões prorrogados e R$ 11,76 bilhões renegociados. No Brasil, esses valores chegavam a R$ 15,24 bilhões em atraso, R$ 38,77 bilhões inadimplentes, R$ 28,52 bilhões prorrogados e R$ 103,99 bilhões renegociados.

“Soma-se a isso a dificuldade enfrentada para alongar dívidas junto às instituições financeiras. Mesmo com laudos técnicos, queda de preços, eventos climáticos e demonstração da capacidade de pagamento, muitos produtores encontram resistência na formalização dos alongamentos. Em alguns casos, a prorrogação é tratada como uma renegociação comercial comum, com exigência de garantias adicionais, como alienação fiduciária, taxas altíssimas e prazos incompatíveis com a realidade econômica da atividade” afirma o diretor administrativa da Aprosoja MT, Diego Bertuol.

Além disso, os encargos de produção seguem pressionando o setor produtivo. Levantamento do Projeto Custo de Produção Agropecuário, desenvolvido pelo Senar-MT por meio do Imea, aponta que o gasto com produção da soja para a safra 2026/27 em Mato Grosso deve crescer 3,21% em relação à safra anterior, com custeio estimado em R$ 4.315,29 por hectare.

Entre os componentes que mais pressionam o custeio estão fertilizantes e corretivos, com alta de 5,40%, influenciados por fatores geopolíticos, além dos defensivos agrícolas, que avançaram quase 11% em relação ao ciclo anterior. O levantamento também aponta aumento de 9,13% no ponto de equilíbrio da atividade, o que significa que será necessário alcançar maior produtividade ou melhores preços de comercialização apenas para manter a rentabilidade.

“Ao mesmo tempo, o volume anunciado no Plano Safra 2025/2026 não reflete, necessariamente, o crédito que chega ao produtor. No acumulado de julho a abril, as concessões para a agricultura, sem Pronaf e desconsiderando CPR, apresentaram queda de aproximadamente 11%, passando de R$ 258,2 bilhões entre julho de 2024 a abril de 2025 para R$ 229,4 bilhões em julho de 2025 a abril de 2026. A retração foi puxada principalmente pelo custeio, que caiu 12%, pelo investimento, que recuou 25%, e pela comercialização, com queda de 20%. Em valores absolutos, as três modalidades somaram redução de R$ 40,6 bilhões. O crescimento de 69% na industrialização compensou parcialmente essa queda, mas não foi suficiente para evitar a retração total de R$ 28,8 bilhões nas modalidades tradicionais de financiamento agropecuário” destaca Diego Bertuol.

Em Mato Grosso o funding da soja safra 2025/26 indica um cenário de crédito mais restrito, com maior protagonismo do Sistema Financeiro e das Multinacionais no custeio, em condições mais seletivas. Levantamento do Imea mostra que a maior participação no financiamento da oleaginosa vem do sistema financeiro, com 35,4%, seguido pelas multinacionais, com 30,7%, e pelos recursos próprios dos produtores, com 23,5%. Já os bancos com recursos federais representam apenas 5,1%, percentual inferior ao das revendas, que respondem por 5,3%. Em termos concretos, o crédito rural oficial, especialmente em condições controladas ou equalizadas, não tem acompanhado a real necessidade de financiamento do setor produtivo.

“O quadro atual retrata que o problema não está na falta de produção. Mato Grosso segue produtivo, competitivo e essencial para o Brasil. A dificuldade está no desequilíbrio econômico da atividade: produzir custa cada vez mais, o crédito pesa no fluxo de caixa, os riscos climáticos aumentam e os preços recebidos nem sempre acompanham a elevação das despesas. Medidas como o PL 5.122/2023 precisam avançar porque atacam o endividamento rural de forma estruturante. A proposta não pode ser tratada como simples custo fiscal. Ela reorganiza dívidas, viabiliza crédito e recompõe a capacidade de pagamento. Sem isso, ficam em risco a produção, a segurança alimentar e a sustentabilidade econômica da atividade rural”, enfatiza o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.

O VBP confirma que a agricultura de Mato Grosso é estratégica para o Brasil. Mas esse resultado não pode servir de argumento para minimizar o endividamento de quem produz ou para criar travas artificiais às soluções necessárias. Produzir muito não significa estar financeiramente saudável. O VBP mostra a grandeza da produção, mas não releva o peso dos ônus, dos juros e das dívidas que o produtor carrega para manter a atividade de pé, garantir abastecimento, movimentar a economia e contribuir para geração de emprego e renda.

Fonte: Aprosoja/MT



 

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