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8 de maio de 2026

Sustentabilidade

Trigo/RS: Lavouras apresentam evolução satisfatória em termos de desenvolvimento, apesar de estarem sujeitas à variabilidade climática – MAIS SOJA

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As lavouras de trigo no Rio Grande do Sul apresentam evolução satisfatória em termos de desenvolvimento, embora estejam sujeitas à variabilidade climática de cada região. As chuvas volumosas em 20 e 21/09 trouxeram apreensão quanto à sanidade das plantas e aos riscos de acamamento, sobretudo nas áreas em floração e enchimento de grãos. O manejo fitossanitário foi intensificado preventivamente, especialmente as aplicações de fungicidas para proteção contra doenças devido ao período de molhamento prolongado. Predominam lavouras em fases reprodutivas (35% em floração; 35% em enchimento de grãos); 25% estão em desenvolvimento vegetativo; e 5% em maturação, refletindo a heterogeneidade no cultivo. As áreas mais precoces aproximam-se do final do ciclo.

De forma geral, o estado nutricional das lavouras está adequado, favorecido pela adubação nitrogenada realizada em tempo oportuno e com propícia umidade do solo. As perspectivas produtivas seguem positivas, principalmente nas áreas conduzidas com maior nível tecnológico. Ainda há preocupações pontuais em relação ao excesso de chuvas, que pode impactar tanto a qualidade dos grãos quanto a estabilidade do potencial produtivo.

A área cultivada no Estado está projetada pela Emater/RS-Ascar em 1.198.276 hectares, e a estimativa de produtividade em 2.997 kg/ha.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, as chuvas intensas e os ventos fortes preocuparam os produtores quanto à sanidade das espigas e ao risco de acamamento em lavouras em maturação. Onde a drenagem do solo está adequada, foram realizadas aplicações de fungicidas para proteção contra giberela e manchas foliares. Na Campanha, as lavouras respondem bem à adubação nitrogenada, mas a produtividade potencial está variável. Os danos causados pelas geadas ocorridas durante a fase vegetativa e os problemas de estande relacionados à semeadura em solo excessivamente úmido ainda são fatores de risco para o rendimento da cultura.

Na de Caxias do Sul, as primeiras áreas semeadas estão iniciando os estágios de emborrachamento e de espigamento. Cerca de 90% das lavouras da região, localizadas nos Campos de Cima da Serra, estão na fase de elongação do colmo. As plantas apresentam sanidade dentro do normal, e o manejo está concentrado em pulverizações preventivas para o controle de pragas e doenças.

Na de Erechim, a área cultivada encontra-se em floração e espigamento. As chuvas do final de semana ainda não refletiram em perdas, mas os produtores intensificaram os tratamentos preventivos para doenças de fim de ciclo.

Na de Frederico Westphalen, as lavouras foram beneficiadas por constante disponibilidade hídrica, temperaturas amenas e radiação solar nas últimas semanas. Estão 20% dos cultivos em desenvolvimento vegetativo, 40% em floração e 40% em enchimento de grãos. O potencial de rendimento permanece positivo.

Na de Ijuí, o estado geral e a sanidade das lavouras estão adequados, mantendo o potencial produtivo. A estatura das plantas aumentou, camuflando a clorose nas folhas basais. O número de espiguetas por espiga – de 11 a 17 – é considerado apropriado. O controle fitossanitário foi intensificado, sobretudo contra a giberela, devido ao prolongado período de exposição tanto de anteras quanto de estigmas à elevada umidade.

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Na de Passo Fundo, a cultura apresenta-se nas fases de alongamento (10%), emborrachamento (70%) e espigamento (20%). O potencial produtivo está satisfatório.

Na de Pelotas, 24% estão em desenvolvimento vegetativo; 31% em floração; e 45% em enchimento de grãos. O desenvolvimento segue dentro da normalidade em razão das boas condições climáticas. Não há registros significativos de problemas na cultura.

Na de Santa Rosa, o estado geral das lavouras está adequado, distribuídas em 10% em desenvolvimento vegetativo; 48% floração; 40% enchimento de grãos; e 2% em maturação. O potencial produtivo está elevado em função das espigas bem formadas e da fecundação completa. O risco de redução na produtividade decorre do acamamento em pontos isolados e da possível perda de qualidade em cultivos já em maturação fisiológica. O manejo fitossanitário concentra-se no controle de doenças fúngicas, principalmente oídio em alguns cultivares que foram mais severamente afetadas.

Na de Soledade, 2% das lavouras estão em perfilhamento; 48% em elongação; 40% em espigamento/floração; e 10% em enchimento de grãos. O tempo mais quente e úmido tem favorecido a ocorrência de ferrugens, oídio e giberela, exigindo monitoramento intensivo. Grande parte das áreas já recebeu o segundo tratamento fúngico, reforçando a estratégia preventiva.

Comercialização (saca de 60 quilos) O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, decresceu 2,53% quando comparado à semana anterior, passando de R$ 69,25 para R$ 67,50.

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Confira o Informativo Conjuntural n° 1886 completo, clicando aqui!

Fonte: Emater RS



 

FONTE

Autor:Informativo Conjuntural 1886

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Site: Emater RS

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Sustentabilidade

Colheita do milho avança lentamente no RS, com safrinha sustentando potencial produtivo – MAIS SOJA

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A colheita da cultura evoluiu lentamente, condicionada principalmente ao ciclo das lavouras de safrinha, que ainda estão em fases de enchimento de grãos e maturação fisiológica. A priorização operacional de culturas mais suscetíveis às precipitações do período também contribuiu para a menor intensidade das operações.

As áreas implantadas em épocas mais precoces ou intermediárias se encontram majoritariamente colhidas (93%). Restam parcelas conduzidas em sistemas de menor escala, frequentemente com colheita manual ou mecanização de menor capacidade.

As condições meteorológicas do período (chuvas e menor demanda evaporativa) favoreceram a manutenção da umidade no solo e sustentaram o potencial produtivo das lavouras em enchimento de grãos (3%). A ocorrência de geadas de baixa intensidade, seguida por dias ensolarados, tende a acelerar a perda de umidade dos grãos em maturação (4%), sem impacto relevante sobre cultivos ainda em fase reprodutiva.

A sanidade das lavouras em safrinha, de modo geral, continua adequada, com baixa incidência de enfezamentos, refletindo o controle satisfatório do vetor. A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada em 803.019 hectares, e produtividade média estadual em 7.424 kg/ha.

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intensidade, seguidas por dias ensolarados, o que favoreceu a perda de umidade dos grãos em lavouras conduzidas principalmente pela agricultura familiar na Campanha e Fronteira Oeste, onde a colheita ocorre de forma escalonada, manual ou com colhedoras adaptadas. Os cultivos de segunda safra, inclusive de implantação tardia, não sofreram impactos significativos e mantêm o bom enchimento de grãos. Em Maçambará e Manoel Viana, observa-se planejamento antecipado da próxima safra. Porém, a elevação expressiva no preço dos fertilizantes deve refletir diretamente no nível de investimento nas lavouras e, consequentemente, no seu potencial produtivo.

Na de Caxias do Sul, a colheita supera 80%, com predominância de áreas já colhidas em sistemas empresariais. Ainda há lavouras por colher em pequenas propriedades, conduzidas com colheita gradual.

Na de Erechim, a colheita atinge 95%, e a produtividade média está estimada em aproximadamente 9.000 kg/ha. O desempenho é considerado satisfatório, e há relativa uniformidade entre áreas já colhidas.

Na de Pelotas, 54% foram colhidos. As remanescentes se distribuem entre enchimento de grãos (20%), florescimento (2%) e maturação (24%). As condições de umidade do solo, associadas à menor evapotranspiração e à ocorrência de chuvas, têm favorecido a recuperação do potencial produtivo nas áreas ainda em definição de rendimento.

Na de Santa Maria, a colheita supera 75%. Aproximadamente 22% das lavouras se encontram em maturação, enquanto 8% — correspondentes à safrinha — estão em enchimento de grãos.

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Na de Santa Rosa, a colheita alcança 95%. Os cultivosremanescentes estão em estádios de floração (1%), enchimento de grãos (3%) e maturação (1%). Na de Soledade, 70% foram colhidos. As lavouras implantadas entre novembro e janeiro estão principalmente em enchimento de grãos (22%), e há parcelas em maturação fisiológica (3%) e maturação de colheita (5%). As condições de temperatura relativamente elevada para o período, associadas à boa disponibilidade hídrica e radiação solar, favorecem a continuidade do desenvolvimento e a definição do peso de grãos, apesar do alongamento do ciclo em função da redução sazonal de radiação.

Comercialização (saca de 60 quilos)

Conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, o preço do milho reduziu 0,12%, de R$ 58,19 para R$ 58,12 em média no Estado.

Fonte: Emater/RS


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Sustentabilidade

Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações

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Fechamento da soja. Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de pouca movimentação, com negócios pontuais e ritmo lento tanto nos portos quanto no mercado interno.

De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário segue marcado pela cautela dos agentes e pelas cotações enfraquecidas.

Ao longo do dia, o analista menciona que a Bolsa de Chicago operou em queda, enquanto os prêmios não conseguiram compensar o movimento recente de baixa. "As ofertas continuam depreciadas em termos de valor", acrescenta.

Nos portos, o ritmo seguiu limitado, assim como no mercado doméstico. Segundo Silveira, o ambiente também é influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Todo mundo está esperando os números da próxima semana, que serão divulgados na próxima terça-feira, dia 12”, resume.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 122,50
  • Santa Rosa (RS): R$ 123,50
  • Cascavel (PR): recuou de R$ 118,50 para R$ 118
  • Rondonópolis (MT): R$ 107,50
  • Dourados (MS): R$ 110,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 109,50 para R$ 109
  • Porto de Paranaguá (PR): baixou de R$ 128,50 para R$ 128
  • Porto de Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 128,50

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), mas acima das mínimas do dia.

Silveira pontua que o comportamento de outros mercados, principalmente do petróleo, foi determinante para as oscilações da soja, em dia de muita volatilidade e de ajustes.

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O petróleo iniciou o dia com fortes perdas, mas reduziu a retração na parte da tarde, chegando até mesmo a operar no território positivo.

“Tudo gira em torno das negociações entre Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio. A falta de novidades trouxe certo ceticismo ao mercado”, relata o analista.

Contratos futuros

soja preço baixo guerra comercial
Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,2%, a US$ 11,92 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,86 3/4 por bushel, com retração de 2,25 centavos de dólar ou 0,18%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 318,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,15 centavos de dólar, com perda de 0,87 centavo ou 1,15%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 4,9222 para venda e a R$ 4,9202 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8954 e a máxima de R$ 4,9304.

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Sustentabilidade

Colheita do arroz alcança 96,41% da área cultivada no RS – MAIS SOJA

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A colheita do arroz no Rio Grande do Sul atingiu 96,41% da área cultivada nesta primeira semana de maio. O levantamento foi realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e divulgado nesta quinta-feira (7/5).

Do total de 891.908,50 hectares destinados ao cultivo na safra 2025/2026, a maior parte das lavouras já foi colhida, consolidando o avanço dos trabalhos nas principais regiões produtoras do Estado.

As regionais da Zona Sul e da Planície Costeira Externa lideram os índices de colheita e estão mais próximas do encerramento das operações, com 98,81% e 98,46% das áreas colhidas, respectivamente.

Na sequência aparecem a Planície Costeira Interna, com 98,13%; a Campanha, com 97,02%; a Fronteira Oeste, com 95,92%; e a Região Central, que registra 89,84% da área colhida.

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De acordo com a Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater/Irga), ao término da colheita será realizado um levantamento consolidado da safra, contemplando dados de área colhida, produtividade e possíveis perdas registradas durante o ciclo produtivo.

Fonte: IRGA



 

FONTE

Autor:IRGA

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Site: IRGA

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