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8 de maio de 2026

Sustentabilidade

Governo argentino anuncia fim da redução das retenções para grãos, após atingir cota liquidada de US$ 7 bilhões – MAIS SOJA

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Dois dias depois da entrada em vigor da redução das retenções a 0% para todos os grãos, o governo argentino anunciou o fim da medida, após ser atingida a cota liquidada de US$ 7 bilhões. A decisão gerou descontentamento entre pequenos produtores, já que, devido ao curto prazo, presume-se que apenas as grandes tradings de cereais conseguiram acessar o benefício.

Na noite de quarta-feira, a Agência de Arrecadação e Controle Aduaneiro (ARCA) informou que foi alcançado o registro da cota de US$ 7 bilhões prevista pelo decreto 682/2025, “motivo pelo qual foi desativada a opção de registro das Declarações Juradas de Venda ao Exterior (DJVE) que estivessem amparadas pelo benefício do referido decreto”, segundo mensagem publicada na rede social X.

A ARCA acrescentou que, a partir de agora, só poderão ser registradas DJVE sob o regime anterior ao decreto 682/2025, ou seja, as alíquotas vigentes até a semana passada. Assim, a soja volta a pagar 26%, os subprodutos 24,5%, o milho 9,5% e o trigo 9,5%.

O decreto 682/2025 estabelecia que o benefício de retenções a 0% para todos os grãos valeria até 31 de outubro ou até que fossem registradas DJVE somando US$ 7 bilhões.

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O objetivo do governo era gerar maior oferta de dólares diante do período eleitoral, já que no próximo dia 26 de outubro ocorrerão as eleições legislativas gerais. As informações partem da Safras News.

Fonte: Arno Baasch–Safras News



 

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Sustentabilidade

Colheita da soja avança para 85% no RS, mas chuvas causam interrupções e perdas pontuais – MAIS SOJA

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A cultura está em fase final de colheita, alcançando 85%. Houve celeridade nas operações nos últimos dias de abril, favorecida pelas janelas de tempo seco e pela baixa umidade relativa do ar, o que ampliou a capacidade operacional diária, inclusive com extensão das jornadas. A partir de 01/05, a ocorrência de chuvas provocou interrupções temporárias nos trabalhos, com posterior retomada em áreas de melhor drenagem.

No Sudoeste do Estado, onde os volumes precipitados alcançaram até 300 mm, registraram-se alagamentos pontuais, acamamento de plantas e processos erosivos, especialmente em lavouras com baixa cobertura e maior vulnerabilidade estrutural localizadas em terras baixas e proximidades de cursos d’água.

Restam por colher parcelas tardias e cultivos de safrinha, que ainda estão em maturação (14%) ou final de enchimento de grãos (1%). As produtividades médias regionais se situam em patamar moderado, e a variabilidade produtiva ainda é uma característica marcante da safra como reflexo da distribuição irregular de chuvas ao longo do ciclo, de períodos de estiagem em fases críticas e, posteriormente, de boas precipitações, que favoreceram o enchimento de grãos em lavouras tardias.

Esse comportamento resultou em amplitudes expressivas de rendimento tanto entre regiões quanto entre lavouras próximas. Em termos operacionais, observam-se impactos logísticos decorrentes da colheita sob condições de maior umidade, o que afetou a qualidade de grãos e o fluxo de recebimento.

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A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar está em 2.871 kg/ha, e a área cultivada em 6.624.988 hectare. Emater/RS-Ascar. Gerência de Planejamento. Núcleo de Informações e Análises. *Média safras 2021-2025.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, as chuvas intensas no início de maio causaram transtornos em lavouras de Rosário do Sul, São Gabriel, Santa Margarida do Sul e Alegrete, como alagamentos, acamamento e erosão hídrica em áreas mais vulneráveis. A colheita apresenta avanços diferenciados, alcançando cerca de 90% em Manoel Viana e Itacurubi, enquanto em São Gabriel atinge 60% dos 125.000 hectares. Na Campanha, em Dom Pedrito, o progresso chega a 57% dos 165.000 hectares cultivados.

Observa-se elevada variabilidade de produtividade, entre 1.200 e 4.800 kg/ha, sendo os maiores rendimentos concentrados em áreas de várzea. Há relatos pontuais de grãos avariados em função da umidade no momento da colheita. Na de Caxias do Sul, a colheita foi interrompida pelas chuvas intensas, que impossibilitaram a retomada imediata das atividades. A produtividade média regional está estimada em cerca de 3.000 kg/ha, ficando abaixo das expectativas iniciais.

Na de Erechim, a colheita atinge 97% da área, e restam 3% em maturação. A produtividade média regional está estimada em 3.690 kg/ha. Entretanto, há heterogeneidade entre os municípios de Getúlio Vargas, São Valentim e Campinas do Sul, onde os rendimentos variam de 2.200 a 4.200 kg/ha. As cultivares de ciclo intermediário apresentaram melhor desempenho produtivo.

Na de Frederico Westphalen, 98% foram colhidos, e 2% estão em maturação. A produtividade média estimada está próxima de 3.000 kg/ha, consolidando um desempenho
intermediário na safra e boa uniformidade na fase final. Na de Ijuí, a colheita atinge 94% da área cultivada. Restam áreas de safrinha, implantadas em sucessão ao milho, que se encontra em enchimento de grãos e maturação. Os cultivos implantados em início de janeiro apresentam potencial entre 3.000 e 3.600 kg/ha, ao passo que os de final de janeiro registram redução, variando de 1.800 a 2.100 kg/ha, em função de condições térmicas menos favoráveis durante o período reprodutivo.

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Na de Passo Fundo, a colheita está praticamente concluída, atingindo 99% da área. A produtividade média está em torno de 3.500 kg/ha, mas há variações pontuais entre talhões como resultado de diferenças locais de manejo e condições climáticas.

Na de Pelotas, 58% da área cultivada foi colhida. As chuvas em início de maio interromperam as operações. As áreas remanescentes se encontram majoritariamente em maturação (41%) e pequena fração em enchimento de grãos (1%). A produtividade média regional está estimada em aproximadamente 2.800 kg/ha.

Na de Santa Maria, a colheita supera 85%, mas houve interrupções pontuais devido às chuvas, sendo retomada em áreas menos afetadas. A produtividade média está estimada em aproximadamente 2.900 kg/ha, inferior à previsão inicial de 3.059 kg/ha. As precipitações em abril contribuíram para o enchimento de grãos em lavouras tardias, atenuando parcialmente os efeitos de restrições hídricas anteriores.

Na de Santa Rosa, a colheita dos plantios do cedo ou intermediários está concluída (86%), e restam áreas de safrinha em diferentes estádios fenológicos: 4% em enchimento de grãos e 9% maduros. A produtividade apresenta elevada variabilidade, com registros entre 2.100 e 4.200 kg/ha, refletindo a irregularidade no suprimento hídrico das lavouras.

Na de Soledade, a colheita atinge 96% da área; o restante corresponde a cultivos tardios e de ciclo longo. No Alto da Serra do Botucaraí e Centro-Serra, ainda há pequenas áreas por colher. No Baixo Vale do Rio Pardo, em Encruzilhada do Sul, Pantano Grande e Rio Pardo, os índices alcançam 90%. A produtividade média regional está estimada em aproximadamente 2.950 kg/ha, mas há relatos de cultivos atingindo cerca de 3.600 kg/ha.

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Em Campos Borges, Alto Alegre e Espumoso, as médias estão em 3.000 kg/ha, mas as perdas por déficit hídrico causaram redução de até 30% nos rendimentos de parte das lavouras, que chegaram a cerca de 2.100 kg/ha. As chuvas do período causaram interrupções e dificuldades operacionais, especialmente em áreas planas e mal drenadas.

Comercialização (saca de 60 quilos)

A cotação média da soja passou de R$ 115,25 para R$ 115,92, aumentando 0,58% em relação à semana anterior, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar

Fonte: Emater/RS


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Sustentabilidade

Maiores grupos produtores de grãos do Brasil usam insumos biológicos em 100% da área durante o plantio

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Os três maiores grupos produtores de grãos do Brasil – SLC Agrícola, Bom Futuro e Scheffer – já fazem uso do controle biológico em 100% da sua área durante o plantio. Os dados foram apresentados hoje durante a 3ª edição do BioSummit, que durante dois dias reuniu cerca de 1.200 pessoas na Expo Dom Pedro, em Campinas, em painéis e palestras apresentados por 70 renomados especialistas do setor.

Durante o painel “Uso de Bioinsumos em Sistemas de Produção de Grãos”, os palestrantes Alexandre Pisoni, da SLC; Cid Ricardo dos Reis, do Bom Futuro; e Tiago Madalosso, do Scheffer, apresentaram um panorama sobre a extensão da aplicação de controle biológico em suas produções.

Em sua apresentação, Pisoni destacou que hoje 17,7% do manejo de pragas e doenças da SLC já é feito com insumos biológicos, o que equivale a 5,33 milhões de hectares tratados. Na cultura de soja algumas áreas chegam a 30% e no milho em torno de 25%. Porém, o “gargalo” se encontra no algodão, onde o uso ainda é menor, considerando a aplicação de inseticidas. “No plantio, os bioinsumos são usados em 100% da área, com inoculantes, tratamento de semente, promotores de crescimento e bionematicidas”, elencou.

No caso do Bom Futuro, Reis falou que o controle biológico também é feito em 100% da área, no sulco de plantio de tratamento de sementes, nas culturas de soja, milho e algodão. Já no controle de pragas e doenças, os biológicos são usados em todas as aplicações, juntamente com os produtos químicos. Mas ainda há espaço para o crescimento dessa aplicação. “Os maiores desafios hoje em grandes áreas são a redução do uso de defensivos, o controle no momento certo, o uso de defensivos e biológicos mais eficientes, a busca pela sustentabilidade com equilíbrio financeiro e as boas práticas para o uso de biológicos”, enumerou.

O representante do Grupo Scheffer destacou dados de Mato Grosso, onde se encontram as culturas da empresa também de soja, milho e algodão. Assim como nos dois outros grupos, o Scheffer usa os bioinsumos em 100% da área do plantio, no sulco de plantio, como inoculantes, promotores de crescimento e bionematicidas. Como resultado da produção on farm, são usados cerca de 2 milhões de litros em biológicos.

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Premiação

O segundo dia do evento também foi marcado pela premiação BioSummit Reconhece, que destaca práticas sustentáveis de produtores rurais. A vencedora desse ano foi Maira Coscrato Lelis da Silva, representante da terceira geração à frente da Fazenda Santa Helena, em Guaíra (SP), uma das grandes vozes da agricultura regenerativa no Brasil. Com uma gestão voltada à inovação e à sustentabilidade, a propriedade é hoje referência no cuidado com o solo, na produção responsável e no aumento da produtividade aliado à preservação ambiental.

Sob a liderança de Maira, a fazenda adotou práticas como rotação de culturas, cobertura vegetal e redução do uso de insumos químicos, alcançando um aumento de mais de 50% na produtividade sem expansão da área plantada. Em 2024, a Santa Helena conquistou a certificação RTRS, reconhecimento internacional pelas boas práticas ambientais, sociais e de governança na produção de soja. “Esse prêmio é o reconhecimento de um caminho que estamos seguindo há muitos anos e do trabalho que fazemos no dia a dia”, comemorou.

O segundo homenageado foi Armin Michael Scherer, produtor rural e proprietário das fazendas Serra Dourada e Palmeiras, do grupo ASKJ, que iniciou os testes com produtos biológicos ainda em 1995, quando mantinha propriedades no Paraná. Hoje, suas fazendas estão localizadas em Aparecida do Rio Negro, no Tocantins, onde segue investindo em inovação e tecnologia no campo.

Schrer também é sócio da SSA Biofarm, indústria de produtos biológicos criada em parceria com os grupos ASKJ Agro, Arapuá Agro e Santos Agropecuária. A operação, voltada exclusivamente para atender as áreas da sociedade, aplica anualmente cerca de 400 mil litros de produtos biológicos em aproximadamente 30 mil hectares de lavoura, consolidando um modelo de produção alinhado à sustentabilidade e à alta performance no campo. “Para mim esse reconhecimento mostra a importância do nosso trabalho, que vem sendo feito pensando no futuro, na terra que vou deixar para meus netos. Fico muito feliz com essa premiação.”

Avaliação

Com 1.200 participantes, o BioSummit 2026 apresentou um aumento de 20% no público em relação ao ano passado. O evento teve mais de 60 empresas patrocinadoras e participantes de todos os estados e de 11 países. “A terceira edição do BioSummit mostrou um salto na quantidade de participantes, palestrantes e temas. O evento evoluiu muito, assim como o setor”, finalizou Daiana Lopes, CEO da FB Group, idealizadora do BioSummit.

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Fonte: Assessoria de imprensa


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Sustentabilidade

Até 2050, biológicos devem atingir 50% do mercado de proteção de cultivos

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O uso de controle biológico para a proteção de cultivos deve atingir o patamar de 50% do mercado até 2050 no Brasil. A avaliação é do pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Meio Ambiente, Wagner Bettiol, que abriu o primeiro dia da terceira edição do BioSummit, que este ano tem como tema “Bioinsumos e agricultura regenerativa: cultivando o futuro sustentável”. O evento está sendo realizado no Expo Dom Pedro, em Campinas (SP), e segue hoje com uma programação robusta de painéis e palestras com especialistas do tema.

A análise do pesquisador é baseada em números do crescimento do mercado e foi feita durante a palestra “Controle biológico: sustentabilidade nos cenários de mudança climática”. Em 2025, por exemplo, o uso de controle biológico alcançou um crescimento 12% do mercado no país. “Cinco anos atrás registrávamos em torno de 3% de crescimento ao ano. A curva de crescimento do mercado mundial de pesticidas químicos, até 2030, vai ser 5% do controle químico. Há também países onde o controle químico está diminuindo no mercado. Para 2030, a previsão é que dos 106 bilhões de dólares de proteção de cultivos em nome geral, cerca de 18 bilhões sejam de controle biológico. Ou seja, o mercado será de 20% de controle biológico”, explica.

Entre os fatores que já impulsionam esse crescimento, Bettiol elenca a pressão dos consumidores por produtos mais “limpos”, problemas de registro e de desenvolvimento de produto, e o surgimento de novas tecnologias biológicas. De acordo com o pesquisador, hoje praticamente todos os grandes produtores brasileiros já usam controle biológico em suas propriedades, e que em dez anos o mesmo poderá ocorrer com médios e pequenos produtores, se forem dadas as condições ideais para isso.

“Para atingir essa totalidade precisamos, em primeiro lugar, levar o conhecimento para esse agricultor, que ainda não tem acesso às informações sobre o controle biológico. Precisamos ampliar a ciência técnica, treinamentos e levar esse conhecimento para esses agricultores. Já estão surgindo empresas de tecnologia que estão trabalhando com nichos de mercado menores, e levando esse conhecimento para esses pequenos produtores”, pontua.

 Mudança climática

Bettiol também abordou a importância do controle biológico para sustentabilidade e mudanças climáticas. “Para produzir um quilo de pesticida a gente emite pelo menos cinco vezes mais dióxido de carbono do que para produzir a mesma quantidade de biológico. Só isso já mostra o efeito benéfico desse controle aqui para o ambiente”, destaca.

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Além disso, o pesquisador lembra que ao se aplicar um agente de controle biológico, seja na parte aérea ou no solo, já se melhora a qualidade desse solo. “Com isso, aumenta a população microbiana nesse solo e melhora o crescimento do sistema radicular, e o carbono fica retido no solo. O agente de controle biológico aumenta a produtividade, porque melhora a fisiologia da planta como um todo, que vai ter menos estresse e produzir mais. Consequentemente, vou usar menos energia para produzir mais. Ou seja, essa planta vai produzir mais alimento com menor emissão de carbono. Menos carbono na atmosfera vai diminuir os problemas de mudança climática.”

No painel “Cana em Evidência”, durante a palestra “Avanços biológicos na cultura da cana”, o palestrante Weber Valério, da consultoria AgroCiência, mostrou que houve um crescimento de 39% do uso de biológicos na cultura em 2025 em relação a 2024, movimentando R$ 716 milhões. De acordo com ele, a distribuição ficou em 42% para bioinseticidas, 34% para biofungicidas e 24% bionematicidas.

Para a CEO da FB Group, organizadora do evento, Daiana Lopes, o primeiro dia de evento superou as expectativas. “Tivemos um público além do esperado, que pôde assistir a palestras de altíssimo nível sobre diversos tema ligados ao controle biológico. Amanhã a programação continua com o mesmo patamar de painéis e palestras.”

Fonte: Assessoria de imprensa


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