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24 de junho de 2026

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BB assina convênio de R$ 50 mi com Natura para financiar sistemas agroflorestais

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Nesta semana, em Nova York, o Banco do Brasil e a Natura formalizaram convênio para financiamento de R$ 50 milhões em projetos de impacto na região Norte, com foco em sistemas agroflorestais (SAF), com o objetivo de recuperar 12 mil hectares de floresta, com potencial de R$ 2 bilhões em financiamento.

A parceria BB e Natura propõe potencializar os impactos climáticos e sociais positivos gerados ao trazer inovação para a produção do óleo de palma, utilizado em alimentos, produtos de higiene pessoal, cosméticos e biocombustíveis.

A iniciativa visa o uso sustentável do solo, com foco na conservação de recursos naturais, e a geração, manutenção e diversificação de renda para agricultores familiares, ao trazer escala aos projetos de SAF na região da Amazônia Legal, mais precisamente na região de Tomé Açu, no Pará. Lá, Natura, Embrapa e a Cooperativa Mista de Tomé Açu (Camta) desenvolvem o Projeto SAF Dendê, desde 2008, que implantou em uma área de 650 hectares um Sistema Agroflorestal composto por dendezeiros (palmeira da qual se extrai o óleo de palma) junto a outros cultivos como cacau, açaí, mandioca e pimenta.

Este plantio consorciado com outras espécies gera benefícios sociais, econômicos e ambientais, como reflorestamento de áreas degradadas, aumento da produtividade, resiliência climática e melhoria da qualidade do solo, segundo apontam estudos da Embrapa, que indicam ainda o manejo agroecológico como fundamental para a redução das emissões dos gases de efeito estufa associados à cadeia produtiva do dendê.

Para o vice-presidente de Negócios de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil, José Ricardo Sasseron, o sistema agroflorestal possibilita ao agricultor familiar obter e diversificar a sua renda durante o ano a depender das espécies cultivadas, podendo aumentar a renda em cerca de 40% quando comparado ao monocultivo.

“É um modo de trabalho que eleva a segurança alimentar das famílias dos agricultores, bem como a valorização do trabalho do jovem e da mulher. Além disso, é um sistema que pode contribuir para o sequestro de carbono, e que o manejo agroecológico é fundamental para a redução das emissões dos gases de efeito estufa”, afirma.

“Estes modelos agroflorestais são altamente replicáveis e integram a estratégia do BB para o financiamento à sociobioeconomia. Neste ano, atingimos um saldo de R$ 2 bilhões em crédito voltado à sociobioeconomia na região amazônica”, complementa.

De acordo com a diretora de sustentabilidade Natura, Angela Pinhati, a preocupação com o impacto ambiental do óleo de palma, que historicamente está associado a práticas de desmatamento em várias regiões do mundo, impulsionou a Natura a buscar alternativas que alinham produção responsável com a conservação do meio ambiente. “Nosso objetivo de longo prazo é termos 100% de blend de óleo de palma vindo de práticas regenerativas. Estamos focados em fortalecer parcerias, envolver novos agricultores e captar investimento de forma a beneficiar não só a Natura, mas toda a cadeia de palma”.

Na prática, o convênio tem a potencialidade de auxiliar no acesso ao crédito, que chegando nos produtores, irá auxiliar no custeio das atividades do ciclo produtivo, além de promover investimentos para aumento de produtividade, com recuperação de áreas e aquisição de equipamentos. A prestação de assistência técnica, vinculada na estrutura, também garante assessoria especializada para auxiliar na tomada de decisão de investimento pelo produtor.

O projeto tem potencial de beneficiar as 46 comunidades produtoras que atuam na cadeia da Natura, impactando mais de 10 mil famílias.

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Colheita de milho em Mato Grosso alcança 20,86% da área

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A colheita de milho da safra 2025/26 em Mato Grosso atingiu 20,86% da área projetada, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço foi de 9,6 pontos porcentuais em uma semana. No mesmo período da temporada passada, os trabalhos alcançavam 14% da área.

O médio-norte de Mato Grosso lidera o andamento da colheita, com 29,92% da área já colhida, de acordo com o levantamento divulgado pelo Imea.

Na produtividade, o instituto apontou média de 120,28 sacas por hectare. O resultado ficou acima das estimativas registradas ao longo dos últimos meses. Em fevereiro, março e abril, a projeção era de 116,61 sacas por hectare. Em maio, o índice subiu para 118,71 sacas por hectare.

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Com esse desempenho, a produção estimada de milho em Mato Grosso foi calculada em 53,35 milhões de toneladas.

No mercado, a comercialização da safra 2025/26 chegou a 47,32% da produção estimada até a terceira semana de junho. O porcentual mostra avanço na comparação com os meses anteriores. Em fevereiro, o volume negociado correspondia a 31,02% da safra. Em março, o índice era de 34,33%; em abril, de 39,51%; e, em maio, de 45,84%.

Para a safra 2026/27, o Imea informou que mais de 4,50% da produção estimada já foi comercializada. Na evolução mensal, o porcentual saiu de 0,05% em fevereiro para 0,60% em março, 1,55% em abril e 2,69% em maio.

Os dados do Imea indicam avanço da colheita, revisão para cima na produtividade média e crescimento gradual das vendas do milho tanto na safra 2025/26 quanto no ciclo 2026/27 em Mato Grosso.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Chuvas na maturação acendem alerta nas lavouras de algodão em Mato Grosso

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O clima instável na reta final da safra de algodão em Mato Grosso forçou os cotonicultores a intensificarem o monitoramento nas lavouras. Chuvas localizadas atingiram áreas em plena fase de maturação da cultura, gerando preocupação com possíveis perdas na qualidade da fibra.

O impacto real do excesso de umidade na pluma ainda passa por avaliação das equipes técnicas em campo. O problema meteorológico surge justamente no momento em que as máquinas começam a entrar nas primeiras áreas para a colheita.

Diante disso, alguns cotonicultores mato-grossenses para proteger o algodão que ainda está nas plantas optaram em acelerar as operações de desfolha e a aplicação de reguladores de crescimento e maturadores. De acordo com o balanço divulgado pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), apesar do revés climático, o potencial produtivo global do estado ainda é considerado favorável.

Manejo fitossanitário

Além do fator climático, o manejo fitossanitário exige atenção redobrada nesta reta final da temporada. O bicudo-do-algodoeiro apresenta alta incidência em todas as regiões produtoras de Mato Grosso, o que demanda rigor nas estratégias de controle químico.

A orientação técnica da Ampa para as próximas semanas é manter o combate ao inseto. Paralelamente, os produtores devem avaliar os talhões afetados pelas chuvas para reduzir prejuízos e garantir o padrão tecnológico da fibra na entrega às algodoeiras.

Na safra 2025/26, Mato Grosso semeou 1,375 milhão de hectares de algodão. A expectativa, conforme levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), é de que o estado registre uma produtividade média de 304,2 arrobas por hectare de algodão em caroço e uma produção de 6,27 milhões de toneladas, alta de 2,12% ante a estimativa de maio. Somente em pluma são esperadas 2,574 milhões de toneladas.


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Colheita do milho de inverno 2025/26 avança para 11% da área no Brasil

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A colheita do milho de inverno 2025/26 no Brasil atingia 11% da área semeada até o último sábado, de acordo com o Boletim de Progresso de Safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça-feira (23). O avanço foi de 4,3 pontos porcentuais sobre a semana anterior. Em relação ao mesmo período da safra passada, há leve adianto de 0,7 ponto porcentual, mas o ritmo segue abaixo da média de cinco anos, de 15%.

Entre os Estados produtores, Mato Grosso lidera os trabalhos, com 20,7% da área colhida. Na sequência aparecem Tocantins, com 15%, Piauí, com 12%, e Maranhão, com 10%. No Paraná, outro importante produtor do cereal de inverno, a colheita alcançava 1% da área.

No milho verão 2025/26, a colheita chegava a 93,7% da área plantada até o último sábado, avanço de 3,3 pontos porcentuais na semana. O índice representa leve atraso de 0,8 ponto porcentual ante igual período da safra 2024/25, mas permanece acima da média dos últimos cinco anos, de 92,3%. Entre os Estados que ainda não concluíram os trabalhos estão Rio Grande do Sul, com 99% da área colhida, Bahia, com 92%, Piauí, com 80%, e Maranhão, com 63%.

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A colheita do algodão 2025/26 alcançava 2,8% da área, alta semanal de 1,1 ponto porcentual. O resultado mostra atraso de 1,2 ponto porcentual ante igual momento da safra passada e leve adianto frente à média de cinco anos, de 2,5%. A Bahia lidera os trabalhos, com 10%, seguida por Minas Gerais, com 5%. Maranhão, Piauí, Mato Grosso do Sul e Goiás registravam 3% cada, enquanto Mato Grosso havia colhido 0,5%.

No trigo 2026, a colheita começou e atingia 0,7% da área até sábado. O porcentual está abaixo dos 1,9% do mesmo período da safra passada e próximo da média quinquenal de 0,6%. Goiás é o único Estado com colheita iniciada, com 5% da área. Já a semeadura do cereal avançou para 74,3% da área, alta de 14,8 pontos porcentuais na semana, acima dos 56,6% do mesmo período do ciclo passado e da média de cinco anos, de 64,2%. Entre os principais produtores, o Rio Grande do Sul havia semeado 63% da área e o Paraná, 84%.

Os dados da Conab mostram avanço semanal nas operações de campo das principais culturas de segunda safra e de inverno, com ritmos distintos entre Estados e comparação mista em relação à safra passada e à média histórica.

Fonte: Estadão Conteúdo

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