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24 de junho de 2026

Business

Soja registra novidades e negócios pontuais no Brasil; confira as cotações

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O mercado brasileiro de soja voltou a registrar apenas negócios pontuais nesta quinta-feira (25). De acordo com Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, os preços apresentaram pequenas altas, mas nada expressivo, limitadas a variações em torno de R$ 1,00.

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“Foi um dia de pouco interesse tanto de compradores quanto de vendedores, com foco cada vez maior no plantio da safra nova, que já começa a entrar na pauta do mercado”, avaliou Silveira. O dólar operou em alta, enquanto a Bolsa de Chicago manteve comportamento volátil.

Saiba os preços de soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 130,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 125,00 para R$ 126,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 123,50 para R$ 124,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 121,00 para R$ 122,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 134,00 para R$ 136,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 134,00 para R$ 136,00

Chicago

Nos contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), o mercado fechou próximo da estabilidade, em mais um dia volátil. Após iniciar o dia buscando recuperação com base no retorno das retenções argentinas, os contratos foram perdendo força diante da perspectiva de que um acordo comercial entre Estados Unidos e China ainda está distante. Indicações técnicas, porém, garantiram leve reação no final do dia.

Contratos futuros de soja

Nos Estados Unidos, os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 3,25 centavos de dólar, ou 0,32%, a US$ 10,12 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,31 1/4 por bushel, com alta de 2,75 centavos ou 0,26%. No farelo, a posição dezembro fechou com baixa de US$ 2,90 ou 1,05%, a US$ 273,20 por tonelada, enquanto o óleo fechou a 50,27 centavos de dólar, com ganho de 0,47 centavo ou 0,86%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em alta de 0,72%, sendo negociado a R$ 5,3655 para venda e a R$ 5,3655 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,3094 e a máxima de R$ 5,3709.

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Produção recorde não impede avanço das dívidas no campo em Mato Grosso, afirma Aprosoja

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Mato Grosso aparece no topo do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) brasileiro, com R$ 213,5 bilhões, mas a liderança não afasta a pressão financeira enfrentada por produtores rurais. O número expressa o valor movimentado pela produção dentro das propriedades, mas não indica quanto sobra depois dos custos, juros e dívidas acumuladas.

A diferença entre produção e resultado financeiro ajuda a explicar um cenário que se repete em diferentes regiões do estado: propriedades com alta produção, mas com dificuldade para manter o fluxo de caixa e cumprir compromissos assumidos em safras anteriores.

Dados do Sicor/Banco Central apontam que Mato Grosso tinha, até abril de 2026, R$ 108,03 bilhões em carteira ativa de crédito rural. Desse total, R$ 21,78 bilhões estavam classificados como saldo problemático, reunindo operações em atraso, inadimplentes, prorrogadas ou renegociadas.

O volume inclui R$ 2,20 bilhões em operações em atraso, R$ 5,25 bilhões inadimplentes, R$ 2,58 bilhões prorrogados e R$ 11,76 bilhões renegociados.

O que o VBP não mostra

O VBP brasileiro chegou a R$ 1,4 trilhão em maio de 2026, conforme dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Mato Grosso respondeu por 15% desse valor, mantendo a liderança nacional.

O indicador é calculado com base no volume produzido e nos preços recebidos pelos produtores. Por isso, revela a dimensão econômica da atividade, mas não mede rentabilidade, capitalização ou capacidade de pagamento das propriedades.

Na prática, o VBP não desconta custos como juros, arrendamento, frete, armazenagem, tributos, investimentos, perdas climáticas ou dívidas acumuladas de safras anteriores. Ou seja, um VBP elevado, portanto, não significa que a atividade tenha gerado margem suficiente para cobrir todas essas despesas.

É nesse intervalo entre o valor bruto da produção e o que efetivamente permanece no caixa que se concentra parte da discussão sobre o endividamento rural em Mato Grosso, conforme a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja Mato Grosso). A produção segue elevada, mas o custo para mantê-la também aumentou, enquanto parte dos produtores ainda carrega compromissos financeiros de ciclos anteriores.

O diretor administrativo da Aprosoja Mato Grosso, Diego Bertuol, afirma que o acesso ao alongamento das dívidas tem sido um dos entraves.

“Mesmo com laudos técnicos, queda de preços, eventos climáticos e demonstração da capacidade de pagamento, muitos produtores encontram resistência na formalização dos alongamentos”, afirma Bertuol.

Mais custo, menos crédito

O aumento das despesas de produção é outro fator que pesa sobre a conta. Para a safra 2026/27, o custeio da soja em Mato Grosso deve chegar a R$ 4.315,29 por hectare, alta de 3,21% em relação ao ciclo anterior, conforme levantamento do Projeto Custo de Produção Agropecuário (CPA-MT), desenvolvido pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Mato Grosso (Senar-MT).

Fertilizantes e corretivos devem registrar alta de 5,40%, enquanto os defensivos agrícolas avançaram quase 11% na comparação com a safra anterior. O ponto de equilíbrio da atividade também subiu 9,13%, elevando a produtividade ou o preço necessário para que a produção se mantenha rentável.

Ao mesmo tempo, o crédito destinado à agricultura encolheu. Entre julho de 2025 e abril de 2026, as concessões para a agricultura, sem Pronaf e sem considerar CPR, caíram de R$ 258,2 bilhões para R$ 229,4 bilhões no país, redução aproximada de 11%.

A queda foi registrada justamente nas linhas mais ligadas ao funcionamento das propriedades. O custeio recuou 12%, o investimento caiu 25% e a comercialização teve redução de 20%. Juntas, as três modalidades tiveram diminuição de R$ 40,6 bilhões no período.

Bertuol observa que o volume anunciado no Plano Safra não corresponde, necessariamente, ao dinheiro que chega à produção. “O volume anunciado no Plano Safra 2025/2026 não reflete, necessariamente, o crédito que chega ao produtor”.

Dependência de recursos privados

Na soja, principal cultura de Mato Grosso, o financiamento da safra 2025/26 mostra uma participação maior de recursos privados. O sistema financeiro responde por 35,4% do funding, seguido pelas multinacionais, com 30,7%.

Os recursos próprios dos produtores representam 23,5% do financiamento. Já os bancos que operam recursos federais respondem por 5,1%, participação inferior à das revendas, que representam 5,3%.

Os dados indicam que o crédito rural oficial não acompanha, na mesma proporção, a necessidade de financiamento da produção. Com isso, frisa a Aprosoja Mato Grosso, produtores estão cada vez mais recorrendo ao sistema financeiro, às empresas que comercializam insumos e aos próprios recursos para sustentar o custeio.

O presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, avalia que a discussão precisa considerar o desequilíbrio entre custo, crédito, risco e receita. “A dificuldade está no desequilíbrio econômico da atividade: produzir custa cada vez mais, o crédito pesa no fluxo de caixa, os riscos climáticos aumentam e os preços recebidos nem sempre acompanham a elevação das despesas”.

Para ele, a reorganização das dívidas é necessária para preservar a capacidade de produção. “Medidas como o PL 5.122/2023 precisam avançar porque atacam o endividamento rural de forma estruturante. A proposta não pode ser tratada como simples custo fiscal. Ela reorganiza dívidas, viabiliza crédito e recompõe a capacidade de pagamento. Sem isso, ficam em risco a produção, a segurança alimentar e a sustentabilidade econômica da atividade rural”, pontua Beber.


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Colheita de café da Cooxupé avança para 20,1% até 19 de junho

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A colheita de café na área de atuação da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) chegou a 20,1% até a quinta-feira (19), segundo levantamento divulgado pela cooperativa. Uma semana antes, o índice estava em 15,8%. A Cooxupé atua em mais de 370 municípios das regiões do Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e Média Mogiana do estado de São Paulo.

Os dados mostram avanço de 4,3 pontos porcentuais no intervalo de uma semana, em um acompanhamento que a cooperativa realiza durante a safra. A Cooxupé reúne mais de 22 mil cafeicultores e monitora semanalmente o andamento da colheita em sua área de atuação.

No recorte regional, as Matas de Minas registravam o maior percentual colhido até 19 de junho, com 25%. Em seguida apareciam o Sul de Minas, com 24,5%, e São Paulo, com 23,9%. O Cerrado Mineiro tinha o menor índice entre as áreas acompanhadas, com 11,7%.

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Na comparação com o levantamento anterior, o avanço mais intenso ocorreu no Sul de Minas, com alta de 5,4 pontos porcentuais. Nas Matas de Minas, os trabalhos avançaram 5 pontos. No Cerrado Mineiro, a evolução foi de 3,2 pontos, enquanto em São Paulo o crescimento foi de 2,4 pontos.

O levantamento acompanha o ritmo da safra em uma das principais bases de produção cafeeira atendidas pela cooperativa. Os números indicam estágios diferentes entre as regiões monitoradas, com Matas de Minas, Sul de Minas e São Paulo mais adiantados do que o Cerrado Mineiro neste momento da colheita.

Até 19 de junho, a colheita de café na área acompanhada pela Cooxupé somava 20,1%, com maior avanço relativo no Sul de Minas e maior percentual colhido nas Matas de Minas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Exportações podem atingir novo recorde em junho MT

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Mesmo durante a entressafra, a ampla disponibilidade de algodão em pluma no Brasil e a necessidade de escoamento do excedente produtivo vêm mantendo intenso o ritmo de exportações.

De acordo com pesquisadores do Cepea, durante as últimas safras, o País consolidou sua capacidade de abastecer o mercado internacional de forma contínua ao longo do ano, diferentemente do padrão observado anteriormente, quando os embarques se concentravam no segundo semestre. Como resultado, as exportações brasileiras passaram a apresentar maior regularidade, alcançando recordes mensais inclusive em meses tradicionalmente marcados pela menor disponibilidade da pluma.

Segundo dados da Secex, os embarques brasileiros de algodão em pluma somaram 146,8 mil toneladas nos 14 primeiros dias úteis de junho/26. Embora esse volume ainda esteja 49,6% abaixo do registrado em maio/26, já supera em 10,6% o total embarcado em todo o mês de junho/25. A média diária atingiu 10,49 mil toneladas, expressivos 57,9% acima das 6,64 mil toneladas observadas no mesmo período do ano passado.

Se mantido o ritmo atual, as exportações podem alcançar cerca de 220 mil toneladas em junho, um novo recorde para o mês e superando com folga as 160,4 mil toneladas registradas em junho de 2024, até então o maior volume da série histórica da Secex para esse período.

Fonte: Cepea

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