Sustentabilidade
Mercado brasileiro de soja deve iniciar semana com pouca movimentação – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja deve ter uma baixa movimentação nos negócios nesta segunda-feira. Os dois formadores de preços seguem caminhos distintos, o que tende a reduzir o interesse dos compradores. Em Chicago, a Bolsa de Mercadorias acumula fortes perdas em meio à estagnação das negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Já o dólar comercial abriu em alta, movimento que pode estimular a retomada das vendas internas.
Na sexta-feira (19), o mercado brasileiro de soja seguiu travado, com pouca oferta e compradores tirando o pé. Segundo Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, algumas tradings até ficaram de fora diante da queda firme da soja em Chicago. “No geral, houve pouca oferta. O vendedor até cedeu um pouco nas pedidas, mas nada que animasse o mercado”, avaliou.
Ele acrescentou que os prêmios ajudaram quase nada, enquanto a Bolsa recuou de forma consistente. O plantio no Brasil começa a entrar em pauta, e encerra uma semana fraca de comercialização. “Todo mundo está de olho se a China vai ou não aparecer comprando nos EUA em outubro”, concluiu.
No mercado físico: a saca de 60 quilos caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00 em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), houve recuo de R$ 134,50 para R$ 133,50. Em Rondonópolis (MT), o preço baixou de R$ 127,00 para R$ 126,00. Em Dourados (MS), a cotação caiu de R$ 125,00 para R$ 124,50.
No porto de Paranaguá (PR), o valor recuou de R$ 138,00 para R$ 137,00. No porto de Rio Grande (RS), caiu de R$ 139,00 para R$ 137,00. Já em Santos (SP) e São Francisco do Sul (SC), a cotação ficou em R$ 139,00.
CHICAGO
* A Bolsa de Mercadorias de Chicago tem forte baixa de 1,38% no contrato novembro/25 do grão, cotado a 10,11 1/4 centavos de dólar por bushel.
* O mercado mantém a trajetória negativa do último pregão, alcançando o menor patamar em seis semanas. A pressão sobre a oleaginosa decorre da ligação da semana passada entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, que não trouxe avanços em relação ao comércio agrícola.
* Maior importadora mundial da oleaginosa, a China ainda não comprou volumes da safra norte-americana atual, optando pelo abastecimento vindo da América do Sul. Nos EUA, a colheita já começou no Meio-Oeste, onde temperaturas acima da média nesta semana estão acelerando a maturação das lavouras, segundo boletim meteorológico diário do Departamento de Agricultura (USDA).
CÂMBIO
* O dólar comercial registra alta de 0,35%, a R$ 5,3395. O Dollar Index registra perdas de 0,15%, a 97.492 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas da Ásia encerram com ganhos. Xangai, +0,22%. Tóquio, +0,99%.
* As bolsas da Europa operam mistas. Frankfurt, -0,53%. Londres, +0,15%.
* O petróleo tem preços mais baixos. Novembro do WTI em NY: US$ 61,86 o barril (-0,86%).
AGENDA
—–Segunda-feira (22/09)
– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 12h.
– O Ministério do Desenvolvimento, da Indústria, do Comércio e Serviços divulga, às 15h, os dados preliminares referentes a setembro.
– Relatório de condições das lavouras nos Estados Unidos – USDA, 17h.
—-Terça-feira (23/09)
– O BC divulga, às 8h, a ata da última reunião do Copom.
– Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.
—–Quarta-feira (24/09)
– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30 pelo Departamento de Energia (DoE).
– Japão: A ata da reunião de política monetária dos dias 30 e 31 de julho será publicada às 20h50 pelo BOJ.
—–Quinta-feira (25/09)
– O BC divulga, às 8h, o Relatório de Política Monetária referente ao 3º trimestre.
– O IBGE divulga, às 9h, o IPCA-15 referente a setembro.
– EUA: A terceira leitura do PIB do segundo semestre será publicada às 9h30 pelo Departamento do Comércio.
– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30.
– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
—–Sexta-feira (26/09)
– EUA: O índice PCE, que mede os gastos individuais, bem como os dados sobre a renda e gastos pessoais de agosto, será publicado às 9h30 pelo Departamento do Comércio.
– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.
Fonte/Autor/FRitiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
Sustentabilidade
Projeto ensina receitas com bebida de soja para comunidades do MT

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), realizou no dia 12 de março a primeira edição da Cozinha Experimental do Programa Agrosolidário. A estreia reuniu voluntários do Projeto Banco de Leite e da Pastoral da Criança da Diocese de Diamantino, que receberam a bebida de soja para um momento de aprendizado, troca de experiências e o preparo de diversas receitas. O evento de cozinha experimental ocorreu no núcleo de Nova Mutum.
A atividade teve o intuito mostrar as diferentes formas de utilizar a bebida de soja no dia a dia e instruir sobre o potencial nutritivo da oleaginosa. A ideia é que as famílias que participaram do preparo com orientação, possam levar para dentro de casa o aprendizado e espalhar para outras pessoas da comunidade.
Para a delegada coordenadora do núcleo da Aprosoja MT, Daiana Costa Beber, a iniciativa tem importância no lado social e de defesa dos produtores da soja. “Além de atuar na defesa dos produtores de soja e milho, a entidade também tem esse braço social próximo das comunidades.”.
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Além disso, Daiana também comentou a relevância desses ensinamentos para a nutrição das crianças nas comunidades, visto que juntos, os projetos voluntários que participaram, hoje atendem cerca de 1.300 crianças.
O evento também contou com a nutricionista Jaqueline Oliveira, que apresentou quatro receitas diferentes com a bebida: pão de queijo de frigideira, almôndega saborizada com maracujá, pudim de chocolate e massa ao molho branco. A profissional destacou a função da soja na alimentação diária do brasileiro, já que o alimento é rico em nutrientes importantes para o corpo.
Por parte das instituições, a cozinha experimental fortaleceu o trabalho que é realizado junto às comunidades. “É de extrema importância ter esse tipo de capacitação, porque lidamos diretamente com as famílias e com as crianças. Muitas vezes há restrições alimentares ou dificuldades na alimentação, e com esse conhecimento conseguimos orientar melhor e levar essas informações para as famílias”, destacou a líder da Pastoral da Criança, Thais Nicknig.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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Sustentabilidade
Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.
“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.
O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.
Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.
Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.
Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.
De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.
O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.
Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.
A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.
Fonte: Agência Safras
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