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Sustentabilidade

Análise semanal do mercado da soja – MAIS SOJA

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Na esteira do anúncio do relatório de oferta e demanda do USDA, no dia 12/09, o mercado da soja assumiu uma postura mais altista, embora o relatório e os fundamentos deste mercado sejam baixistas. Assim, o fechamento desta quinta-feira  (18), para o primeiro mês cotado (agora novembro), ficou em US$ 10,37/bushel, contra US$ 10,15 uma semana antes.

Dito isso, o relatório aumentou a estimativa de colheita nos EUA para 117,1 milhões de toneladas para a safra 2025/26, contra 116,8 milhões em agosto. Os estoques finais estadunidenses somam, agora, 8,2 milhões, contra 7,9 milhões de toneladas em agosto. A produção mundial de soja passou a 425,9 milhões de toneladas, contra 426,4 milhões, enquanto os estoques finais mundiais fechariam este novo ano comercial em 124 milhões de toneladas, contra 124,9 milhões em agosto. A produção brasileira seria de 175 milhões e a da Argentina de 48,5 milhões de toneladas, enquanto as importações chinesas foram mantidas em 112 milhões de toneladas. Diante disso, o preço médio ao produtor de soja estadunidense, em 2025/26, foi reduzido em 10 centavos de dólar, ficando agora em US$ 10,00/bushel.

Enquanto isso, no dia 14/09, 5% da área de soja nos EUA havia sido colhida, contra 3% na média para esta época. Das lavouras ainda a colher, 63% estavam em boas ou excelentes condições, contra 64% da semana anterior, sendo que 41% das lavouras registravam queda das folhas.

E no Brasil, apesar de Chicago um pouco mais forte e dos prêmios ainda firmes, a nova valorização do Real frente ao dólar, com nossa moeda passando a R$ 5,30/dólar e até menos em alguns momentos da semana, os preços se reacomodaram. No Rio Grande do Sul, apesar de a média ter subido para R$ 126,09/saco na semana, as principais praças locais registraram R$ 123,00. E no restante do país os valores da oleaginosa oscilaram entre R$ 119,00 e R$ 126,00/saco.

Em paralelo, o plantio da nova safra de soja brasileira teria atingido, até o dia 11/09, a 0,12% da área esperada para todo o país (cf. AgRural). No Paraná, a mesma teria atingido a 3% do total esperado em 16/09 (cf. Deral). Para comparação, em 2024 o plantio havia atingido 1% da área na mesma época, enquanto em 2023 e 2022 o índice era de 6% em meados de setembro. A área plantada com soja do Paraná está estimada em cerca de 5,8 milhões de hectares, com aumento de 1% na comparação com o ano anterior.

E no Mato Grosso do Sul, com o fim do vazio sanitário em 15/09, o plantio da soja  também iniciou. Espera-se uma área total de 4,79 milhões de hectares, com aumento de 5,9% sobre o ano anterior. Em clima normal, a produção deverá atingir a 15,2 milhões de toneladas, ganhando 8,1% sobre o ano anterior. Já a produtividade média projetada é de 52,8 sacos/hectare, com crescimento de 2% sobre o ano anterior (cf. Aprosoja/MS).

Além do clima, os altos custos de produção preocupam os produtores locais. “Comparando com julho de 2024, observa-se alta expressiva em diversos fertilizantes: o MAP subiu 43%, o MAP Purificado 44%, a ureia 25% e o cloreto de potássio (KCL) 23%. Até mesmo insumos de uso complementar, como o Starter  Manganês Platinum (+39%) e o Nitrato de Potássio (+16%), tiveram valorização relevante”

Por sua vez, um estudo da Serasa Experian indica que a soja responde por cerca de 30% do custeio total do agronegócio brasileiro e vem vivendo, nos últimos anos, um cenário de forte oscilação de receitas, custos e margens. A partir de dados dos últimos cinco anos em diversos municípios brasileiros o estudo criou quatro categorias de análise para entender o impacto nas margens:

-produtores com terras próprias e sem necessidade de custeio; produtores com terras próprias e 100% de custeio financiado;

– produtores arrendatários e sem necessidade de custeio; produtores arrendatários e 100% de custeio financiado.

Como resultado tem-se que “nas últimas cinco safras, o ciclo 2021/22 marcou o auge de rentabilidade para o produtor, com receita média de R$ 8.465,03 por hectare, impulsionada pelo preço da saca acima de R$ 150,00 e, em alguns casos, ultrapassando R$ 175,00. Porém, a produtividade caiu 7% devido a condições climáticas adversas. Nos anos seguintes, a realidade mudou: em 2023/24, a receita por hectare caiu 15% em relação ao pico registrado em 2021/22, chegando a R$ 6.922,12, acompanhada de queda de 3% na produtividade. Os custos também pesaram. Fertilizantes e defensivos subiram fortemente entre 2021 e 2022, pressionados pela pandemia e pela guerra na Ucrânia. O custo por hectare atingiu o pico em 2022/23, com R$ 5.713,62 para produtores com terras próprias e R$ 7.505,49 para arrendatários. Mesmo com uma leve queda posterior, os patamares seguem elevados. Esse descompasso impactou diretamente a rentabilidade. No caso do produtor proprietário, a margem média que era de 48,6% em 2020/21 caiu para 29,6% em 2022/23, e recuperou um pouco para 35,7% em 2024/25. Para o arrendatário, a situação foi mais crítica: de 27,2% em 2020/21 para apenas 7,3% em 2023/24, com recuperação parcial para 14,8% em 2024/25. Cenários com financiamento total dos custos no mercado de crédito ampliam ainda mais essa pressão, reduzindo as margens a níveis mínimos”. Assim, cada vez mais o produtor precisa de um excelente gerenciamento de sua propriedade em geral e das lavouras em específico. Isso passa pela produção, comercialização da mesma, gestão de custos e visão empresarial.

Por sua vez, no Brasil identifica-se que a participação do óleo de soja, na margem de lucro da indústria de esmagamento, praticamente se igualou à do farelo nesta semana, atingindo um patamar recorde que reflete o avanço da demanda do setor de biodiesel.

A parte do óleo na margem da indústria aumentou para 49%, enquanto a do farelo passou a 51%, no dia 11/09, após o Brasil ter elevado em agosto a mistura de biodiesel no diesel a 15% no país. Lembrando que cerca de 80% do biocombustível foi feito a partir de óleo de soja, segundo dados de julho da reguladora ANP. “A título de comparação, a participação média do farelo na margem de lucro das indústrias no ano passado foi 62,2%, enquanto a do óleo foi de 37,8%, considerando-se como base os preços da soja em grão, do óleo e do farelo no Estado de São Paulo. O valor do óleo de soja, posto na região de São Paulo, com 12% de ICMS, avançou 3,4% entre 4 e 11 de setembro, atingindo a R$ 7.531,65/tonelada no dia 11/09, o maior patamar nominal desde 18 de novembro de 2024. No período, a chamada margem de esmagamento subiu 8,3%, chegando a R$ 495,70/tonelada. O retorno financeiro da indústria, em relação ao custo da soja, avançou para 23,9% no dia 11/09 (cf. Cepea).

Em tal contexto, espera-se que o Brasil esmague um recorde de 58,5 milhões de toneladas de soja em 2025. Esse volume seria 5% acima do registrado em 2024. E isso se deve ao impulso dado pelo biodiesel. Daí a pressão das indústrias do setor para aumentar a mistura do biodiesel ao diesel de petróleo. Com o aumento na perspectiva de processamento, o estoque final total de soja foi ajustado para 4,4 milhões de toneladas, com queda de 5,4% frente à estimativa anterior, mas ainda acima das 4,1 milhões do ano passado. Por outro lado, a produção de farelo de soja foi elevada para 45,1 milhões de toneladas, com exportações projetadas em 23,6 milhões de toneladas e consumo interno em 19,5 milhões de toneladas. Já a produção de óleo de soja foi elevada para 11,7 milhões de toneladas, com exportações de 1,35 milhão de toneladas e consumo interno de 10,5 milhões de toneladas (cf. Abiove).

 

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

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Autor:CEEMA UNIJUÍ – Prof. Dr. Argemiro Luís Brum

Site: CEEMA UNIJUÍ

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Projeto ensina receitas com bebida de soja para comunidades do MT

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Foto: Mateus Dias / Aprosoja MT

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), realizou no dia 12 de março a primeira edição da Cozinha Experimental do Programa Agrosolidário. A estreia reuniu voluntários do Projeto Banco de Leite e da Pastoral da Criança da Diocese de Diamantino, que receberam a bebida de soja para um momento de aprendizado, troca de experiências e o preparo de diversas receitas. O evento de cozinha experimental ocorreu no núcleo de Nova Mutum.

A atividade teve o intuito mostrar as diferentes formas de utilizar a bebida de soja no dia a dia e instruir sobre o potencial nutritivo da oleaginosa. A ideia é que as famílias que participaram do preparo com orientação, possam levar para dentro de casa o aprendizado e espalhar para outras pessoas da comunidade.

Para a delegada coordenadora do núcleo da Aprosoja MT, Daiana Costa Beber, a iniciativa tem importância no lado social e de defesa dos produtores da soja. “Além de atuar na defesa dos produtores de soja e milho, a entidade também tem esse braço social próximo das comunidades.”.

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Além disso, Daiana também comentou a relevância desses ensinamentos para a nutrição das crianças nas comunidades, visto que juntos, os projetos voluntários que participaram, hoje atendem cerca de 1.300 crianças.

O evento também contou com a nutricionista Jaqueline Oliveira, que apresentou quatro receitas diferentes com a bebida: pão de queijo de frigideira, almôndega saborizada com maracujá, pudim de chocolate e massa ao molho branco. A profissional destacou a função da soja na alimentação diária do brasileiro, já que o alimento é rico em nutrientes importantes para o corpo.

Por parte das instituições, a cozinha experimental fortaleceu o trabalho que é realizado junto às comunidades. “É de extrema importância ter esse tipo de capacitação, porque lidamos diretamente com as famílias e com as crianças. Muitas vezes há restrições alimentares ou dificuldades na alimentação, e com esse conhecimento conseguimos orientar melhor e levar essas informações para as famílias”, destacou a líder da Pastoral da Criança, Thais Nicknig.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.

“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.

O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.

Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.

Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.

Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.

Fonte: Agência Safras



FONTE

Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.

De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.

O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.

Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.

A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.

Fonte: Agência Safras



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