Sustentabilidade
Programa da Aprosoja MT atesta qualidade de sementes e promove segurança ao produtor – MAIS SOJA

Garantir que o produtor rural inicie sua safra com sementes de qualidade é o principal objetivo do programa Semente Forte, da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT). Criado em 2017, o programa realiza coletas de sementes e análises em laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), visando assegurar que os lotes adquiridos por seus associados estejam dentro dos padrões estabelecidos pela legislação.
As sementes são a base de toda a produção agrícola. Taxas de germinação, vigor e sanidade influenciam diretamente no desempenho das lavouras. Por isso, o acompanhamento técnico da Aprosoja MT tem se mostrado uma ferramenta essencial para os associados. Conforme o vice-presidente Oeste e vice-coordenador da Comissão de Defesa Agrícola da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, o objetivo da entidade é proporcionar mais segurança aos associados.
“Hoje nós temos um valor agregado muito alto na semente e se você não tem uma garantia de que essa semente tem qualidade, que vai nascer com vigor excelente, com certeza vai trazer prejuízo lá na frente. Quando você tem um número menor ou maior de plantas por hectare, isso acaba afetando a produtividade. No momento em que a entidade realiza a coleta e análise dos lotes de sementes em laboratório credenciado, isso traz maior segurança ao produtor, pois, as empresas sabem que lá no campo a qualidade está sendo monitorada por alguém”, afirma.
Os produtores que entram em contato com o Canal do Produtor e solicitam a abertura de uma Ordem de Serviço (O.S.), que são atendidas pelo supervisor de campo responsável pelo núcleo onde o produtor associado possui propriedade. A atuação dos supervisores da entidade como amostradores oficiais, certificados pelo Ministério da Agricultura, garante confiabilidade no processo. A coleta é realizada de forma padronizada e a análise é feita em laboratórios credenciados. Os resultados permitem que os produtores tomem decisões mais precisas sobre a densidade da semeadura.
O delegado do núcleo de Sorriso, Edgard Gomes Silva, conta que já recebeu sementes que não estavam dentro dos padrões exigidos. Através da coleta de amostragem pelo programa ele pôde fazer o ajuste da população de sementes para estabelecer a densidade de plantas desejada. “A gente sabe que se começar errado, vai terminar errado. Se fizer o estabelecimento de estande de uma forma que não atenda a necessidade da cultura, gasta dinheiro e ainda corre o risco dessa soja acamar, o milho não entregar a performance almejada e também tem o risco de ter redução de produção e ter invasão de plantas daninhas. Por isso, é muito importante ter a entidade sempre apoiando o agricultor a ter as melhores escolhas, atestando a qualidade, seja da semente ou do fertilizante. Isso dá muita segurança e faz com que nós, agricultores, possamos entrar num cultivo com maior confiança”, ressalta.
A avaliação correta das sementes impacta não apenas na produtividade e rentabilidade, mas também na sustentabilidade da agricultura. Sementes de boa qualidade contribuem para maior resistência a doenças, melhor adaptação às condições climáticas e maior eficiência no uso de insumos, reduzindo o desperdício. Para o delegado coordenador do núcleo de Nova Xavantina, Bruno Tolotti, o programa é indispensável para a boa gestão da produção. “Devido ao alto valor de investimento, é de fundamental importância ter garantia e confiança de que a gente está colocando no solo uma semente de qualidade, que é o que vai viabilizar a produção e dar o resultado final. Na nossa região os lotes de sementes costumam vir bem em cima da hora, temos uma janela de plantio um pouco mais curta, mas ter essa opção que a entidade vai até a propriedade coletar amostras e fazer a análise em laboratório, tanto da semente quanto do adubo, faz toda a diferença”, conta.
Além da análise de qualidade, a entidade orienta os produtores sobre a importância de verificar a integridade das embalagens e a presença de documentos obrigatórios, como a Nota Fiscal, o Boletim Oficial de Análise e o Certificado ou Termo de Conformidade. Por meio do programa Semente Forte, a Aprosoja Mato Grosso reforça seu compromisso com a qualidade, transparência, apoio e defesa do produtor rural, promovendo uma agricultura mais eficiente e segura.
Fonte: Aprosoja MT
Sustentabilidade
Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.
De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.
O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.
Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.
A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.
“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.
No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.
“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.
No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.
Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.
Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.
“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.
Fonte: Agência Safras
Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Valor Bruto da Produção Agropecuária deve atingir R$ 1,39 tri em 2026 – MAIS SOJA

O Valor Bruto da Produção (VBP), que mede o faturamento da agropecuária, deve atingir R$ 1,39 trilhão, queda de 4,8% em relação a 2025, segundo projeção da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Esse resultado reflete a combinação da redução dos preços reais e, em menor medida, de variações na produção.
Para a agricultura, o faturamento estimado para 2026 é de R$ 903,5 bilhões, redução de 5,9% na comparação com 2025. A soja, que tem maior participação no VBP agrícola, deve ter queda de apenas 0,5% no VBP, mesmo com aumento da produção (3,71%).
Para o milho, a previsão é de queda de 6,9% no VBP, devido à redução dos preços (-4,9%) e da produção (-2,05%). Já a cana-de-açúcar deve registrar diminuição de 5,6% no faturamento, em razão da queda nos preços (-5,2%), apesar da leve alta na produção (0,37%).
Por outro lado, o café arábica terá desempenho positivo, com crescimento de 10,4% no VBP, impulsionado principalmente pelo aumento expressivo da produção (23,29%), apesar da redução esperada nos preços (10,5%).
Para a pecuária, por sua vez, o VBP estimado é de R$ 485,3 bilhões, queda de 2,6% em relação a 2025. A carne bovina foi o único produto com projeção de faturamento (7,6%). Para os demais produtos do segmento, a previsão é de queda, reflexo de menores preços reais recebidos pelos produtores.
Neste contexto, as reduções de receitas projetadas são de 19,1% para o leite, 13,3% para os ovos, 10,2% para a carne suína e de 5,8% para a carne de frango.
Veja o Comunicado Técnico do VBP
Fonte: CNA
Autor:CNA
Site: CNA
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