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22 de setembro de 2026

Sustentabilidade

“Perspectivas” da Conab aponta para uma produção de grãos na safra 2025/26 de 353,8 milhões de toneladas – MAIS SOJA

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Em meio aos desafios climáticos e econômicos que se apresentam a cada nova safra, as primeiras projeções para a produção total de grãos para a safra 2025/26 apontam para uma colheita de 353,8 milhões de toneladas. Se confirmado, o volume representa um leve aumento de 1% sobre o resultado da temporada 2024/25, estimado em 350,2 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde para o setor. Os dados estão na 13ª edição da “Perspectivas para a Agropecuária 2025/2026”, publicação divulgada nesta quinta-feira (18) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Banco do Brasil (BB).

De acordo com a projeção, o resultado é influenciado pelo aumento na área cultivada, que deve sair de 81,74 milhões de hectares na última safra para 84,24 milhões de hectares no ciclo agrícola 2025/26. Já a produtividade média nacional das lavouras está projetada em 4.199 quilos por hectare na temporada 2025/26, redução de 2% se comparada com 2024/25.

“Os dados apresentados mostram a confiança dos homens e das mulheres do campo para seguir com a produção. Há investimentos disponíveis, com volume recorde de recursos e condições diferenciadas de crédito, como juros reais negativos para a produção de alimentos, a partir do Plano Safra disponibilizado pelo governo federal. Além disso, a expertise dos produtores e a utilização crescente de tecnologia refletem no bom resultado que reafirma a posição do país como um dos principais fornecedores globais de alimentos, fibras e bioenergia”, reforça o presidente da Conab, Edegar Pretto.

A Conab projeta para a soja, principal produto cultivado no país, um novo aumento na produção em 3,6%, sendo estimada em 177,67 milhões de toneladas na safra 2025/26 frente a uma colheita de 171,47 milhões de toneladas no ciclo 2024/25, influenciada pelo aumento da área semeada para o grão e pela recuperação de produtividade no Rio Grande do Sul. Caso não haja nenhum problema climático, a produção nacional deve alcançar mais um recorde produtivo, reforçando a posição do Brasil como maior produtor mundial de soja. A demanda global pela oleaginosa continua em expansão, impulsionada pelo aumento do esmagamento para alimentação animal e pela maior produção de biocombustíveis, tanto no Brasil quanto no exterior. Mesmo com preços internos pressionados e desafios de rentabilidade, a cultura mantém elevada liquidez e retorno atrativo aos produtores.

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Para o algodão, a boa rentabilidade e a possibilidade de venda antecipada da produção têm levado os produtores a optarem pela cultura ou a ampliarem suas áreas. Neste cenário, a expectativa para a safra 2025/2026 é de um crescimento de 3,5% na área semeada, impulsionado por estados com grande potencial para o cultivo, como a Bahia, Piauí, Minas Gerais e Tocantins. Mesmo diante de uma projeção de uma produtividade da fibra em pluma de 1,89 toneladas por hectare, a produção deverá crescer 0,7%, alcançando o recorde de 4,09 milhões de toneladas.

No caso do milho, as projeções para a safra 2025/26 indicam aumento de área cultivada tanto na primeira quanto na segunda safra do cereal em relação ao registrado no ciclo 2024/25. Esse movimento é sustentado pela expectativa de aumento no consumo interno, impulsionado principalmente pelo aumento da demanda do grão para produção de etanol, bem como pela perspectiva de maior demanda externa, diante de um possível redirecionamento das compras asiáticas do milho norte-americano para o milho sul-americano, em resposta ao aumento de tarifas impostas por importantes países importadores na Ásia. Mesmo com a expectativa de uma maior área semeada total para o grão, a produção do cereal somada as três safras, é prevista em 138,3 milhões de toneladas, leve redução de 1% à colheita registrada em 2024/25 diante de uma perspectiva de queda na produtividade média nacional nas lavouras. Essa queda de produtividade decorre do patamar excepcional registrado na safra 2024/25, beneficiada por condições climáticas amplamente favoráveis.

Já o cenário para a safra 2025/26 de arroz no Brasil se apresenta mais desafiador aos agricultores, resultado da ampliação da produção nacional e internacional em 2024/25, que gerou excedente de oferta e desvalorização do grão. Diante deste cenário, há uma tendência de retração da área cultivada nos principais estados produtores. No entanto, programas de apoio ao grande e ao pequeno produtor implementados pelo Governo Federal, como as operações de Contrato de Opção de Venda (COV), linhas de crédito com juros subsidiados e o Programa Arroz da Gente (de apoio técnico, comercial e financeiro a agricultores familiares), deverão amenizar uma queda mais acentuada da área, que sai de 1,76 milhão de hectares em 2024/25 para 1,66 milhão de hectares no ciclo 2025/26. Também é esperada uma redução de 4,8% na produtividade média nacional, reflexo do patamar excepcional registrado na última safra de 2024/25. Apesar disso, o rendimento em campo esperado para 2025/26 ainda estará entre os maiores da série histórica. Combinando esses fatores, a produção nacional é estimada em 11,5 milhões de toneladas, o que garante o abastecimento interno.

No caso do feijão, em virtude de ser uma cultura de ciclo curto e muito responsiva a preços, a tendência é que a safra 2025/26 se estabeleça próxima da estabilidade. Somadas as 3 safras da leguminosa, a Conab prevê uma área semeada de 2,7 milhões de hectares e uma produtividade média nacional de 1.141 quilos por hectares. Com isso, a produção fica próxima a 3,1 milhões de toneladas na safra 2025/26 e assegura o consumo previsto no país.

Outras informações sobre o panorama dos principais grãos cultivados no país estão disponíveis na publicação da Perspectivas para a Agropecuária na Safra 2025/26. O documento também traz a projeção de produção e de mercado para carnes bovinas, suínas e aves em 2026, além de artigo elaborado pelo Banco do Brasil sobre a importância do crédito rural como fomentador de uma agricultura que visa ao desenvolvimento dos negócios por meio de ações ambientais, sociais e de governança.

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Fonte: CONAB

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Posicionamento de fungicidas multissítios de forma associada a sítio específicos contribui para o controle de doenças – MAIS SOJA

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O uso de fungicidas multissítios constitui uma das principais e mais importantes estratégias de manejo para a resistência de fungos a fungicidas. Por atuarem em diferentes pontos metabólicos do fungo, os fungicidas multissítios representam um baixo risco de resistência.

Entretanto, esses fungicidas apresentam algumas limitações. Por agirem em diferentes pontos metabólicos, os fungicidas multissítios não podem penetrar na planta, pois podem assumir uma papel fitotóxico. Nesse contexto, os fungicidas multissítios devem ser pulverizados nas partes suscetíveis do hospedeiro com objetivo de formar uma camada protetora e impedir o desenvolvimento de infecções fúngicas (Godoy et al., 2022).

Figura 1. Alguns locais de ação de fungicidas na célula do fungo.

Sendo assim, a eficácia desses produtos esta muito condicionada ao momento de aplicação e a interferência de fatores ambientais e climáticos, como a ocorrência de chuvas por exemplo. Sobretudo, mesmo com algumas limitações, esse grupo de fungicidas apresenta benefícios indiscutíveis, que vão além da contribuição no manejo da resistência de doenças a fungicidas.

Quando posicionados de forma estratégica, os fungicidas multissítios se tornam excelentes aliados no controle de doenças complexas como a ferrugem-asiática da soja. Ensaios cooperativos realizados pela Embrapa na safra 2024/2025 demonstram que a associação de fungicidas multissítios como o clorotalonil com fungicidas como piraclostrobina + tebuconazol aumentou em 63% o controle da doença, enquanto a adição de mancozebe ao fungicida protioconazol + picoxistrobina proporcionou um incremento no controle da ferrugem de 60% para 76% (Godoy et al., 2025).

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Esses resultados reforçam a importância do posicionamento dos fungicidas multissítios de forma associada a fungicidas sítio específicos no manejo e controle de doenças preocupantes da soja. Além do aumento no controle das doenças, conforme observado por Cerezolli et al. (2018), a utilização de fungicidas multissítios como Clorotalonil, Oxicloreto de cobre e Mancozeb contribui de forma benéfica para atrasar e evolução da ferrugem-asiática da soja, e portanto, devem ser utilizados de forma proativa no manejo fitossanitário da soja, especialmente em anos cujas condições climáticas e ambientais são mais favoráveis a evolução das doenças.


Veja mais: Apenas fungicidas multissítios são protetores?


Referências:

GODOY, C. V. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA FERRUGEM-ASIÁTICA DA SOJA, Phakopsora pachyrhizi, NA SAFRA 2024/2025: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica n. 219, 2025. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1177349/1/Circ-Tec-219.pdf >, acesso em: 22/09/2026.

GODOY, C. V. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS MULTISSÍTIOS E PRODUTO BIOLÓGICO NO CONTROLE DA FERRUGEM-ASIÁTICA DA SOJA, Phakopsora Pachyrhizi, NA SAFRA 2021/2022: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS EXPERIMENTOS COOPERATIVOS. Embrapa, Circular Técnica, n. 185, 2022. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/doc/1145703/1/Circ-Tec-185.pdf >, acesso em: 22/09/2026.

CEREZOLLI, L. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS MULTISITIOS UTILIZADOS NA CULTURA DA SOJA VISANDO O CONTROLE DA FERRUGEM ASIÁTICA. Anuário Pesquisa e Extensão UNOESC, São Miguel do Oeste, 2018. Disponível em: < file:///C:/Users/Cliente/Documents/Documentos/+%20SOJA/2021/1.%20TEXTOS/3.%20MAR/29.%20TEXTO%20-/artigo%20v%C3%ADvian.pdf >, acesso em: 22/09/2026.

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Sustentabilidade

Podridão-radicular é apenas um dos problemas: El Niño coloca lavouras em alerta; saiba como se proteger

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Imagem gerada por IA

A soja brasileira inicia a safra 2026/27 diante de um cenário climático que pode exigir estratégias fitossanitárias diferentes entre as regiões produtoras. Com previsão de maior intensidade do El Niño entre outubro e dezembro de 2026 e possibilidade de permanência do fenômeno até abril de 2027, o comportamento das chuvas e das temperaturas deve influenciar o estabelecimento das lavouras e as condições para o manejo de doenças, plantas daninhas e pragas.

No Sul, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a expectativa de precipitações acima da média entre outubro de 2026 e fevereiro de 2027 coloca o excesso de umidade entre os principais pontos de atenção. Já no Centro-Oeste e Norte, períodos de menor precipitação e temperaturas elevadas podem aumentar o risco de estresse hídrico e favorecer a pressão de determinadas pragas.

Segundo o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da Ihara, Gustavo Corsini, as diferenças regionais mostram que o planejamento não pode se limitar à expectativa de chuva.

“A escolha de cultivares adaptadas, o preparo do solo, o tratamento de sementes e a disponibilidade de ferramentas na fazenda para o manejo fitossanitário ganham importância diante de uma safra em que as janelas de aplicação podem sofrer alterações em relação ao que vinha sendo adotado”, explica.

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Sul: excesso de chuva pode ampliar doenças

Nas áreas sujeitas a maior umidade, o primeiro desafio está no estabelecimento da lavoura. Solos compactados, com drenagem deficiente ou acúmulo de água, podem favorecer doenças radiculares, como a podridão-radicular de fitoftora, e comprometer a emergência das plantas. Por isso, o tratamento de sementes e a escolha de materiais adaptados às condições locais devem fazer parte das decisões anteriores à semeadura.

Em anos chuvosos, o monitoramento também precisa considerar o período de molhamento foliar prolongado e temperaturas amenas, que favorecem o desenvolvimento de doenças como a ferrugem-asiática, uma das principais preocupações fitossanitárias nas lavouras do Sul. Nesse cenário, o manejo precisa ser ainda mais racional, com atenção ao momento adequado para a aplicação dos fungicidas.

“O produtor precisa considerar que, em um cenário de maior umidade, a janela de aplicação pode variar. Se houver uma sequência de dias chuvosos, por exemplo de cinco dias, e o intervalo entre as aplicações estimado é de 12 dias, então pode se estender para 17 dias, comprometendo os tratos fitossanitários. Por isso, ter as tecnologias adequadas e planejar as operações passa a ser uma estratégia eficiente de manejo”, reforça Corsini.

Entre as tecnologias disponíveis para a cultura da soja estão fungicidas com formulações que combinam ação protetora e diferentes mecanismos de ação. Essas soluções são voltadas ao manejo de doenças, como a ferrugem-asiática, e também ajudam no enfrentamento do problema de resistência dos fungos. Há ainda produtos formulados para facilitar a aplicação, sem a necessidade de misturas adicionais.

Centro-Oeste e Cerrado

No Cerrado, em regiões do Centro-Oeste e Norte, a possibilidade de chuvas mais espaçadas e temperaturas elevadas pode aumentar a preocupação com períodos de menor disponibilidade hídrica. Nesse cenário, a formação de um sistema radicular bem desenvolvido é uma das estratégias para reduzir os impactos de eventuais períodos de estresse.

A presença de nematoides, a compactação do solo e a ocorrência de alumínio em níveis que limitam o desenvolvimento das raízes estão entre os fatores que podem comprometer essa etapa. Por isso, o manejo deve começar antes da semeadura, com avaliação das condições da área e adoção de medidas que favoreçam o desenvolvimento inicial da soja.

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Uma das opções para esse planejamento é o tratamento de sementes. O CERTEZA N é um fungicida para tratamento de sementes que também possui registro para o manejo de nematoides, além de controlar doenças de solo, como mofo-branco, antracnose e espécies de Fusarium. Segundo a Ihara, a tecnologia de aderência às sementes contribui para a resistência à lavagem pela chuva e para a manutenção da proteção durante o período inicial de desenvolvimento.

“Quando o produtor escolhe uma tecnologia que também auxilia no manejo de nematoides, ele amplia essa proteção sem acrescentar uma nova operação ao processo. É uma solução que agrega eficiência ao manejo integrado e contribui para preservar o potencial produtivo da cultura desde o início do ciclo”, destaca Corsini.

Plantas daninhas e pragas também exigem atenção

Além dos desafios relacionados às doenças, o cenário climático pode favorecer a ocorrência de plantas daninhas. No Centro-Oeste, a possibilidade de períodos de menor umidade reforça a importância do controle das invasoras desde o início do ciclo, evitando a competição por água e nutrientes justamente durante o desenvolvimento inicial da soja. O inverno chuvoso também favoreceu a presença de plantas daninhas em algumas áreas, aumentando a necessidade de atenção neste início de setembro.

Entre as espécies que exigem atenção estão o capim-pé-de-galinha e o caruru, cuja presença tem aumentado em áreas produtoras. Para auxiliar nesse manejo, o produtor pode recorrer a herbicidas seletivos de pré-emergência, com efeito residual. Esses produtos atuam antes da emergência das plantas daninhas e ajudam a manter a lavoura protegida durante uma fase importante do desenvolvimento da soja.

Ensaios conduzidos por instituições de ensino e pesquisa registraram índices superiores a 90% de controle sobre caruru e capim-pé-de-galinha, em comparação aos tratamentos padrão de pré-emergência. O produto também apresenta seletividade para a cultura, com resultados que não observaram sintomas de fitotoxicidade ou impactos sobre a produtividade da safra ou da sucessão.

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O manejo de pragas também deve ser considerado. Em condições de menor umidade e temperaturas mais elevadas, a redução da atuação de fungos entomopatogênicos e a aceleração do ciclo de desenvolvimento dos insetos podem favorecer o aumento da pressão de pragas.

“No ano passado, em condições climáticas consideradas normais, houve um incremento de 50% a mais no manejo de mosca-branca. Para o atual cenário, os agricultores devem ficar cientes de que não apenas a mosca-branca, mas outras pragas, podem aumentar consideravelmente nesse ciclo, como percevejos e lagartas”, enfatiza Gustavo.

Por isso, o monitoramento frequente e a adoção de estratégias de manejo integrado são fundamentais para identificar a necessidade de controle e evitar que as infestações avancem.

Planejamento deve considerar clima, operação e mercado

Diante de um cenário climático que pode ampliar as diferenças entre as regiões produtoras, o planejamento da safra 2026/27 deve considerar não apenas o potencial produtivo, mas também a capacidade de realizar as operações no momento adequado. No Sul, isso significa estar preparado para períodos de chuva que podem dificultar a entrada de máquinas e o cumprimento das aplicações. No Centro-Oeste e Norte, o foco está na formação da lavoura e na redução dos estresses iniciais que podem comprometer o desenvolvimento das plantas.

Para Corsini, a adaptação às condições de cada região será determinante. “O agricultor brasileiro é resiliente e consegue se planejar de forma eficaz. Mas, diante de um cenário de maior variabilidade climática, é importante que ele tenha as ferramentas corretas disponíveis no momento certo, porque a janela de aplicação pode ser diferente da habitual e a tomada de decisão precisa ser mais rápida”, conclui.

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TRIGO/CEPEA: Em meio a incertezas quanto à safra, cotações seguem em alta – MAIS SOJA

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Os preços do trigo continuam subindo no Brasil, em um cenário de incertezas sobre a safra de 2026, principalmente quanto à qualidade dos grãos, ao rendimento e ao volume a ser produzido.

De acordo com o Cepea, o clima desfavorável ao longo do ciclo, marcado pelo excesso de chuvas, pelo aumento da umidade do solo e pela ocorrência de doenças em diversas regiões, tem comprometido o desenvolvimento das lavouras e, em algumas localidades, tem resultado em qualidade inferior à esperada.

Segundo pesquisadores do Cepea, triticultores já haviam se mostrado desestimulados a investir na cultura na safra de 2026, o que resultou em redução tanto da área cultivada quanto da produção. Com o avanço da colheita, os efeitos das condições climáticas sobre as lavouras vêm reforçando as incertezas, com relatos de redução do PH, da força do glúten e do Falling Number (teste que mede a qualidade do trigo para a farinha de panificação).

No Paraná e em São Paulo, colaboradores do Cepea já relatam presença de trigo dos tipos 2 e 3 nos lotes colhidos, e menor disponibilidade do tipo 1, o que pode, consequentemente, aumentar a dependência de importações para atender ao consumo doméstico.

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Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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