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5 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Mercado da soja em MT mira exportações e se prepara para novo ciclo

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Movimento reflete estratégia dos produtores diante do mercado, com preços em alta e foco na próxima temporada.

soja em Mato Grosso, principal cultura agrícola do estado e base da produção nacional, segue em ritmo intenso de comercialização. De acordo com dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), até agosto de 2025, 91,94% da safra 2024/25 já havia sido vendida. O índice representa avanço de 3,22 pontos percentuais em relação a julho, mas também sinaliza uma desaceleração no volume de negócios quando comparado ao mesmo período de anos anteriores.

O menor ritmo é explicado por fatores sazonais e pela estratégia dos produtores, que optaram por segurar parte da produção. O cenário foi marcado por um descompasso entre preços pedidos e valores ofertados, o que limitou novas negociações. Ainda assim, a valorização no mercado físico trouxe algum fôlego: em agosto, a saca de 60 kg da soja em Mato Grosso registrou alta de 3,22%, alcançando R$ 121,67.

Sementes do futuro: safra 2025/26 avança

Além do desempenho da safra atual, a comercialização antecipada da soja 2025/26 em Mato Grosso também ganhou força. O Imea estima que 27,40% da produção prevista já foi negociada até agosto, o que representa um crescimento de 4,91 pontos percentuais em relação ao mês anterior.

Esse movimento reflete a aproximação da semeadura e o interesse dos produtores em travar custos de produção, aproveitando a melhora nas cotações futuras. Para a nova safra, o preço médio da soja ficou em R$ 110,22/sc, com alta de 0,92% frente a julho.

Expectativas e desafios do mercado

A tendência para os próximos meses dependerá do mercado internacional da soja, da volatilidade cambial e do início efetivo do plantio em Mato Grosso. Analistas indicam que, com a safra 2024/25 praticamente garantida, os produtores devem concentrar esforços em identificar janelas estratégicas de venda para a temporada 2025/26, aproveitando momentos de valorização no mercado global.

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O alto percentual de venda já registrado e a antecipação de negociações para o próximo ciclo mostram um setor que segue firme em suas estratégias de rentabilidade e segurança financeira, mesmo diante de custos elevados e margens pressionadas.

A comercialização da soja em Mato Grosso, que já ultrapassa 91% da safra 2024/25, reforça o protagonismo do estado no agronegócio brasileiro e indica que o planejamento antecipado seguirá sendo fundamental para os produtores enfrentarem a volatilidade do mercado.
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Agro Mato Grosso

Empresária é encontrada enterrada no quintal de residência em MT

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Uma mulher identificada como Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos, foi encontrada morta no quintal da casa onde morava, no Parque Cuiabá, na capital, nesta terça-feira (5). O marido dela, Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, foi preso e confessou o crime à polícia.

Nessa segunda-feira (4), Jackson registrou um boletim de ocorrência informando o desaparecimento de Nilza. Depois, tentou registrar uma nova ocorrência informando que estava sofrendo extorsão.

A movimentação de Jackson levantou suspeita da polícia, que iniciou as buscas. Os investigadores encontraram o corpo da vítima enterrado em um buraco para fossa, de pelo menos 2 metros, nos fundos da casa.

Jackson Pinto da Silva foi preso suspeito de matar Nilza Moura de Souza Antunes — Foto: Reprodução

Jackson Pinto da Silva foi preso suspeito de matar Nilza Moura de Souza Antunes — Foto: Reprodução

Segundo a polícia, o buraco foi escavado por uma empresa especializada contratada por Jackson. Devido à profundidade, foi necessário o uso de um trator para desenterrar a vítima do local.

Jackson foi preso no local do crime. O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

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Agro Mato Grosso

Tratores Valtra com tecnologia reforçam modernização do agro brasileiro

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A crescente demanda por produtividade e eficiência no campo tem impulsionado uma nova geração de máquinas agrícolas no Brasil. Em meio a esse movimento, a fabricante de tratores Valtra aposta na tecnologia desenvolvida na Finlândia para ampliar a eficiência das operações no agronegócio nacional.

Segundo o diretor comercial da empresa, Cláudio Esteves, a evolução das máquinas acompanha a própria transformação da agricultura brasileira, considerada uma das mais competitivas do mundo. “A agricultura brasileira é pujante e demanda muita tecnologia. O Brasil é visto por muitos como o celeiro do mundo, e a Valtra se coloca ao lado do produtor para entender essas demandas e ajudá-lo a produzir mais, com menor custo”, disse Esteves em entrevista à imprensa durante o test drive em Londrina (PR), onde a marca apresentou os lançamentos previstos para as feiras agropecuárias no primeiro semestre deste ano.

De acordo com ele, os novos equipamentos incorporam soluções voltadas principalmente à eficiência energética e ao aumento da produtividade no campo. Entre os avanços estão sistemas de agricultura de precisão e piloto automático com mapeamento do campo por satélite.

Dentro da cabine, o operador tem acesso a informações em tempo real sobre o funcionamento do trator e sobre a atividade no campo, como consumo de combustível, desempenho da operação e dados sobre o plantio. “O operador tem todas as informações importantes em telas ao alcance da mão. Isso inclui consumo, dados da operação e quantidade de sementes por segundo”, explicou Esteves.

Conforme informação da empresa, os tratores de entrada para a agricultura familiar custam R$ 200 mil em média, com potência de aproximadamente 80 cv. Para os grandes produtores, a série S possui tratores que custam cerca de R$ 2 milhões, com potência de 345 cv a 425 cv.

Feiras agrícolas impulsionam lançamentos de tratores

A estratégia de divulgação dos novos equipamentos passa principalmente pelas feiras agrícolas, consideradas pela empresa um dos principais pontos de contato com produtores rurais. A fabricante apresentou ao mercado brasileiro a nova linha de tratores de média potência da série A5 e A5 Hitech, quinta geração da tradicional linha da marca, com mudanças no design, melhorias no desempenho do motor e novos recursos de agricultura de precisão.

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Os equipamentos foram apresentados na Expodireto Cotrijal, realizada em Não-Me-Toque (RS). Visualmente, os tratores passam a adotar um capô redesenhado e linhas mais modernas, alinhadas ao padrão internacional da empresa, mantendo a tradicional cor amarela.

No campo da engenharia, a série A5 passa a utilizar a nova geração de motores AGCO Power, com potências que variam de 105 a 145 cavalos. “A série A5 representa uma virada de chave para o segmento de média potência. Conseguimos integrar um visual moderno a uma engenharia de motor que entrega exatamente o que o produtor busca hoje, que é força e desempenho com o menor custo operacional”, afirma Winston Quintas, coordenador de Marketing e Produto Trator da Valtra.

Trator de ponta recebe prêmio internacional de design 

Lançado na edição 2025 da Agrishow, feira de Ribeirão Preto (SP), o modelo S6, produzido na Finlândia, recebeu o prêmio internacional de design Red Dot Design Award, considerado um dos mais importantes da categoria. “O prêmio celebra a melhor relação entre o homem e a máquina. Apenas três marcas de automotores ganharam esse prêmio, entre elas o trator Valtra S6”, disse Cláudio Esteves.

Com origem na antiga estatal finlandesa Valmet, a Valtra mantém seu principal centro de desenvolvimento tecnológico em Suolahti, na Finlândia, sendo que parte dos tratores vendidos no Brasil é produzida diretamente na planta europeia. A empresa chegou ao país no início da década de 1960 e foi uma das primeiras plantas de tratores instaladas no Brasil.

Tratores Valtra

O diretor comercial da Valtra ressalta que modelo S6 foi premiado por relação entre o homem e a máquina. (Foto: Tiago Lima/Divulgação Valtra)

Apesar da origem europeia, Esteves afirma que a empresa faz adaptações para atender às condições do agronegócio brasileiro. “Fazemos a tropicalização desses produtos no Brasil, porque nossa agricultura e nosso clima exigem um trabalho muito mais robusto do que as exigências europeias”, explica. Os modelos vindos da Finlândia são voltados principalmente para grandes operações agrícolas, como a produção de grãos, cana-de-açúcar e algodão.

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Agro Mato Grosso

Lucas do Rio Verde estabelece modelo de produção agrícola com milho como pilar

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Da ciência no campo à industrialização, o município consolidou uma cadeia que gera energia, proteína e valor

Lucas do Rio Verde construiu, ao longo das últimas décadas, uma trajetória que vai além da produção agrícola. O município consolidou um modelo baseado em conhecimento, planejamento e capacidade de transformação, tendo o milho como um dos principais pilares desse processo.

As bases desse avanço foram lançadas no início dos anos 2000, quando a Fundação Rio Verde iniciou os primeiros experimentos voltados à safrinha, hoje consolidada como segunda safra. Naquele momento, ainda sem a estrutura atual, a pesquisa agrícola no município partia de uma convicção simples: era preciso produzir mais milho.

Entre os estudos conduzidos, uma mudança técnica se mostrou decisiva. A redução do espaçamento entre linhas de 90 para 45 centímetros, aliada ao aumento da população de plantas, elevou a produtividade em até 50% sem aumento de custo. Inicialmente vista com desconfiança, a prática foi validada em campo e rapidamente se consolidou. Hoje, esse modelo é utilizado em praticamente toda a produção de milho em Mato Grosso e no Cerrado brasileiro.

Com essa base técnica consolidada, o município avançou para um novo estágio: agregar valor à produção. O milho deixou de ser apenas grão e passou a ser transformado dentro do próprio território, conectando agricultura, indústria e proteína animal em uma cadeia integrada.

Os números mais recentes evidenciam essa força. Na safra 2025/2026, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), de (março de 2026), Lucas do Rio Verde cultivou 147.097 hectares de milho, com produtividade média de 7.250 kg por hectare, resultando em uma produção de 1.066.521 toneladas.

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Esse desempenho está inserido em um contexto ainda maior: Mato Grosso é hoje o maior produtor de milho e de etanol de milho do Brasil , consolidando-se como o principal polo dessa cultura no país.

Embora parte da produção brasileira seja exportada, cerca de dois terços do milho permanecem no mercado interno, sustentando diferentes cadeias produtivas. Desse volume, aproximadamente 60% são destinados à produção de proteína animal, cerca de 22% à produção de etanol e os 18% restantes abastecem diversos segmentos industriais, segundo a Associação Brasileira de Milho e Sorgo (Abramilho).

Em Lucas do Rio Verde, essa lógica se materializa de forma integrada. A escala produtiva sustenta um setor industrial importante, com capacidade instalada para produzir mais de 600 milhões de litros de etanol de milho por ano, consolidando o município como referência em bioenergia. Paralelamente, a produção de DDGs fortalece a nutrição animal, ampliando a eficiência da pecuária e garantindo o aproveitamento integral do milho.

Essa integração se estende à agroindústria de proteína. O município conta com unidades de abate de suínos e aves, que utilizam o milho e seus derivados como base nutricional, fechando um ciclo produtivo completo, do campo à mesa.

Mais do que volumes expressivos, o que se consolida no município é um modelo de desenvolvimento. Um modelo que nasce na pesquisa, ganha escala no campo, se fortalece na indústria e retorna em forma de valor agregado para toda a economia local.

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Para o prefeito Miguel Vaz, o milho representa muito mais do que uma cultura agrícola. “Lucas do Rio Verde mostra, na prática, que é possível produzir com eficiência, agregar valor e transformar isso em qualidade de vida para as pessoas. O milho é parte da nossa história e também do nosso futuro”, destacou.

Mais do que produzir, Lucas do Rio Verde mostra como transformar. E é essa transformação que sustenta seu desenvolvimento e projeta seu papel como referência.

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Agro MT