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USDA eleva a produção de soja e de milho dos Estados Unidos

O relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta sexta-feira (12), indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,301 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 117,05 milhões de toneladas.
O número surpreendeu o mercado. Analistas das principais consultorias do globo vinham apontando que a produção seria de, no mínimo, um milhão de toneladas a menos, visto que no documento anterior, de agosto, as perspectivas do órgão eram de 4,292 bilhões (116,8 milhões de toneladas).
Já em relação aos estoques finais, o USDA projetou em 300 milhões de bushels ou 8,16 milhões de toneladas, contra 290 milhões do relório anterior (7,89 milhões de toneladas), enquanto as apostas eram de carryover de 293 milhões de bushels (7,97 milhões de toneladas).
O departamento dos Estados Unidos trabalha, neste momento, com projeção de esmagamento de 2,555 bilhões de bushels e exportações de 1,685 bilhão. Em agosto, os números eram de 2,540 bilhões e 1,705 bilhão, respectivamente.
Para a temporada 2024/25, o USDA indicou estoques de passagem de 330 milhões de bushels, acima da estimativa do mercado de 327 milhões. Quanto às exportações, a projeção é de 1,875 bilhão e o esmagamento em 2,430 bilhões de bushels.
Projeções do USDA para o milho
O relatório do USDA também atualizou números para a temporada 2024/25 e 2025/26 de milho do país. Assim, a expectativa é que os Estados Unidos colham 16,814 bilhões de bushels na temporada 2025/26, contra os 16,742 bilhões de bushels indicados em agosto.
Neste quesito, assim como na soja, o mercado também era mais pessimista, trabalhando com uma estimativa de 16,511 bilhões de bushels.
A área a ser plantada em 2025/26 foi elevada de 97,3 milhões de acres para 98,7 milhões de acres (aproximadamente 40 milhões de hectares). A área a ser colhida em 2025/26 foi aumentada de 88,7 milhões de acres para 90 milhões de acres.
Os estoques finais de passagem da safra 2025/26 foram estimados em 2,110 bilhões de bushels, acima dos 2,117 bilhões de bushels indicados em agosto, enquanto o mercado projetava 2,022 bilhões de bushels.
As exportações em 2025/26 foram indicadas em 2,975 bilhões de bushels, contra os 2,875 bilhões de bushels apontados no relatório do mês passado. O uso de milho para a produção de etanol foi indicado em 5,6 bilhões de bushels em 2025/26, estável em relação ao apontado em agosto.
Na safra 2024/25, o USDA aponta que os Estados Unidos deverão colher 14,867 bilhões de bushels, número estável em relação ao indicado em agosto. A produtividade média em 2024/25 deve atingir 179,3 bushels por acre, também sem mudanças.
A área a ser plantada deve ficar em 90,6 milhões de acres, igual ao indicado em agosto. Já a colheita foi prevista em 82,9 milhões de acres, similar ao indicado no mês anterior.
Os estoques finais de passagem da safra 2024/25 foram estimados em 1,325 bilhão de bushels, ante aos 1,305 bilhão de bushels indicados em agosto e aos 1,308 bilhão de bushels esperados pelo mercado.
Segundo o USDA, as exportações em 2024/25 foram indicadas em 2,83 bilhões de bushels, contra os 2,82 bilhões de bushels previstos no mês passado. O uso de milho para a produção de etanol foi reduzido de 5,47 bilhões de bushels para 5,435 bilhões de bushels.
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Cooperativas de SC faturam R$ 105,7 bi em 2025, alta de 15,8%

As cooperativas de Santa Catarina faturaram R$ 105,7 bilhões em 2025, avanço de 15,8% em relação ao ano anterior, de acordo com o Sistema Ocesc. Os dados foram divulgados em entrevista coletiva e teve como base levantamento realizado junto a 236 cooperativas do Estado. Em nota, representantes do Sistema Ocesc destacaram que o ritmo de crescimento foi três vezes superior ao da alta de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no período.
O desempenho também se refletiu nas sobras (equivalentes ao lucro no modelo cooperativista), que cresceram 30,8% e somaram R$ 7,3 bilhões. Os recursos serão destinados a investimentos, fundos estatutários e distribuição entre os associados.
Em 2025, mais de 370 mil pessoas ingressaram em cooperativas, elevando o total para 5,08 milhões de associados, o equivalente a 61% da população catarinense. “Somos o Estado mais cooperativista do Brasil”, afirmou o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta, durante a apresentação dos dados em Florianópolis, segundo a nota.
Crédito supera 4 milhões de associados
O ramo de crédito lidera em número de cooperados, com mais de 4 milhões de associados, seguido pelas cooperativas de infraestrutura (469 mil), consumo (467 mil) e agropecuária (84,9 mil). Ao todo, o sistema emprega diretamente 109,7 mil pessoas, após a criação de 7.301 vagas em 2025, um crescimento de 15,8% no quadro funcional.
A carga tributária também aumentou. As cooperativas recolheram R$ 4,4 bilhões em impostos sobre a receita bruta no ano passado, alta de 12,9% na comparação anual.
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Agro lidera receitas e empregos
O ramo agropecuário manteve a liderança dentro do cooperativismo catarinense, respondendo por 60% das receitas totais e 62% dos empregos diretos. As 45 cooperativas do segmento somaram R$ 63 bilhões em faturamento, crescimento de 10%, e geraram mais de 4 mil novas vagas, totalizando 68 mil postos de trabalho.
No comércio exterior, as cooperativas agropecuárias exportaram US$ 2,18 bilhões, o equivalente a 17,9% das exportações do estado e 38,9% dos embarques de aves e suínos. Entre os principais produtos estão cereais, proteínas animais, fertilizantes, lácteos e frutas. Os investimentos também seguem robustos. Em 2025, o setor aplicou R$ 1,34 bilhão em ampliação e modernização industrial. Para 2026, estão previstos aportes de R$ 1,53 bilhão.
O segmento de crédito registrou receitas de R$ 28,7 bilhões, alta de 36% em relação a 2024, mantendo-se como o segundo maior em faturamento. Já o ramo de saúde alcançou R$ 7,7 bilhões em receitas (+10%) e criou 800 empregos, totalizando 13,7 mil trabalhadores. As cooperativas de infraestrutura, focadas principalmente na distribuição de energia elétrica, somaram R$ 2,2 bilhões em receitas (+9%) e atendem cerca de 469 mil associados. Outros segmentos reuniram 475 mil cooperados e faturaram R$ 3,8 bilhões.
No acumulado de seis anos, as receitas do sistema cooperativista catarinense mais que dobraram, com alta de 126%, passando de R$ 46,8 bilhões em 2020 para R$ 105,7 bilhões em 2025. O desempenho reforça o papel do setor como um dos principais motores da economia estadual, especialmente nas cadeias do agronegócio, que respondem por cerca de 30% do PIB de Santa Catarina e 70% das exportações.
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Cecafé e MTE encerram ciclo de encontros sobre boas práticas trabalhistas antes da colheita

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) concluíram, nesta segunda-feira (5), em Araguari (MG), a série de encontros presenciais do programa “Fortalecendo o Trabalho Digno”.
A ação, voltada ao período pré-colheita da safra 2026 de café, teve foco na transferência de conhecimento sobre boas práticas trabalhistas nas propriedades rurais.
A iniciativa foi realizada em parceria com o Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais (CCCMG), a Coocacer Araguari, a Starbucks e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). Segundo as entidades, o objetivo foi ampliar a orientação técnica aos agentes da cadeia cafeeira com base no diálogo social e na conformidade legal.
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Durante o encontro, o chefe do Setor de Fiscalização da Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Uberlândia, Marco Antônio Ferreira Costa, apresentou os instrumentos legais disponíveis para contratação de mão de obra no meio rural, considerando as características de cada atividade desenvolvida nas fazendas.
A programação também incluiu explicações sobre prevenção ao trabalho análogo ao de escravo e ao trabalho infantil.
Outro eixo técnico foi a saúde e segurança do trabalho, com destaque para a implementação do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) no campo. A ferramenta é usada para identificar, avaliar e controlar riscos ocupacionais, com o objetivo de reduzir acidentes e organizar medidas preventivas antes do início das atividades mais intensas da colheita.
De acordo com o Cecafé, a devida diligência em direitos humanos foi tratada como elemento de gestão e de acesso a mercados, especialmente em cadeias exportadoras submetidas a exigências de rastreabilidade, conformidade e sustentabilidade.
As entidades não divulgaram o número total de encontros realizados nem a quantidade de participantes desta edição.
O encerramento da série ocorre às vésperas da colheita e reforça a preparação técnica do setor para a safra 2026. A tendência, segundo os organizadores, é de continuidade das ações de orientação para reduzir riscos trabalhistas e fortalecer a adequação das propriedades às exigências legais e comerciais.
Fonte: cecafe.com.br
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Precisamos de no mínimo R$ 180 bilhões para renegociar dívidas rurais, diz Tereza Cristina

A vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), senadora Tereza Cristina (PP-MS), afirmou que são necessários ao menos R$ 180 bilhões para renegociação das dívidas rurais.
“O governo ofereceu cerca de R$ 80 bilhões, do dinheiro que sobrou do Plano Safra que não conseguiram aplicar. Mas precisamos de no mínimo R$ 180 bilhões para começar a resolver o problema, já que as dívidas estressadas passam de R$ 800 bilhões”, disse a parlamentares da bancada durante reunião-almoço semanal.
O Ministério da Fazenda negocia com o Senado novas medidas para repactuação das dívidas rurais, dado o crescente endividamento do setor.
A ex-ministra afirmou que o “dilema” atual é buscar as fontes de recursos para as linhas de crédito para renegociação. “Apresentamos no projeto de lei 5122/2023 R$ 30 bilhões de recursos do Fundo Social do Pré-Sal, que seriam insuficientes, mas o governo sinaliza não concordar com o uso dos recursos”, esclareceu a senadora.
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Tereza Cristina afirmou ainda que a proposta apresentada pelo Ministério da Fazenda necessita de ajustes. “Precisamos de uma coisa mais estruturante. Estamos conversando sobre outras receitas novas. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator do projeto na CAE [Comissão de Assuntos Econômicos], e o ministro da Agricultura, André de Paula, entenderam que o problema não é pontual”, defendeu a senadora.
A ex-ministra também lembrou que o enfrentamento das dívidas rurais depende de medidas do governo federal. “Não adianta ficar batendo no governo”, alertou aos seus colegas parlamentares. “Precisamos que o governo tenha vontade e abra caminho para usar fundos constitucionais”, apontou, citando a possibilidade de utilizar R$ 18 bilhões do Fundo Constitucional para o Nordeste.
“R$ 2 bilhões que tínhamos pensado já foram usados ontem”, pontuou. “O governo terá receita extraordinária de R$ 128 bilhões adicionais por aumento do petróleo. Há receitas, é preciso ver o caminho que o governo vai apontar”, pontuou .
Caso governo e Senado não avancem no tema, o PL 5122 pode ser votado na próxima semana na CAE.
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