Connect with us
6 de maio de 2026

Business

Abrapa: Fed sustenta mercados, mas safra maior e exportações pesam

Published

on


A expectativa de um corte de juros pelo Federal Reserve impulsiona os mercados globais e as commodities. No entanto, o cenário enfrenta o peso de fundamentos agrícolas mais fracos, como uma safra maior e exportações dos Estados Unidos em baixa, além de um desequilíbrio nas negociações on call e das tarifas americanas.

As informações constam no Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa desta sexta-feira (12).

Confira os destaques trazidos pelo Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa:

Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 11/set cotado a 66,72 U$c/lp (+0,8% vs. 04/set). O contrato Dez/26 fechou em 69,36 U$c/lp (+0,6% vs. 04/set).

Basis Ásia – o Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 733 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 11/set/25.

Advertisement

Altistas 1 – Índia segue comprando volumes expressivos para chegada antes do fim da inserção da tarifa de importação em 31/dez.  Algodão brasileiro lidera importações no país.

Altistas 2 – Enchentes no Paquistão interrompem colheita e beneficiamento, elevando riscos de perdas físicas e de qualidade. Parte das fiações volta a sondar importações.

Altistas 3 – Dados macro dos EUA animaram os mercados: Dow Jones superou 46.000 pontos e inflação “core” avançou 0,3% em agosto. Com pedidos de auxílio-desemprego no maior nível em quatro anos, aumentaram as apostas de corte de juros pelo Fed já em setembro, sustentando commodities.

Altistas 4 – Ações asiáticas dispararam, com o índice MSCI próximo de recorde histórico. O movimento foi impulsionado pela expectativa de corte de juros nos EUA, aumentando o apetite global por risco e beneficiando o algodão.

Baixistas 1 – Impulsionada pela expansão da área em Xinjiang e por produtividade acima do esperado, a produção chinesa este ano deve ultrapassar 7 milhões de toneladas, segundo a BCO. O USDA ainda fala em 6,91 milhões tons.

Advertisement

Baixistas 2 – Apesar de exportações firmes, consumo interno chinês segue decepcionando e o mercado imobiliário continua em retração, reduzindo a demanda geral.

Baixistas 3 – No contrato Dez/25 há 6,25 milhões de fardos em purchases on call não fixados contra apenas 2,01 milhões em sales on call. Esse desequilíbrio representa mais de 4 milhões de fardos de pressão vendedora sobre o Dez/25. Mesmo considerando que parte já foi fixada via acumuladores, o volume líquido ainda deve superar 3 milhões de fardos — fator claramente baixista para o contrato.

Baixistas 4 – Safra americana deve ser aumentada pelo USDA devido às ótimas condições de campo até aqui.  A pergunta é quando o USDA aumentará a previsão e para quanto.

Qualidade – A Abrapa publicou o primeiro relatório de qualidade do algodão brasileiro na safra 2024/25. Até 31/ago, 5,57 milhões de fardos foram analisados. A previsão é chegar a 18,5 milhões de fardos diagnosticados na safra. Veja: https://bit.ly/QualiAlgodao

CBA 2026 – A 15ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão ocorrerá de 22 a 24/set/2026 em Belo Horizonte, reunindo produtores, pesquisadores, empresas e profissionais do setor têxtil e do agronegócio. Saiba mais: https://bit.ly/CBA_2026

Advertisement

EUA 1 – De acordo com o relatório do USDA, divulgado segunda-feira (08/set), as lavouras classificadas como boas + excelentes somam 54% do total, alta de 3 p.p com relação à semana passada.

EUA 2 – Nesta mesma semana, em 2024, 40% das lavouras americanas eram classificadas como boas + excelentes.

EUA 3 – Exportações semanais dos EUA foram fracas, apenas 129,6 mil fardos de upland. O algodão americano perde espaço para Brasil e Austrália nas compras da Índia e outros destinos.

China – Importações chinesas de algodão na safra 2024/25 totalizaram 1,13 milhão tons (-65% vs 2023/24). Importações dos EUA caíram 83% (de 35,1% para 17,6%), enquanto do Brasil expandiram para 43,0% (vs 39,8% em 2023/24).

Turquia 1 – Segundo relatório do USDA, a área plantada de algodão na Turquia na safra 2025/26 será de 395 mil ha (-8% vs estimativa anterior, -15% vs safra 2024/25). A produção está prevista em 700 mil tons (-19% em relação ao ano anterior).

Advertisement

Turquia 2 – A previsão de consumo de algodão para a safra 2025/26 é de 1,45 milhão tons, uma redução de 5% frente à estimativa anterior e 3% menor que a safra 2024/25 revisada (1,50 milhão tons).

Índia 1 – A produção estimada para a safra 2024/25 foi revisada pela CAI para 5,31 milhões tons, aumento modesto. As importações também subiram para cerca de 697 mil tons, enquanto o consumo doméstico está em aproximadamente 5,34 milhões tons.

Índia 2 – As empresas de têxteis indianas esperam uma queda de 5-10% na receita neste ano fiscal, devido às novas tarifas de 50% dos EUA. Apesar disso, há expectativa de que vendas antecipadas e novos mercados mitiguem o impacto.

Tailândia – Na safra 2024/25, as importações tailandesas de algodão totalizaram 111.807 tons (+27% vs 2023/24). Os EUA forneceram 47% do total, enquanto a Austrália respondeu por 24% e o Brasil, por 20%.

Brasil -Exportações – As exportações brasileiras de algodão somaram 29,4 mil tons na primeira semana de setembro/25. A média diária de embarque foi 27,1% menor que no mesmo mês em 2024.

Advertisement

Brasil – Colheita 2024/25 – Até o dia de ontem (11/09) foram colhidos no estado da BA (89,7%), GO (94,1%), MA (100%), MG (92%), MS (100%), MT (99%), PI (100%), PR (100%) e SP (97,5%).  Total Brasil: 97,16%.

Brasil – Beneficiamento 2024/25 – Até o dia de ontem (11/09) foram beneficiados nos estados da BA (52%), GO (59,55%), MA (30%), MG (60%), MS (60%), MT (29%), PI (56,4%), PR (100%) e SP (95%). Total Brasil: 35,69%.

Preços do Algodão – Consulte tabela abaixo:

Fonte: Abrapa

Clique aqui, entre em nossa comunidade no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Business

Cooperativas de SC faturam R$ 105,7 bi em 2025, alta de 15,8%

Published

on


Foto gerada por IA.

As cooperativas de Santa Catarina faturaram R$ 105,7 bilhões em 2025, avanço de 15,8% em relação ao ano anterior, de acordo com o Sistema Ocesc. Os dados foram divulgados em entrevista coletiva e teve como base levantamento realizado junto a 236 cooperativas do Estado. Em nota, representantes do Sistema Ocesc destacaram que o ritmo de crescimento foi três vezes superior ao da alta de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no período.

O desempenho também se refletiu nas sobras (equivalentes ao lucro no modelo cooperativista), que cresceram 30,8% e somaram R$ 7,3 bilhões. Os recursos serão destinados a investimentos, fundos estatutários e distribuição entre os associados.

Em 2025, mais de 370 mil pessoas ingressaram em cooperativas, elevando o total para 5,08 milhões de associados, o equivalente a 61% da população catarinense. “Somos o Estado mais cooperativista do Brasil”, afirmou o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta, durante a apresentação dos dados em Florianópolis, segundo a nota.

Crédito supera 4 milhões de associados

O ramo de crédito lidera em número de cooperados, com mais de 4 milhões de associados, seguido pelas cooperativas de infraestrutura (469 mil), consumo (467 mil) e agropecuária (84,9 mil). Ao todo, o sistema emprega diretamente 109,7 mil pessoas, após a criação de 7.301 vagas em 2025, um crescimento de 15,8% no quadro funcional.

Advertisement

A carga tributária também aumentou. As cooperativas recolheram R$ 4,4 bilhões em impostos sobre a receita bruta no ano passado, alta de 12,9% na comparação anual.

Agro lidera receitas e empregos

O ramo agropecuário manteve a liderança dentro do cooperativismo catarinense, respondendo por 60% das receitas totais e 62% dos empregos diretos. As 45 cooperativas do segmento somaram R$ 63 bilhões em faturamento, crescimento de 10%, e geraram mais de 4 mil novas vagas, totalizando 68 mil postos de trabalho.

No comércio exterior, as cooperativas agropecuárias exportaram US$ 2,18 bilhões, o equivalente a 17,9% das exportações do estado e 38,9% dos embarques de aves e suínos. Entre os principais produtos estão cereais, proteínas animais, fertilizantes, lácteos e frutas. Os investimentos também seguem robustos. Em 2025, o setor aplicou R$ 1,34 bilhão em ampliação e modernização industrial. Para 2026, estão previstos aportes de R$ 1,53 bilhão.

O segmento de crédito registrou receitas de R$ 28,7 bilhões, alta de 36% em relação a 2024, mantendo-se como o segundo maior em faturamento. Já o ramo de saúde alcançou R$ 7,7 bilhões em receitas (+10%) e criou 800 empregos, totalizando 13,7 mil trabalhadores. As cooperativas de infraestrutura, focadas principalmente na distribuição de energia elétrica, somaram R$ 2,2 bilhões em receitas (+9%) e atendem cerca de 469 mil associados. Outros segmentos reuniram 475 mil cooperados e faturaram R$ 3,8 bilhões.

No acumulado de seis anos, as receitas do sistema cooperativista catarinense mais que dobraram, com alta de 126%, passando de R$ 46,8 bilhões em 2020 para R$ 105,7 bilhões em 2025. O desempenho reforça o papel do setor como um dos principais motores da economia estadual, especialmente nas cadeias do agronegócio, que respondem por cerca de 30% do PIB de Santa Catarina e 70% das exportações.

O post Cooperativas de SC faturam R$ 105,7 bi em 2025, alta de 15,8% apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading

Business

Cecafé e MTE encerram ciclo de encontros sobre boas práticas trabalhistas antes da colheita

Published

on


O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) concluíram, nesta segunda-feira (5), em Araguari (MG), a série de encontros presenciais do programa “Fortalecendo o Trabalho Digno”.

A ação, voltada ao período pré-colheita da safra 2026 de café, teve foco na transferência de conhecimento sobre boas práticas trabalhistas nas propriedades rurais.

A iniciativa foi realizada em parceria com o Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais (CCCMG), a Coocacer Araguari, a Starbucks e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). Segundo as entidades, o objetivo foi ampliar a orientação técnica aos agentes da cadeia cafeeira com base no diálogo social e na conformidade legal.

Durante o encontro, o chefe do Setor de Fiscalização da Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Uberlândia, Marco Antônio Ferreira Costa, apresentou os instrumentos legais disponíveis para contratação de mão de obra no meio rural, considerando as características de cada atividade desenvolvida nas fazendas.

A programação também incluiu explicações sobre prevenção ao trabalho análogo ao de escravo e ao trabalho infantil.

Advertisement

Outro eixo técnico foi a saúde e segurança do trabalho, com destaque para a implementação do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) no campo. A ferramenta é usada para identificar, avaliar e controlar riscos ocupacionais, com o objetivo de reduzir acidentes e organizar medidas preventivas antes do início das atividades mais intensas da colheita.

De acordo com o Cecafé, a devida diligência em direitos humanos foi tratada como elemento de gestão e de acesso a mercados, especialmente em cadeias exportadoras submetidas a exigências de rastreabilidade, conformidade e sustentabilidade.

As entidades não divulgaram o número total de encontros realizados nem a quantidade de participantes desta edição.

O encerramento da série ocorre às vésperas da colheita e reforça a preparação técnica do setor para a safra 2026. A tendência, segundo os organizadores, é de continuidade das ações de orientação para reduzir riscos trabalhistas e fortalecer a adequação das propriedades às exigências legais e comerciais.

Fonte: cecafe.com.br

Advertisement

O post Cecafé e MTE encerram ciclo de encontros sobre boas práticas trabalhistas antes da colheita apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Precisamos de no mínimo R$ 180 bilhões para renegociar dívidas rurais, diz Tereza Cristina

Published

on


Foto: FPA

A vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), senadora Tereza Cristina (PP-MS), afirmou que são necessários ao menos R$ 180 bilhões para renegociação das dívidas rurais.

“O governo ofereceu cerca de R$ 80 bilhões, do dinheiro que sobrou do Plano Safra que não conseguiram aplicar. Mas precisamos de no mínimo R$ 180 bilhões para começar a resolver o problema, já que as dívidas estressadas passam de R$ 800 bilhões”, disse a parlamentares da bancada durante reunião-almoço semanal.

O Ministério da Fazenda negocia com o Senado novas medidas para repactuação das dívidas rurais, dado o crescente endividamento do setor.

A ex-ministra afirmou que o “dilema” atual é buscar as fontes de recursos para as linhas de crédito para renegociação. “Apresentamos no projeto de lei 5122/2023 R$ 30 bilhões de recursos do Fundo Social do Pré-Sal, que seriam insuficientes, mas o governo sinaliza não concordar com o uso dos recursos”, esclareceu a senadora.

Advertisement
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Tereza Cristina afirmou ainda que a proposta apresentada pelo Ministério da Fazenda necessita de ajustes. “Precisamos de uma coisa mais estruturante. Estamos conversando sobre outras receitas novas. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator do projeto na CAE [Comissão de Assuntos Econômicos], e o ministro da Agricultura, André de Paula, entenderam que o problema não é pontual”, defendeu a senadora.

A ex-ministra também lembrou que o enfrentamento das dívidas rurais depende de medidas do governo federal. “Não adianta ficar batendo no governo”, alertou aos seus colegas parlamentares. “Precisamos que o governo tenha vontade e abra caminho para usar fundos constitucionais”, apontou, citando a possibilidade de utilizar R$ 18 bilhões do Fundo Constitucional para o Nordeste.

“R$ 2 bilhões que tínhamos pensado já foram usados ontem”, pontuou. “O governo terá receita extraordinária de R$ 128 bilhões adicionais por aumento do petróleo. Há receitas, é preciso ver o caminho que o governo vai apontar”, pontuou .

Caso governo e Senado não avancem no tema, o PL 5122 pode ser votado na próxima semana na CAE.

Advertisement

O post Precisamos de no mínimo R$ 180 bilhões para renegociar dívidas rurais, diz Tereza Cristina apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT