Sustentabilidade
Em agosto, IBGE prevê safra de 341,2 milhões de toneladas para 2025 – MAIS SOJA

Em agosto, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2025 deve totalizar 341,2 milhões de toneladas, 16,6% maior do que a obtida em 2024 (292,7 milhões de toneladas), com aumento de 48,5 milhões de toneladas, e 0,2% acima da informada em julho, com acréscimo de 773,6 mil toneladas.
A área a ser colhida é de 81,3 milhões de hectares, crescimento de 2,8% frente à área colhida em 2024, com aumento de 2,2 milhões de hectares, e acréscimo de 0,1% (82,7 mil hectares) em relação a julho.
O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representam 92,6% da estimativa da produção e respondem por 88,0% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 5,1% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 11,2% na do arroz em casca; de 3,5% na da soja; de 3,6% na do milho (declínio de 5,4% no milho 1ª safra e crescimento de 6,2% no milho 2ª safra); e de 11,2% na do sorgo; ocorrendo declínios de 6,6% na do feijão e de 18,5% na do trigo.
Em relação à produção, houve acréscimos de 6,6% para o algodão herbáceo (em caroço); de 17,2% para o arroz em casca; de 14,5% para a soja; de 20,3% para o milho (crescimento de 13,7% para o milho 1ª safra e de 22,0% para o milho 2ª safra); de 24,7% para o sorgo; e de 2,6% para o trigo, e para o feijão ocorreu decréscimo de 0,5%.

A estimativa de agosto para a soja foi de 165,9 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 138,0 milhões de toneladas (26,0 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 112,0 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz (em casca) foi estimada em 12,4 milhões de toneladas; a do trigo em 7,7 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço) em 9,5 milhões de toneladas; e a do sorgo em 5,0 milhões de toneladas.
A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Centro-Oeste (21,3%), Sul (9,4%), Sudeste (16,6%), Nordeste (8,6%) e Norte (21,0%). Quanto à variação mensal, apresentaram aumentos na produção a Região Norte (3,1%) e a Sul (0,4%). A Centro-Oeste (0,0%) apresentou estabilidade, e a Região Nordeste (-0,4%) e a Sudeste (-0,2%) apresentaram retração.
Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 32,4%, seguido pelo Paraná (13,5%), Goiás (11,3%), Rio Grande do Sul (9,5%), Mato Grosso do Sul (7,4%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,6% do total. Com relação às participações regionais, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (51,4%), Sul (25,1%), Sudeste (8,8%), Nordeste (8,2%) e Norte (6,5%).
Destaques da estimativa de agosto de 2025 em relação ao mês anterior
Em relação a julho, houve aumentos nas estimativas da produção da cevada (1,5% ou 8 100 t), do sorgo (0,9% ou 42 408 t), do milho 2ª safra (0,5% ou 544 173 t), do feijão 3ª safra (0,4% ou 3 552 t), do trigo (0,4% ou 27 696 t), da soja (0,2% ou 355 989 t), da aveia (0,1% ou 1 370 t), bem como declínios do feijão 1ª safra (-2,2% ou -23 835 t), do feijão 2ª safra (-0,5% ou -6 711 t) e do milho 1ª safra (-0,4% ou -101 219 t).
Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 175,4 milhões de toneladas (51,4%); Sul, 85,7 milhões de toneladas (25,1%); Sudeste, 30,1 milhões de toneladas (8,8%), Nordeste, 28,0 milhões de toneladas (8,2%) e Norte, 22,0 milhões de toneladas (6,5%).
As principais variações absolutas positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram no Pará (351 544 t), no Paraná (317 500 t), no Tocantins (186 964 t), em Rondônia (126 337 t) e no Amazonas (16 t). As variações negativas ocorreram em Minas Gerais (-62 524 t), no Ceará (-61 953 t), em Goiás (-33 633 t), no Maranhão (-21 938 t), em Pernambuco (-11 677 t), em Alagoas (-9 021 t), no Rio Grande do Norte (-7 761 t), no Rio de Janeiro (-205 t) e no Acre (-53 t).
CAFÉ (em grão)
A produção brasileira, considerando-se as duas espécies, arábica e canephora, foi estimada em 3,4 milhões de toneladas, ou 56,8 milhões de sacas de 60 kg, decréscimo de 1,4% em relação ao mês anterior, em decorrência do declínio do rendimento médio nesse mesmo percentual. Para o café arábica, a produção estimada foi de 2,2 milhões de toneladas ou 37,0 milhões de sacas de 60 kg, declínio de 1,6% em relação ao mês anterior, tendo o rendimento médio reduzido em 1,7% e a área a ser colhida crescido 0,1%. Para a safra de 2025, aguarda-se uma bienalidade negativa, ou seja, um declínio natural da produção em função das características fisiológicas da espécie, que nos anos pares tende a produzir mais, sacrificando a produção do ano seguinte, em decorrência de um maior exaurimento das plantas. A safra cafeeira de 2025 também está refletindo os problemas climáticos nas principais Unidades da Federação produtoras, notadamente a falta de chuvas e o excesso de calor, durante o segundo semestre de 2024, sendo esse o motivo pelo qual partiu-se de um potencial de produção relativamente mais baixo.
O declínio da estimativa da produção em agosto se deve a Minas Gerais, maior produtor brasileiro do café arábica com participação de 69,4% do total nacional, que reavaliou sua estimativa de produção com declínio de 2,4% em relação ao mês anterior, notadamente pela queda do rendimento médio em 2,5%. Os produtores têm relatado que nas colheitas mais recentes, está havendo a necessidade de uma maior quantidade de grãos para encher uma saca de 60 kg de café, resultado de um preenchimento de grãos menos eficiente. A produção mineira deve alcançar 1,5 milhão de toneladas ou 25,7 milhões de sacas de 60 kg, declínio de 7,5% em relação ao volume colhido em 2024.
Para o café canephora, a estimativa da produção foi de 1,2 milhão de toneladas ou 19,8 milhões de sacas de 60 kg, decréscimos de 1,1% em relação ao mês anterior, contudo, crescimento de 15,8% em relação ao volume produzido em 2024, com aumentos de 4,0% na área a ser colhida e de 11,4% no rendimento médio nesse último comparativo. A produção estimada para o café canephora, em 2025, é recorde da série histórica do IBGE.
Como os preços do conilon encontravam-se apresentando boa rentabilidade, os produtores investiram mais em tratos culturais e adubação, o que resultou na melhoria da produtividade. Há de se ressaltar também que os volumes de chuvas nos principais municípios produtores foram satisfatórios de um modo geral, apesar da demora delas em alguns casos.
Em agosto, Rondônia assinalou um declínio de 8,9% em sua estimativa de produção em relação a julho, em decorrência dos decréscimos de 5,3% na área a ser colhida e de 3,7% no rendimento médio. A produção deve alcançar 160,9 mil toneladas ou 2,7 milhões de sacas de 60 kg, declínio de 5,5% em relação ao volume colhido em 2024, com a área a ser colhida aumentando 3,0% e o rendimento médio caindo 8,3% nesse comparativo. O Espírito Santo manteve sua estimativa em relação ao mês anterior, devendo produzir 809,0 mil toneladas ou 13,5 milhões de sacas de 60 kg, crescimento de 20,8% em relação ao volume produzido no ano anterior, com aumentos de 4,5% na área a ser colhida e de 15,7% no rendimento médio. O Espírito Santo é o maior produtor brasileiro do café canephora (conilon), devendo contribuir com 68,2% do total a ser colhido em 2025. A estimativa da produção da Bahia deve alcançar 171,0 mil toneladas ou 2,9 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 18,0% em relação ao ano anterior, tendo o rendimento médio crescido 15,7% e a área a ser colhida aumentado em 2,0%.
CEREAIS DE INVERNO (em grão)
Os principais cereais de inverno produzidos no Brasil são o trigo, a aveia branca e a cevada. Para o trigo (em grão), a produção estimada alcançou 7,7 milhões de toneladas, aumento de 0,4% em relação ao mês anterior e crescimento de 2,6% em relação a 2024. O rendimento médio, no comparativo mensal, apresenta aumento de 0,8%, enquanto a área a ser colhida apresenta retração de 0,4%. No comparativo com o ano anterior, a área plantada e a área a ser colhida declinam em 18,6% e 18,5%, respectivamente e, o rendimento aumenta em 26,0%.
A produção da aveia (em grão) foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, crescimentos de 0,1% em relação ao mês anterior e de 27,4% em relação ao volume colhido em 2024. O rendimento médio, de 2 348 kg/ha, declinou 0,7% em relação ao mês anterior, enquanto a área colhida cresceu 0,9% nesse comparativo. Em relação ao ano anterior, o rendimento médio e a área a ser colhida estão apresentando aumentos de 13,9% e 11,9%, respectivamente.
Os maiores produtores do cereal são o Rio Grande do Sul, com 990,2 mil toneladas, aumento de 22,4% em relação ao volume colhido em 2024; e Paraná, com 231,6 mil toneladas, declínio de 5,5% em relação a julho e crescimento de 39,1% em relação a 2024. O rendimento médio apresenta crescimento de 33,8%, em relação ao obtido no ano anterior, devendo alcançar 2 342 kg/ha.
Para a cevada (em grão), a produção estimada foi de 557,4 mil toneladas, aumentos de 1,5% em relação ao mês anterior e de 33,9% em relação ao volume produzido em 2024. A área plantada apresenta crescimento de 15,4%, enquanto o rendimento, aumento de 16,1% no comparativo anual. Os maiores produtores da cevada são o Paraná, com 439,8 mil toneladas, crescimentos de 1,9% em relação a julho e de 53,1% em relação a 2024, devendo participar com 78,9% na safra brasileira em 2025; e o Rio Grande do Sul, com uma produção de 95,0 mil toneladas, declínio de 12,9% em relação ao volume produzido em 2024. A produção gaúcha deve representar 17,1% do total da cevada produzida em 2025.
FEIJÃO (em grão)
A estimativa para a produção de feijão, considerando-se essas três safras, deve alcançar 3,1 milhões de toneladas, declínios de 0,9% em relação a julho e de 0,5% em relação ao volume produzido em 2024. Em relação às Regiões Geográficas, houve queda no mês da estimativa da produção de feijão no Nordeste (-4,9%), no Centro-Oeste (-0,6%) e no Norte (-0,2%), e estabilidade no Sudeste (-0,0%) e no Sul (-0,0%). Essa produção deve atender ao consumo interno brasileiro, em 2025, não havendo necessidade da importação do produto. O Paraná é o maior produtor nacional de feijão, prevendo uma produção de 861,6 mil toneladas ou 27,9% de participação, seguido por Minas Gerais com 476,6 mil toneladas ou 15,4% de participação e Goiás com 359,8 mil toneladas ou 11,7 % de participação. O feijão representa 0,9% de toda a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, ocupando 3,3% do total de área cultivada, aproximadamente 2,7 milhões de hectares.
A estimativa para a 1ª safra de feijão foi de 1,0 milhão de toneladas, representando 33,8% de participação nacional dentre as três safras, sendo 2,2% menor frente ao levantamento de julho. Neste comparativo, foram verificados declínios de 1,6% na área colhida e de 0,6% no rendimento médio. Os principais declínios em agosto, com relação ao mês anterior, foram observados nas estimativas de produção no Ceará (-15,3% ou -14 364 t), no Rio Grande do Norte (-9,6% ou -731 t), em Pernambuco (-19,3% ou -2 632 t) e em Goiás (-8,0% ou -8 190 t). Os crescimentos da produção em relação ao mês anterior foram verificados no Pará (5,6% ou 293 t) e no Paraná (0,5% ou 1 800 t).
A 2ª safra de feijão foi estimada em 1,2 milhão de toneladas, correspondendo a 40,4% de participação entre as três safras. No comparativo com o mês de julho, houve declínio de 0,5% na estimativa de produção, justificada pelo decrescimento de 0,8% no rendimento médio, havendo crescimento de 0,3% na área a ser colhida. Em relação ao volume colhido no ano anterior, a estimativa encontra-se 10,8% menor em 2025, havendo declínios de 9,3% na estimativa da área a ser colhida e de 1,6% no rendimento médio.
Na Região Sul, o Paraná é o maior produtor brasileiro de feijão dessa safra, com estimativa de 521,7 mil toneladas e participação de 41,9% no total nacional. Em relação ao mês anterior, a estimativa da produção apresenta um declínio de 0,4%, em decorrência da redução de 2,5% na produtividade, enquanto a área a ser colhida cresceu 2,1%. Em relação ao volume colhido em 2024, a produção paranaense deve declinar 21,6%, reflexo da queda de 22,2% na área a ser colhida, já que o rendimento médio apresenta crescimento de 0,8%.
Em relação à 3ª safra de feijão, a estimativa de produção de agosto foi de 797,0 mil toneladas, aumento de 0,4% em relação a julho, contudo, declínio de 1,6% em relação a 2024. A estimativa da produção de Goiás foi de 254,2 mil toneladas, crescimento de 1,4% em relação ao mês anterior e 12,3% em relação ao volume produzido nessa safra em 2024. As demais Unidades da Federação mantiveram suas estimativas anteriores. Salienta-se que Goiás e Minas Gerais são as Unidades da Federação que mais contribuem com essa safra de feijão, correspondendo a 31,9% de participação e 18,8% (149,5 mil toneladas), respectivamente.
MILHO (em grão)
A estimativa da produção do milho foi de 138,0 milhões de toneladas, um recorde da série histórica do IBGE, com crescimentos de 0,3% em relação ao mês anterior e de 20,3% em relação ao volume produzido em 2024. A área a ser colhida apresenta aumento de 0,1% e o rendimento médio teve crescimento de 0,3% no comparativo mensal, devendo alcançar 6 239 kg/ha. Em 2024, a produção do cereal foi afetada por problemas climáticos em diversas Unidades da Federação produtoras, recuperando-se em 2025, em decorrência do clima mais chuvoso, que beneficiou as lavouras.
O milho 1ª safra apresentou uma estimativa de produção de 26,0 milhões de toneladas, declínio de 0,4% em relação a julho e crescimento de 13,7% em relação ao volume produzido nessa mesma época em 2024. A área colhida, na safra corrente, caiu 5,4%, para 4,6 milhões de hectares, enquanto o rendimento cresceu 20,2%, para 5 888 kg/ha, em decorrência do clima, que beneficiou as lavouras na maioria das Unidades da Federação produtoras. Houve crescimento na estimativa em todas as Regiões do País: Norte (23,8%), Nordeste (11,4%), Sudeste (2,8%), Sul (21,6%) e Centro-Oeste (9,5%). Os destaques negativos em agosto foram os declínios das estimativas do Tocantins (-1,6%), do Ceará (-9,5%), do Rio Grande do Norte (-34,3%), de Pernambuco (-9,1%), do Rio de Janeiro (-1,5%) e de Goiás (-4,5%). Houve aumentos nas estimativas de produção no Paraná (0,2%) e no Pará (1,6%).
A produção do milho 2ª safra apresentou crescimentos de 0,5% em relação ao mês anterior e de 22,0% em relação ao volume produzido nessa mesma época em 2024, atingindo 112,0 milhões de toneladas, uma estimativa recorde da série histórica do IBGE. Em relação a julho, houve aumentos de 0,2% na área a ser colhida e de 0,3% no rendimento médio. Quanto ao ano anterior, houve crescimentos de 6,2% na área a ser colhida e de 14,9% no rendimento médio. O clima beneficiou as lavouras da 2ª safra, havendo maior disponibilidade de chuvas, notadamente na Região Centro-Oeste. A produção do milho 2ª safra em 2025 é recorde da série histórica do IBGE.
SOJA (em grão)
A produção nacional da oleaginosa alcançou novo recorde na série histórica em 2025, totalizando 165,9 milhões de toneladas, um aumento de 14,5% em comparação à quantidade obtida no ano anterior. Neste levantamento, ocorreram poucas reavaliações em relação ao mês anterior, com acréscimo de 0,2% na produção, o que representou 356,0 mil toneladas.
Estima-se que a produção nacional tenha um incremento de 10,5% no rendimento médio anual, alcançando 3 480 kg/ha (58 sacas/ha), contribuindo para que o volume colhido da oleaginosa represente mais da metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no País em 2025. Por sua vez, a área total cultivada deve alcançar 47,7 milhões de hectares, o que representa um aumento de 2,9% no ano (1,3 milhão de hectares), seguindo em ritmo de plena expansão, mesmo com os preços da commodity, que estiveram em queda em 2023 e 2024, mantendo-se em patamares abaixo do desejado pelos produtores.
SORGO (em grão)
A estimativa de agosto para a produção de sorgo foi de 5,0 milhões de toneladas, aumentos de 0,9% com relação a julho e de 24,7% no comparativo anual. O rendimento médio foi de 3 359 kg/ha, aumentos de 0,6% sobre o mês imediatamente anterior e de 12,1% sobre o obtido na safra 2024. O maior rendimento médio foi o principal responsável pelo desempenho positivo no período, embora a expansão de áreas também tenha ocorrido. A área colhida do produto aumentou nos dois comparativos: 0,3% no mensal e 11,2% no anual. A área ocupada pelo sorgo corresponde a 1,5 milhão de hectares, 1,8% do total ocupado pela produção de cereais, leguminosas e oleaginosas ou 1,5% em termos de participação na quantidade produzida nesse grupo.
Fonte: IBGE

Autor:IBGE
Site: IBGE
Sustentabilidade
Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.
“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.
O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.
Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.
Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.
Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.
De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.
O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.
Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.
A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.
“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.
No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.
“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.
No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.
Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.
Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.
“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.
Fonte: Agência Safras
Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
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