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22 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Análise climática de agosto e prognóstico climático para os próximos meses – MAIS SOJA

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ANÁLISE CLIMÁTICA DE AGOSTO

Em agosto de 2025, os maiores acumulados de chuva ocorreram no extremonorte da  Região Norte, leste da Região Nordeste e na Região Sul, com volumes que ultrapassaram 120 mm, contribuindo para a manutenção da umidade do solo nessas áreas. Já no interior da Região Nordeste e parte central do país, menores acumulados de chuvas foram observados, reduzindo os níveis de umidade do solo.

Na Região Norte, os maiores volumes de chuva foram superiores a 100 mm sobre o norte do Pará, nordeste do Amazonas e Roraima. Já na porção sul do Amazonas, sudeste do Pará, leste do Acre, Rondônia e Tocantins, apresentaram volumes abaixo de 50 mm, e em algumas localidades não houve registro de chuva, reduzindo a umidade do solo nestas áreas.

Na Região Nordeste, diversas áreas do interior tiveram acumulados de chuva abaixo de 50 mm, reduzindo os níveis de umidade do solo, principalmente na parte centro-oeste da Bahia, centro-sul do Piauí, oeste de Pernambuco e Paraíba, além do sul do Ceará e do Maranhão. Volumes mais significativos ocorreram na costa leste, desde o litoral do Rio Grande do Norte até o nordeste da Bahia, com volumes acima dos 150 mm. Já no noroeste do Maranhão, os volumes variaram entre 50 mm e 70 mm.

De forma geral, as condições seguem favoráveis para o desenvolvimento do feijão e do milho terceira safra no Sealba, enquanto, no Matopiba, a falta de chuvas favoreceu a maturação e colheita do algodão e do milho segunda safra.

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Em grande parte da Região Centro-Oeste, os volumes de chuva ficaram abaixo de 10 mm, com exceção do noroeste de Mato Grosso e sul de Mato Grosso do Sul, onde os totais ultrapassaram 50 mm. A ausência de chuvas em grande parte da região favorece a redução dos níveis de umidade no solo, porém, beneficia a maturação e a colheita do algodão e do milho segunda safra.

Na Região Sudeste, os acumulados de chuva ficaram abaixo de 40 mm, com exceção do sul do Espírito Santo, sudeste de São Paulo, leste de Minas Gerais e áreas pontuais do Rio de Janeiro, onde algumas localidades apresentaram volumes acima dos 40 mm. O cenário da região vem favorecendo a maturação e a colheita dos cultivos de segunda e terceira safra de inverno.

No entanto, o trigo em fase reprodutiva na porção central de São Paulo seguiu sob restrição hídrica. Na Região Sul, os volumes de chuva foram acima de 100 mm no Rio Grande do Sul, parte de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. No norte do Paraná, as chuvas foram mais escassas, com volumes abaixo de 40 mm. No geral, os volumes de chuva garantiram níveis de armazenamento de água no solo satisfatórios, favorecendo o início da semeadura do milho primeira safra em algumas localidades.

Em gosto, as temperaturas máximas foram acima de 30 °C nas Regiões Norte e Centro-Oeste, bem como, no oeste e norte da Região Nordeste. Em áreas da costa das Regiões Nordeste e Sudeste, além da Região Sul, os valores permaneceram abaixo de 28 °C. Quanto às temperaturas mínimas, os valores superaram os 22 °C no centro-norte das Regiões Norte e Nordeste.

Já em grande parte das Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, assim como, em porções da Bahia, as temperaturas foram inferiores a 18 °C. Ressalta-se que em gosto foram registradas temperaturas próximas de zero em algumas localidades das Regiões Sul e Sudeste, episódios de geadas de intensidade fraca à moderada nos municípios de Bagé (RS), Caxias do Sul (RS), Irati (PR), entre os dias 11 e 13 de agosto.

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CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIAS

Na figura abaixo é mostrada a anomalia de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) entre os dias 16 e 31 de agosto de 2025. Neste período, foram observados valores variando entre -1 °C e -2 °C ao longo da faixa longitudinal entre 110°W e 150°W, indicando a área de maior resfriamento das águas, enquanto que nas proximidades da costa oeste da América do Sul observouse temperaturas próximas a zero.

No entanto, ao analisar as anomalias médias diárias da TSM exclusivamente na região do Niño 3.4 (delimitada entre 170°W e 120°W), observou-se em agosto uma diminuição dos valores, passando de -0,5 °C para -0,8 °C. Esse comportamento demonstra um resfriamento da região e uma condição inicial para formação de La Niña no Pacífico Equatorial, caracterizada por desvios de TSM inferiores a -0,5 °C.

A análise do modelo de previsão do ENOS (El Niño – Oscilação Sul), realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), aponta para permanência das condições de Neutralidade durante o trimestre setembro, outubro e novembro, com probabilidade de 57%. Apesar do modelo apontar para uma probabilidade mais elevada de permanência da Neutralidade, o rápido resfriamento que vem ocorrendo no último mês acende um alerta para a formação da condição de La Niña nos próximos meses.

Prognóstico climático para o Brasil – Período Setembro, outubro e novembro de 2025

As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do Inmet, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica a ocorrência de chuvas próximas ou acima da média no centro e oeste da Região Nordeste, centro-norte da Região Sudeste, leste da Região Sul, além de áreas específicas das Regiões Norte e Centro-Oeste. Nas demais localidades, são previstas chuvas abaixo da média, especialmente na divisa entre o sul do Pará e nordeste de Mato Grosso. Ressalta-se que, as chuvas devem apresentar maior irregularidade, com retorno gradual, sobretudo em novembro, no sul e oeste do Amazonas, Rondônia, porção central de Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais, favorecendo a recomposição da disponibilidade hídrica nesses locais.

Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas acima da média no Amapá, norte do Pará, centro-norte do Amazonas e Tocantins. Nas demais áreas, são previstas chuvas próximas ou abaixo da média, com destaque para o centro-sul do Pará. Embora o armazenamento de água no solo ainda se mantenha elevado na porção norte da região, em virtude das chuvas dos últimos meses, a parte sul já apresenta redução nos níveis de umidade do solo em áreas do sudeste do Pará e Tocantins, e a previsão é que haja uma ampliação da área em setembro.

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Na Região Nordeste, a previsão é de chuvas acima da média no centro-oeste da região e redução das chuvas na costa leste, a partir de outubro. Ressaltase que ainda persiste a possibilidade de baixos níveis de umidade no interior da região nós próximos dois meses.

Para as Regiões Centro-Oeste e Sudeste, o modelo do Inmet indica o retorno das chuvas para a parte central do país, em meados de outubro, com chuvas próximas e acima da média no oeste de Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, bem como em grande parte da Região Sudeste. Nas demais áreas, podem ocorrer chuvas abaixo da média. Desta forma, com o aumento gradual das chuvas ao longo do trimestre, os níveis de umidade do solo devem ter recuperação somente a partir de novembro.

Em grande parte da Região Sul, são previstas chuvas próximas e acima da média no centro-leste da região, enquanto na que porção mais a oeste, são previstas chuvas ligeiramente abaixo da média. No geral, os níveis de umidade do solo não deverão sofrer redução nos próximos meses.

Quanto às temperaturas, elas devem permanecer próximas e acima da média histórica no centro-norte do país, com valores acima de 25 °C. Nas Regiões Norte e Nordeste, as temperaturas podem superar os 28 °C. Em parte da Região Sudeste e Região Sul, as temperaturas podem ser mais amenas, com valores menores que 22 °C. Nas áreas serranas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo, as temperaturas podem variar entre 15 °C e 17 °C, e ainda podem ocorrer passagem de massas de ar frio.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos na opção CLIMA do menu principal do site do Inmet, clicando aqui.

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Fonte: 12° Levantamento Safra de Grãos 2024/25 – Conab



 

FONTE

Autor:12° Levantamento Safra de Grãos 2024/25 – Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

Novas cultivares de algodão combinam sanidade e alta produtividade – MAIS SOJA

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Duas novas cultivares de algodão da Embrapa, em parceria com a Lyntera, chegam ao mercado este mês. A BRS 510 B2RF e a BRS 810 B3RF combinam alta produtividade e elevado nível de sanidade, com resistência múltipla às principais doenças da cultura e a nematoides.

Os materiais incorporam biotecnologia para resistência a lagartas e tolerância a herbicidas. Outro destaque é o desempenho no campo, com teto produtivo que chega a cerca de 7,6 t/ha na primeira safra e supera 5,3 t/ha na segunda.


Apresentação das cultivares

As cultivares serão apresentadas aos produtores durante o 15º Congresso Brasileiro do Algodão, que acontece de 22 a 24 de setembro, em Belo Horizonte (MG).

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A comercialização das sementes será realizada pela empresa Lyntera (veja mais informações no quadro no fim desta matéria).


As duas cultivares são transgênicas e incorporam tecnologias da Bayer para proteção contra as principais lagartas do algodoeiro e tolerância ao herbicida glifosato. A BRS 510 utiliza a Bollgard 2 RRFlex (B2RF), enquanto a BRS 810 conta com a Bollgard 3 RRFlex (B3RF), que acrescenta um mecanismo de ação e amplia a proteção contra lagartas. As tecnologias também facilitam o manejo de plantas daninhas.

“Com essas cultivares esperamos proporcionar redução nas perdas por nematoides; maior controle de lagartas; tolerância ao herbicida glifosato, o que facilita o manejo de plantas daninhas; e resistência a doenças importantes, como ramulária, mancha-angular e doença-azul. Enfim, uma melhoria da sanidade geral da lavoura, reduzindo riscos produtivos e, potencialmente, os custos com defensivos”, destaca o pesquisador Camilo Morello, coordenador do programa de melhoramento genético do algodoeiro da Embrapa Algodão (PB).

Ambas as variedades têm resistência ao nematoide das galhas (Meloidogyne incognita). Esse nematoide causa perdas de até 50% na produtividade da lavoura de algodão, o que compromete o sistema radicular e o desenvolvimento das plantas. Além disso, apresentam resistência múltipla às principais doenças da cultura, como bacteriose, doença-azul e, principalmente, mancha de ramulária (causada pelo fungo Ramulariopsis pseudoglycines), presente nas principais regiões produtoras de algodão do País com perdas de produtividade de 25% a 35% em condições normais e até superiores a 70% em casos de alta severidade. Ambas são adaptadas a solos arenosos. Apesar das características em comum, as duas cultivares apresentam diferenças que podem orientar sua indicação para distintas condições de cultivo:

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 Resistência também ao nematoide reniforme

Além do nematoide das galhas, a BRS 510 B2RF é também resistente ao nematoide reniforme (Rotylenchulus reniformis), causador de prejuízos superiores a 60% na produtividade do algodão em áreas com altas infestações. Os nematoides são vermes microscópicos que estão entre os principais desafios fitossanitários à cotonicultura brasileira, pois parasitam as raízes das plantas e provocam prejuízos bilionários ao setor.

A produtividade média da cultivar atinge cerca de 7,6 t/ha na primeira safra e supera 5,3 t/ha na segunda safra. É indicada para áreas comerciais de alto rendimento, inclusive onde há histórico de pressão por nematoides e doenças, nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Ceará, Tocantins e Paraná.


Qualidade da fibra e estabilidade produtiva

A BRS 810 B3RF não só apresenta resistência a bacteriose, doença-azul, mancha de ramulária e nematoide das galhas, mas também se destaca por possuir fibras que superam as exigências da indústria têxtil: alcança produtividade média de cerca de 7,3 t/ha na primeira safra e 5,2 t/ha na segunda.

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É indicada para cultivo em primeira safra ou abertura de segunda safra no Cerrado e outras regiões consideradas aptas pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) – como Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí, Tocantins, Minas Gerais e Paraná –, assim como para cultivo irrigado no Semiárido.


Aliadas importantes no manejo integrado

Nelson Suassuna, fitopatologista da Embrapa Algodão e um dos responsáveis pelo desenvolvimento das cultivares, explica que a ramulária ocorre em todo o Brasil e é a doença que demanda mais aplicações de fungicidas: 8 a 10 por safra. Já os nematoides, apesar de estarem disseminados em quase todas as regiões produtoras, têm impacto maior em áreas específicas do Cerrado, como o oeste da Bahia e Mato Grosso. “Essas cultivares podem ser aliadas importantes nessas regiões de alta pressão de nematoides e doenças”, afirma.

Além do uso de cultivares resistentes ou tolerantes, as estratégias de manejo dos nematoides e da ramulária incluem rotação de culturas com plantas não hospedeiras, aplicação de nematicidas e fungicidas químicos ou biológicos, bem como a limpeza de equipamentos e maquinas agrícolas para evitar a contaminação de novas áreas, no caso dos nematoides.

Onde encontrar?

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As sementes das novas variedades podem ser adquiridas na empresa Lyntera.

Telefone: 61 99937-4526

Endereço: BR 020, KM 6, St. Industrial, Formosa – GO

E-mail: contato@lyntera.com.br

Fonte: Embrapa

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FONTE

Autor:Edna Santos (MTb 1700/CE) Embrapa Algodão

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

Preços de soja sobem de R$ 1 a R$ 2 por saca nas praças do Brasil; confira as cotações do dia

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Cotação da soja

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com preços mais altos, acompanhando os fortes ganhos na Bolsa de Chicago, impulsionados pela valorização do farelo. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que, no físico, as cotações melhoraram, com avanços entre R$ 1,00 e R$ 2,00 por saca nos portos, dependendo do momento.

Os prêmios e o dólar recuaram um pouco, mas o movimento de Chicago teve maior peso na formação dos preços. Apesar das cotações ainda fortes, o mercado interno permaneceu bastante calmo para negócios.

“O produtor espera que o porto chegue a R$ 170,00 por saca. Então, temos preços ainda bem fortes, mas o mercado disponível segue bastante travado”, destaca Silveira.

Na safra nova, os preços também avançaram, com boas ofertas nos portos e cotações mais fortes em Minas Gerais e Goiás. “O produtor aproveitou o movimento para fechar custos da safra nova”, acrescenta o analista.

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Mercado de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 154,00 para R$ 155,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 154,00 para R$ 156,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 151,00 para R$ 152,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 147,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 147,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 149,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 162,00 para R$ 163,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 162,00 para R$ 163,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta segunda-feira (21). O mercado foi sustentado pelas expectativas em torno das negociações comerciais entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, previstas para esta semana.

As compras chinesas de produtos agrícolas norte-americanos e uma possível redução da tarifa chinesa de 10% sobre a oleaginosa e outros grãos dos Estados Unidos estão entre os principais temas esperados nas discussões. Apesar da queda de 12% nas importações de soja dos Estados Unidos pela China em agosto, para 10,66 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a agosto, o país já ultrapassou a metade da meta de 25 milhões de toneladas de soja norte-americana prevista para este ano.

USDA

Na sexta-feira (18), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou uma venda privada de 111 mil toneladas de soja para a China, com entrega no ano comercial 2026/27. As inspeções de exportação de soja somaram 759.193 toneladas na semana encerrada em 17 de setembro, acima das 680.252 toneladas da semana anterior e das 565.630 toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

Desde o início do ano-safra, em 1º de setembro, o volume inspecionado chega a 1,68 milhão de toneladas, contra 1,65 milhão de toneladas no mesmo período da temporada anterior.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 24,50 centavos de dólar ou 1,87%, a US$ 13,28 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,44 por bushel, com avanço de 24,00 centavos de dólar ou 1,81%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 9,80 ou 2,73%, a US$ 368,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,85 centavos de dólar, com ganho de 0,63 centavo ou 0,92%.

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Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,74%, sendo negociado a R$ 5,1069 para a venda e a R$ 5,1049 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1024 e a máxima de R$ 5,1379.

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Sustentabilidade

Alta e queda dos fertilizantes refletem na safra 2026/27 – MAIS SOJA

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O MAP (fosfato monoamônico), que é um adubo considerado essencial para o cultivo de soja, ficou mais caro no Brasil, enquanto a ureia, muito utilizada na safra de milho, seguiu na direção oposta. Levantamento da consultoria de inteligência de mercado Aegro Insights revelou que o MAP granulado subiu para R$ 5.250 a tonelada, alta de 9,3% no trimestre em andamento entre maio e 10 de setembro, se comparado com o trimestre de abril a junho. Para a ureia, na comparação dos mesmos períodos analisados, a tonelada de ureia caiu para R$ 3.400 até 10 de setembro, um recuo de 8,7% ante o trimestre anterior.

Segundo a análise da Aegro Insights, a relação de troca entre fosfato e soja subiu o equivalente a quase um terço. Na prática, o produtor precisa destinar uma fatia maior da colheita para pagar a mesma quantidade de adubo fosfatado. “Os dois adubos seguem em caminhos opostos. A ureia barateou, mas o fosfato continua com preços altos. O que pesa na composição de preço não é o câmbio. Quem está adiando a compra porque espera o dólar abaixar está olhando para a variável errada”, afirma o engenheiro agrônomo Mathias Bergamin, coordenador de inteligência de mercado na Aegro.

Pode-se considerar que as compras para a adubação de base da soja na safra 2026/27 já foram encerradas, e o produtor vai sentir o peso desse custo ao longo da safra, à medida que outros insumos entrarem na conta. O gasto médio passou de R$ 842,10 por hectare na safra 2024/25 para R$ 1.058,00 na temporada 2025/26 e R$ 1.086,00 para a soja 2026/27, o equivalente a 9,44 sacas de soja por hectare atualmente.

“O preço do MAP vem num movimento de alta nos últimos quatro anos por causa da incerteza global, da guerra e da movimentação sociopolítica mundial. Mas, para lidar com isso, o produtor tem aprendido a ter um manejo mais eficiente com tecnologias de aplicação. É possível investir em boas práticas de manejo de solo e buscar alternativas. O produtor pode fazer uma análise prévia de solo para entender as zonas de manejo e fazer a fertilização linha a linha, no sulco, para aumentar a eficiência operacional no campo”, diz Bergamin.

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Já a ureia, insumo que costuma ter maior peso na adubação do milho, aponta em direção diferente. A série mensal de 2026 mostra a tonelada saltando para R$ 4.200 em abril e recuando à faixa de R$ 3.200 a R$ 3.300 nos meses seguintes, patamar em que se manteve até 10 de setembro. Esse movimento traz oportunidades para quem planeja a safrinha de milho de 2027.

“A ureia está com um preço bem atraente para o produtor que quer fechar a adubação do milho. O preço da ureia pode cair mais ainda, mas o produtor rural que quer se proteger financeiramente já pode comprar”, opina Bergamin. A pesquisa da consultoria Aegro Insights foi baseada em notas fiscais reais de insumos, com dados anonimizados de compras realizadas por produtores que utilizam o software de gestão Aegro.

Sobre a Aegro

A Aegro oferece o sistema de gestão para produtores rurais mais utilizado do Brasil. Líder do segmento, a Aegro simplifica a gestão de fazendas, unindo a operação do campo ao controle financeiro do escritório.

Além disso, a empresa opera um braço de inteligência de mercado que desenvolve pesquisas baseadas em dados anonimizados de milhares de hectares em todo o Brasil, em sua maioria destinados ao cultivo de grãos. Essa área de negócios é formada pelo Aegro Insights, que gera relatórios e painéis para os produtores rurais, incluindo o Compare Preços, ferramenta disponível gratuitamente.

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A empresa segue investindo em tecnologia e inovação. Por meio de suas soluções, a Aegro ajuda produtores brasileiros a tomarem decisões baseadas em números reais para garantir a sustentabilidade de seus negócios.

Fonte: Assessoria de imprensa



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