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14 de maio de 2026

Sustentabilidade

Produção de grãos atinge novo recorde com 350,2 milhões de toneladas colhidas na safra 2024/25 – MAIS SOJA

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A safra de grãos no ciclo 2024/25 se encerra estimada em 350,2 milhões de toneladas e estabelece um novo recorde na série histórica, superando o obtido na temporada 2022/23, quando foram colhidas 324,36 milhões de toneladas. Segundo o 12º Levantamento, divulgado nesta quinta-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume obtido no atual ciclo representa uma alta de 16,3% sobre a temporada anterior, o que corresponde a um incremento de 49,1 milhões de toneladas, sendo que milho, soja, arroz e algodão representam juntos cerca de 47 milhões de toneladas deste aumento.

De acordo com o boletim, esse crescimento verificado na atual safra em relação ao ciclo 2023/24 é atribuído à expansão de 1,9 milhão de hectares na área cultivada, saindo de 79,9 milhões de hectares na temporada passada para 81,7 milhões de hectares em 2024/25, bem como às condições climáticas favoráveis, sobretudo no Centro-Oeste, com destaque para o Mato Grosso, o que influenciou a recuperação na produtividade média nacional das lavouras em 13,7%, sendo estimada em 4.284 quilos por hectare no atual ciclo, enquanto que em 2023/24 foi de 3.769 kg/ha.

Principal produto cultivado, a soja registra produção recorde estimada em 171,5 milhões de toneladas, alta de 20,2 milhões de toneladas sobre a safra passada. O resultado histórico reflete o aumento da área semeada combinado com a melhora da produtividade média nacional das lavouras. Diante de condições climáticas mais favoráveis na maioria das regiões produtoras em relação a 2023/24, o desempenho médio nacional das lavouras no atual ciclo atingiu 3.621 kg/ha, o maior já registrado pela Companhia. Na safra 2024/25, a maior produtividade foi em Goiás, com 4.183 kg/ha, e a menor no Rio Grande do Sul, com 2.342 kg/ha, onde as regiões produtoras passaram por altas temperaturas e irregularidades nas precipitações a partir de dezembro até o fim de fevereiro.

A Conab também aponta para uma produtividade recorde na média nacional nas lavouras de milho, considerando as 3 safras do grão, estimada em 6.391 quilos por hectare no atual ciclo. Com isso, é esperada uma produção total de 139,7 milhões de toneladas na safra 2024/25, aumento de 20,9% em relação a 2023/24 e a maior colheita do produto já registrada pela estatal. Na primeira safra, a produção foi estimada em 24,9 milhões de toneladas, crescimento de 8,6% sobre a safra anterior. Na segunda safra, com 97% da área colhida e 3% em maturação, estima-se um crescimento de 24,4% na produção, prevista em 112 milhões de toneladas, e, para a terceira safra, com as lavouras em desenvolvimento, espera-se uma produção de 2,7 milhões de toneladas.

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Também é esperado um recorde para o algodão, com a produção da pluma sendo estimada em  4,1 milhões de toneladas. O resultado representa uma alta de 9,7% sobre a safra anterior e é sustentado pelo aumento de 7,3% na área semeada e pelas condições climáticas favoráveis. No final de agosto, já estava colhida 72,8% da área e 27,2% encontrava-se em maturação.

Para o arroz, que já possui colheita encerrada, a produção alcançou 12,8 milhões de toneladas, crescimento expressivo de 20,6% sobre 2023/24 e a 4ª maior já registrada, atrás apenas dos volumes obtidos nas temporadas de 2010/2011, de 2004/2005 e de 2003/2004. O aumento reflete a expansão de 9,8% na área semeada e as condições climáticas favoráveis, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor. No caso do feijão, a estimativa da Conab traz uma produção próxima a 3,1 milhões de toneladas, somando-se as três safras do grão, o que garante o abastecimento interno do país.

Dentre as culturas de inverno, destaque para o trigo. Com a semeadura concluída em todo o país, a área destinada para o grão apresentou redução de 19,9% em relação à safra passada, totalizando 2,4 milhões de hectares neste ciclo. Já a produtividade tende a apresentar uma recuperação, saindo de 2.579 quilos por hectare em 2024 para 3.077 kg/ha neste ano. Ainda assim, a produção está estimada em 7,5 milhões de toneladas nesta safra, redução de 4,5% em comparação com a temporada passada.

Mapeamento e produtividade da soja

Como parte do aprimoramento contínuo das estimativas, a Conab divulga a revisão das produtividades das safras de soja 2021/22, 2022/23 e 2023/24 e ajustes na safra 2024/25 a partir da adoção de uma metodologia baseada na integração de sensoriamento remoto e informações de campo, além de ajustes na área cultivada, após realização de mapeamento da cultura. O objetivo é aprimorar a qualidade e a coerência espacial das estimativas, incorporando de forma sistemática sinais observados por satélite que refletem o vigor vegetativo da cultura, ao mesmo tempo em que se preserva o conhecimento de campo e a experiência acumulada pelos informantes e técnicos da companhia.

Mercado

Com os bons resultados esperados para a produção de milho na safra 2024/25, a Conab atualiza os estoques de passagem do cereal neste levantamento, atualmente estimados em 12,8 milhões de toneladas.

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A Companhia também alterou o estoque inicial para a soja na atual safra para 4,32 milhões de toneladas. A produção recorde da oleaginosa permite o aumento nas exportações do grão, com a expectativa de serem comercializadas no mercado internacional 106,25 milhões de toneladas de soja da safra 2024/25, e também o incremento no consumo interno, sendo estimadas 57 milhões de toneladas do produto destinadas ao processamento no mercado doméstico. Ainda assim, é esperada uma recuperação nos estoques de passagem de soja, estimado em 9,3 milhões de toneladas ao final deste ciclo.

Outras informações sobre o cultivo e as condições de mercado sobre as principais culturas cultivadas no país podem ser encontradas no 12º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, publicado no site da Conab.

Fonte: Conab



 

FONTE
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Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

Seguro rural: produtor enfrenta mais restrições na contratação e custo alto em cenário de riscos maiores – MAIS SOJA

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O agronegócio brasileiro vive um cenário paradoxal: enquanto o setor mantém índices robustos de produção, a contratação do seguro rural apresenta sinais de retração. A combinação entre o aumento de eventos climáticos extremos, a redução de recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e a elevação dos custos das apólices tem desafiado a previsibilidade financeira dos produtores. Na avaliação do Martinelli Advogados, um dos principais escritórios de advocacia do País, este contexto demanda uma gestão de risco mais sofisticada e atenção redobrada aos aspectos jurídicos das operações.

De acordo com Rodrigo Linhares Orlandini, especialista em Direito Cível do Martinelli Advogados, a percepção de risco no campo nunca foi tão alta, mas o acesso à proteção tornou-se mais restrito. “Vivemos um cenário contraditório. O produtor entende a importância da proteção diante de secas e enchentes cada vez mais frequentes, mas encontra um seguro mais caro e seguradoras mais criteriosas, especialmente em regiões que sofreram perdas severas recentemente, como o Sul e partes do Centro-Oeste”, explica.

Além da falta de recursos do PSR, outros fatores influenciam a queda nas contratações, como juros elevados, margens mais apertadas para o produtor e uma maior rigidez das seguradoras. Para Orlandini, esse gargalo financeiro tem reflexos diretos no âmbito jurídico e estratégico das propriedades e agroindústrias.

“O que percebemos no dia a dia não é apenas uma oscilação de mercado, mas um aumento expressivo nas discussões envolvendo negativas de cobertura securitária e interpretação de cláusulas contratuais. Com o prêmio pesando mais no custo da operação, a análise do custo-benefício tornou-se extremamente seletiva, e qualquer falha na execução das apólices pode comprometer a viabilidade de todo um ciclo agrícola”, destaca o especialista

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.Alternativas e gestão de risco

Embora commodities como soja e milho mantenham um ritmo de contratação mais forte – muitas vezes atrelada a operações estruturadas com tradings, bancos e cooperativas –, os produtores têm buscado alternativas para mitigar perdas. Ferramentas como o hedge, para proteção de preços, e o barter (modalidade de negociação na qual o produtor adquire insumos como sementes, fertilizantes e defensivos e oferece como pagãmente parte da produção futura) vêm sendo utilizadas para trazer previsibilidade ao fluxo financeiro.

Contudo, Orlandini ressalta que nenhuma ferramenta substitui integralmente a função do seguro contra intempéries climáticas. “A competitividade na safra atual depende da capacidade de estruturar operações juridicamente sólidas e resilientes. Isso inclui desde a revisão criteriosa das apólices até a preparação para renegociações de débitos e perdas climáticas, que deixaram de ser eventos excepcionais para se tornarem parte integrante do risco do negócio”, conclui o advogado do Martinelli.

Sobre o Martinelli Advogados

O Martinelli Advogados é um escritório que oferece soluções completas voltado à advocacia empresarial, que também atua com forte viés em Consultoria Jurídica, Tributária, Fiscal e em Finanças Corporativas.

Fundado em 1997 em Joinville, Santa Catarina, o escritório evoluiu rapidamente de uma pequena sala para a lista dos 10 escritórios mais admirados do Brasil. Hoje conta com mais de 900 profissionais atuando com unidades próprias em algumas das principais cidades brasileiras, incluindo São Paulo, Ribeirão Preto e Campinas (SP); Rio de Janeiro (RJ); Brasília (DF); Belo Horizonte (MG); Curitiba, Maringá e Cascavel (PR); Porto Alegre, Caxias do Sul e Passo Fundo (RS); Joinville, Florianópolis, Criciúma e Chapecó (SC); e Sinop (MT).

Fonte: Assessoria de imprensa

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Sustentabilidade

Em abril, IBGE prevê safra de 348,7 milhões de toneladas para 2026 – MAIS SOJA

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A estimativa de abril de 2026 para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas é de 348,7 milhões de toneladas, 0,7% maior (ou mais 2,6 milhões de toneladas) que a obtida em 2025 (346,1 milhões de toneladas), com variação positiva de 0,1% (ou mais 334.277 mil toneladas) à estimativa de março de 2026.

Estimativa de Abril/2026 348,7 milhões de toneladas
  • Variação Abril 2026/Março 2026 (0,1%) +334.277 mil toneladas
  • Variação safra 2026/safra 2025 (0,7%) +2,6 milhões de toneladas

A área a ser colhida foi de 83,3 milhões de hectares, com aumento de 2,1% (ou 1,7 milhão de hectares) frente a 2025. Frente à estimativa de março, a área a ser colhida teve variação positiva de 0,2% (aumento 128 572 hectares).

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,7% da estimativa da produção e respondem por 87,6% da área a ser colhida. Para a soja, a estimativa de produção foi de 174,1 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 138,2 milhões de toneladas (29,6 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 108,5 milhões de toneladas de milho na 2ª safra).

A produção do arroz (em casca) foi estimada em 11,3 milhões de toneladas. Para o trigo, a estimativa de produção foi de 7,3 milhões de toneladas. A produção do algodão herbáceo (em caroço) foi estimada em 9,0 milhões de toneladas; e a do sorgo em 5,5 milhões de toneladas.

No que se refere à produção, frente a 2025, ocorrem acréscimos de 4,8% para a soja e de 1,0% para o sorgo. E ocorrem decréscimos de 8,9% para o algodão herbáceo (em caroço); de 10,6% para o arroz em casca; de 2,5% para o milho (crescimento de 15,2% para o milho 1ª safra e declínio de 6,4% para o milho 2ª safra); de 4,6% para o feijão; e de 6,8% para o trigo.

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Quanto à área a ser colhida, em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 1,2% na da soja; de 3,4% na do milho (aumentos de 11,9% no milho 1ª safra e de 1,3% no milho 2ª safra) e de 8,5% na do sorgo. Houve reduções de 4,3% na do algodão herbáceo (em caroço); de 10,4% na do arroz em casca; e de 3,8% na do feijão.

Centro-Oeste lidera a produção em abril de 2026, com 174,5 milhões de toneladas

Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 174,5 milhões de toneladas (50,0%); Sul, 92,1 milhões de toneladas (26,4%); Sudeste, 30,6 milhões de toneladas (8,8%), Nordeste, 29,9 milhões de toneladas (8,6%) e Norte, 21,5 milhões de toneladas (6,2%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Sul (6,8%) e a Nordeste (7,8%); e negativas para a Centro-Oeste (-2,3%), a Sudeste (-1,5%) e a Norte (-3,6%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção: a Nordeste (2,1%) e a Sudeste (0,4%). A Centro-Oeste apresentou estabilidade (0,0%), enquanto a Norte (-0,4%) e a Sul (-0,4%) apresentaram declínios.

Frente a março, houve aumentos nas estimativas da produção do café canephora (5,2% ou
66 371 t), do cacau (3,8% ou 11 956 t), do algodão herbáceo (3,4% ou 297 168 t), da cevada (3,2% ou 20 876 t), do milho 1ª safra (1,3% ou 380 836 t) e da soja (0,2% ou 371 132 t). Apresentaram declínios: o feijão 2ª safra (-4,7% ou -56 224 t), o feijão 3ª safra (-1,8% ou -13 790 t), a aveia (-1,3% ou -17 792 t), o trigo (-1,1% ou -81 954 t), o feijão 1ª safra (-1,0% ou -9 772 t), o milho 2ª safra (-0,5% ou -490 623 t) e o café arábica (-0,2% ou -4 519 t).

Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 30,9%, seguido pelo Paraná (13,5%), Rio Grande do Sul (10,8%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,5% do total.

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As principais variações absolutas positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram na Bahia (369 212 t), no Ceará (154 028 t), em Pernambuco (108 760 t), em São Paulo (107 224 t), em Rondônia (38 880 t), em Goiás (32 191 t), no Rio Grande do Norte (7 627 t), no Acre (1 259 t), no Rio de Janeiro (352 t) e no Amazonas (3 t). As variações negativas ocorreram no Paraná (-339 200 t), no Tocantins (-129 354 t), no Maranhão (-8 946 t), na Paraíba (-6 969 t), no Amapá (-496 t) e em Roraima
(-294 t).

ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – A estimativa para a produção de algodão herbáceo (em caroço) foi de 9,0 milhões de toneladas, crescimento de 3,4% em relação ao mês anterior, devido ao aumento de 2,7% na área cultivada. Em relação a 2025, a queda nas estimativas de produção chega a 14,2%, com recuos de 7,5% na área cultivada e 7,2% no rendimento médio. O Mato Grosso, maior produtor nacional, com cerca de 68,4% do total nacional, manteve suas estimativas em abril. Na Bahia, segundo maior produtor do algodão, responsável por 20,5% da safra nacional, a estimativa foi reavaliada para uma produção de 1,8 milhão de toneladas, crescimento de 19,0% em relação ao mês anterior.

CACAU (amêndoa) – A estimativa de abril para a produção brasileira de cacau foi de 324,2 mil toneladas, aumento de 3,8% em relação ao mês anterior, resultado de um maior rendimento médio (7,2%), compensando a redução da área (-3,1%). A estimativa da produção na Bahia aumentou 9,6%, tendo alcançado 137,4 mil toneladas. O Estado deve ser responsável por 42,4% da produção brasileira de amêndoas de cacau em 2026 e por quase 70,0% das áreas de produção. A Região Norte é a principal produtora de cacau do País, sendo o Pará o maior representante nacional, com 162,1 mil toneladas, cerca de 50,0% do total. No comparativo mensal, no entanto, não houve reavaliações para as estimativas paraenses.

FEIJÃO (em grão) – A estimativa de abril para a produção de feijão, considerando-se as três safras, alcançou 2,9 milhões de toneladas, uma redução de 2,7% em relação ao mês anterior e de 4,6% sobre a safra 2025. Essa produção deve atender ao consumo interno brasileiro, em 2026, em princípio, não havendo necessidade da importação do produto. Contudo, a estimativa da produção brasileira de feijão vem caindo nos últimos meses, reflexo, principalmente, dos preços aviltados do produto, o que preocupa os mercados, pois, o atual patamar de produção já se encontra apertado frente às estimativas para o consumo brasileiro em 2026.

A produção da 1ª safra de feijão foi de 989,0 mil toneladas, representando 34,4% de participação nacional dentre as três safras, sendo 1,0% menor que no mês anterior. Neste comparativo, foram verificados declínios de 1,3% no rendimento médio e de 2,0% na área plantada, com um crescimento de 0,3% na área colhida. A 2ª safra de feijão foi estimada em 1,1 milhão de toneladas, correspondendo a 39,4% de participação dentre as três safras. No comparativo com o mês de março, houve redução de 4,7% na estimativa de produção, em decorrência dos declínios de 1,3% na área a ser colhida e de 3,5% no rendimento médio. Para a 3ª safra de feijão, a estimativa de produção de abril foi de 753,6 mil toneladas, declínios de 1,8% em relação ao mês anterior e de 2,5% em relação ao volume produzido em 2025.

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MILHO (em grão) – A estimativa da produção do milho foi de 138,2 milhões de toneladas, declínio de 2,5% em relação ao volume produzido em 2025 e de 0,1% em relação a março de 2026.

O milho 1ª safra apresentou estimativa de produção de 29,6 milhões de toneladas, crescimento de 1,3% em relação ao mês anterior. A Região Sul, maior produtora de milho 1ª safra, com 43,6% do total nacional, obteve um aumento mensal de 0,9%, assim como, a Região Nordeste, que participa com 21,3% da produção nacional, tendo crescido 3,4%. O Estado do Rio Grande do Sul, maior produtor nacional de milho 1ª safra, com a participação de 21,7% do total na safra, obteve uma estimativa de 6,4 milhões de toneladas, aumento de 21,8% em relação à safra anterior. No segundo maior produtor nacional, Minas Gerais, com participação de 17,0% no total da safra, a estimativa foi de 5,0 milhões de toneladas, crescimento de 13,8% em relação ao volume produzido no ano anterior. Em relação a março de 2026, não ocorreram alterações. Paraná, terceiro maior produtor com participação de 13,3% no total da safra nacional, estimou produção de 3,9 milhões de toneladas, crescimento de 3,1% em relação ao mês anterior.

A estimativa da produção do milho 2ª safra foi de 108,5 milhões de toneladas, 0,4% inferior a março de 2026 e 6,4% menor quando comparado ao ano anterior. Na Região Centro-Oeste, que representa 71,2% da produção nacional, houve redução de 0,1% em relação ao mês anterior, semelhante à Região Sul, onde houve declínio de 0,9%. Nas Regiões Norte e Sudeste, ocorreram reduções de 3,5% e 0,9%, respectivamente. O Estado que mais produz milho na 2ª safra no Brasil é o Mato Grosso, com participação de 47,9% na produção, tendo sido estimado 52,0 milhões de toneladas para o ano de 2026, queda de 4,7% em relação volume produzido no ano anterior. Paraná, segundo maior produtor nacional com 16,0% de participação estimou uma produção de 17,4 milhões de toneladas, 0,9% inferior ao mês anterior. Goiás é o terceiro maior produtor do milho 2ª safra, com participação nacional de 12,3%, tendo estimado uma produção de 13,3 milhões de toneladas, declínio de 0,7% em relação a março de 2026.

SOJA (em grão) – A estimativa da produção brasileira de soja em grão foi novamente revisada para cima e alcançou 174,1 milhões de toneladas, novo recorde da série histórica do IBGE, com aumento de 0,2% em relação a março e de 4,8% frente ao volume obtido em 2025 (166,1 milhões de toneladas). O Mato Grosso, maior produtor nacional, manteve a estimativa de 50,5 milhões de toneladas, estável em relação a março e 0,7% acima do colhido em 2025. Goiás deve colher 19,8 milhões de toneladas, conservando a previsão de março e permanecendo 2,6% abaixo do volume produzido em 2025. No Mato Grosso do Sul, a produção foi estimada em 15,6 milhões de toneladas, mantendo a informação anterior, mas com crescimento de 19,1% em relação ao volume produzido em 2025. O Paraná, com 21,9 milhões de toneladas, mantém a segunda maior produção do País, apresentando leve recuo de 0,7% em relação a março, mas crescimento de 2,6% frente a 2025. No Rio Grande do Sul, a estimativa de abril indicou produção de 18,4 milhões de toneladas, mantendo o forte incremento de 34,6% em relação à safra do ano anterior.

CAFÉ (em grão) – A produção brasileira, considerando-se as duas espécies, arábica e canephora, foi estimada em 4,0 milhões de toneladas, ou 66,1 milhões de sacas de 60 kg, acréscimos de 1,6% em relação ao mês anterior e de 14,9% em relação ao volume produzido em 2025, sendo um recorde na série histórica da pesquisa, considerando a partir de 2002, quando houve mudança na unidade de medida e passou-se a divulgar café em grão. Em relação ao mês anterior, a área está declinando 0,1% e o rendimento médio, crescendo 1,7%. Em relação ao ano anterior, a área apresenta crescimento de 3,1% e o rendimento médio, 11,6%.

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Para o café arábica, a produção estimada foi de 2,6 milhões de toneladas ou 43,9 milhões de sacas de 60 kg. Para o café canephora, a estimativa da produção foi de 1,3 milhão de toneladas ou 22,2 milhões de sacas de 60 kg, acréscimos de 5,2% em relação ao mês anterior e de 6,0% em relação ao volume produzido em 2025, com aumentos de 3,7% na área a ser colhida e de 2,3% no rendimento médio, nesse último comparativo. A produção estimada para o café canephora, em 2026, é recorde da série histórica do IBGE. Até o presente momento, o clima tem favorecido as lavouras e os preços do produto acompanharam os do café arábica, em 2025, que também subiram, incentivando os produtores a investirem mais nas lavouras.

CEREAIS DE INVERNO (em grão) – Os principais cereais de inverno produzidos no Brasil são o trigo, a aveia branca e a cevada.

Para o trigo (em grão), a produção estimada alcançou 7,3 milhões de toneladas, declínios de 1,1% em relação ao mês anterior e de 6,8% em relação a 2025. O declínio da área cultivada do trigo na safra de 2026 deve-se aos preços do cereal, que estão apresentando baixa rentabilidade, bem como ao desânimo dos produtores, que tiveram perdas de produção e na qualidade do cereal, nas últimas safras, em função dos problemas climáticos na Região Sul, notadamente no Rio Grande do Sul. A Região Sul deve responder por 83,4% da produção tritícola brasileira em 2026. No Rio Grande do Sul, principal produtor do País, com 45,3% do total nacional, a produção estimada foi de 3,3 milhões de toneladas, declínio de 4,7% em relação ao volume colhido em 2025.

A produção da aveia (em grão) foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, declínios de 1,4% em relação ao mês anterior e de 3,7% em relação ao volume produzido em 2025. Os maiores produtores do cereal são o Rio Grande do Sul, com 922,3 mil toneladas, declínio de 1,4% em relação ao volume colhido em 2025; e Paraná, com 249,7 mil toneladas, declínios de 5,8% em relação a março e de 3,0% em relação ao volume colhido em 2025.

Para a cevada (em grão), a produção estimada foi de 667,0 mil toneladas, aumentos de 3,2% em relação ao mês anterior e de 5,4% em relação ao volume produzido em 2025. Os maiores produtores brasileiros da cevada são o Paraná, com 540,9 mil toneladas, crescimentos de 3,9% em relação a março e de 9,7% em relação ao volume produzido em 2025, devendo participar com 81,1% na safra brasileira em 2026; e o Rio Grande do Sul, com uma produção de 100,4 mil toneladas, declínio de 13,4% em relação ao volume produzido em 2025.

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Fonte:  IBGE


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FONTE

Autor:IBGE

Site: IBGE

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Sustentabilidade

Avaliação elenca as cultivares de trigo mais produtivas na Região Sul – MAIS SOJA

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O Ensaio de Cultivares de Trigo avaliou a produtividade de 30 cultivares na safra 2025, com experimentos a campo nos estados do Rio Grande do Sul e no Paraná.

O Ensaio de Cultivares de Trigo é um trabalho cooperativo que conta com a participação das principais instituições que atuam em pesquisas com trigo no Sul do Brasil, visando identificar o melhor desempenho das cultivares em uso no mercado. Na safra 2025, participaram da condução dos experimentos dez empresas: Biotrigo Genética, Coopatrigo, Embrapa, FAPA, IFRS, OR Genética de Sementes, RTC/CCGL, SEAPI/RS, Setrem e Unijuí.

A rede de ensaios foi conduzida em nove municípios no Rio Grande do Sul e dois no Paraná, seguindo protocolos pré-determinados pela Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale, a fim de  garantir maior precisão e confiabilidade nos resultados de  desempenho de cada cultivar. Ao final da safra 2025, foi compilado o ranking de produtividade das 30 cultivares avaliadas. A média de produtividade variou entre 80 a 100 sacos por hectare (sc/ha). Confira abaixo as 10 cultivares mais produtivas segundo o Ensaio:

A cultivar Xiru Capataz foi destaque no Ensaio de Cultivares, ocupando o primeiro lugar na média de rendimentos, com 100 sc/ha. Xiru Capataz foi lançada em 2024 pela Xiru Agrogenética e conta com base genética Embrapa. A cultivar foi avaliada durante três anos até o lançamento, quando apresentou produtividade 13% superior às testemunhas, representando um ganho de +10,9 sacas por hectare. Xiru Capataz tem classe comercial Trigo Pão (W 250), com ciclo médio/precoce (maturação em 132 dias) e sanidade equilibrada, com comportamento de resistência superior para oídio, ferrugem da folha, VNAC e boa resposta ao déficit hídrico e alumínio.

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Outro destaque no Ensaio foi a cultivar Borak, com 99 sacos por hectare. Trigo Pão (W 255), com ciclo médio de 135 dias, a cultivar apresenta resistência à geada na fase vegetativa, com excelente sanidade para doenças foliares. A estatura baixa das plantas e o colmo forte permitem o maior aporte de nitrogênio e densidade de plantas, o que aumenta o potencial de rendimento na lavoura. O trigo Borak é produto da parceria da Embrapa com a Cotripal.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Trigo João Leonardo Pires, “os resultados servem como subsídio para assistência técnica na indicação de opções para o produtor, além de orientar pesquisadores avaliando a resposta dos materiais na interação entre genótipo e ambiente”.

Novas linhas de melhoramento em trigo

Os avanços no melhoramento genético da Embrapa buscam adequar a oferta de cultivares às demandas do mercado. Nesse sentido, o programa de melhoramento da Embrapa tem direcionado esforços em duas novas plataformas genéticas: trigos precoces com estatura muito baixa (Nano), que permitem maior segurança em sistemas com elevado uso de insumos e condições favoráveis ao acamamento; e trigos com período entre semeadura e espigamento mais longo (Amplyum), ampliando a janela de semeadura e cobrindo o solo de forma antecipada, tornando esse trigo, também, uma planta de serviço para o sistema de produção.

Os trigos da linha Amplyum são desenvolvidos com subperíodo da emergência ao espigamento mais longo que pode chegar a 126 dias, cerca de 20 a 40 dias extras em comparação com as cultivares em uso na Região Sul. Essa característica permite ao produtor flexibilidade desde a implantação da lavoura, com semeadura antecipada, garantindo a cobertura do solo mais cedo sem aumentar riscos de perda por geada.  Além, disso, a cultivar apresenta um período de enchimento de grãos compatível (e até menor) com as demais cultivares, garantindo a colheita em momento que não atrase a semeadura da soja na sequência.

Na linha Nano, o melhoramento está selecionando plantas com estatura muito baixa (60 cm em média) e com colmo firme, capazes de reduzir os riscos de acamamento. Essa plataforma genética busca aumentar a segurança do trigo em condições que favoreçam o acamamento, ocasionadas por vários fatores de manejo e de ambiente.

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“Estamos trabalhando no desenvolvimento de cultivares que atendam às necessidades do mercado, capazes de aliar elevado rendimento de grãos à  maior eficiência no uso de recursos e insumos. Isso é possível por meio da genética, associada à arquitetura de planta, sanidade, produtividade e qualidade tecnológica, somada ao aprimoramento das técnicas de manejo”, explica o pesquisador Ricardo Castro, da equipe de melhoramento genético da Embrapa Trigo.

Fonte: Embrapa


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FONTE

Autor:Joseani M. Antunes (MTb 9693/RS) Embrapa Trigo

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Site: Embrapa

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