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11 de junho de 2026

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Brasil precisa de diferenciação para conquistar mercados premium de algodão

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“O Brasil, por ser mais competitivo, pode roubar participação de mercado de outros países. Nós produzimos o dobro do que os americanos produzem por área. Isso vai permitir que o Brasil continue avançando”. A análise é do PhD Marcos Fava Neves, durante o 17º Encontro Técnico de Algodão, realizado em Cuiabá, pela Fundação Mato Grosso na última semana.

O evento reuniu 480 inscritos de 73 cidades, de 12 estados e do Distrito Federal. Foram três dias de debates sobre tendências, desafios e oportunidades da cotonicultura brasileira, com a participação ativa de produtores, consultores e pesquisadores.

Na avaliação de Fava Neves, o Brasil tem condições de avançar no mercado internacional, mas enfrenta concorrência de países asiáticos. “Nós temos uma dificuldade grande de competir com as condições dos países asiáticos. Muitas vezes, a gente sabe que eles não adotam o mesmo rigor trabalhista que o Brasil tem, o mesmo rigor ambiental. Eles também são competitivos, nós temos que reconhecer isso!”, afirmou.

Para o especialista, a saída está em valorizar a qualidade da fibra produzida no país e comunicar sua história. “Eu acho que o caminho que nós temos que seguir é um esforço muito grande de diferenciação e contar a história do produto que é feito aqui no Brasil, com isso buscar esse segmento de consumidores mais premium, que tem condições de pagar e vai se orgulhar de usar uma roupa feita no Brasil”, completou.

O engenheiro agrônomo e produtor rural de Campo Verde, Alexandre Schenkel, reforçou que a cotonicultura só terá futuro se mantiver a busca por melhorias.

“Se nós nos acomodarmos, deixarmos de buscar soluções para os nossos problemas ou melhorias, ou até mesmo, deixarmos de mostrar alguns resultados, a gente vai entrar em decadência. Isso faz com que a gente perca produtividade, eficiência. O que pode levar à extinção da cultura, como aconteceu em alguns países”, disse Schenkel, que também preside o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).

Importância da atualização técnica

A cada safra, a necessidade de atualização é reforçada no campo. Para o vice-presidente do Grupo Itaquerê, Édio Brunetta, encontros como o da Fundação Mato Grosso são essenciais para identificar gargalos e ampliar a produtividade.

“As informações adquiridas aqui são importantes tanto para os produtores quanto para os profissionais que atuam na área. Nós precisamos disso! Tem muita gente nova, e não só é preciso reciclar o conhecimento técnico e sobre as novidades, materiais e tecnologias, mas também precisamos desse encontro entre produtores”, destacou.

Com mais de 30 anos de experiência em Mato Grosso, o engenheiro agrônomo e consultor técnico Nery Ribas acompanhou todas as edições do Encontro Técnico e elogiou sua evolução. “Todo Encontro Técnico da Fundação MT é muito bem planejado e dentro de uma ótica que traga resultado aos produtores e aos profissionais que participam, ajudando-os em suas tomadas de decisão”, afirmou.

O Head Corporativo e Comercial da Fundação Mato Grosso, Flávio Garcia, ressaltou a inovação dos painéis e o protagonismo dos produtores. “Ninguém melhor para compartilhar as rotinas conosco do que os próprios produtores. Esse comprometimento e engajamento começa no produtor, mas também vêm de todos os profissionais que fazem parte do time, dentro das propriedades”.

No encerramento, Fava Neves comparou os três dias de programação a um curso intensivo. “Tenho certeza de que as pessoas que vieram e ficaram aqui trabalhando, estudando, conversando com outros, vão voltar muito melhores. O que acontece aqui é quase como se fosse um MBA intensivo na questão da produção de algodão, da competitividade, das inovações, para que as pessoas possam replicar isso”.


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Rede Sociotécnica é apresentada para fortalecer a mandiocultura familiar em Mato Grosso do Sul

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Uma Rede Sociotécnica voltada à mandiocultura familiar foi apresentada em Mato Grosso do Sul durante a Tecnofam 2026, em 11/06/26. Segundo o material divulgado, a proposta busca reunir instituições de pesquisa, assistência técnica, governos, cooperativas e produtores. O objetivo é garantir acesso a manivas sadias e ampliar a competitividade da cadeia produtiva.

De acordo com o conteúdo fornecido, a iniciativa tem como foco estruturar uma articulação entre diferentes agentes ligados à produção de mandioca no estado. Entre os participantes previstos estão instituições de pesquisa, serviços de assistência técnica, governos, cooperativas e produtores.

O eixo técnico destacado no material é o acesso a manivas sadias, ponto diretamente relacionado aos desafios sanitários da mandiocultura. A proposta também menciona o fortalecimento da produção familiar e a ampliação da competitividade da cadeia produtiva.

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A apresentação ocorreu na Tecnofam 2026, evento citado como o espaço em que a Rede Sociotécnica foi anunciada. O texto original, no entanto, não informa quais instituições integrarão formalmente a rede, nem detalha cronograma, metas, volume de atendimento ou áreas prioritárias em Mato Grosso do Sul.

Também não há, no material fornecido, detalhamento sobre os problemas sanitários específicos que motivam a iniciativa, nem sobre prazos para implementação, fontes de financiamento ou critérios para acesso dos produtores às manivas. Dessa forma, o conteúdo disponível sustenta a criação da articulação e seus objetivos gerais, mas não permite avançar para estimativas operacionais ou de impacto econômico.

A proposta apresentada na Tecnofam 2026 indica uma ação voltada à organização da mandiocultura familiar e ao enfrentamento de questões sanitárias em Mato Grosso do Sul. O material divulgado não informa prazos, valores, instituições participantes ou impactos diretos já mensurados para os produtores.

Fonte: embrapa.br

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CNA debate espécies invasoras, borracha natural e incêndios florestais

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) discutiu, em Brasília, nesta quinta-feira (11), iniciativas para o setor florestal durante reunião da Comissão Nacional de Silvicultura. A pauta reuniu temas ligados à lista de espécies exóticas invasoras, ao mercado da borracha natural e ao combate a incêndios florestais. O encontro ocorreu em 11 de junho de 2026.

Um dos principais assuntos foi a atualização da lista de espécies exóticas invasoras da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), vinculada ao Ministério do Meio Ambiente. Segundo a assessora técnica da CNA, Jaine Cubas, a entidade tem atuado para minimizar os impactos dessas listas sobre o setor produtivo. De acordo com a CNA, além da articulação política e da criação de grupos de trabalho, foi elaborado um posicionamento sobre a inclusão de espécies consideradas social e economicamente importantes para o país.

Na reunião, a chefe-adjunta da Assessoria de Relações Institucionais da CNA, Carolina Rebelo, apresentou informações sobre o Projeto de Lei 5900/2025, de autoria do deputado federal Pedro Lupion. Segundo ela, o texto acrescenta dispositivos à Lei nº 14600/2023 para que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) seja o órgão responsável pela análise econômica das espécies de interesse produtivo. Ainda de acordo com Carolina, o projeto foi votado na Câmara com parecer do relator, deputado Pezenti, e seguiu para o Senado, com expectativa de entrar na pauta antes do recesso parlamentar que começa em 18 de julho.

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O presidente da comissão, Antônio Ginack, afirmou que o tema afeta diretamente a silvicultura nacional pelos possíveis efeitos sobre os cultivos de pinus e eucalipto. Segundo ele, a discussão precisa ocorrer com transparência e participação do setor produtivo, com base em critérios técnicos e científicos.

Outro ponto da pauta foi o mercado da borracha natural. Daniel Franciscon, da Datagro, afirmou que as estimativas indicam descompasso entre oferta e demanda pelo 4º ano consecutivo. Segundo ele, a incerteza fiscal e o ciclo eleitoral pressionam o câmbio no 2º semestre e influenciam a alta dos preços da borracha natural. Ele também citou o crescimento dos veículos eletrificados e a possibilidade de ocorrência do El Niño como fatores que reforçam as perspectivas de consumo, enquanto conflitos armados e guerra comercial podem reduzir as expectativas para a demanda global.

Na frente de prevenção, Dito Mário, da Reflore MS (Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas), apresentou dados sobre florestas plantadas e estratégias de combate a incêndios florestais. Segundo ele, o Mato Grosso do Sul tem potencial para ampliar o plantio de espécies como soja, cana, eucaliptos, pinos e seringueira. O material cita ainda ações da entidade, como a campanha Fogo Zero, voltada ao trabalho com jovens e crianças.

A reunião concentrou temas regulatórios, de mercado e de prevenção ligados à produção florestal. O material divulgado não informa números de área, volume de produção, preços ou prazos operacionais para as medidas discutidas.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Fórum na Tecnofam formaliza protocolo para estação meteorológica em território indígena de MS

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Um fórum sobre agricultura familiar indígena reuniu diversos setores na Tecnofam e resultou na assinatura de um protocolo de intenções para implementar uma estação meteorológica no Território Indígena Cachoeirinha, em Miranda (MS). Segundo o material fornecido, a estrutura será voltada ao monitoramento das condições climáticas, ao suporte à produção agrícola sustentável e ao fortalecimento do etnodesenvolvimento local. A data informada para a realização foi 11/06/26.

De acordo com o conteúdo informado, o fórum teve como foco a agricultura familiar indígena e reuniu representantes de diferentes setores durante a programação da Tecnofam. No encontro, foi formalizado um protocolo de intenções com a finalidade de viabilizar a instalação de uma estação meteorológica no Território Indígena Cachoeirinha.

O material aponta três objetivos centrais para a iniciativa: monitorar as condições climáticas, dar suporte à produção agrícola sustentável e fortalecer o etnodesenvolvimento local. A presença de uma estação meteorológica pode ampliar a disponibilidade de informações sobre o comportamento do tempo na área atendida, dentro do escopo descrito pela fonte.

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A informação fornecida, no entanto, não detalha quais instituições assinaram o protocolo, nem informa prazos, valores, modelo da estação ou responsáveis pela operação do equipamento. O texto original também não especifica quais culturas agrícolas devem ser diretamente atendidas pela medida.

Com base no material disponível, o anúncio se insere no debate sobre estrutura de apoio à produção em territórios indígenas, com ênfase em informação climática aplicada ao campo. Não há, porém, no conteúdo fornecido, descrição de etapas de implantação, cronograma ou estimativa de abrangência técnica da estação.

O material divulgado informa a assinatura do protocolo de intenções e os objetivos da futura estação meteorológica, mas não apresenta prazo de implementação, investimento previsto ou impactos diretos já mensurados para os produtores da área.

Fonte: embrapa.br

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