Connect with us
23 de junho de 2026

Business

Brasil precisa de diferenciação para conquistar mercados premium de algodão

Published

on

“O Brasil, por ser mais competitivo, pode roubar participação de mercado de outros países. Nós produzimos o dobro do que os americanos produzem por área. Isso vai permitir que o Brasil continue avançando”. A análise é do PhD Marcos Fava Neves, durante o 17º Encontro Técnico de Algodão, realizado em Cuiabá, pela Fundação Mato Grosso na última semana.

O evento reuniu 480 inscritos de 73 cidades, de 12 estados e do Distrito Federal. Foram três dias de debates sobre tendências, desafios e oportunidades da cotonicultura brasileira, com a participação ativa de produtores, consultores e pesquisadores.

Na avaliação de Fava Neves, o Brasil tem condições de avançar no mercado internacional, mas enfrenta concorrência de países asiáticos. “Nós temos uma dificuldade grande de competir com as condições dos países asiáticos. Muitas vezes, a gente sabe que eles não adotam o mesmo rigor trabalhista que o Brasil tem, o mesmo rigor ambiental. Eles também são competitivos, nós temos que reconhecer isso!”, afirmou.

Para o especialista, a saída está em valorizar a qualidade da fibra produzida no país e comunicar sua história. “Eu acho que o caminho que nós temos que seguir é um esforço muito grande de diferenciação e contar a história do produto que é feito aqui no Brasil, com isso buscar esse segmento de consumidores mais premium, que tem condições de pagar e vai se orgulhar de usar uma roupa feita no Brasil”, completou.

O engenheiro agrônomo e produtor rural de Campo Verde, Alexandre Schenkel, reforçou que a cotonicultura só terá futuro se mantiver a busca por melhorias.

“Se nós nos acomodarmos, deixarmos de buscar soluções para os nossos problemas ou melhorias, ou até mesmo, deixarmos de mostrar alguns resultados, a gente vai entrar em decadência. Isso faz com que a gente perca produtividade, eficiência. O que pode levar à extinção da cultura, como aconteceu em alguns países”, disse Schenkel, que também preside o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).

Importância da atualização técnica

A cada safra, a necessidade de atualização é reforçada no campo. Para o vice-presidente do Grupo Itaquerê, Édio Brunetta, encontros como o da Fundação Mato Grosso são essenciais para identificar gargalos e ampliar a produtividade.

“As informações adquiridas aqui são importantes tanto para os produtores quanto para os profissionais que atuam na área. Nós precisamos disso! Tem muita gente nova, e não só é preciso reciclar o conhecimento técnico e sobre as novidades, materiais e tecnologias, mas também precisamos desse encontro entre produtores”, destacou.

Com mais de 30 anos de experiência em Mato Grosso, o engenheiro agrônomo e consultor técnico Nery Ribas acompanhou todas as edições do Encontro Técnico e elogiou sua evolução. “Todo Encontro Técnico da Fundação MT é muito bem planejado e dentro de uma ótica que traga resultado aos produtores e aos profissionais que participam, ajudando-os em suas tomadas de decisão”, afirmou.

O Head Corporativo e Comercial da Fundação Mato Grosso, Flávio Garcia, ressaltou a inovação dos painéis e o protagonismo dos produtores. “Ninguém melhor para compartilhar as rotinas conosco do que os próprios produtores. Esse comprometimento e engajamento começa no produtor, mas também vêm de todos os profissionais que fazem parte do time, dentro das propriedades”.

No encerramento, Fava Neves comparou os três dias de programação a um curso intensivo. “Tenho certeza de que as pessoas que vieram e ficaram aqui trabalhando, estudando, conversando com outros, vão voltar muito melhores. O que acontece aqui é quase como se fosse um MBA intensivo na questão da produção de algodão, da competitividade, das inovações, para que as pessoas possam replicar isso”.


Clique aqui, entre em nossa comunidade no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

Continue Reading

Business

Embrapa inicia construção de nova sede no Maranhão com investimento de R$ 43,9 milhões

Published

on


Foto: Assessoria de Imprensa da Embrapa

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou, nesta segunda-feira (22), as obras da nova sede da Embrapa Maranhão, em São Luís. Com investimento de R$ 43,9 milhões, provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), a estrutura será construída em uma área de aproximadamente 22 hectares no campus Maracanã do Instituto Federal do Maranhão (IFMA).

A previsão é que a nova unidade seja concluída em até dois anos e amplie a capacidade de pesquisa, inovação e articulação institucional da Embrapa no estado, com atuação voltada aos biomas Amazônia e Cerrado, à região do Matopiba, à agricultura familiar e às comunidades tradicionais.

O projeto também conta com recursos do Governo do Maranhão, que destinou R$ 10 milhões, e da bancada federal maranhense, responsável por outros R$ 5 milhões para infraestrutura e aquisição de equipamentos.

Estrutura reforçará pesquisa e inovação

Durante a cerimônia de lançamento, a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou que a nova sede permitirá ampliar as pesquisas voltadas a diferentes perfis de produtores rurais e fortalecer uma agricultura mais sustentável.

Segundo ela, o Maranhão reúne realidades distintas, que vão desde a produção de grãos e a pecuária até sistemas agroflorestais, agricultura familiar e extrativismo, exigindo soluções adaptadas às características do estado.

Já o chefe-geral da Embrapa Maranhão, Marco Bomfim, afirmou que a nova unidade representa um marco para a consolidação da pesquisa agropecuária no estado e será integrada a outras iniciativas estratégicas, como a contratação de 50 novos empregados aprovados no último concurso da Embrapa e a implantação do Hub Matopiba, na unidade experimental de Balsas.

Laboratórios de alta tecnologia

A nova sede contará com uma estrutura voltada ao desenvolvimento de tecnologias para o agronegócio e para a agricultura familiar.

Entre os destaques está a implantação de uma central analítica multiusuário, equipada com instrumentos de alta complexidade para apoiar pesquisas em bioinsumos e compostos bioativos.

Também estão previstos:

  • laboratórios de análise de alimentos e processos agroindustriais;
  • uma planta-piloto para desenvolvimento de produtos da agricultura familiar, pesca artesanal e extrativismo;
  • um Laboratório de Inovação Social, voltado a negócios de impacto social;
  • o primeiro Laboratório de Bioeficiência e Sustentabilidade na Pecuária do bioma Amazônia e o único das regiões Norte e Nordeste, destinado a pesquisas sobre redução das emissões de metano e eficiência alimentar de bovinos.

Além disso, a unidade contará com um campo experimental de 19 hectares para pesquisas em integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), sistemas agroflorestais (SAFs), piscicultura, apicultura, meliponicultura e diferentes cultivos agrícolas.

Maranhão reúne potencial produtivo e desafios sociais

Segundo a Embrapa, a nova estrutura busca atender às demandas de um estado que reúne elevado potencial agrícola e grande diversidade ambiental.

O Maranhão está localizado na transição entre os biomas Amazônia e Cerrado, integra a Amazônia Legal e possui cerca de um terço de seu território inserido no Matopiba, considerada a principal fronteira agrícola do país. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios relacionados aos indicadores sociais e à pobreza rural.

A expectativa da Embrapa é que a nova sede fortaleça a geração de tecnologias voltadas tanto ao agronegócio quanto à agricultura familiar, promovendo inovação, sustentabilidade e agregação de valor às cadeias produtivas do estado.

O post Embrapa inicia construção de nova sede no Maranhão com investimento de R$ 43,9 milhões apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Colheita de café arábica no Cerrado Mineiro atinge 18% da safra prevista

Published

on


A colheita de café arábica no Cerrado Mineiro chegou a 18% da produção prevista para a safra 2026 até o fim da terceira semana de junho, segundo levantamento da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer). Em nota divulgada nesta terça-feira (23), a cooperativa estimou produção de 2,859 milhões de sacas de 60 quilos neste ciclo.

De acordo com boletim técnico da Expocacer, as chuvas registradas entre os dias 13 e 18 de junho somaram 32,8 milímetros e provocaram atrasos nas operações de colheita e pós-colheita em diversas propriedades da região.

Segundo a cooperativa, o excesso de umidade afetou os terreiros de secagem, interrompeu atividades de campo e retardou o beneficiamento dos grãos. O cenário atingiu etapas operacionais importantes da safra, especialmente nas áreas em que o café já havia sido retirado do campo e dependia de condições mais estáveis para secagem e manejo pós-colheita.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

A perspectiva para os próximos dias, no entanto, é de melhora nas condições de trabalho. A previsão informada pela cooperativa aponta acumulado de 4,1 milímetros de chuva entre 19 e 24 de junho, condição que, segundo a entidade, deve permitir a retomada da colheita e da secagem dos cafés.

Nas áreas monitoradas, 59% dos frutos estão atualmente no estágio "cereja", apontado pela Expocacer como ideal para a colheita. Nas áreas já colhidas, os produtores iniciaram os tratos de pós-colheita voltados à recuperação das lavouras e ao preparo para o próximo ciclo produtivo.

Apesar dos atrasos provocados pelas precipitações, técnicos da Expocacer avaliam que o cenário da safra no Cerrado Mineiro segue positivo, com avanço da colheita e continuidade dos manejos nas áreas já trabalhadas.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Colheita de café arábica no Cerrado Mineiro atinge 18% da safra prevista apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Programa Caminho Verde Brasil é apresentado em fórum internacional do agro

Published

on


O Programa Caminho Verde Brasil, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foi apresentado na quinta-feira (18) durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP), em Campo Grande (MS). A iniciativa integrou o painel “A nova revolução do agro: mais produção e desmatamento zero”, voltado à expansão da produção agropecuária com sustentabilidade ambiental.

Segundo o material divulgado, o fórum reuniu autoridades, lideranças do setor produtivo, especialistas e representantes de 16 países e da União Europeia para discutir segurança alimentar, produção sustentável e oportunidades para a agropecuária brasileira diante da demanda mundial por alimentos e energia limpa.

No painel, o assessor especial do ministro e coordenador do programa, Pedro Cunto, apresentou as ações do Caminho Verde Brasil. De acordo com ele, a iniciativa atua na recuperação de áreas degradadas, no aumento da produtividade e na promoção de sistemas produtivos sustentáveis. Em declaração divulgada pelo Mapa, Cunto afirmou que o programa contribui para restaurar áreas degradadas, reduzir a pressão por desmatamento em áreas de vegetação nativa e diminuir emissões de gases de efeito estufa.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Ainda segundo o coordenador, o Governo Federal e o Banco do Brasil desenvolveram um modelo para viabilizar a participação de grandes investidores públicos e privados no financiamento da agropecuária sustentável. Ele citou o Fiagro Multimercado como um dos mecanismos para financiar o programa e informou que a meta é restaurar 40 milhões de hectares de áreas degradadas, com necessidade de US$ 6 bilhões por ano. Também disse que novos leilões com o Tesouro Nacional devem buscar recursos externos.

O representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Jorge Meza, destacou a relevância do Brasil para a segurança alimentar global e afirmou que as mudanças climáticas estão entre os principais desafios para a agricultura, exigindo avanço em ações de mitigação de longo prazo.

Coordenado pelo Mapa, o Caminho Verde Brasil prevê a incorporação de áreas degradadas a sistemas produtivos sustentáveis. Os produtores que aderirem ao programa assumem compromissos relacionados a desmatamento zero, certificação trabalhista, monitoramento de carbono e adoção de práticas sustentáveis. Para a primeira fase, a iniciativa conta com aproximadamente US$ 6 bilhões para financiar produtores rurais por meio de dez instituições financeiras habilitadas.

A apresentação no FIAP colocou o programa no centro do debate sobre produção, sustentabilidade e financiamento no campo, com foco na recuperação de áreas degradadas e na ampliação de sistemas produtivos sustentáveis.

Fonte: gov.br

O post Programa Caminho Verde Brasil é apresentado em fórum internacional do agro apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT