Connect with us
7 de maio de 2026

Business

Prato Feito é patrimônio imaterial e feijão produzido com biológicos é a estrela

Published

on


Ao refletir sobre a essência do Brasil na culinária, o icônico Prato Feito surge na minha mente. Arroz, feijão, uma fonte de proteína e uma salada singela. Um almoço diário para milhões, seja em casa, restaurante ou no trabalho. É acessível, nutritivo e, acima de tudo, sinônimo de identidade.

Mais do que isso: precisamos resgatar o orgulho do brasileiro por ter aqui esse prato único, que pode ser chamado de Prato Feito, prato executivo ou qualquer outro nome que receba. Ele é nosso cartão de visitas gastronômico, uma prova de que a simplicidade também pode carregar grandeza.

E o feijão, no coração desse prato. Ele é a base alimentar de verdade, pilar protéico da refeição. Aprendi com especialistas que quem se alimenta com feijão cinco vezes por semana já está cuidando da saúde. Uma fonte de proteínas vegetais, fibras e ferro, ajuda na prevenção e dá energia para o dia a dia.

Produção biológica do feijão

Ainda assim, o mais crucial é pensar como o feijão, o arroz e demais ingredientes são produzidos. Nos últimos anos, uma metamorfose no campo chamou minha atenção. Produtores estão usando cada vez mais produtos biológicos.

Advertisement

Feitos de microrganismos e extratos naturais, esses ajudam a proteger as plantas, fortalecer o solo e enriquecer os grãos em nutrientes. Para o consumidor, isso quer dizer um feijão mais puro, sem resíduos e com qualidade extra.

Gosto de uma comparação bem simplesinha. Nós não tomamos remédios fortes, antibióticos todo dia. No dia a dia, se a gente não está bem, prefere um chazinho, um jeito mais natural, algo levinho. Só no fim mesmo que se recorre a um remédio mais pesado. A ideia é igualzinha no campo. Os biológicos são um tratamento natural para a roça, usados para manter o equilíbrio. Os produtos químicos ficam para os momentos de aperto.

Agora, como se isso não fosse suficiente, o feijão traz uma coisa maravilhosa: tem pouca pegada de carbono. Quer dizer, sua produção manda muito menos gases que prejudicam a natureza do que carne, leite e até outras fontes vegetais de proteína. Isso faz o feijão ser um dos alimentos mais positivos para o planeta.

E quando a gente junta essa pegada de carbono pequena com os biológicos, o feijão fica quase invencível. É tradição, saúde, cuidado com a natureza e sabor, tudo num grão só.

E volto para o Prato Feito. Cada PF servido no Brasil pode ser algo mais que uma refeição ligeira, mas um ato de saúde e um compromisso com o planeta. Quando o feijão desse prato especial é cultivado de forma biológica, transcende a simples função de sustento, transformando-se em um símbolo de esperança para o futuro.

Advertisement

Campos mais equilibrados trazem menos prejuízos, fornecimento garantido e preços mais atrativos. O consumidor talvez não perceba de imediato, mas é essa a base que assegura o grão acessível e presença constante na mesa de milhões.

O feijão é uma lembrança carinhosa, parte da cultura, elemento-chave da identidade nacional. Contudo, com a produção biológica e baixo impacto ambiental, ele também oferece soluções para os desafios atuais.

O Prato Feito não foi oficialmente reconhecido como patrimônio imaterial por órgãos como o Iphan, mas representa a culinária brasileira, um dos principais elementos culturais e de identidade nacional. Diversos pratos e receitas regionais da culinária já alcançaram o status de patrimônio imaterial em suas localidades, como o Virado à Paulista no estado de São Paulo e o bolinho de feijoada no Rio de Janeiro.

Portanto, insisto sempre: consumir feijão cinco vezes por semana é um gesto de cuidado com a saúde. Escolher feijões cultivados com respeito ao meio ambiente é uma forma de zelar pelo planeta. Quando estes dois elementos se unem no Prato Feito brasileiro, vemos a comprovação de que a comida verdadeira está ao nosso dispor, no nosso cotidiano. A comida perfeita já está aqui e ela se chama feijão.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional

Advertisement

Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

Continue Reading
Advertisement

Business

Mapa atualiza zoneamento climático do girassol com seis classes de água no solo

Published

on


Foto: Fredox Carvalho

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou nesta quinta-feira (7) a Portaria SPA/Mapa nº 95, de segunda-feira (5), com a versão atualizada do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para o girassol.

A principal mudança é a adoção de seis classes de água disponível no solo, em substituição ao modelo anterior, que trabalhava com três tipos. Segundo o governo, a revisão busca melhorar a aderência do zoneamento às condições reais de produção no país.

De acordo com o pesquisador José Renato Bouças Farias, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Soja), o Zarc é uma ferramenta de análise de risco associada à variabilidade climática e considera características da cultura e do solo.

Na atualização para o girassol, foram incorporadas novas metodologias, parâmetros e uma base climática revisada, além de fatores de risco hídricos, térmicos e fitossanitários.

Advertisement

Pelo novo modelo, as áreas e janelas de semeadura foram definidas com probabilidade de perdas de rendimento inferiores a 20%, 30% e 40% em função de eventos meteorológicos adversos. Farias ressalta, no entanto, que o zoneamento não indica, por si só, os locais e períodos de maior produtividade, mas sim os de menor risco climático.

A mudança metodológica passa a estimar a água disponível no solo com base nos teores de silte, areia e argila, por meio de função de pedotransferência ajustada para diferentes solos brasileiros. Antes, a classificação era baseada principalmente no teor de argila.

Segundo a Embrapa, isso amplia a representatividade do zoneamento e prepara a ferramenta para, no futuro, incorporar níveis de manejo do solo e sistemas produtivos.

O estudo também relaciona clima e risco fitossanitário. Entre os exemplos citados estão a podridão branca, favorecida por condições frias e úmidas, e a mancha de alternaria, associada a temperaturas elevadas e chuvas excessivas. Para o girassol, a necessidade ideal de água varia de 500 a 700 milímetros ao longo do ciclo, com maior sensibilidade ao déficit hídrico na semeadura, emergência, formação do capítulo, floração e enchimento de grãos.

Fonte: embrapa.br

O post Mapa atualiza zoneamento climático do girassol com seis classes de água no solo apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading

Business

Nova regra proíbe seguro rural para propriedades com desmatamento ilegal

Published

on


Foto: Divulgação

Entrou em vigor neste mês a resolução CNSP nº 485/2024, nova regulamentação do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) que passa a vincular a contratação do Seguro Rural à regularidade ambiental, social e trabalhista das propriedades rurais.

A norma estabelece critérios mais rígidos para análise de risco e impede que seguradoras ofereçam cobertura a atividades agropecuárias com irregularidades ambientais ou trabalhistas. Com isso, práticas ligadas à sustentabilidade passam a integrar oficialmente os requisitos para concessão do seguro no Brasil.

Segundo o gerente de sustentabilidade da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Pedro Werneck, ferramentas de rastreabilidade e monitoramento geoespacial devem auxiliar as seguradoras no cumprimento das novas exigências.

“Desenvolvemos uma ferramenta que consolida todas as informações demandadas pela resolução e cruza dados de diversas bases públicas para gerar alertas automáticos de restrição”, afirmou.

Advertisement

O que muda com a nova resolução

A regulamentação proíbe contratos de seguro rural em propriedades que apresentem irregularidades como desmatamento ilegal, sobreposição com Terras Indígenas ou Unidades de Conservação e ausência de inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Também ficam impedidas de contratar seguro propriedades incluídas na chamada “Lista Suja” do Ministério do Trabalho e Emprego, que reúne empregadores envolvidos em condições análogas à escravidão.

Além disso, a regra aproxima as exigências do seguro rural às condições já aplicadas pelo Banco Central na concessão de crédito rural, criando um padrão único de conformidade socioambiental para o agronegócio.

Setor vê mais segurança jurídica e redução de riscos

De acordo com a CNseg, a resolução traz mais segurança jurídica para seguradoras e amplia a transparência na análise de riscos do setor.

A entidade também avalia que a medida reduz riscos reputacionais e aproxima o mercado brasileiro das metas globais de sustentabilidade, especialmente diante das discussões ambientais ampliadas com a COP30.

Advertisement

Para os produtores rurais, a regularidade ambiental e trabalhista passa a ser condição não apenas para acessar crédito, mas também para proteger a produção com cobertura securitária.

Na avaliação do setor, a medida fortalece a imagem do Brasil como produtor agropecuário alinhado às exigências internacionais de sustentabilidade e rastreabilidade.

O post Nova regra proíbe seguro rural para propriedades com desmatamento ilegal apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Empregos no agro mais que dobram em Mato Grosso, mas falta gente para trabalhar

Published

on


Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

O agronegócio em Mato Grosso mais que dobrou o número de empregos nas últimas duas décadas, impulsionado pela expansão da produção e pelo avanço tecnológico no campo. Apesar do crescimento, a falta de mão de obra qualificada tem se tornado um dos principais entraves para o setor.

Em regiões como Juína, produtores enfrentam dificuldades para preencher vagas e manter o ritmo das operações, mesmo com a oferta de trabalho e salários considerados atrativos. A realidade tem exigido adaptação dentro das propriedades e investimento na formação dos próprios trabalhadores.

“A agricultura chegou em Juína, só que a mão de obra não está direcionada para a agricultura. A mão de obra, eu acho que é um ponto muito complicado hoje dentro de Juína. Nós temos falta de mão de obra qualificada, precisamos qualificar mais o nosso profissional”, relata o produtor rural Alcides Szulczewski Filho ao Patrulheiro Agro.

O produtor cultiva cerca de 1,6 mil hectares de soja no município, além de milho, e também mantém pecuária integrada e comercializa madeira dentro do plano de manejo legal. Diante da dificuldade de contratação, a alternativa tem sido redistribuir funções entre os próprios funcionários. “Se você pegar hoje, descarregando aqui eu tenho um vaqueiro na bazuca, eu tenho um operador na outra bazuca, o meu medidor de umidade é o meu cortador lá do mato”.

Advertisement
Colheita soja mão de obra no campo foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Adaptação e qualificação no campo

A reorganização da mão de obra dentro das fazendas tem se tornado comum. Trabalhadores que antes atuavam em uma função passam a assumir novas atividades, acompanhando as mudanças do agro.

“Então nós estamos pegando e readaptando a nossa mão de obra, fazendo com que ela fique cada vez mais qualificada. É gratificante para nós, que investimos na qualificação, e é gratificante para eles porque agregam também mais valor no seu orçamento e mais conhecimento”, afirma Alcides.

O movimento também representa oportunidade para quem já está no campo. Com cerca de 15 anos de experiência como vaqueiro, Júnior César Magalhães Roberto agora aprende a operar máquinas agrícolas. “Mais uma profissão que eu estou herdando agora, aprendendo, e eu estou achando bom demais. Trabalhar na cabine é bem melhor”.

Ele destaca que a demanda por trabalhadores segue alta. “Hoje a procura no mercado está boa. Faltando gente na lavoura. Faz uns 15 anos que eu tenho de profissão e o trator é um experimento novo, sombra, ar, maquinão bom, mais um aprendizado que a gente tem”, diz ao Canal Rural Mato Grosso.

mão de obra no campo foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Crescimento acelerado e falta de profissionais

Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que o número de trabalhadores no agronegócio saltou de pouco mais de 170 mil para quase 450 mil em cerca de duas décadas. O destaque foi 2022, quando os empregos cresceram mais de 13%.

O avanço reflete não apenas o aumento da produção, mas também um setor mais dinâmico e tecnológico, que amplia a necessidade de profissionais qualificados em diferentes áreas.

“Mato Grosso cresce a ritmo Chinês e esse crescimento gera oportunidade de emprego. A gente aqui tem uma deficiência de mão de obra muito grande, aqui falta tudo”, afirma o vice-presidente sul da Aprosoja-MT, Fernando Ferri.

Advertisement

Segundo Ferri, a escassez tem gerado disputa por trabalhadores entre propriedades. “Quem tem vontade, é um lugar que tem oportunidade, porque tem demanda, paga bem. Os salários hoje nas fazendas é um nível de salário bom, mais do que a indústria”.

mão de obra no campo foto pedro silvestre canal rural mato grosso 1
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Oportunidade e mudança de vida

A busca por melhores condições tem levado trabalhadores de outras regiões a migrar para Mato Grosso. É o caso de Francisco Everson Vieira Barbosa Silva, que deixou Brasília para atuar no setor.

“Eu era motoboy em Brasília, e o pessoal fala que aqui é a ‘Suíça Brasileira’ e eu vi essa oportunidade, vim e agarrei e estou agarrado com unhas e dentes”, conta à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

Hoje como operador de silo, ele afirma que a renda aumentou significativamente. “É boa, quatro vezes mais do que eu ganhava lá em Brasília. Aqui a minha vida mudou, a qualidade de vida com a minha família mudou”. Além da remuneração, ele destaca o impacto na rotina familiar. “Eu pude oferecer para os meus filhos princípios e valores que na cidade grande eu não conseguia. Busquei me aperfeiçoar e é daqui que eu trago o sustento da minha família”.

O crescimento do setor também exige dedicação intensa, conforme reforça Fernando Ferri. “A pessoa que quer vir pra cá tem que estar disposta a trabalhar o ano todo. Você depende do clima e esse clima o dia que está bom pra plantar e o dia que está bom para colher você tem que trabalhar”.

Mesmo com os desafios, o cenário segue positivo para quem busca espaço no mercado de trabalho. “Ela tem que querer trabalhar para crescer, e oportunidade tem para todo mundo”, conclui.

Advertisement

+Confira todos os episódios da série Patrulheiro Agro


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Empregos no agro mais que dobram em Mato Grosso, mas falta gente para trabalhar apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT