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23 de junho de 2026

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Prato Feito é patrimônio imaterial e feijão produzido com biológicos é a estrela

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Ao refletir sobre a essência do Brasil na culinária, o icônico Prato Feito surge na minha mente. Arroz, feijão, uma fonte de proteína e uma salada singela. Um almoço diário para milhões, seja em casa, restaurante ou no trabalho. É acessível, nutritivo e, acima de tudo, sinônimo de identidade.

Mais do que isso: precisamos resgatar o orgulho do brasileiro por ter aqui esse prato único, que pode ser chamado de Prato Feito, prato executivo ou qualquer outro nome que receba. Ele é nosso cartão de visitas gastronômico, uma prova de que a simplicidade também pode carregar grandeza.

E o feijão, no coração desse prato. Ele é a base alimentar de verdade, pilar protéico da refeição. Aprendi com especialistas que quem se alimenta com feijão cinco vezes por semana já está cuidando da saúde. Uma fonte de proteínas vegetais, fibras e ferro, ajuda na prevenção e dá energia para o dia a dia.

Produção biológica do feijão

Ainda assim, o mais crucial é pensar como o feijão, o arroz e demais ingredientes são produzidos. Nos últimos anos, uma metamorfose no campo chamou minha atenção. Produtores estão usando cada vez mais produtos biológicos.

Feitos de microrganismos e extratos naturais, esses ajudam a proteger as plantas, fortalecer o solo e enriquecer os grãos em nutrientes. Para o consumidor, isso quer dizer um feijão mais puro, sem resíduos e com qualidade extra.

Gosto de uma comparação bem simplesinha. Nós não tomamos remédios fortes, antibióticos todo dia. No dia a dia, se a gente não está bem, prefere um chazinho, um jeito mais natural, algo levinho. Só no fim mesmo que se recorre a um remédio mais pesado. A ideia é igualzinha no campo. Os biológicos são um tratamento natural para a roça, usados para manter o equilíbrio. Os produtos químicos ficam para os momentos de aperto.

Agora, como se isso não fosse suficiente, o feijão traz uma coisa maravilhosa: tem pouca pegada de carbono. Quer dizer, sua produção manda muito menos gases que prejudicam a natureza do que carne, leite e até outras fontes vegetais de proteína. Isso faz o feijão ser um dos alimentos mais positivos para o planeta.

E quando a gente junta essa pegada de carbono pequena com os biológicos, o feijão fica quase invencível. É tradição, saúde, cuidado com a natureza e sabor, tudo num grão só.

E volto para o Prato Feito. Cada PF servido no Brasil pode ser algo mais que uma refeição ligeira, mas um ato de saúde e um compromisso com o planeta. Quando o feijão desse prato especial é cultivado de forma biológica, transcende a simples função de sustento, transformando-se em um símbolo de esperança para o futuro.

Campos mais equilibrados trazem menos prejuízos, fornecimento garantido e preços mais atrativos. O consumidor talvez não perceba de imediato, mas é essa a base que assegura o grão acessível e presença constante na mesa de milhões.

O feijão é uma lembrança carinhosa, parte da cultura, elemento-chave da identidade nacional. Contudo, com a produção biológica e baixo impacto ambiental, ele também oferece soluções para os desafios atuais.

O Prato Feito não foi oficialmente reconhecido como patrimônio imaterial por órgãos como o Iphan, mas representa a culinária brasileira, um dos principais elementos culturais e de identidade nacional. Diversos pratos e receitas regionais da culinária já alcançaram o status de patrimônio imaterial em suas localidades, como o Virado à Paulista no estado de São Paulo e o bolinho de feijoada no Rio de Janeiro.

Portanto, insisto sempre: consumir feijão cinco vezes por semana é um gesto de cuidado com a saúde. Escolher feijões cultivados com respeito ao meio ambiente é uma forma de zelar pelo planeta. Quando estes dois elementos se unem no Prato Feito brasileiro, vemos a comprovação de que a comida verdadeira está ao nosso dispor, no nosso cotidiano. A comida perfeita já está aqui e ela se chama feijão.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Colheita de café arábica no Cerrado Mineiro atinge 18% da safra prevista

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A colheita de café arábica no Cerrado Mineiro chegou a 18% da produção prevista para a safra 2026 até o fim da terceira semana de junho, segundo levantamento da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer). Em nota divulgada nesta terça-feira (23), a cooperativa estimou produção de 2,859 milhões de sacas de 60 quilos neste ciclo.

De acordo com boletim técnico da Expocacer, as chuvas registradas entre os dias 13 e 18 de junho somaram 32,8 milímetros e provocaram atrasos nas operações de colheita e pós-colheita em diversas propriedades da região.

Segundo a cooperativa, o excesso de umidade afetou os terreiros de secagem, interrompeu atividades de campo e retardou o beneficiamento dos grãos. O cenário atingiu etapas operacionais importantes da safra, especialmente nas áreas em que o café já havia sido retirado do campo e dependia de condições mais estáveis para secagem e manejo pós-colheita.

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A perspectiva para os próximos dias, no entanto, é de melhora nas condições de trabalho. A previsão informada pela cooperativa aponta acumulado de 4,1 milímetros de chuva entre 19 e 24 de junho, condição que, segundo a entidade, deve permitir a retomada da colheita e da secagem dos cafés.

Nas áreas monitoradas, 59% dos frutos estão atualmente no estágio "cereja", apontado pela Expocacer como ideal para a colheita. Nas áreas já colhidas, os produtores iniciaram os tratos de pós-colheita voltados à recuperação das lavouras e ao preparo para o próximo ciclo produtivo.

Apesar dos atrasos provocados pelas precipitações, técnicos da Expocacer avaliam que o cenário da safra no Cerrado Mineiro segue positivo, com avanço da colheita e continuidade dos manejos nas áreas já trabalhadas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Programa Caminho Verde Brasil é apresentado em fórum internacional do agro

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O Programa Caminho Verde Brasil, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foi apresentado na quinta-feira (18) durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP), em Campo Grande (MS). A iniciativa integrou o painel “A nova revolução do agro: mais produção e desmatamento zero”, voltado à expansão da produção agropecuária com sustentabilidade ambiental.

Segundo o material divulgado, o fórum reuniu autoridades, lideranças do setor produtivo, especialistas e representantes de 16 países e da União Europeia para discutir segurança alimentar, produção sustentável e oportunidades para a agropecuária brasileira diante da demanda mundial por alimentos e energia limpa.

No painel, o assessor especial do ministro e coordenador do programa, Pedro Cunto, apresentou as ações do Caminho Verde Brasil. De acordo com ele, a iniciativa atua na recuperação de áreas degradadas, no aumento da produtividade e na promoção de sistemas produtivos sustentáveis. Em declaração divulgada pelo Mapa, Cunto afirmou que o programa contribui para restaurar áreas degradadas, reduzir a pressão por desmatamento em áreas de vegetação nativa e diminuir emissões de gases de efeito estufa.

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Ainda segundo o coordenador, o Governo Federal e o Banco do Brasil desenvolveram um modelo para viabilizar a participação de grandes investidores públicos e privados no financiamento da agropecuária sustentável. Ele citou o Fiagro Multimercado como um dos mecanismos para financiar o programa e informou que a meta é restaurar 40 milhões de hectares de áreas degradadas, com necessidade de US$ 6 bilhões por ano. Também disse que novos leilões com o Tesouro Nacional devem buscar recursos externos.

O representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Jorge Meza, destacou a relevância do Brasil para a segurança alimentar global e afirmou que as mudanças climáticas estão entre os principais desafios para a agricultura, exigindo avanço em ações de mitigação de longo prazo.

Coordenado pelo Mapa, o Caminho Verde Brasil prevê a incorporação de áreas degradadas a sistemas produtivos sustentáveis. Os produtores que aderirem ao programa assumem compromissos relacionados a desmatamento zero, certificação trabalhista, monitoramento de carbono e adoção de práticas sustentáveis. Para a primeira fase, a iniciativa conta com aproximadamente US$ 6 bilhões para financiar produtores rurais por meio de dez instituições financeiras habilitadas.

A apresentação no FIAP colocou o programa no centro do debate sobre produção, sustentabilidade e financiamento no campo, com foco na recuperação de áreas degradadas e na ampliação de sistemas produtivos sustentáveis.

Fonte: gov.br

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USDA mantém estáveis as condições das safras de milho e soja nos EUA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou, na segunda-feira (22), que as condições das safras de milho e soja no país permaneceram estáveis até o último domingo. Segundo o relatório semanal, 68% do milho e 66% da soja estavam em condição boa ou excelente, sem mudança em relação à semana anterior.

No milho, o USDA apontou que 68% da safra apresentava condição boa ou excelente, ante 70% um ano antes. A emergência atingiu 97% da área, em linha com o registrado na mesma época de 2025 e com a média dos cinco anos anteriores. A formação de espiga chegou a 5%, acima dos 4% de um ano antes e dos 3% da média de cinco anos.

Na soja, a semeadura foi concluída na última semana. De acordo com o USDA, 66% da safra estava em condição boa ou excelente, mesma parcela da semana anterior e também igual à observada há um ano. A emergência alcançou 93%, ante 89% em 2025 e 90% na média de cinco anos. O porcentual de lavouras em floração foi de 9%, acima dos 7% de um ano antes e dos 6% da média.

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No trigo de inverno, 26% da safra apresentava condição boa ou excelente, recuo de 1 ponto porcentual na semana e abaixo dos 49% registrados um ano antes. A colheita avançou para 40%, ante 18% no ano passado e 24% na média de cinco anos.

Para o trigo de primavera, o USDA indicou que 54% da safra estava em condição boa ou excelente, queda de 1 ponto porcentual ante a semana anterior e mesmo nível de um ano antes. O porcentual de lavouras em perfilhamento foi de 16%, contra 15% em 2025 e 16% na média de cinco anos.

No algodão, os produtores haviam semeado 92% da área prevista até o último domingo, ante 91% um ano antes e 94% na média quinquenal. A floração atingiu 27%, acima dos 25% observados tanto no ano passado quanto na média. Já a formação de maçãs estava em 5%, em linha com os dois comparativos. A parcela de lavouras em condição boa ou excelente subiu 3 pontos porcentuais na semana, para 53%, acima dos 47% de um ano antes.

O relatório semanal do USDA mostra estabilidade nas lavouras de milho e soja nos Estados Unidos, avanço no desenvolvimento das culturas de verão e continuidade da colheita do trigo de inverno, além de melhora nas condições do algodão.

Fonte: Estadão Conteúdo

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