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15 de maio de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: A soja fechou o dia e a semana em baixa sem compras oficiais da China – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 05/09/2025
FECHAMENTOS DO DIA 05/09

O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 0,58% ou $ -6,00 cents/bushel, a $1.027,00. A cotação de janeiro encerrou em baixa de 0,57% ou $ -6,00 cents/bushel, a $1.045,50. O contrato de farelo de soja para outubro fechou em alta de 0,14% ou $ 0,40/ton curta, a $ 280,50. O contrato de óleo de soja para outubro fechou em baixa de 1,36% ou $ -0,70/libra-peso, a $ 50,81.

ANÁLISE DA BAIXA

A soja negociada em Chicago fechou o dia e a semana em baixa. Em um dia de grandes oscilações, a ausência novamente da China, de forma oficial, dos relatórios de vendas para exportação são o alerta para o mercado americano que o volume exportado, nesta nova temporada que está começando, deverá ser menor. O USDA informou uma redução no comparativo semanal da soja e dos seus subprodutos, no caso do farelo e do óleo de soja, os dados foram inferiores ao estimado pelo mercado. Há compras, como as anunciadas nesta sexta-feira, somando 327 mil toneladas, para destinos desconhecidos, mas afirmar que são para portos chineses estão apenas na especulação. Enquanto isso a China continua nomeando navios no Brasil.

Com isso a soja em Chicago fechou a semana em baixa de -2,61%, perdendo $ -27,50 cents/bushel. O farelo de soja caiu -1,0%, ou $ -2,9 por tonelada curta. O óleo de soja recuou -1,72%, equivalente a $ -0,89 por libra-peso no período.

Análise semanal da tendência de preços
FATORES DE ALTA

a) EUA-produção menor: Antecipando o relatório mensal do USDA, que será divulgado na próxima sexta-feira, a consultoria StoneX estimou a produção de soja dos EUA em 115,86 milhões de toneladas, com base em uma produtividade média de 3.578 quilos por hectare, em comparação com os 120,43 milhões e 3.605 quilos projetados no mês passado. Nesta nova análise, a StoneX levou em consideração a redução da área colhida reportada pelo USDA em agosto, de 33,39 para 32,42 milhões de hectares. Vale destacar que, naquele relatório, o USDA previu uma colheita e produtividade de soja de 116,82 milhões de toneladas e 3.605 quilos por hectare.

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b) EUA-novas vendas: Além disso, em seus relatórios diários, o USDA confirmou hoje duas novas vendas de soja americana 2025/2026 para destinos desconhecidos, totalizando 327.650 toneladas;

c) BRASIL-boa demanda chinesa: A boa demanda chinesa em direção ao Brasil nesta temporada, está fomentando a disputa entre indústrias locais e exportadores, elevando os preços que, do contrário, estariam muito pressionados, dado o tamanho desta safra.

FATORES DE BAIXA

a) CHINA continua ausente: A pressão de baixa é exercida pela falta de compras chinesas de novos grãos dos Estados Unidos, algo sem precedentes para esta época do ano, na contagem regressiva para o início da colheita. Este fator é baixista para a CBOT, mas altista para o Brasil.

b) EUA-exportações menores: O relatório semanal do USDA sobre as exportações dos EUA, abrangendo o período de 22 a 28 de agosto, foi pouco construtivo. Relatou vendas de soja 2025/2026 de 818.500 toneladas, abaixo das 1.372.600 toneladas do relatório anterior e próximo do mínimo esperado pelos traders, que tinham uma faixa viável entre 600.000 e 1.600.000 toneladas. Como ocorreu ao longo de agosto, destinos desconhecidos lideraram a lista de compradores, com 269 mil toneladas.

c) BRASIL compra soja paraguaia: Até o final do mês de julho deste ano o Brasil tinha comprado 485.057 toneladas de soja paraguaia, mas estas compras se intensificaram com as tarifas de Trump e com o câmbio brasileiro favorável. Foi uma média de 69,28 mil toneladas/mês. Se esta média se mantiver até o final do ano (poderá ser até maior), o volume importado pelo Brasil poderá se elevar para 832.000 toneladas, cerca de 25,13% a mais do que as 664,92 mil toneladas importadas em 2024, que já tinham sido um recorde histórico. Estas compras também permitem abastecer as indústrias brasileiras e liberar mais soja em grão para exportação.

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Fonte: T&F Agroeconômica



 

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Sustentabilidade

Fundamentos internacionais começam a mostrar viés mais construtivo ao mercado de arroz – MAIS SOJA

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A consolidação de uma safra volumosa no Mercosul, associada ao avanço praticamente final da colheita no Brasil, mantém o mercado físico abastecido e limita movimentos mais consistentes de recuperação nas cotações. “Ao mesmo tempo, parte dos agentes passa a monitorar com maior atenção fatores internacionais que podem alterar gradualmente o equilíbrio global ao longo do segundo semestre”, destaca o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

No Brasil, a colheita nacional já supera 94% da área estimada, enquanto o Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão total dos trabalhos, consolidando uma produção estadual próxima de 7,9 milhões de toneladas (base casca) e uma safra brasileira ao redor de 11 milhões de toneladas.

“A produtividade média gaúcha significativa, acima de 8,8 toneladas por hectare em importantes regiões produtoras, somada ao bom rendimento de engenho e à elevada incidência de grãos inteiros, reforça a percepção de ampla disponibilidade física no mercado interno”, ressalta Oliveira.

Nesse ambiente, as cotações seguem trabalhando com viés pressionado, embora ainda relativamente sustentadas pela postura defensiva dos produtores mais capitalizados. Na Fronteira Oeste, as referências orbitam entre R$ 57 e R$ 59 por saca de 50 quilos, enquanto Campanha e Depressão Central operam entre R$ 56 e R$ 58. Nas regiões de maior qualidade industrial, como Zona Sul e Planícies Costeiras, os negócios permanecem entre R$ 62 e R$ 65.

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O início da temporada já apresenta déficit na balança comercial do arroz, com importações superiores às exportações, reforçando a necessidade de retomada mais consistente do fluxo exportador para equilíbrio do mercado doméstico.

Apesar disso, o ambiente internacional começa a apresentar elementos potencialmente mais construtivos. “Chicago já opera perto de US$ 13 por quintal curto, refletindo percepção mais firme em relação aos fundamentos globais”, exemplifica.

O relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou redução de área e produção mundial para 2025/26, além de estoques finais ligeiramente menores frente à temporada anterior. “Além disso, os riscos climáticos voltam a ganhar relevância”, acrescenta o consultor.

O retorno das discussões envolvendo El Niño, aliado às ondas de calor na Índia, excesso de chuvas em Bangladesh, custos elevados de fertilizantes, combustíveis e crédito agrícola mais caro, amplia o monitoramento sobre a capacidade produtiva global nas próximas temporadas, avalia o analista.

A média da saca de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira (14) cotada a R$ 60,24, queda de 2,29% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o recuo era de 4,40%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 21,16%.

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Autor/Fonte:  Rodrigo Ramos/ Agência Safras News

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Sustentabilidade

Colheita do milho deve começar com atenção voltada às condições climáticas no Estado – MAIS SOJA

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A colheita do milho segunda safra 2025/2026 deve começar no final de maio, em meio a um cenário de atenção para às condições climáticas no Estado. A previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec/MS), órgão ligado à Semadesc, indica temperaturas acima da média e distribuição irregular das chuvas entre os meses de junho a agosto de 2026, fatores que podem influenciar diretamente o andamento das operações no campo; a umidade dos grãos, e a logística de escoamento da produção.

Com a aproximação da entrada das máquinas nas lavouras, produtores rurais acompanham as condições meteorológicas para definir estratégias de colheita e transporte da produção. Em períodos de maior calor e baixa umidade, o ritmo das operações tende a acelerar, favorecendo a secagem natural dos grãos. Por outro lado, a ocorrência de chuvas isoladas pode provocar paralisações pontuais e impactar o fluxo logístico.

“A previsão climática exige atenção principalmente para o planejamento das operações no campo. Durante a colheita, o produtor também precisa redobrar os cuidados com a prevenção de incêndios, principalmente em áreas com grande volume de palhada seca. Temperaturas elevadas e baixa umidade favorecem a propagação do fogo”, destaca o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta.

A expectativa é de avanço gradual da colheita durante junho e julho, período considerado estratégico para armazenagem, transporte e comercialização da safra sul-mato-grossense.

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O monitoramento climático ganhou ainda mais relevância após os impactos registrados nas últimas safras em Mato Grosso do Sul. De acordo com dados do Projeto SIGA-MS,  executado pela Aprosoja/MS, com recursos do Fundems/Semadesc, o milho segunda safra 2023/2024 sofreu perdas provocadas pelo estresse hídrico em diversas regiões do Estado. Mais de 90% dos municípios sul-mato-grossenses registraram impactos relacionados à falta de chuva, resultando em redução no potencial produtivo das lavouras.

“Nos últimos anos, o produtor rural enfrentou períodos prolongados de estiagem e irregularidade climática que afetaram diretamente o desenvolvimento das lavouras. Por isso, o acompanhamento das previsões meteorológicas se tornou uma ferramenta importante para o planejamento das operações no campo”, pontua Gabriel.

Outro ponto acompanhado pelo setor produtivo é a probabilidade de desenvolvimento do fenômeno El Niño nos próximos meses. Os modelos climáticos indicam 92% de chance de formação do fenômeno no trimestre junho-julho-agosto, com tendência de intensificação ao longo do segundo semestre de 2026.

A presença do El Niño pode provocar mudanças no padrão climático do Estado, como temperaturas acima da média, períodos mais secos e aumento da variabilidade das chuvas, impactando diretamente as operações no campo e o planejamento agrícola.

Milho

Segundo dados do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, a expectativa para o milho segunda safra 2025/2026 é de área cultivada estimada em 2,206 milhões de hectares, produtividade média projetada em 84,2 sacas por hectare e produção de aproximadamente 11,139 milhões de toneladas.

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Até o momento, o milho segunda safra apresenta predominância de lavouras em boas condições no Estado, cenário que mantém expectativa positiva para a safra sul-mato-grossense.

Fonte: Aprosoja/MS



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Sustentabilidade

Preços da soja no Brasil e em Chicago: veja como o mercado finalizou a semana

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Foto: Daniel Popov/Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão de pouca movimentação nesta sexta-feira (15). Mesmo com a forte valorização do dólar ao longo do dia, as cotações registraram poucas alterações, pressionadas pelas novas perdas em Chicago.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira, a combinação entre a queda na Bolsa e a postura retraída do produtor voltou a limitar a comercialização.

“Chicago teve novamente uma tela vermelha, o produtor ficou afastado do mercado e houve pouco movimento nas negociações”, afirma.

O analista destaca que o ritmo perdeu força na reta final da semana, após momentos mais positivos nos dias anteriores. “Na semana houveram bons negócios, mas de quinta até hoje o mercado ficou travado”, resume.

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Cotações médias da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 124
  • Santa Rosa (RS): R$ 125
  • Cascavel (PR): R$ 118
  • Rondonópolis (MT): R$ 108
  • Dourados (MS): R$ 111
  • Rio Verde (GO): R$ 110
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 129
  • Porto de Rio Grande (RS): R$ 130

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa acentuada nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A frustração do tão aguardado encontro entre Donald Trump e Xi Jinping colocou o mercado nos menores níveis em duas semanas. Assim, a perda semanal ficou em 2,57% na posição março.

“O encontro finalmente ocorreu, mas com efeito negativo para os contratos. Na quinta, os contratos caíram acentuadamente, movimento que se estendeu na sexta. Tudo por conta da falta de informações precisas sobre possíveis novas compras de soja norte-americana por parte dos chineses. Essa expectativa vinha sustentando as cotações ao longo do ano”, detalha o analista.

Trump se limitou a dizer que os agricultores estudunidenses ficarão satisfeitos com os acordos comerciais firmados com a China durante sua visita oficial a Pequim. Segundo ele, a China comprará bilhões de dólares em soja de seu país.

Contudo, ele não apresentou detalhes sobre novos contratos, volumes ou prazos relacionados às compras anunciadas.

  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Silveira ressalta que o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, manteve o mesmo tom evasivo. Greer disse que Washington espera acordos envolvendo “dezenas de bilhões de dólares” em compras agrícolas chinesas ao longo dos próximos três anos.

De acordo com Greer, os entendimentos não envolvem apenas soja, mas um conjunto mais amplo de produtos agropecuários americanos. Ele ainda ressaltou que a China continua cumprindo o acordo firmado em outubro do ano passado para a importação de 25 milhões de toneladas anuais de soja dos Estados Unidos.

O representante comercial afirmou que a maior parte das novas compras deverá ocorrer mais adiante ao longo do ano.

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Contratos futuros da soja

cotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 15,50 centavos de dólar, ou 1,29%, a US$ 11,77 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,76 1/2 por bushel, com retração de 13,25 centavos de dólar ou 1,11%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,80 ou 0,54% a US$ 334,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,88 centavos de dólar, com ganho de 0,22 centavo ou 0,29%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,58%, sendo negociado a R$ 5,0663 para venda e a R$ 5,0643 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0176 e a máxima de R$ 5,0816. Na semana, a valorização ficou em 3,5%.

O post Preços da soja no Brasil e em Chicago: veja como o mercado finalizou a semana apareceu primeiro em Canal Rural.

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