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15 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: A soja fechou o dia e a semana em baixa sem compras oficiais da China – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 05/09/2025
FECHAMENTOS DO DIA 05/09

O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 0,58% ou $ -6,00 cents/bushel, a $1.027,00. A cotação de janeiro encerrou em baixa de 0,57% ou $ -6,00 cents/bushel, a $1.045,50. O contrato de farelo de soja para outubro fechou em alta de 0,14% ou $ 0,40/ton curta, a $ 280,50. O contrato de óleo de soja para outubro fechou em baixa de 1,36% ou $ -0,70/libra-peso, a $ 50,81.

ANÁLISE DA BAIXA

A soja negociada em Chicago fechou o dia e a semana em baixa. Em um dia de grandes oscilações, a ausência novamente da China, de forma oficial, dos relatórios de vendas para exportação são o alerta para o mercado americano que o volume exportado, nesta nova temporada que está começando, deverá ser menor. O USDA informou uma redução no comparativo semanal da soja e dos seus subprodutos, no caso do farelo e do óleo de soja, os dados foram inferiores ao estimado pelo mercado. Há compras, como as anunciadas nesta sexta-feira, somando 327 mil toneladas, para destinos desconhecidos, mas afirmar que são para portos chineses estão apenas na especulação. Enquanto isso a China continua nomeando navios no Brasil.

Com isso a soja em Chicago fechou a semana em baixa de -2,61%, perdendo $ -27,50 cents/bushel. O farelo de soja caiu -1,0%, ou $ -2,9 por tonelada curta. O óleo de soja recuou -1,72%, equivalente a $ -0,89 por libra-peso no período.

Análise semanal da tendência de preços
FATORES DE ALTA

a) EUA-produção menor: Antecipando o relatório mensal do USDA, que será divulgado na próxima sexta-feira, a consultoria StoneX estimou a produção de soja dos EUA em 115,86 milhões de toneladas, com base em uma produtividade média de 3.578 quilos por hectare, em comparação com os 120,43 milhões e 3.605 quilos projetados no mês passado. Nesta nova análise, a StoneX levou em consideração a redução da área colhida reportada pelo USDA em agosto, de 33,39 para 32,42 milhões de hectares. Vale destacar que, naquele relatório, o USDA previu uma colheita e produtividade de soja de 116,82 milhões de toneladas e 3.605 quilos por hectare.

b) EUA-novas vendas: Além disso, em seus relatórios diários, o USDA confirmou hoje duas novas vendas de soja americana 2025/2026 para destinos desconhecidos, totalizando 327.650 toneladas;

c) BRASIL-boa demanda chinesa: A boa demanda chinesa em direção ao Brasil nesta temporada, está fomentando a disputa entre indústrias locais e exportadores, elevando os preços que, do contrário, estariam muito pressionados, dado o tamanho desta safra.

FATORES DE BAIXA

a) CHINA continua ausente: A pressão de baixa é exercida pela falta de compras chinesas de novos grãos dos Estados Unidos, algo sem precedentes para esta época do ano, na contagem regressiva para o início da colheita. Este fator é baixista para a CBOT, mas altista para o Brasil.

b) EUA-exportações menores: O relatório semanal do USDA sobre as exportações dos EUA, abrangendo o período de 22 a 28 de agosto, foi pouco construtivo. Relatou vendas de soja 2025/2026 de 818.500 toneladas, abaixo das 1.372.600 toneladas do relatório anterior e próximo do mínimo esperado pelos traders, que tinham uma faixa viável entre 600.000 e 1.600.000 toneladas. Como ocorreu ao longo de agosto, destinos desconhecidos lideraram a lista de compradores, com 269 mil toneladas.

c) BRASIL compra soja paraguaia: Até o final do mês de julho deste ano o Brasil tinha comprado 485.057 toneladas de soja paraguaia, mas estas compras se intensificaram com as tarifas de Trump e com o câmbio brasileiro favorável. Foi uma média de 69,28 mil toneladas/mês. Se esta média se mantiver até o final do ano (poderá ser até maior), o volume importado pelo Brasil poderá se elevar para 832.000 toneladas, cerca de 25,13% a mais do que as 664,92 mil toneladas importadas em 2024, que já tinham sido um recorde histórico. Estas compras também permitem abastecer as indústrias brasileiras e liberar mais soja em grão para exportação.

Fonte: T&F Agroeconômica



 

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Sustentabilidade

Mercado da soja: cotações sobem com dólar acima de R$ 5,20 e negócios ganham ritmo

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Foto: Embrapa Soja

O mercado brasileiro de soja apresentou maior movimentação nesta sexta-feira (14), com reporte de negócios diante da melhora das cotações.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dólar operou acima de R$ 5,20, enquanto a Bolsa de Chicago registrou movimentos de alta, ainda que leves.

Silveira destaca que os prêmios não cederam e permanecem em bons patamares. Com isso, as cotações nos portos chegaram a tocar R$ 150,00 por saca no mercado spot. São bons níveis, enquanto no mercado interno também aparecem ofertas melhores, avalia.

De maneira geral, segundo o analista, as cotações avançaram cerca de R$ 2,00 por saca,
contribuindo para um dia mais aquecido nas negociações.

  • Passo Fundo (RS): subiram de R$ 140,00 para R$ 142,00.
  • Santa Rosa (RS): subiram de R$ 141,00 para R$ 143,00.
  • Cascavel (PR): subiram de R$ 136,00 para R$ 139,00.
  • Rondonópolis (MT): subiram de R$ 133,00 para R$ 134,00.
  • Dourados (MS): permaneceu em R$ 131,50.
  • Rio Verde (GO): subiram de R$ 133,00 para R$ 134,00.
  • Paranaguá (PR): subiram de R$ 147,00 para R$ 150,00.
  • Rio Grande (RS): subiram de R$ 148,00 para R$ 150,00.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam com preços mais altos nesta sexta- feira, na Bolsa de
Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando o ganho semanal. As cotações seguiram o desempenho de outros mercados e sinais de demanda aquecida pela soja americana, principalmente por parte da China. A alta foi limitada pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras americanas.

Trigo e milho tiveram mais um dia de fortes ganhos, o que influenciou também a soja. O mercado mostra preocupação com a intensificação do conflito no Mar Negro e o impacto sobre a oferta destes cereais. A queda do dólar frente a outras moedas dá competitividade aos produtos de exportação dos Estados Unidos.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 136.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 26/27.

A Sinograin, estatal chinesa responsável pelos estoques de grãos, informou nesta sexta-feira que realizará um leilão de 360 mil toneladas de soja importada no dia 19 de agosto, em um momento em que o mercado espera que a empresa libere espaço nos estoques para a chegada da oleaginosa dos Estados Unidos.

As condições climáticas seguem favorecendo o potencial produtivo da soja americana. Na próxima semana, atenções voltados para o tradicional Crop Tour da Pro Farmer.

Contratos da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 10,25 centavos de dólar, ou 0,86%, a US$ 11,92 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,07 3/4 por bushel, com elevação de 10,00 centavos de dólar ou 0,83%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,30 ou 0,73% a US$ 316,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,97 centavos de dólar, com ganho de 0,59 centavo ou 0,86%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,57%, sendo negociado a R$ 5,2209 para venda e a R$ 5,2189 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1733 e a máxima de R$ 5,2488. Na semana, a moeda valorizou 2,7%.

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Sustentabilidade

Como o sistema de produção condiciona o sucesso da lavoura de soja – MAIS SOJA

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Com a aproximação da época de semeadura da soja, chega o momento de escolher a cultivar ideal que melhor se adapte às condições de cada produtor. A primeira etapa para determinar a cultivar está relacionada ao conhecimento do ambiente (temperatura, radiação solar e fotoperíodo) e do sistema de produção. Um sistema intensificado de cultivos impede o produtor semear a soja na época ideal, demonstrando como o sistema de produção frequentemente condiciona a época de semeadura. No Sul do Brasil, por exemplo, uma análise em 853 lavouras de soja apontou que há uma perda de 995 kg ha-1 pela escolha incorreta do GMR ou época de semeadura (Winck et al., 2023).

A época de semeadura influencia diretamente o comportamento fenológico e o potencial de produtividade de cada lavoura. O fator biofísico que mais explica o potencial de produtividade de uma lavoura (sem limitações hídricas, nutricionais ou bióticas) é o coeficiente fototérmico (razão entre a radiação solar incidente e a temperatura do ar) durante a fase entre os estágios R3 (início da formação dos legumes) e R7 (maturidade fisiológica) da soja (Fehr & Caviness, 1977; Zanon et al., 2016).

Para exemplicar essa dinâmica, a Figura 1 apresenta o momento de ocorrência de cada fase fenológica de cultivares com diferentes GMRs em relação ao fotoperíodo do local de semeadura. Compreender essas relações permite alinhar o período crítico da cultura com a maior oferta ambiental (maior coeficiente fototérmico), além de evidenciar como esse posicionamento é influenciado pela época de semeadura e pelo GMR da cultivar.

Figura 1. Relação de cultivares de soja (hábito de crescimento indeterminado) com diferentes Grupos de Maturidade Relativa (GMR), semeados em Chapadinha/MA – Brasil (A), Sorriso/MT – Brasil (B), Passo Fundo/RS – Brasil (C), Pergamino/BA – Argentina (D) e North Platte/NE – EUA (E), com os seus respectivos fotoperíodos. A linha preta tracejada indica o fotoperíodo (horas) ao longo do período de cultivo. As colunas com diferentes cores representam as diferentes durações (dias) das fases do ciclo de desenvolvimento da soja. SE-R1: fase vegetativa, da semeadura (SE) até o aparecimento da primeira flor na haste principal (R1); R1-R3: início do florescimento (R1) ao início da formação de legumes (R3); R3-R5: início da formação de legumes (R3) ao início do enchimento de grãos (R5); R5-R7: início do enchimento de grãos (R5) até maturidade fisiológica (R7). O retângulo tracejado representa o período crítico para a cultura da soja de R3 a R6.


Referências:

FEHR, W.R. and CAVINESS, C.E. Stages of soybean development. Special Report 80, Iowa Agricultural Experiment Station, Iowa Cooperative External Series, Iowa State University, Ames, 1977.

WINCK, J. E. M. et al. Decomposition of yield gap of soybean in environment × genetics × management in Southern Brazil. European Journal of Agronomy, v. 145, p. 126795, 2023. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1161030123000631 >, acesso: 21/07/2026.

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

ZANON, A.J; STRECK, N.A; GRASSINI, P. Climate and Management Factors Influence Soybean Yield Potential in a Subtropical Environment. Agronomy Journal, v. 108, n. 4, p. 1447-1454, 2016. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.2134/agronj2015.0535 >, acesso 22/07/2026.

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Sustentabilidade

Soja mantém protagonismo nas exportações de MS – MAIS SOJA

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A soja manteve a liderança entre os produtos exportados por Mato Grosso do Sul em julho de 2026. Segundo levantamento da Aprosoja/MS, com dados do ComexStat, soja e resíduos representaram 35,6% da pauta de exportações do Estado no sétimo mês do ano. Na sequência aparecem celulose, com 30,6%, e carne bovina, com 15,5%.

O desempenho contribuiu para o resultado positivo da balança comercial sul-mato-grossense, que encerrou julho com saldo de US$ 1,084 bilhão. As exportações somaram US$ 1,264 bilhão, enquanto as importações totalizaram US$ 180 milhões.

Outro destaque foi o óleo de soja, que aparece entre os principais produtos comercializados pelo Estado.

“A participação da soja confirma a força da cadeia produtiva sul-mato-grossense no comércio exterior, mas o avanço de itens processados também merece atenção. É um movimento que amplia as possibilidades de geração de valor dentro do próprio Estado”, avalia o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.

Nas importações, o gás natural permaneceu na primeira colocação, respondendo por 39,3% do total. O cobre ficou em segundo lugar, seguido por equipamentos elétricos. A via férrea, que representou 3,6% das importações, apareceu na quinta posição.

 A presença da via férrea entre os principais itens importados, segundo a análise do boletim, está relacionada à execução do projeto de curta extensão do ramal ferroviário de Inocência.

O resultado da balança comercial reforça, ainda, a diferença entre os fluxos de comércio registrados no mês: o valor exportado foi aproximadamente sete vezes superior ao importado.

Para Linneu, acompanhar a composição desses fluxos é importante para compreender não apenas o resultado mensal, mas também os movimentos estruturais da economia estadual.

“Os dados permitem enxergar onde estão os principais vetores de geração de divisas e quais setores vêm ganhando espaço na composição do comércio exterior. Essa leitura é importante para orientar decisões e avaliar os efeitos dos investimentos produtivos e logísticos no Estado”, conclui.

O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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