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16 de maio de 2026

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Setembro começa com cesta básica mais cara; batata e tomate puxam alta

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A cesta básica em Cuiabá iniciou setembro com aumento de 0,73% em seu custo. O valor médio registrado na primeira semana do mês foi de R$ 796,58. Apesar de ainda estar abaixo da margem dos R$ 800, o valor atual é 8,67% maior que o observado no mesmo período de 2024, quando ficou em R$ 733,01.

O presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, destacou o impacto da inflação no elevado custo da alimentação, o que reduz o poder de compra da população. “Mesmo permanecendo abaixo dos 800 reais, a lista de produtos apresenta valor muito superior no comparativo anual, evidenciando que a inflação dos alimentos continua corroendo a renda das famílias. Além disso, fatores climáticos e estruturais impactam fortemente os preços, reforçando a vulnerabilidade do consumidor”, afirmou.

Entre os produtos que mais subiram no início de setembro está o tomate, com aumento de 5,44%, custando em média R$ 6,83/kg. O preço do fruto ficou 55,31% mais alto em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo o Instituto de Pesquisa da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), a alta repentina pode estar relacionada à desaceleração da maturação do tomate nas principais regiões produtoras, o que afeta a quantidade colhida e ofertada no mercado, refletindo nos preços.

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A batata também registrou aumento de 5,41%, passando a custar em média R$ 3,70/kg. Mesmo com boas perspectivas de safra, o crescimento do preço pode ter ligação com problemas logísticos no transporte ou com a qualidade do produto que chega ao varejo.

Outro item que subiu foi o óleo de soja, com acréscimo de 2,74%, sendo vendido a R$ 8,61 na embalagem de 900 ml. O valor está 15,41% acima do registrado em 2024. A elevação, segundo o IPF-MT, pode estar relacionada ao aumento da demanda, tanto para a produção de biocombustíveis destinados ao mercado externo quanto para o consumo interno.

Sobre o cenário, Wenceslau Júnior acrescentou: “O encarecimento observado no curto prazo contrasta com o quadro anual, em que o tomate e o óleo de soja acumulam altas expressivas frente a 2024, enquanto a batata, em sentido oposto, apresenta queda superior a 50%”.

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Já está em clima de Copa? Veja onde comprar e trocar suas figurinhas em Cuiabá e VG

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Fort Atacadista disponibiliza álbum oficial do mundial e cria espaços de interação entre torcedores em Cuiabá e Várzea Grande

O Fort Atacadista já entrou no clima da Copa do Mundo FIFA 2026 e passou a comercializar o álbum oficial e os pacotes de figurinhas do torneio em suas unidades de Cuiabá e Várzea Grande. Além da venda, a rede também disponibiliza espaços exclusivos para troca de figurinhas, incentivando a interação entre clientes e fãs de futebol.

Os produtos estão disponíveis enquanto durarem os estoques, com os seguintes valores: pacote com sete figurinhas por R$ 7,00, álbum brochura por R$ 24,90 e blister com 84 figurinhas por R$ 84,00.

A iniciativa acompanha a movimentação gerada pelo lançamento oficial do álbum no Brasil, tradicional febre entre colecionadores e apaixonados pelo esporte. A Copa do Mundo de 2026 será realizada entre os dias 11 de junho e 19 de julho, com jogos sediados no Canadá, Estados Unidos e México.

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Considerado um dos grandes símbolos do mundial, o álbum atravessa gerações e reúne crianças, jovens e adultos em torno da experiência de colecionar, completar páginas e trocar figurinhas repetidas. Neste ano, a expectativa é de mais uma forte mobilização entre os torcedores.

Em Mato Grosso, a rede está presente em Cuiabá, com unidades na Avenida Miguel Sutil, na Rodovia Emanuel Pinheiro (saída para Chapada dos Guimarães) e na Avenida Fernando Corrêa da Costa, no bairro Coxipó. Em Várzea Grande, as lojas estão localizadas nas avenidas da FEB e Júlio Campos.

Com Assessoria 

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El Niño deve durar pelo menos 9 meses e afetar todo o ciclo da soja 26/27

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Boletim da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), publicado na quinta-feira (14), comprovou o aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial pelos últimos seis meses seguidos, configuando o El Niño.

O meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, reforça que o fenômeno deve iniciar sua atuação em junho deste ano e durar, ao menos, até fevereiro de 2027, compreendendo toda a safra 2026/27 de soja.

“A NOAA mostra que ainda existe uma chance de 37% de, no final do ano, o fenômeno virar um Super El Niño”, ressalta.

Segundo o especialista, o produtor precisará ter muita atenção no período seco, para o risco de focos de incêndio e, principalmente, cautela na semeadura, visto que são previstas ondas de calor intensas na primavera, com atrasos na chuva.

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AML promove diálogo entre o deputado Emanuelzinho e estudantes sobre desigualdade e identidade brasileira

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No projeto “Casa Aberta”, parlamentar discute as raízes coloniais da economia e a importância do pensamento crítico para a juventude

A Academia Mato-grossense de Letras (AML) promoveu um encontro entre o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto (Emanuelzinho), estudantes, professores e representantes de projetos culturais para discutir sobre seu livro “Desconstruindo o atraso brasileiro: Por que o Brasil ainda não é o que pode ser”. A atividade, realizada na noite de quinta-feira (14), integrou o projeto “Casa Aberta”, iniciativa da AML voltada à aproximação entre literatura, pensamento crítico e sociedade.

Durante o diálogo, Emanuelzinho defendeu que o Brasil ainda mantém uma estrutura econômica semelhante à colonial, baseada na exportação de matérias-primas sem transformação industrial. Em linguagem acessível aos estudantes presentes, o parlamentar explicou que o país continua enviando produtos brutos para o exterior enquanto outros países agregam valor e lucram com a industrialização.

“O Brasil tem uma atividade que é basicamente ainda colonial. A gente extrai ouro e vende, extrai café e vende, planta soja e vende. Mas os produtos que exigem transformação ficam em outros países. Esse é um problema muito grave”, afirmou.

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Ao exemplificar o raciocínio, o deputado citou o mercado do café. “A gente vende o café por um valor muito baixo e os países desenvolvidos transformam isso em produtos sofisticados, colocam marca, propaganda e vendem de volta para nós por um valor muito mais caro. Todo o emprego e toda a construção econômica ficam lá fora”, disse.

Conforme o autor, o livro nasceu de um processo de reflexão sobre os fatores históricos e estruturais que mantêm o Brasil em posição de desigualdade econômica. “Eu busco desconstruir o atraso brasileiro no meu livro. Foi um trabalho de muita pesquisa, de ouvir pessoas, escrever e reescrever. O livro não foi feito de um dia para o outro”, destacou.

O parlamentar também afirmou que a obra representa uma forma de perpetuar ideias além da atuação política institucional. “O mandato pode acabar, mas as ideias continuam. Todo livro é uma espécie de marca na história, um registro na eternidade, ainda que seja lido por poucas pessoas”, declarou.

Durante o encontro, Emanuelzinho respondeu perguntas dos estudantes sobre colonialismo, racismo estrutural e identidade nacional. Ao abordar o processo de colonização, afirmou que a imposição cultural europeia provocou impactos profundos na formação brasileira.

“Quando os portugueses chegaram ao Brasil, encontraram povos com costumes, línguas e formas de viver diferentes. Ao tentar impor uma verdade, houve um processo de desconfiguração da identidade social brasileira”, pontuou.

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Ele também relacionou o processo histórico às disputas econômicas internacionais. “Existe uma disputa por mercado que precisa se sustentar em discursos. Primeiro vieram teorias racistas, depois modelos econômicos que vendem a ideia de que todos ganham da mesma forma, mas há muitos interesses envolvidos nisso”, argumentou.

A presidente da Academia Mato-grossense de Letras, Luciene Carvalho, explicou que o encontro integra o projeto “Casa Aberta”, criado para ampliar o alcance social e cultural da instituição.

“Nós criamos o projeto Casa Aberta, em que absorvemos movimentos culturais, criamos produtos literários e damos visibilidade para diversas manifestações artísticas”, afirmou.

Luciene destacou ainda que a proposta busca aproximar diferentes segmentos sociais da literatura e do pensamento crítico. “Eu acredito na articulação de todas as forças políticas a serviço das letras mato-grossenses. Trazer Emanuelzinho para dialogar aqui não foi apenas trazer um político, mas alguém que representa um pensamento e uma identidade ligada a terra”, declarou.

Para a presidente, a presença de estudantes e representantes de coletivos culturais fortalece o papel social da Academia. “Achei importante que crianças e jovens desconstruíssem imagens pré-fabricadas e tivessem contato com alguém que está começando a caminhar pelas letras”, disse.

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Entre os participantes esteve o Instituto Cultural Casarão das Artes, do bairro Pedra 90, em Cuiabá. O representante do projeto, Vinny Hoffman, destacou a importância de levar crianças e adolescentes para ocupar espaços culturais historicamente distantes da periferia.

“A gente começou entendendo que não bastava às pessoas conhecerem o Pedra 90. As próprias crianças precisavam conhecer esses espaços e sentir que pertencem a eles”, afirmou.

Segundo Vinny, o contato com ambientes culturais amplia horizontes e fortalece o sentimento de pertencimento. “Muitos não se sentiam acolhidos em espaços como teatro e academia de letras. Através da arte e das apresentações, esse pertencimento começou a ficar mais vivo”, completou.

O participante Bob Almeida, que já havia acompanhado o lançamento da obra, avaliou positivamente a iniciativa. “Quanto mais incentivarmos os jovens à leitura, principalmente de um livro que explica momentos históricos do Brasil, mais importante será para essa nova geração entender os problemas do país”, afirmou.

Para ele, o encontro contribuiu para estimular reflexão crítica entre os adolescentes. “Achei fantástica a iniciativa. É importante que eles participem, reflitam e compreendam como determinados problemas históricos continuam impactando o Brasil até hoje”, concluiu.D

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Com Assessoria 

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