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17 de junho de 2026

Business

‘Pode faltar café até a próxima colheita’, avalia especialista

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A sobretaxa imposta pelo governo de Donald Trump às exportações brasileiras tem pressionado o mercado de café, que reage com forte volatilidade nos preços. Nos últimos dias, porém, esse cenário começou a mudar, especialmente nos contratos futuros. Em uma semana, as perdas acumuladas já somam quase 3%.

Para Haroldo Bonfá, diretor da Faros Consultoria, as oscilações fazem parte da dinâmica das bolsas internacionais, em Londres e Nova York, influenciadas por fatos e rumores. Ele destaca que, entre 1º e 25 de agosto, as exportações brasileiras de café para os Estados Unidos caíram 47%.

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“O tarifaço americano impacta fortemente a precificação do café. Estamos falando de 7 a 8 milhões de sacas por ano que, teoricamente, seriam destinadas aos EUA e que agora precisam de novos destinos. O mercado busca alternativas, como triangulações via Canadá ou México, que já têm histórico comercial com o Brasil e poderiam, inclusive, receber o café processado antes de chegar ao consumidor americano”, explica Bonfá.

Segundo ele, o aumento de cerca de 50% no preço da matéria-prima tende a refletir nos valores ao consumidor final nos EUA, pressionando a inflação local. No entanto, o consumo em si deve se manter estável. “O café é considerado um produto inelástico: mesmo com variações de preço, a demanda não cai, porque a bebida oferece benefícios tanto à saúde quanto ao bem-estar emocional, o que sustenta o consumo”, acrescenta.

Bonfá orienta os produtores a manterem cautela na comercialização. “É fundamental ter consciência do volume colhido e lembrar que ele deve durar até a próxima safra. Muitos produtores estão capitalizados, o que reduz a necessidade de vendas imediatas. O ideal é usar bom senso: se surgir uma boa oportunidade de preço, realize parte das vendas e garanta rentabilidade. Mas é importante dosar, porque os cálculos indicam que pode faltar café até a próxima colheita.”

Mesmo com a entrada de novas safras do Vietnã, a partir de novembro, e da Colômbia, em dezembro, o especialista acredita que não será suficiente para compensar as perdas brasileiras, especialmente no arábica. “A expectativa da maioria dos analistas é de preços elevados até a próxima safra no Brasil”, conclui Bonfá.

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Preços do arroz voltam a cair no RS com oferta elevada e demanda enfraquecida

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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Os preços do arroz em casca registraram nova queda no Rio Grande do Sul, interrompendo o movimento de recuperação observado no início de junho. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que aponta o aumento da oferta disponível e as dificuldades na comercialização do arroz beneficiado como os principais fatores de pressão sobre o mercado.

Segundo os pesquisadores, a ampla disponibilidade do cereal tem mantido os compradores cautelosos, em um momento em que as indústrias enfrentam dificuldades para escoar o produto beneficiado. Esse cenário reduz o interesse por novas aquisições de matéria-prima e contribui para o recuo das cotações.

Demanda externa não sustenta preços

De acordo com o Cepea, a demanda internacional segue ativa e continua oferecendo alternativas de comercialização para parte dos produtores. No entanto, o efeito das exportações sobre os preços internos tem sido limitado diante da oferta elevada disponível no mercado doméstico.

Além disso, os mecanismos de apoio à comercialização promovidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) perderam força como fator de sustentação das cotações.

Indústrias mantêm postura cautelosa

Outro fator que pesa sobre o mercado é a dificuldade na venda do arroz beneficiado. Com menor fluidez nos negócios, as indústrias têm reduzido o ritmo das compras de arroz em casca, ampliando a pressão sobre os preços pagos ao produtor.

Na avaliação do Cepea, a combinação entre oferta abundante, demanda industrial enfraquecida e menor impacto dos mecanismos de sustentação do mercado mantém o cenário desafiador para as cotações do cereal no estado.

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Chuvas interrompem colheita e impulsionam preços do café arábica

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Foto: Marcelo Camargo/ABr

Depois de iniciar junho em forte queda, os preços do café arábica voltaram a subir na segunda semana do mês, impulsionados pelas chuvas registradas nas principais regiões produtoras do país. A avaliação é de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o Cepea, o avanço da colheita da safra 2026/27 pressionou as cotações do arábica no início do mês. No entanto, a partir do dia 10 de junho, o mercado passou a reagir diante das precipitações que atingiram áreas produtoras, afetando o ritmo dos trabalhos no campo e reduzindo pontualmente a oferta da variedade.

Além de dificultar a colheita, as chuvas nesta fase do ciclo também acendem um alerta para a qualidade dos grãos. De acordo com os pesquisadores, agentes do setor têm relatado problemas relacionados à qualidade e ao tamanho dos grãos colhidos, com desempenho inferior ao observado na temporada passada.

O cenário ocorre mesmo diante de estimativas oficiais que apontam para uma safra recorde de café no Brasil.

Robusta segue mais firme

No mercado do café robusta, os preços seguem mais sustentados em comparação ao arábica. Conforme o Cepea, a firmeza das cotações está relacionada às projeções de uma safra menor que a registrada na temporada anterior.

Com expectativa de oferta mais restrita, a variedade tem encontrado suporte adicional no mercado, mantendo os preços em patamares mais elevados.

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No G7, Brasil cobra da União Europeia revisão de restrições às exportações de carne

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta terça-feira (16) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para pedir a revisão das restrições a produtos brasileiros, incluindo carne e materiais siderúrgicos.

O encontro ocorreu em Évian, na França, onde o presidente do Brasil participa como convidado da Cúpula do G7, grupo formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e União Europeia.

Segundo Lula, em postagem nas redes sociais, o Itamaraty vai trabalhar em conjunto com funcionários da Comissão Europeia “para identificar as dificuldades” em relação aos produtos.

“Nos comprometemos a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, em consonância com o acordo Mercosul-União Europeia”, escreveu o presidente.

Veto a partir de setembro

A União Europeia decidiu proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil no último dia 6. O veto entraria em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

A decisão foi anunciada em maio, depois da entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias do bloco, especialmente a de não utilizar, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

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