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31 de julho de 2026

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Mato Grosso deve colher menos milho na safra 25/26, mas economia segue em alta

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Após colher a maior safra de milho da história – 55 milhões de toneladas –, Mato Grosso deve reduzir a produção no próximo ciclo. Contudo, o cereal não deixa de atrair investimentos. Um exemplo, é a usina de etanol de milho anunciada em Rondonópolis recentemente, cuja previsão de investimento é de R$ 2,5 bilhões, considerado o maior já realizado no município.

A primeira projeção do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) para a safra 2025/26 de milho aponta uma produção de 51,7 milhões de toneladas no estado, uma queda de 6,7% em relação ao ciclo anterior. Na produtividade, a estimativa é de 116,6 sacas por hectare, redução de 8,38%.

Na avaliação do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, a projeção representa cautela, uma vez que não se sabe ainda como o clima se comportará no próximo ano.

“O Imea está agindo correto, sendo conservador, porque esse ano o clima correu muito melhor que a média, ou seja, nós tivemos uma alta produtividade no estado o que contribuiu para termos uma safra recorde. Mas, o normal não é que se repita esse mesmo padrão e teremos uma safra mais ajustada com a realidade das médias dos anos anteriores”, diz Lucas Beber ao projeto Mais Milho.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Gergelim dá espaço para o milho

Em relação a área o Imea prevê um aumento de 1,83%, devendo ser destinados para o milho no próximo ciclo 7,39 milhões de hectares. O destaque, conforme o Instituto, é a região nordeste do estado, onde parte dos produtores devem trocar o gergelim pelo cereal.

“A área de gergelim vai se ajustar, mesmo porquê você não pode ficar plantando só uma cultura. É bom rotacionar. Então o produtor vai partir para esse lado do sorgo, do milho”, comenta o presidente do Sindicato Rural de Canarana, Lino Costa, ao Canal Rural Mato Grosso.

Ainda conforme o presidente da Aprosoja, a demanda por milho continua aquecida, o que também estimula um aumento de área. Ele destaca que os Estados Unidos têm sido o maior exportador mundial, mas que o Brasil em alguns momentos já superou o país norte-americano e que com as tarifas impostas em 2025 pode gerar uma oportunidade para a comercialização da produção brasileira.

“A demanda por milho ainda continua aquecida. Ela é uma cultura que tem complementado a renda do produtor de soja. E o milho também melhora a nossa produtividade de soja”, frisa Lucas Beber.

Inpasa
Foto: Inpasa

Grão segue atraindo investimentos para o estado

Mesmo abaixo do recorde da safra 2024/25, Mato Grosso deve colher quase 10% a mais do que o observado na safra 2023/24 e segue como o maior produtor do país. Tal força também puxa novos investimentos. Na última semana, como comentado pelo Canal Rural Mato Grosso, a Amaggi e a Inpasa anunciaram a criação de uma joint venture para a construção de ao menos três usinas de etanol de milho. A primeira delas, com aporte de R$ 2,5 bilhões, será construída em Rondonópolis.

A previsão é que a obra gere dois mil empregos e após concluída cerca de 350 empregos diretos. A planta é considerada o maior investimento já realizado no município localizado na região sudeste de Mato Grosso. A unidade deverá produzir 900 milhões de litros de etanol por ano, além de DDG, óleo e energia, movimentando logística, pecuária e comércio, garantindo mais receita para a cidade, cuja estimativa da prefeitura é de R$ 60 milhões por ano.

“É uma notícia muito positiva para a cidade neste momento em que o país passa por uma dificuldade econômica. Vem muito ao encontro do que a gente sonhava para Rondonópolis”, diz o prefeito Cláudio Ferreira.

Para o presidente executivo da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Guilherme Nolasco, a união das duas empresas é mais um novo grande player de mercado que pode influenciar tanto na cadeia primária da produção quanto na comercialização.

“É uma união de dois gigantes do agronegócio que tem muita sinergia e essa parceria tem tudo para ser longeva e de grande sucesso, uma vez que passa a contar ainda com mais um novo player no mercado podendo influenciar tanto a cadeia primária da produção e comercialização do milho, quanto o grande ofertante fruto dessa produção, o etanol, farelo de milho, o óleo ao mercado. Essa indústria vem com a oportunidade de transformar isso em empregos, em rendas em valor agregado”, pontua Guilherme Nolasco.

O presidente da Aprosoja-MT ressalta que o estado possui vocação para industrializar o milho que produz, pois “tem um potencial industrial muito forte”.

“Nós temos aqui excesso de oferta, grande produção e longa distância dos portos, ou seja, a vocação de Mato Grosso é industrializar esse milho e a tendência é que novas indústrias venham se instalar aqui já que somos o maior produtor de etanol de milho”.

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Colheita de café no Brasil chega a 78% e segue atrasada, aponta consultoria

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Foto: Kim-Ir-Sen Pires Leal/Embrapa

A colheita de café no Brasil alcançou 78% da safra 2026/27 até o dia 29 de julho, segundo levantamento da Safras & Mercado. O avanço foi de cinco pontos percentuais em relação à semana anterior, mas os trabalhos seguem atrasados devido às chuvas, que dificultaram a retirada dos grãos das lavouras e as atividades de secagem.

O percentual registrado neste ano permanece abaixo dos 90% colhidos no mesmo período de 2025 e também da média dos últimos cinco anos, entre 2021 e 2025, de 85%.

Entre os tipos de café, a colheita do canéfora, que inclui conilon e robusta, está próxima do fim. Os trabalhos alcançaram 97% da produção até 29 de julho, ante 98% no mesmo período do ano passado. O resultado, porém, supera a média dos últimos cinco anos, de 96%. No Espírito Santo, principal estado produtor de conilon, a colheita chegou a 96%.

Já a colheita do café arábica perdeu ritmo na última semana com o aumento da umidade. As condições dificultaram tanto a retirada dos frutos das lavouras quanto a secagem do café.

Até 29 de julho, 69% da produção de arábica havia sido colhida. O resultado está significativamente abaixo dos 85% registrados no mesmo período de 2025 e também da média dos últimos cinco anos, de 78%.

Com a maior concentração de chuvas e umidade, o avanço da colheita do arábica continua sendo acompanhado pelo mercado, especialmente pelos impactos que o atraso pode trazer para a qualidade dos grãos e para o ritmo de entrada da nova safra.

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Maior demanda sustenta valorização do algodão em pluma no mercado interno

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Foto: Pixabay

Diante da maior presença de compradores no mercado spot e das valorizações externas, as cotações do algodão em pluma seguem firmes no mercado brasileiro.

Segundo o Cepea, enquanto demandantes buscam novas aquisições para atender às necessidades imediatas e recompor estoques, os vendedores se mantêm firmes nas ofertas, sobretudo para lotes de qualidade superior.

Nesse contexto, parte dos compradores demonstra maior flexibilidade nas negociações, favorecendo a recuperação dos preços.

Pesquisadores do Cepea destacam que a liquidez permanece limitada pelo desacordo entre agentes, enquanto o ritmo ainda moderado das vendas de manufaturados mantém as indústrias cautelosas quanto às aquisições de pluma.

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Sérgio Sacani palestra sobre IA e tecnologia no agro durante Agroleite 2026

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Cidade do Leite, em Castro, Paraná, onde acontece a Agroleite. | Foto: divulgação Agroleite.

O Painel do Agro no Agroleite 2026 traz o geofísico e influenciador Sérgio Sacani como atração principal, no dia 5 de agosto, às 13 horas, em Castro, Paraná. O evento, realizado pelo Canal Rural em parceria com Agroleite, Castrolanda, Sistema Ocepar e Grupo Calpar, abordará a integração de tecnologias de ponta e ciência avançada no setor produtivo.

Sergio Sacani, geofísico e influenciador com mais de 6 milhões de seguidores.

Conhecido por popularizar temas como astronomia e inovação, Sacani trará para o palco o impacto direto da Inteligência Artificial (IA) no agronegócio. A palestra conectará tendências globais aos desafios diários do campo, destacando:

  • Análise de dados para maximizar a produtividade e otimizar safras;
  • Automação e gestão inteligente aplicadas à agricultura e pecuária;
  • Previsões meteorológicas de alta precisão e uso eficiente de recursos;
  • Pesquisa científica como pilar de competitividade no mercado global.

Para Giovani Ferreira, diretor do Canal Rural, aproximar a ciência do campo é vital: “Não é apenas uma tendência, mas uma necessidade estratégica para o futuro da produção de alimentos.”

O encontro ocorrerá nas dependências do Parque Tecnológico Agroleite, empreendimento situado em um dos polos mais avançados em rendimento agrícola e modelo cooperativo do país, na Castrolanda.

Willem Bouwman, presidente da Castrolanda, ressalta que toda a cadeia do leite está contemplada dentro do Agroleite: “temos a intenção de oferecer ao produtor rural e os demais envolvidos, informações de ponta, inovações e tecnologias, presentes e importantes para o desenvolvimento do setor”.

Sobre o Agroleite:

O Agroleite 2026 acontece de 3 a 7 de agosto de 2026, no Parque Tecnológico Agroleite em Castro, Paraná, promovido pela Cooperativa Castrolanda. O evento tem como tema “Movidos por um legado”, marcando também os 75 anos da cooperativa.

Agora com cinco dias de programação, a edição tem cerca de 400 expositores esperados, após receber R$ 11 milhões em investimentos em infraestrutura.

Considerada a maior feira da cadeia do leite da América Latina, traz em sua programação Trilha do Leite, um percurso guiado por técnicos para demonstrar a produção de forma prática; palestras e fóruns, com debates sobre inovação, gestão e tendências do agronegócio; Torneio Leiteiro e Exposições, com julgamentos de gado de alta genética e competições tradicionais.

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