Sustentabilidade
O sucesso do algodão brasileiro no mundo passa por tecnologia e inovação – MAIS SOJA

Em 2024, o Brasil se tornou o terceiro maior produtor de algodão do mundo, conquista que resultou na liderança do país no ranking global de exportações da fibra. Esses resultados impactam positivamente a economia e impressionam os consumidores finais dos produtos de algodão. Mesmo com esse desempenho expressivo, ainda se fala pouco sobre o vasto caminho técnico e científico percorrido por pesquisadores de todo o Brasil até que o país atingisse esse patamar de produtividade da pluma.
Com o objetivo de dar visibilidade a esses temas e aproximar o grande público da realidade do setor, o Congresso Brasileiro do Algodão (CBA) trará, em sua 15ª edição, conteúdo de qualidade sobre os processos científicos que estão por trás do sucesso da pluma brasileira. O evento acontecerá de 22 a 24 de setembro de 2026, no Expominas, em Belo Horizonte (MG). A estrutura contará com plenárias, hubs de conteúdos técnicos simultâneos e workshops, tornando a produção científica mais acessível aos interessados no setor e explorando os diversos tópicos que envolvem a cadeia produtiva da fibra.
De acordo com o coordenador da Comissão Científica do CBA, Rafael Galbieri, “O CBA é o momento em que a comunidade científica tem a possibilidade de se reunir e discutir temas relevantes que possam impulsionar a cultura de forma sustentável no Cerrado brasileiro, garantindo produção e qualidade da fibra. O congresso irá proporcionar todo o suporte para que esse ambiente técnico-científico aconteça em sua plenitude, com diferentes temáticas envolvendo pesquisadores, produtores, técnicos, consultores, professores e estudantes.”
A marca de Minas Gerais na cotonicultura
Minas Gerais, estado que receberá o CBA em 2026, também vem se destacando na cotonicultura brasileira pelo desenvolvimento técnico e científico aplicado em suas lavouras, com foco em sustentabilidade. A Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa) tem se consolidado como celeiro de projetos ligados à agroecologia e ao manejo integrado de pragas, bem avaliados pelo setor agrícola nacional.
Sobre a plantação de algodão em Minas Gerais, o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Fernando Lamas, explicou que “O cultivo do algodoeiro em sistema plantio direto atualmente utilizado por muitos produtores é um resultado significado da pesquisa brasileira. No caso específico do Norte de Minas, cultivares adaptadas à região e o sistema de produção adaptado às condições locais contribuíram para viabilidade da cultura na região.”
Os cotonicultores da região Norte de Minas, que já foi uma das maiores produtoras de pluma do país, estão retomando seu espaço no cenário nacional com o apoio da biotecnologia e de outras técnicas. Desde 2014, por exemplo, a Amipa mantém uma biofábrica de macro-organismos, liberados nas lavouras por meio de drones para auxiliar no controle biológico das pragas do algodoeiro. Esse processo tem reduzido o uso de defensivos agrícolas, gerando ganhos ambientais e econômicos para os produtores.
Segundo o presidente da Amipa, Daniel Bruxel, “A programação científica do Congresso Brasileiro de Algodão é fundamental para o fortalecimento da cotonicultura em Minas Gerais. Os temas abordados são atuais, com foco em sustentabilidade e inovação, o que coloca o algodão na vanguarda tecnológica do campo”.
Bruxel afirma que uma das razões de sucesso do CBA é a capacidade do evento em unir diversos temas científicos que ajudam os produtores a ultrapassarem obstáculos inerentes à cotonicultura. “O êxito do Congresso está na capacidade da comissão organizadora de reunir, em um único evento, conteúdo técnico e científico de alto nível aliado a temas de gestão e mercado, oferecendo ao produtor ferramentas completas para enfrentar os desafios da cotonicultura”, completou.
Legado para o algodão brasileiro
Na edição de 2024, realizada em Fortaleza (CE), o CBA contou com mais de 4.200 participantes, 114 palestrantes, 19 hubs temáticos e 288 trabalhos científicos apresentados.
Para Galbieri, “O Congresso é o maior e o mais importante evento da cotonicultura brasileira. A expectativa para 2026 é de um congresso ainda maior, impulsionado pela grandeza que estamos presenciando na produção nacional de algodão. O evento é uma oportunidade única de relacionamentos e atualizações do ponto de vista técnico da cultura.”
Os especialistas do CBA 2026
Na próxima edição, a Comissão Científica será composta por 11 especialistas, responsáveis por selecionar pesquisadores de todo o Brasil para apresentarem trabalhos relacionados a temas de interesse do setor. Em 2024, foram contempladas oito áreas de conhecimento, com destaque para a agricultura digital e a biotecnologia.
Fernando Lamas, acredita que o CBA reúne os diferentes elos da cadeia do algodão o que permite uma rica troca de experiências. “Sob o ponto de vista técnico científico o CBA reúne pesquisadores e técnicos que estão envolvidos diretamente com a produção de algodão no Brasil e no Exterior. São apresentados e discutidos resultados de pesquisas que ao serem incorporados aos sistemas de produção proporcionam melhorias significativas na produtividade e qualidade do algodão produzido, além da preservação ambiental. O intercâmbio entre pesquisadores é algo muito relevante, pois além de permitir troca de experiência, proporciona o conhecimento sobre o que está sendo trabalhado na área técnica-científica.”
Rafael Galbieri explicou que congressistas do CBA cada vez mais participam do evento na expectativa de encontrar informações seguras e atuais que possam ser utilizadas diretamente nas unidades de produção. “A produção de algodão em clima tropical é complexa e muito dinâmica. Temos ainda grandes desafios pela frente”, pontuou.
Conheça os nomes que irão compor a Comissão Científica do CBA:
- Rafael Galbieri, do Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMA);
- Odilon Reny Ribeiro Ferreira Silva, da Embrapa Algodão;
- Fernando Mendes Lamas, da Embrapa Agropecuária Oeste;
- Juan Piero Antonio Raphael, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiros, da Universidade de São Paulo (USP – ESALQ);
- Joao Paulo Saraiva Morais da Embrapa Algodão;
- Ana Luiza Dias Coelho Borin, da Embrapa;
- Jacob Crosariol Netto, do Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMA);
- Martha Viviana Torres Cely, da Universidade Federal do Mato Grosso, (UFMT);
- Cezar Busato, da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa);
- Fábio Oliveira Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa);
- Rodrigo Lima, da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa).
CBA 2026
A 15ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA) acontecerá de 22 a 24 de setembro de 2026, no Expominas, em Belo Horizonte (MG). Reconhecido como o maior congresso da cadeia produtiva do algodão, o CBA reúne milhares de participantes, incluindo produtores, pesquisadores, empresas, autoridades e profissionais da indústria têxtil e do agronegócio.
Com uma programação técnica e estratégica, o congresso promove debates sobre inovação, sustentabilidade, mercado e tendências, além de oferecer amplo espaço para networking e oportunidades de negócios.
Fonte: Abrapa
Autor:ABRAPA
Site: Abrapa
Sustentabilidade
Mercado da soja: cotações sobem com dólar acima de R$ 5,20 e negócios ganham ritmo

O mercado brasileiro de soja apresentou maior movimentação nesta sexta-feira (14), com reporte de negócios diante da melhora das cotações.
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dólar operou acima de R$ 5,20, enquanto a Bolsa de Chicago registrou movimentos de alta, ainda que leves.
Silveira destaca que os prêmios não cederam e permanecem em bons patamares. Com isso, as cotações nos portos chegaram a tocar R$ 150,00 por saca no mercado spot. São bons níveis, enquanto no mercado interno também aparecem ofertas melhores, avalia.
De maneira geral, segundo o analista, as cotações avançaram cerca de R$ 2,00 por saca,
contribuindo para um dia mais aquecido nas negociações.
- Passo Fundo (RS): subiram de R$ 140,00 para R$ 142,00.
- Santa Rosa (RS): subiram de R$ 141,00 para R$ 143,00.
- Cascavel (PR): subiram de R$ 136,00 para R$ 139,00.
- Rondonópolis (MT): subiram de R$ 133,00 para R$ 134,00.
- Dourados (MS): permaneceu em R$ 131,50.
- Rio Verde (GO): subiram de R$ 133,00 para R$ 134,00.
- Paranaguá (PR): subiram de R$ 147,00 para R$ 150,00.
- Rio Grande (RS): subiram de R$ 148,00 para R$ 150,00.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam com preços mais altos nesta sexta- feira, na Bolsa de
Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando o ganho semanal. As cotações seguiram o desempenho de outros mercados e sinais de demanda aquecida pela soja americana, principalmente por parte da China. A alta foi limitada pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras americanas.
Trigo e milho tiveram mais um dia de fortes ganhos, o que influenciou também a soja. O mercado mostra preocupação com a intensificação do conflito no Mar Negro e o impacto sobre a oferta destes cereais. A queda do dólar frente a outras moedas dá competitividade aos produtos de exportação dos Estados Unidos.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 136.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 26/27.
A Sinograin, estatal chinesa responsável pelos estoques de grãos, informou nesta sexta-feira que realizará um leilão de 360 mil toneladas de soja importada no dia 19 de agosto, em um momento em que o mercado espera que a empresa libere espaço nos estoques para a chegada da oleaginosa dos Estados Unidos.
As condições climáticas seguem favorecendo o potencial produtivo da soja americana. Na próxima semana, atenções voltados para o tradicional Crop Tour da Pro Farmer.
Contratos da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 10,25 centavos de dólar, ou 0,86%, a US$ 11,92 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,07 3/4 por bushel, com elevação de 10,00 centavos de dólar ou 0,83%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,30 ou 0,73% a US$ 316,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,97 centavos de dólar, com ganho de 0,59 centavo ou 0,86%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,57%, sendo negociado a R$ 5,2209 para venda e a R$ 5,2189 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1733 e a máxima de R$ 5,2488. Na semana, a moeda valorizou 2,7%.
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Sustentabilidade
Como o sistema de produção condiciona o sucesso da lavoura de soja – MAIS SOJA

Com a aproximação da época de semeadura da soja, chega o momento de escolher a cultivar ideal que melhor se adapte às condições de cada produtor. A primeira etapa para determinar a cultivar está relacionada ao conhecimento do ambiente (temperatura, radiação solar e fotoperíodo) e do sistema de produção. Um sistema intensificado de cultivos impede o produtor semear a soja na época ideal, demonstrando como o sistema de produção frequentemente condiciona a época de semeadura. No Sul do Brasil, por exemplo, uma análise em 853 lavouras de soja apontou que há uma perda de 995 kg ha-1 pela escolha incorreta do GMR ou época de semeadura (Winck et al., 2023).
A época de semeadura influencia diretamente o comportamento fenológico e o potencial de produtividade de cada lavoura. O fator biofísico que mais explica o potencial de produtividade de uma lavoura (sem limitações hídricas, nutricionais ou bióticas) é o coeficiente fototérmico (razão entre a radiação solar incidente e a temperatura do ar) durante a fase entre os estágios R3 (início da formação dos legumes) e R7 (maturidade fisiológica) da soja (Fehr & Caviness, 1977; Zanon et al., 2016).
Para exemplicar essa dinâmica, a Figura 1 apresenta o momento de ocorrência de cada fase fenológica de cultivares com diferentes GMRs em relação ao fotoperíodo do local de semeadura. Compreender essas relações permite alinhar o período crítico da cultura com a maior oferta ambiental (maior coeficiente fototérmico), além de evidenciar como esse posicionamento é influenciado pela época de semeadura e pelo GMR da cultivar.

Referências:
FEHR, W.R. and CAVINESS, C.E. Stages of soybean development. Special Report 80, Iowa Agricultural Experiment Station, Iowa Cooperative External Series, Iowa State University, Ames, 1977.
WINCK, J. E. M. et al. Decomposition of yield gap of soybean in environment × genetics × management in Southern Brazil. European Journal of Agronomy, v. 145, p. 126795, 2023. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1161030123000631 >, acesso: 21/07/2026.
WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.
ZANON, A.J; STRECK, N.A; GRASSINI, P. Climate and Management Factors Influence Soybean Yield Potential in a Subtropical Environment. Agronomy Journal, v. 108, n. 4, p. 1447-1454, 2016. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.2134/agronj2015.0535 >, acesso 22/07/2026.

Sustentabilidade
Soja mantém protagonismo nas exportações de MS – MAIS SOJA

A soja manteve a liderança entre os produtos exportados por Mato Grosso do Sul em julho de 2026. Segundo levantamento da Aprosoja/MS, com dados do ComexStat, soja e resíduos representaram 35,6% da pauta de exportações do Estado no sétimo mês do ano. Na sequência aparecem celulose, com 30,6%, e carne bovina, com 15,5%.
O desempenho contribuiu para o resultado positivo da balança comercial sul-mato-grossense, que encerrou julho com saldo de US$ 1,084 bilhão. As exportações somaram US$ 1,264 bilhão, enquanto as importações totalizaram US$ 180 milhões.
Outro destaque foi o óleo de soja, que aparece entre os principais produtos comercializados pelo Estado.
“A participação da soja confirma a força da cadeia produtiva sul-mato-grossense no comércio exterior, mas o avanço de itens processados também merece atenção. É um movimento que amplia as possibilidades de geração de valor dentro do próprio Estado”, avalia o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.
Nas importações, o gás natural permaneceu na primeira colocação, respondendo por 39,3% do total. O cobre ficou em segundo lugar, seguido por equipamentos elétricos. A via férrea, que representou 3,6% das importações, apareceu na quinta posição.
A presença da via férrea entre os principais itens importados, segundo a análise do boletim, está relacionada à execução do projeto de curta extensão do ramal ferroviário de Inocência.
O resultado da balança comercial reforça, ainda, a diferença entre os fluxos de comércio registrados no mês: o valor exportado foi aproximadamente sete vezes superior ao importado.
Para Linneu, acompanhar a composição desses fluxos é importante para compreender não apenas o resultado mensal, mas também os movimentos estruturais da economia estadual.
“Os dados permitem enxergar onde estão os principais vetores de geração de divisas e quais setores vêm ganhando espaço na composição do comércio exterior. Essa leitura é importante para orientar decisões e avaliar os efeitos dos investimentos produtivos e logísticos no Estado”, conclui.
O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja MS
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