Connect with us
30 de junho de 2026

Sustentabilidade

Na Expointer, ministro Fávaro apresenta medida para renegociação de dívidas rurais – MAIS SOJA

Published

on


Oministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou nesta sexta-feira (5) da abertura da 48ª Expointer, em Esteio (RS). Na ocasião, anunciou a Medida Provisória (MP), assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que garante a renegociação de dívidas rurais em condições especiais. Serão R$ 12 bilhões para apoiar até 100 mil produtores, principalmente pequenos e médios agricultores, que sofreram com secas e enchentes nos últimos anos.

Também participaram o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, o presidente da Conab, Edegar Pretto, e o deputado federal Paulo Pimenta.

Com a MP, os produtores rurais prejudicados terão melhores condições para regularizar sua situação financeira e seguir com a produção de alimentos. “Com essa medida, o produtor recupera crédito e volta a plantar com segurança, o consumidor ganha mais oferta de alimentos e preços mais estáveis. E o Brasil fortalece a agricultura, preserva empregos na cadeia produtiva do campo e aumenta a resiliência do país diante dos eventos climáticos, tudo com responsabilidade e compromisso de cuidar e apoiar quem produz alimentos no Brasil”, ressaltou o presidente Lula em fala durante o anúncio.

O ministro Fávaro destacou, em seu discurso, a importância da medida para apoiar os produtores. “Os anúncios feitos desde o primeiro dia das mudanças climáticas não serão descontinuados. Os R$ 12 bilhões anunciados hoje serão fundamentais para a continuidade do setor. É importante dizer também que a medida provisória apresentada hoje prevê um estímulo adicional de R$ 20 bilhões ao sistema financeiro. Gradativamente, poderemos estar de mãos dadas com os produtores”, afirmou.

“Tenho a certeza de que as medidas atenderão plenamente os produtores endividados. Mais que isso, permitirão que os bancos retomem com força o Plano Safra. O programa, que estava prejudicado pela inadimplência, deve, a partir de agora, ganhar volume, agilidade e garantir novamente uma supersafra brasileira”, completou Fávaro.

Já o ministro Paulo Teixeira ressaltou o impacto da medida: “É o esforço possível da sociedade brasileira para que aqueles agricultores que queiram retomar suas atividades e que possam tomar novamente recursos do crédito agrícola possam retomar esses recursos”.

A MEDIDA PROVISÓRIA

GARANTIA — A iniciativa prevê capacidade de alcançar cerca de 96% dos pequenos e médios agricultores que hoje estão inadimplentes ou com dívidas prorrogadas. “Nos últimos anos, secas prolongadas e fortes enchentes causaram grandes perdas aos agricultores, gerando dívidas e travando o crédito para a preparação da nova safra. Por isso, tomei a decisão de darmos mais uma garantia ao setor”, explicou o presidente. Dívidas não renegociadas podem travar o acesso ao Plano Safra, comprometer a produção de alimentos e a capacidade de moderação de preços no mercado.

CRITÉRIOS — Para aderir à renegociação, o produtor precisa comprovar perdas relevantes de safra nos últimos cinco anos e estar localizado em municípios que decretaram estado de calamidade ao menos duas vezes nesse período. O prazo de pagamento dos produtores será de até nove anos, com carência de um ano.

BENEFÍCIOS — O presidente Lula ressaltou que a medida gera benefícios para toda a população. “Com a medida, o produtor recupera crédito e volta a plantar com segurança. O consumidor ganha mais oferta de alimentos e preços mais estáveis, e o Brasil fortalece a agricultura, preserva empregos na cadeia produtiva do campo e aumenta a resiliência do país diante dos eventos climáticos. Tudo com responsabilidade e compromisso de cuidar e apoiar quem produz alimentos no Brasil”, destacou.

COMO FUNCIONA — O financiamento das renegociações vem do Tesouro Nacional, que repassa os recursos para bancos públicos, privados e cooperativas de crédito, com o BNDES na estruturação. Serão R$ 12 bilhões em recursos diretos do Tesouro, além da entrada de aproximadamente R$ 20 bilhões em recursos próprios dos bancos, estimulados por incentivos tributários.

TAXAS DE JUROS — As taxas de juros serão bem mais baixas que as praticadas no mercado, variando conforme o porte do produtor: cerca de 6% ao ano para pequenos, 8% para médios e 10% para os demais. Os limites de crédito vão de R$ 250 mil no Pronaf até R$ 1,5 milhão no Pronamp e R$ 3 milhões para os demais produtores. A regulamentação das condições será definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), responsável por estabelecer os tetos e parâmetros finais. Já o risco de crédito será integralmente assumido pelas instituições financeiras, sem transferência para o Tesouro.

ESTÍMULOS — Na prática, a medida também cria estímulos para que os bancos renegociem dívidas com recursos próprios, o que deve ajudar a limpar as carteiras de crédito, reduzir a inadimplência e reabrir espaço para novas operações de financiamento no campo. Isso fortalece a agricultura nacional, garante estabilidade no abastecimento e ajuda a conter a inflação dos alimentos.

EXPOINTER

A feira é considerada uma das maiores agropecuárias a céu aberto da América Latina. Conta com exposições de animais, demonstrações de tecnologias agrícolas e oportunidades para os visitantes conhecerem as inovações que estão moldando o futuro do agronegócio no Brasil.

Fonte: MAPA

Continue Reading

Sustentabilidade

Algodão: Clima nos EUA e queda do petróleo pressionam cotações em NY – MAIS SOJA

Published

on


O contrato da pluma de dez/26 na bolsa de NY registrou recuo de 1,22% no comparativo semanal, ficando precificado, em média, em ¢ US$ 77,55/lp. A queda das cotações foi reflexo, sobretudo, da melhora das condições de estiagem nos Estados Unidos, fator que elevou as expectativas de um bom desenvolvimento da safra norte-americana. Esse cenário contribui para a perspectiva de uma maior oferta global de pluma, pressionando as cotações na bolsa de NY. Em paralelo, a queda dos preços do petróleo também contribuiu para limitar o avanço das cotações da pluma.

Com o petróleo em patamares mais baixos, as fibras sintéticas tornam-se relativamente mais competitivas, reduzindo a atratividade do algodão e intensificando a pressão baixista sobre os contratos negociados na bolsa de NY. Por fim, no curto prazo, não há indicativos de valorização expressiva para os preços da fibra, uma vez que o cenário externo segue sustentando um viés baixista nas cotações.

Confira os principais destaques do boletim:
  • BAIXA: no registro semanal, a paridade de dez/26 apresentou declínio de 0,02%, devido à desvalorização do contrato de dez/26 na bolsa de NY, ficando precificada em R$ 133,13/@.
  • NEGATIVO: com a queda na cotação do petróleo, o preço do poliéster apresentou baixa de 3,64% no comparativo semanal, fechando com média de ¢ US$ 39,12/lp.
  • BAIXA: o preço Cepea apresentou desvalorização de 1,44% na semana, ficando cotado na média de ¢ R$ 408,58/lp.
A colheita do algodão da safra 25/26 atingiu 0,36% da área prevista em Mato Grosso.

O percentual está 0,15 p.p. acima do registrado no mesmo período da safra 24/25, porém é 1,23 p.p. abaixo da média dos últimos 5 anos. A ocorrência de chuvas em determinadas regiões do estado, associada ao clima frio e úmido, postergou o início dos trabalhos no campo em Mato Grosso.

Diante disso, apenas as regiões Nordeste e Sudeste iniciaram a colheita. Cabe destacar que o atual cenário climático é um ponto de atenção para os cotonicultores, pois tende a comprometer a qualidade da pluma nas lavouras com os capulhos já abertos, além de aumentar a probabilidade de apodrecimento dos capulhos no baixeiro das plantas. Por fim, embora ainda haja possibilidade de chuvas isoladas em Mato Grosso, a tendência para a próxima semana é de redução das precipitações sobre a maior parte do estado, favorecendo o avanço da colheita e reduzindo os riscos à qualidade da fibra.

Fonte: Conab



 

Continue Reading

Sustentabilidade

Colheita do algodão atinge 3,8% da área no país com ritmo inicial lento – MAIS SOJA

Published

on


Colheita chega a 3,8% da área total. Em MT, a colheita avança em ritmo lento. A expectativa é de intensificação nas próximas semanas. No manejo fitossanitário, permanece a prioridade no controle do bicudo-do-algodoeiro e do complexo de lagartas.

Na BA, a colheita segue lentamente. O prolongamento do ciclo tende a favorecer a qualidade da fibra e a produtividade. No MA, a colheita da primeira safra está em andamento, enquanto as demais lavouras permanecem em maturação. Em MS, na região dos Chapadões, as chuvas suspenderam, temporariamente, os trabalhos de desfolha. Na região central, as precipitações favoreceram a formação de maçãs e a disponibilidade hídrica no solo.

Em GO, a colheita avançou pouco devido às chuvas, que interromperam temporariamente as operações. Até o momento, houve apenas leve perda visual da pluma, sem impactos significativos na produtividade. Em MG, a colheita segue em ritmo lento, com boas produtividades e qualidade da fibra.

No PI, a colheita segue avançando. Apesar do atraso na implantação em relação à safra anterior, as expectativas de produtividade permanecem boas. Em SP, na região sudoeste, a
colheita está bem avançada e mais da metade da produção já foi beneficiada. A produtividade da pluma permanece estável.

Previsão Agrometeorológica (29/06/2026 a 06/07/2026)

N-NE: Os maiores acumulados de chuva devem ocorrer em áreas do Centro-Norte do AM, RR e Noroeste do PA. Na Região Nordeste, segue a condição de chuvas na faixa litorânea, com maiores volumes no MA e litoral Norte da BA, com chuvas fracas e isoladas nas demais áreas. Essa condição continuará favorecendo o feijão e o milho terceira safra nas áreas próximas da costa no Sealba. Nas áreas mais distantes, permanecerá a restrição hídrica. No Matopiba, o tempo firme continuará favorecendo a secagem natural do milho segunda safra, mas manterá a restrição às lavouras em enchimento de grãos.

CO: Há previsão de tempo firme em quase toda a região, favorecendo a maturação e colheita das lavouras. Na segundafeira, pancadas de chuva podem ocorrer no Centro-Sul de MS. Na quarta-feira, há possibilidade de chuvas fracas e isoladas no Extremo Norte de MT e Sul de MS. A umidade no solo manterá as condições favoráveis para o sorgo no Sul de GO.

SE: A previsão é de tempo predominante estável. Em SP, pancadas de chuva podem ocorrer na segunda-feira, principalmente, na porção mais ao Sul do estado. Na sextafeira, a chuva deve retornar, de forma mais fraca e isolada. Chuvas fracas também estão previstas para o Extremo Norte do ES e RJ. Em MG e Norte de SP, não há previsão de chuva. No geral, as condições serão favoráveis para os cultivos de segunda safra e inverno. No entanto, em parte de MG, deve permanecer a condição de restrição hídrica.

S: Há previsão de chuva na segunda-feira, especialmente, no PR, SC e Extremo Norte do RS. No Sul do PR e Centro-Norte de SC, são esperados acumulados mais elevados, podendo causar danos pontuais às lavouras. A condição de instabilidade deve permanecer até quinta-feira entre os três estados. No RS, chuvas mais intensas são esperadas para quarta e quinta-feira, com retorno a partir de domingo.

Fonte: Conab


undefined


 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

Continue Reading

Sustentabilidade

Saiba como ficaram as cotações de soja no último dia de junho

Published

on


Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja registrou um dia de forte volatilidade nesta terça-feira (30). Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão começou com pressão intensa sobre os preços, mas o cenário mudou ao longo da tarde, resultando em cotações mistas entre as principais praças do país.

Pela manhã, o mercado foi pressionado principalmente pela queda de cerca de 3% no óleo de soja. Além disso, o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou uma área plantada acima da intenção inicial para a safra 2026/27, elevando o potencial produtivo norte-americano, fator considerado baixista para os preços.

Ao longo da tarde, no entanto, o mercado reagiu diante das expectativas de maior demanda no segundo semestre. Segundo Silveira, os prêmios seguem fortalecidos e o dólar apresentou comportamento mais favorável, sustentando as cotações.

  • Saiba as notícias mais recentes sobre a soja na comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Apesar da recuperação, os preços encerraram o dia sem direção única. Conforme o analista, algumas regiões registraram altas, enquanto outras permaneceram estáveis ou refletiram particularidades locais.

O ritmo de negociações permaneceu bastante fraco. De acordo com Silveira, compradores e vendedores reduziram as ofertas ao longo do dia, resultando em poucos negócios no mercado físico.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 124,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 114,00 para R$ 115,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 116,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 115,00 para R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 135,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00

Soja em Chicago

Em Chicago, os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta terça-feira, acompanhando principalmente o avanço do milho após a divulgação dos relatórios do USDA. Para a soja, os números de área plantada e estoques ficaram dentro das expectativas do mercado e tiveram efeito considerado neutro sobre as cotações. Já milho e trigo encerraram o dia em alta. No acumulado de junho e do trimestre, o contrato julho da soja acumula queda de aproximadamente 5,8%. No semestre, porém, registra valorização de 4%.

USDA

O USDA informou que a área plantada com soja nos Estados Unidos deverá alcançar 85,4 milhões de acres na safra 2026/27. Se confirmada, a área será 5% superior aos 81,215 milhões de acres cultivados na safra anterior.

O número ficou exatamente em linha com a expectativa do mercado, de 85,4 milhões de acres, e superou a estimativa de intenção de plantio divulgada em março, de 84,7 milhões de acres. Em relação ao ano passado, a área aumentou ou permaneceu estável em 23 dos 29 estados produtores.

O relatório também mostrou que os estoques trimestrais de soja dos Estados Unidos, na posição de 1º de junho, totalizaram 1,06 bilhão de bushels, volume 5% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O resultado ficou ligeiramente acima da expectativa do mercado, que era de 1,05 bilhão de bushels. Do total estocado, 367 milhões de bushels estão armazenados nas propriedades rurais, queda de 11% na comparação anual. Já os estoques fora das fazendas somam 694 milhões de bushels, avanço de 16%.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja para julho fecharam com alta de 8,00 centavos de dólar, ou 0,72%, a US$ 11,16 3/4 por bushel. O vencimento agosto encerrou cotado a US$ 11,24 1/4 por bushel, alta de 5,00 centavos, equivalente a 0,44%.

Entre os subprodutos, o farelo de soja para julho permaneceu estável em US$ 304,70 por tonelada. Já o óleo de soja para julho fechou a 66,74 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 2,33 centavos, ou 3,37%.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,17%, cotado a R$ 5,1632 para venda e R$ 5,1602 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,1632 e R$ 5,2012. Em junho, o dólar acumulou alta de 2,3%. No trimestre, recuou 0,32% e, no acumulado do semestre, registra queda de 5,9%.

O post Saiba como ficaram as cotações de soja no último dia de junho apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT