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Diante oferta abundante e demanda tímida, mercado do algodão segue apático

As cotações de algodão em Nova York encerram a semana em queda, tendo o contrato para dezembro de 2025 atingido nova mínima histórica em 66,05 U$c/lp. Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o mercado segue “apático” com uma “oferta abundante” e “demanda tímida”.
As informações constam no Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa desta sexta-feira (29).
Confira os destaques trazidos pelo Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa:
Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 04/set cotado a 66,20 U$c/lp (-1,6% vs. 28/ago). O contrato Dez/26 fechou em 68,97 U$c/lp (-0,7% vs. 28/ago).
Basis Ásia – Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 729 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 04/set/25.
Altistas 1 – Mesmo que da “mão para a boca”, a demanda se fortalece à medida que as cotações caem. Compras ativas de Índia, Bangladesh, Paquistão e China foram relatadas esta semana.
Altistas 2 – As condições das lavouras nos EUA recuaram esta semana, de 54% Boas+Excelentes para 51% esta semana. O número, entretanto, está bem acima dos 44% da safra passada.
Altistas 3 – Ainda nos EUA, chuvas em agosto foram poucas. Tirando o último fim de semana, setembro segue no mesmo ritmo seco, e esta semana também sem precipitações. Umidade do solo e do subsolo indica seca.
Altistas 4 – Com preços mínimos no país em torno de US$ 90c/lp e a remoção das tarifas de 11% de importação de algodão até dezembro, a demanda indiana deve seguir aquecida por algodão importado. A corrida para cumprir o prazo de chegada no país de 31/Dez será grande.
Baixistas 1 – O mercado está de olho nos números que serão divulgados no relatório de Setembro do USDA no próximo dia 12. Um número chave é a produção dos EUA, que no relatório de agosto foi estimada em 13,2 milhões de fardos. O NCC prevê um número maior que o de agosto do USDA.
Baixistas 2 – A China está pouco ativa nas importações há algum tempo, e essa nova cota de processamento não ajuda muito. Com a safra local devendo passar de 7 milhões de toneladas novamente, as cotas visam garantir mercado ao algodão local, que é mais caro que o importado.
Baixistas 3 – Permanece grande a diferença líquida entre vendas e compras on-call (não fixadas). Atualmente, há quase 4 milhões de fardos em compras não fixadas a mais que vendas, o que pode gerar pressão vendedora adicional à medida em que o mercado se aproxima do First Notice Day, em 21 de novembro.
Baixistas 4 – Apesar de uma eventual retirada de tarifas dos EUA ser altista para o mercado, decisão de um tribunal de apelações nos EUA, que considerou ilegítimas as tarifas impostas na era Trump, adicionou instabilidade ao mercado.
Logística – Abrapa, Ampa e Aprosoja realizam o 1º Fórum Geopolítica e Logística dia 10/set em Brasília. Em pauta, competitividade, logística e exportações no contexto geopolítico global: https://abrapa.com.br/evento/forum-geopolitica-e-logistica/
Índia 1 – O Brasil é o principal exportador de algodão para a Índia. Esse resultado é surpreendente, considerando que, até o ano passado, o Brasil era coadjuvante no mercado indiano.
Índia 2 – De out/24 a jul/25, a Índia importou 552 mil tons, das quais 147 mil tons saíram do Brasil. As nações do oeste da África juntas exportaram 143 mil tons, os EUA 112 mil tons e a Austrália, 103 mil tons. (Fontes do setor privado).
China 1 – Após um verão calmo, houve retomada da demanda física, com compras modestas principalmente de algodão brasileiro. Esse movimento ajudou a firmar levemente o basis do Brasil.
China 2 – A limitada cota de importação anunciada (200 mil tons) deverá ser direcionada em grande parte para algodão brasileiro, já que até o momento o algodão dos EUA está sujeito a 45% de tarifa adicional na China.
China 3 – O fio produzido na China continua mais barato que o importado, o que reduz a demanda chinesa por importações. Isso está prejudicando exportadores de fio em toda a Ásia, especialmente no Vietnã, Paquistão e Índia.
China 4 – Condições favoráveis nas lavouras de Xinjiang reforçam a expectativa de grande safra local, limitando o espaço para importações em larga escala.
Vietnã – No Vietnã, fiações estão buscando algodão dos EUA contando com a aprovação da “Buying American Cotton Act”. Lotes brasileiros e australianos seguem atraindo interesse por terem preços competitivos.
Austrália – A ABARES prevê área plantada de algodão de 461 mil ha na safra 2025/26 (-11% vs 2024/25), com redução principalmente em Nova Gales do Sul devido à menor disponibilidade e preços mais altos da água para irrigação.
Luto na moda – Faleceu nesta madrugada, aos 91 anos, o estilista italiano Giorgio Armani, um dos maiores nomes da moda mundial. Criador de uma alfaiataria minimalista, porém elegante, Armani ergueu um império da moda e se tornou sinônimo de sofisticação. Um dos grandes adeptos do uso do algodão na alta costura, Armani lançou em 2023 um projeto de cultivo de algodão regenerativo no sul da Itália.
Brasil – Exportações – As exportações brasileiras de algodão somaram 77,5 mil tons em agosto/25. A média diária de embarque foi 30,7% menor que no mesmo mês em 2024.
Brasil – Colheita 2024/25 – Até ontem (04/09), foram colhidos no estado da BA 83,6%, GO 91,16%, MA 100%, MG 88%, MS 100%, MT 92%, PI 100%, PR 100% e SP 97,5%. Total Brasil: 90,83%.
Brasil – Beneficiamento 2024/25 – Até ontem (04/09), foram beneficiados nos estados da BA 48%, GO 52,6%, MA 25%, MG 50%, MS 55%, MT 24%, PI 43,4%, PR 100% e SP 95%. Total Brasil: 30,65%.
Preços do Algodão – Consulte tabela abaixo:
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Governo confirma R$ 18,1 bilhões para equalização de juros do Plano Safra 2026/27

O novo Plano Safra deve custar R$ 18,1 bilhões aos cofres públicos no ciclo 2026/27, segundo fontes do governo. No ano passado, esse valor chegou a R$ 13,4 bilhões – o que significa que o custo da União aumentou 35%, considerando a agricultura empresarial e a familiar.
É importante destacar que esse valor não é o orçamento total disponível para os produtores pegarem emprestado, mas sim o custo do subsídio pago pela União. Ele cobre a chamada equalização: o Tesouro Nacional paga aos bancos e cooperativas a diferença entre as taxas de mercado e as taxas subsidiadas oferecidas ao setor agropecuário.
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No anúncio desta terça-feira (30), o governo informou que o Plano Safra 2026/27 terá R$ 97 bilhões em linhas com juros equalizados. Esse valor representa uma queda de 14,7% frente ao ciclo passado, quando foram disponibilizados R$ 113,8 bilhões nessa modalidade.
Em entrevista ao Mercado & Cia, o secretário-adjunto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Wilson Vaz de Araújo, afirmou que o desenho final foi “o plano possível” diante do atual cenário de restrição fiscal e das fontes de financiamento disponíveis.
Os recursos são considerados essenciais para garantir o ritmo das contratações de custeio, que financiam a compra de sementes, fertilizantes e defensivos para a próxima temporada. Após a definição do orçamento, a expectativa do setor agora se volta para a publicação das regras oficiais e a liberação do crédito nas agências bancárias.
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Plano Safra mantém juros elevados e deixa dúvidas sobre acesso ao crédito, avalia Federarroz

O Plano Safra 2026/2027, anunciado nesta terça-feira (30) pelo governo federal, amplia em R$ 9 bilhões os recursos destinados à agricultura empresarial, que passam de R$ 516,2 bilhões para R$ 525,1 bilhões.
Apesar do aumento no volume total de crédito, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) avalia que as condições anunciadas ainda estão abaixo das necessidades do setor, especialmente em relação às taxas de juros, aos recursos para custeio e à situação financeira dos produtores.
Do total previsto para a nova safra, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e à comercialização e R$ 140,2 bilhões aos investimentos. Na comparação com o ciclo anterior, os recursos para custeio e comercialização foram reduzidos em R$ 29,8 bilhões, enquanto os investimentos cresceram R$ 38,7 bilhões.
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Para o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, o setor esperava condições mais favoráveis para o financiamento da produção. “O Plano Safra veio com valor abaixo do que a gente pretendia. Os juros também não vieram como a gente pretendia. Nós pretendíamos abaixo de um dígito, e ele veio para a agricultura empresarial em 12,5%”, afirma.
Nunes ressalta que ainda é necessário conhecer detalhes da operacionalização dos recursos e do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), considerado estratégico para a atividade.
Segundo ele, também há preocupação com a capacidade das instituições financeiras de captar recursos suficientes para atender à demanda por crédito em um cenário econômico desafiador.
Outro ponto destacado pela entidade é a necessidade de uma solução para o endividamento dos produtores. Conforme Nunes, a definição sobre o Projeto de Lei nº 5.122 e as medidas que poderão ser adotadas pelo governo serão determinantes para que parte dos arrozeiros consiga acessar as linhas de financiamento da próxima safra.
“Nós também estamos na dependência das renegociações, de como vai ser resolvida essa questão do endividamento, até para que a gente consiga ter acesso ao crédito rural, porque senão vários produtores de arroz vão ficar alijados do Plano Safra”, afirma.
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Juros de custeio para produtos orgânicos são reduzidos no Plano Safra da Agricultura Familiar

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/27, que destina o total de R$ 97,3 bilhões em programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural, anunciou redução dos juros no custeio para 1% ao ano na produção agroecológica e orgânica e para produtos da sociobiodiversidade.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), pasta do governo federal à frente da iniciativa, também destacou que foram aprimoradas as condições do Pronaf Agroecologia, com redução na taxa de juros de 3% para 2% ao ano.
Já o limite do Pronaf Bioeconomia foi ampliado de R$ 250 mil para R$ 450 mil para projetos voltados à silvicultura e sistemas agroflorestais. Segundo a pasta, desde 2023 já foram investidos mais de R$ 2 bilhões no financiamento de projetos agroecológicos em todas as linhas do Pronaf.
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Novidade desta edição do Plano Safra foi o programa Da Terra à Mesa – Garantia-Safra, com mais de R$ 400 milhões destinados à inclusão produtiva, adaptação climática e fortalecimento da produção de alimentos para mais de 60 mil famílias do Semiárido brasileiro.
A iniciativa amplia o “Da Terra à Mesa Brasil”, que já beneficia 55 organizações e quase 29 mil famílias da agricultura familiar com ações de assistência técnica, capacitação e estruturação produtiva.
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