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Conab estima alta de 3,8% na produção de café em Mato Grosso

A colheita do café no Brasil está em fase de conclusão e a perspectiva para Mato Grosso é uma produção de 278,7 mil sacas beneficiadas, conforme a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). Os números constam no 3º levantamento da cultura, divulgado nesta quinta-feira (4).
Em Mato Grosso o café cultivado é o tipo “conilon”, com concentração na região norte do estado. O levantamento aponta para Mato Grosso um crescimento de 3,8% na produção, em relação à temporada passada.
Tal resultado decorre de três combinações, frisa a Conab: expansão em 1,9% na área em produção, aumento no uso de fertilizantes e uma maior participação de materiais clonais de maior eficiência agronômica inseridos a partir da safra 2020.
Neste ciclo foram 11,825 mil hectares de área em produção.
A Conab destaca que “embora a cafeicultura mato-grossense tenha forte concentração regional, há uma constante expansão territorial nos últimos anos, influenciada pelo processo de reestruturação produtiva e tecnológica no sistema de cultivo, caracterizado pela transição gradual e estratégica de genótipos convencionais para cultivares clonais”.
Ciclo apresentou momentos adversos
Segundo a Conab, em relação ao aspecto produtivo, o ciclo atual do café no estado apresentou “momentos mais adversos no quesito edafoclimático”, registrando déficit hídrico “em momentos críticos da fenologia da cultura”, contudo o potencial produtivo apresentou crescimento diante das lavouras clonais mais novas, elevando desta forma a produtividade e minimizando as perdas.
“Em termos estruturais, a modernização do plantio com cultivares clonais contribui para maior uniformidade fenológica, melhor resposta ao manejo e melhores coeficientes de uso da água, atenuando parcialmente os efeitos do estresse hídrico sobre o rendimento final”.
Ainda de acordo com a Conab, em relação às questões fitossanitárias, as principais pragas observadas ao longo do ciclo foram as cochonilhas escamas e cochonilhas-farinhentas, a broca-do-café (Hypothenemus hampei) e o ácaro-vermelho (Oligonychus ilicis). Entretanto, “seus níveis se mantiveram sob controle, com um manejo satisfatório por meio de estratégias integradas, combinando monitoramento frequente, controle biológico, produtos seletivos e ajustes culturais”.
Já em relação às doenças foram observadas “patologias fúngicas compatíveis com condições de estresse e microclima mais fechado, com destaque para ferrugem, cercosporiose e antracnose”.
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Plano Safra mantém juros elevados e deixa dúvidas sobre acesso ao crédito, avalia Federarroz

O Plano Safra 2026/2027, anunciado nesta terça-feira (30) pelo governo federal, amplia em R$ 9 bilhões os recursos destinados à agricultura empresarial, que passam de R$ 516,2 bilhões para R$ 525,1 bilhões.
Apesar do aumento no volume total de crédito, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) avalia que as condições anunciadas ainda estão abaixo das necessidades do setor, especialmente em relação às taxas de juros, aos recursos para custeio e à situação financeira dos produtores.
Do total previsto para a nova safra, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e à comercialização e R$ 140,2 bilhões aos investimentos. Na comparação com o ciclo anterior, os recursos para custeio e comercialização foram reduzidos em R$ 29,8 bilhões, enquanto os investimentos cresceram R$ 38,7 bilhões.
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Para o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, o setor esperava condições mais favoráveis para o financiamento da produção. “O Plano Safra veio com valor abaixo do que a gente pretendia. Os juros também não vieram como a gente pretendia. Nós pretendíamos abaixo de um dígito, e ele veio para a agricultura empresarial em 12,5%”, afirma.
Nunes ressalta que ainda é necessário conhecer detalhes da operacionalização dos recursos e do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), considerado estratégico para a atividade.
Segundo ele, também há preocupação com a capacidade das instituições financeiras de captar recursos suficientes para atender à demanda por crédito em um cenário econômico desafiador.
Outro ponto destacado pela entidade é a necessidade de uma solução para o endividamento dos produtores. Conforme Nunes, a definição sobre o Projeto de Lei nº 5.122 e as medidas que poderão ser adotadas pelo governo serão determinantes para que parte dos arrozeiros consiga acessar as linhas de financiamento da próxima safra.
“Nós também estamos na dependência das renegociações, de como vai ser resolvida essa questão do endividamento, até para que a gente consiga ter acesso ao crédito rural, porque senão vários produtores de arroz vão ficar alijados do Plano Safra”, afirma.
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Juros de custeio para produtos orgânicos são reduzidos no Plano Safra da Agricultura Familiar

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/27, que destina o total de R$ 97,3 bilhões em programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural, anunciou redução dos juros no custeio para 1% ao ano na produção agroecológica e orgânica e para produtos da sociobiodiversidade.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), pasta do governo federal à frente da iniciativa, também destacou que foram aprimoradas as condições do Pronaf Agroecologia, com redução na taxa de juros de 3% para 2% ao ano.
Já o limite do Pronaf Bioeconomia foi ampliado de R$ 250 mil para R$ 450 mil para projetos voltados à silvicultura e sistemas agroflorestais. Segundo a pasta, desde 2023 já foram investidos mais de R$ 2 bilhões no financiamento de projetos agroecológicos em todas as linhas do Pronaf.
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Novidade desta edição do Plano Safra foi o programa Da Terra à Mesa – Garantia-Safra, com mais de R$ 400 milhões destinados à inclusão produtiva, adaptação climática e fortalecimento da produção de alimentos para mais de 60 mil famílias do Semiárido brasileiro.
A iniciativa amplia o “Da Terra à Mesa Brasil”, que já beneficia 55 organizações e quase 29 mil famílias da agricultura familiar com ações de assistência técnica, capacitação e estruturação produtiva.
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Projeto Cacau 360° oferece bolsa pós-doutorado de R$ 12,5 mil mensais na UFSCar

Doutores em Produção Vegetal, Agronomia ou Ciências Florestais, com título obtido nos últimos cinco anos, podem se candidatar até 5 de julho para bolsa de pós-doutorado da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) ligada ao projeto Cacau 360° – Soluções Inovadoras para o Desenvolvimento Sustentável da Cadeia Produtiva do Cacau em SP.
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O selecionado deverá iniciar suas atividades em agosto no Departamento de Genética e Evolução (DGE) da UFSCar, onde atuará por 24 meses com valor mensal de R$ 12.570 financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
O trabalho abrange a implantação de experimentos com cacaueiro cultivado a pleno sol e em sistemas agroflorestais, com análise do impacto de diferentes práticas de manejo e do desempenho de variedades clonais.
“O bolsista também precisará conduzir avaliações ecofisiológicas, de produtividade de consorte e cacaueiro e fitossanitárias, além de estabelecer a linha de base de sequestro de carbono dos sistemas e ajudar na análise da qualidade físico-química das amêndoas fermentadas e secas de cacau”, detalha o supervisor do pós-doutorado, Anderson Ferreira da Cunha.
Inscrições
Para se candidatarem, os interessados devem ter experiência comprovada em fitotecnia, sistemas agroflorestais, ecofisiologia do cacaueiro e coleta, organização e interpretação de dados, incluindo indicadores de produtividade, rendimento agronômico e cálculos de eficiência.
Também é requisito a habilidade com planejamento e execução de experimentos de campo e casa de vegetação, dinâmica e monitoramento de sistemas agroflorestais com cacaueiro e/ou cultivo a pleno sol e avaliação do efeito de variáveis climáticas sobre o crescimento e a produção agrícola.
No edital publicado no site da Fapesp, estão detalhados ainda diferenciais desejáveis assim como a documentação necessária para participar do processo seletivo.
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