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29 de setembro de 2026

Business

Confira os preços da soja na primeira semana de setembro

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Nesta sexta-feira (5), o mercado brasileiro de soja teve uma sessão moderada, com negócios pouco expressivos. Segundo Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, os prêmios registraram alta consistente, mas a desvalorização do dólar e as perdas em Chicago limitaram a reação das cotações.

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O cenário é voltado às vendas semanais de soja nos EUA, para as expectativas em torno da colheita americana e para o aguardado relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, do mês de setembro.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de 134,50 para 134,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em 135,00
  • Rio Grande (RS): caiu de 141,00 para 140,00
  • Cascavel (PR): manteve em 136,00
  • Paranaguá (PR): caiu de 141,00 para 140,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em 127,00
  • Dourados (MS): subiu de 126,00 para 127,00
  • Rio Verde (GO): manteve em 125,00

A soja em Chicago

Em Chicago, os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias (CBOT) fecharam a sexta-feira (5) com preços mais baixos, ampliando as perdas acumuladas na semana. O mercado tentou reação com cobertura de posições vendidas, mas o cenário fundamental voltou a pressionar as cotações. Na semana, o contrato novembro, o mais negociado, recuou 2,6%.

O mercado ainda se mostra cético sobre um acordo comercial entre China e Estados Unidos e não vê indício de recuperação da demanda chinesa pela soja americana. Além disso, a safra americana se desenvolve bem e o próximo relatório do USDA deve confirmar uma boa produção. No Brasil, a sinalização é de mais uma safra cheia em 2025/26, rompendo a casa de 180 milhões de toneladas.

Exportações norte-americanas

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram negativas em 23.800 toneladas na semana encerrada em 28 de agosto. Para a temporada 2025/26, ficaram em 818.500 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 300 mil e 1,6 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 123.000 toneladas de soja para destinos desconhecidos, para entrega na temporada 2025/26. Também informaram uma operação envolvendo 204.650 toneladas de soja recebidas no período coberto pelo relatório para destinos desconhecidos na temporada comercial 2025/26.

Produção brasileira de soja 25/26

A produção brasileira de soja em 2025/26 deverá totalizar 180,92 milhões de toneladas, com elevação de 5,3% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 171,84 milhões de toneladas, de acordo com Safras & Mercado. Em 11 de julho, data da estimativa anterior, a projeção era de 179,88 milhões de toneladas.

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Safras indica aumento de 1,2% na área, estimada em 48,21 milhões de hectares. Em 2024/25, o plantio ocupou 47,64 milhões de hectares. O levantamento aponta que a produtividade média deverá passar de 3.625 quilos por hectare para 3.771 quilos.

Contratos futuros de soja

Nos contratos da soja em grão com entrega em novembro, houve baixa de 6,00 centavos de dólar, ou 0,60%, a US$ 10,27 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,45 1/2 por bushel, com baixa de 6,00 centavos ou 0,59%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou inalterada, a US$ 284,00 por tonelada.

No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 51,23 centavos de dólar, com perda de 0,73 centavo ou 1,40%.

Dólar

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,58%, sendo negociado a R$ 5,4150 para venda e a R$ 5,4130 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3825 e a máxima de R$ 5,4395. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,13%.

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Mercado da soja já começa a precificar os futuros impactos do El Niño?

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A colheita da soja avança nos Estados Unidos e, em breve, o mercado terá uma definição mais clara sobre o tamanho da temporada 2026/27. Isso significa que, em breve, os olhares se voltarão para a safra sul-americana, especialmente ao Brasil.

Embora os riscos climáticos de um Super El Niño ainda não estejam totalmente incorporados às cotações, as projeções para os próximos meses já colocam o clima no centro das decisões dos investidores. Essa é a avaliação do analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira, durante a live Commodities em Foco. Assista abaixo:

O especialista lembrou que o fenômeno favorece volumes elevados de chuva no Sul. “O Paraná, por exemplo, tem previsão de acumulados expressivos nos próximos dias. Para outubro, os mapas climáticos ainda apresentam condições consideradas relativamente favoráveis em importantes áreas do Centro-Oeste, incluindo Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul”, enumera.

De acordo com ele, a situação exige mais atenção em áreas do Matopiba, onde, além da irregularidade das precipitações, há perspectiva de ondas de calor intensas. Assim, o quadro pode se tornar mais desafiador a partir de novembro.

Diante das adversidades climáticas e de um possível corte na produção brasileira de soja, Silveira ressalta que o mercado pode começar a precificar os efeitos do Super El Niño por conta do atual ritmo da demanda internacional.

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“Caso problemas climáticos provoquem uma redução mais significativa da produção brasileira em 2027, compradores poderiam recorrer com maior intensidade à soja dos Estados Unidos”, ressalta.

Na live Commodities em Foco, o analista de Safras & Mercado chamou atenção ao fato de, além da China, outros importadores poderem ampliar as compras do produto norte-americano. Esse movimento teria potencial para reduzir de forma expressiva os estoques dos Estados Unidos e mudar o cenário das cotações na Bolsa de Chicago.

“Se o Brasil tiver problemas mais graves no ano que vem por conta de uma produção menor em relação às questões climáticas, nós podemos ter uma demanda incremental sobre a exportação norte-americana”, aponta.

Silveira ainda apontou que em um cenário mais adverso para a produção sul-americana, Chicago pode registrar uma valorização significativa, superando US$ 14 por bushel em 2027.

Dezembro pode ser decisivo para a soja

Apesar dos riscos, uma eventual quebra da safra brasileira provocada pelo Super El Niño ainda não está precificada pelo mercado. Neste momento, investidores acompanham principalmente as atualizações dos modelos meteorológicos.

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Os meses de novembro e dezembro devem ganhar importância nesse processo. Dezembro, especialmente, coincide com uma fase decisiva para o potencial produtivo da soja em diferentes regiões do país.

Por isso, mudanças nas projeções de chuva poderão gerar movimentos importantes nas cotações. “Logo mais à frente podemos ter rallies importantes de preço conforme os mapas vão trazendo chuvas ou não”, destaca.

Silveira destaca que para o produtor brasileiro, o cenário reforça a necessidade de acompanhar não apenas Chicago e o câmbio, mas também as atualizações meteorológicas. “Se os mapas mais adversos previstos para o fim do ano se confirmarem, o risco climático brasileiro poderá passar de uma preocupação para um fator efetivamente incorporado aos preços da soja”, conclui.

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CNA participa de agenda internacional do café na Suíça até sexta-feira

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participa, até sexta-feira (2), de uma agenda internacional do café em Genebra e Montreux, na Suíça. A programação inclui a 142ª Sessão do Conselho Internacional do Café (CIC) e encontros com instituições internacionais ligadas à cafeicultura, com foco nos desafios e nas prioridades da cadeia global e em questões do comércio internacional do produto.

O presidente da Comissão Nacional de Café da CNA, Ademar Pereira, representa a entidade nas discussões ao lado de representantes do governo brasileiro e de outras entidades do setor.

O Conselho Internacional do Café é o principal fórum intergovernamental da Organização Internacional do Café (OIC). O espaço reúne produtores, exportadores, consumidores e importadores para tratar de temas ligados ao mercado internacional, à sustentabilidade e ao desenvolvimento da produção cafeeira.

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Segundo Ademar Pereira, a cafeicultura atravessa um momento de adaptação às novas exigências dos mercados. Ele afirmou que esse processo precisa considerar as diferentes realidades dos agentes que integram a cadeia. Para o dirigente, transparência nas cadeias de suprimentos, capacitação, informação e acesso a novas tecnologias são pontos centrais para o avanço de uma cadeia mais sustentável, competitiva e inclusiva.

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Pereira também defendeu que a sustentabilidade contemple as dimensões ambiental, econômica e social, com atenção à remuneração dos produtores e à distribuição do valor gerado ao longo da cadeia. De acordo com ele, o diálogo entre os diferentes segmentos do setor é essencial para a construção de soluções que considerem toda a cadeia de valor, da produção ao consumidor.

A agenda começou na segunda-feira (28), em Genebra, com reunião da Plataforma Global do Café. Nesta terça-feira (29), Ademar Pereira participou da Sessão do Conselho Internacional do Café. Na quarta-feira (30), está prevista reunião da Força-Tarefa Público-Privada do Café (FTPPC), com debate sobre o impacto da legislação ambiental europeia (EUDR) para o setor, além de um encontro entre o Conselho da OIC e a Plataforma Suíça do Café, também em Genebra.

Na quinta-feira (1) e na sexta-feira (2), a programação segue em Montreux com as celebrações do Dia Internacional do Café e uma reunião do Fórum das Lideranças Mundiais do Café (WCLF).

Fonte: cnabrasil.org.br

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Semeadura da soja 26/27 ganha ritmo em MT, mas clima e janela do milho preocupam produtores

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O plantio da soja 2026/27 avança em Mato Grosso, mas ainda está atrás do ritmo observado na safra passada. Até 25 de setembro, 3,87% da área prevista havia sido semeada, enquanto, no mesmo período do ciclo anterior, o percentual chegava a 5,97%.

O atraso ocorre em um cenário de atenção ao comportamento das chuvas e à necessidade de garantir tempo suficiente para o cultivo do milho segunda safra. A preocupação entre os produtores é aproveitar a umidade disponível sem comprometer a janela de plantio do cereal.

Entre as regiões produtoras, o Oeste de Mato Grosso apresenta o maior percentual de área semeada, com 7,56%, de acordo com relatório do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Na sequência aparecem o Médio-Norte, com 5,38%, e o Centro-Sul, com 3,77%.

A definição do momento de entrada das máquinas no campo também está ligada às expectativas para o clima nos próximos meses. O produtor precisa conciliar a disponibilidade de umidade com o calendário das culturas que vêm na sequência. “As chuvas estão chegando em um momento bom, nem muito atrasadas nem muito adiantadas”, diz Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja Brasil e Aprosoja Mato Grosso.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Clima e janela do milho entram no planejamento

A avaliação é de que, havendo condições adequadas de umidade, é importante acelerar a semeadura para antecipar a colheita da soja e preservar espaço no calendário do milho. O planejamento ganha peso diante das incertezas em relação ao comportamento climático.

Lucas Costa Beber chama atenção para as especulações sobre a ocorrência de um El Niño intenso. Conforme ele, diante desse cenário, o produtor precisa considerar os possíveis impactos sobre as condições de cultivo e, ao mesmo tempo, manter atenção ao mercado.

“Só se faz uma segunda safra plantando dentro da janela”, pontua. Por isso, a orientação é aproveitar as condições favoráveis para avançar com o plantio da soja e evitar a perda de tempo no calendário agrícola.

A preocupação também envolve as projeções para a produção brasileira. Beber cita a estimativa de 186 milhões de toneladas divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e questiona a compatibilidade desse volume com um eventual cenário de El Niño intenso. “É impossível viver um El Niño intenso e uma super safra”, afirma em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso.

Além das condições climáticas, o produtor precisa administrar também os custos da atividade. A orientação é manter atenção aos tratos culturais e ao desenvolvimento das lavouras, mas dentro de uma realidade de maior pressão sobre as despesas.

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“É claro que nós temos que fazer a nossa parte, cuidar bem da nossa lavoura, do nosso trato cultural”, frisa Beber. Segundo ele, porém, os custos atuais dificultam a manutenção do padrão de lavoura adotado pelos produtores nos últimos anos.


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