Sustentabilidade
Trigo/RS: Cultura apresenta desenvolvimento e estado fitossanitário adequado com as condições ambientais das últimas semanas – MAIS SOJA

A cultura apresenta desenvolvimento e estado fitossanitário adequados em função da alternância regular entre períodos chuvosos e secos nas últimas semanas. A disponibilidade hídrica no solo e a elevada incidência solar têm proporcionado condições para o perfilhamento, para o alongamento de colmos e para o início das fases reprodutivas.
Observa-se evolução fenológica satisfatória: 70% das lavouras estão em fase vegetativa; 20 % em floração e 10% em enchimento de grãos. Nas áreas em fases reprodutivas, a atenção dos produtores está voltada principalmente para a prevenção de doenças foliares e de giberela.
O cenário estadual permanece dentro da normalidade, e há perspectivas positivas de produtividade, caso as condições climáticas sigam favoráveis ao longo do período crítico de floração e enchimento de grãos.
Os produtores têm priorizado a aplicação preventiva de fungicidas, visando ao controle de manchas foliares e giberela, especialmente diante de prognósticos de chuvas volumosas no primeiro decêndio de setembro.
A área cultivada no Estado está projetada pela Emater/RS-Ascar em 1.198.276 hectares, e a estimativa de produtividade em 2.997 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, e os tratos culturais foram realizados sem adiamentos. As áreas mais afetadas pelas chuvas excessivas de junho demonstram recuperação progressiva. O estágio predominante é de emborrachamento, espigamento e floração, e inicia o enchimento de grãos em áreas mais adiantadas. Na Campanha, após o excesso de chuvas no período anterior, o tempo seco favoreceu o vigor vegetativo e melhorou a coloração das plantas. A baixa umidade relativa do ar contribuiu para a manutenção da sanidade foliar. A cultura evolui dentro do esperado, sem antecipação do ciclo. Foi efetuada a adubação nitrogenada em cobertura e o controle de plantas daninhas, sobretudo em áreas com semeadura mais tardia.
Na de Caxias do Sul, as lavouras apresentam bom desenvolvimento e sanidade, e a adubação de cobertura foi praticamente concluída. O clima frio e úmido de julho e agosto favoreceu o perfilhamento. Contudo, os ventos intensos, registrados nos últimos dias, dificultaram as pulverizações, em especial nos Campos de Cima da Serra, onde rajadas superaram 50 km/h.
Na de Frederico Westphalen, a adubação de cobertura com nitrogênio trouxe respostas fisiológicas positivas, refletidas em lavouras vigorosas. Aproximadamente 85% das áreas estão em estado vegetativo e 15% em floração. Têm sido realizadas aplicações preventivas de fungicidas.
Na de Ijuí, a cultura se desenvolve bem, com excelente condição fitossanitária. Mais de 80% das lavouras estão em estádios finais de desenvolvimento vegetativo, como alongamento de colmos, emborrachamento e espigamento, além de emissão da folha bandeira. Os produtores ainda efetuam as aplicações preventivas de fungicidas. Os casos de bacteriose estão restritos a pontos isolados, como em áreas sem rotação de culturas.
Na de Passo Fundo, as lavouras estão majoritariamente nas fases de afilhamento e alongamento, em condições favoráveis. As operações de adubação nitrogenada e controle de plantas invasoras foram concluídas. O potencial produtivo segue promissor.
Na de Pelotas, 56% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 34% em floração e 10% em enchimento de grãos. O clima seco e ensolarado da última semana favoreceu o desenvolvimento. Porém, as chuvas volumosas de 23 e 24/08 ainda mantêm encharcadas algumas áreas, dificultando as pulverizações terrestres e exigindo o uso de drones para a pulverização aérea.
Na de Santa Rosa, 67% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo; 26% em floração; e 7% em enchimento de grãos. O solo apresenta boa disponibilidade hídrica, mesmo sem chuvas recentes, o que, aliado à baixa pressão de doenças, diminui a necessidade de intervenções fitossanitárias. Os produtores monitoram as áreas constantemente, especialmente os cultivos em floração e em início de enchimento de grãos.
Na de Soledade, a cultura está em bom estado geral. Áreas afetadas por erosão hídrica mostram sintomas de deficiência nutricional, especialmente de nitrogênio, mas há possibilidade de recuperação, após a absorção da cobertura. Nas lavouras de implantação precoce, a adubação foi concluída; nas mais tardias, ainda está em fase final. A radiação solar e as temperaturas amenas aceleraram o crescimento das plantas: 50% estão em perfilhamento; 45% em elongação de colmos; e 5% em espigamento/floração.
Comercialização (saca de 60 quilos) O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,10% quando comparado à semana anterior, passando de R$ 69,93 para R$ 69,86.
Confira o Informativo Conjuntural n° 1883 completo, clicando aqui!
Fonte: Emater RS

Autor:Informativo Conjuntural 1883
Site: Emater/RS
Sustentabilidade
Mercado da soja: cotações sobem com dólar acima de R$ 5,20 e negócios ganham ritmo

O mercado brasileiro de soja apresentou maior movimentação nesta sexta-feira (14), com reporte de negócios diante da melhora das cotações.
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dólar operou acima de R$ 5,20, enquanto a Bolsa de Chicago registrou movimentos de alta, ainda que leves.
Silveira destaca que os prêmios não cederam e permanecem em bons patamares. Com isso, as cotações nos portos chegaram a tocar R$ 150,00 por saca no mercado spot. São bons níveis, enquanto no mercado interno também aparecem ofertas melhores, avalia.
De maneira geral, segundo o analista, as cotações avançaram cerca de R$ 2,00 por saca,
contribuindo para um dia mais aquecido nas negociações.
- Passo Fundo (RS): subiram de R$ 140,00 para R$ 142,00.
- Santa Rosa (RS): subiram de R$ 141,00 para R$ 143,00.
- Cascavel (PR): subiram de R$ 136,00 para R$ 139,00.
- Rondonópolis (MT): subiram de R$ 133,00 para R$ 134,00.
- Dourados (MS): permaneceu em R$ 131,50.
- Rio Verde (GO): subiram de R$ 133,00 para R$ 134,00.
- Paranaguá (PR): subiram de R$ 147,00 para R$ 150,00.
- Rio Grande (RS): subiram de R$ 148,00 para R$ 150,00.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam com preços mais altos nesta sexta- feira, na Bolsa de
Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando o ganho semanal. As cotações seguiram o desempenho de outros mercados e sinais de demanda aquecida pela soja americana, principalmente por parte da China. A alta foi limitada pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras americanas.
Trigo e milho tiveram mais um dia de fortes ganhos, o que influenciou também a soja. O mercado mostra preocupação com a intensificação do conflito no Mar Negro e o impacto sobre a oferta destes cereais. A queda do dólar frente a outras moedas dá competitividade aos produtos de exportação dos Estados Unidos.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 136.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 26/27.
A Sinograin, estatal chinesa responsável pelos estoques de grãos, informou nesta sexta-feira que realizará um leilão de 360 mil toneladas de soja importada no dia 19 de agosto, em um momento em que o mercado espera que a empresa libere espaço nos estoques para a chegada da oleaginosa dos Estados Unidos.
As condições climáticas seguem favorecendo o potencial produtivo da soja americana. Na próxima semana, atenções voltados para o tradicional Crop Tour da Pro Farmer.
Contratos da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 10,25 centavos de dólar, ou 0,86%, a US$ 11,92 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,07 3/4 por bushel, com elevação de 10,00 centavos de dólar ou 0,83%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,30 ou 0,73% a US$ 316,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,97 centavos de dólar, com ganho de 0,59 centavo ou 0,86%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,57%, sendo negociado a R$ 5,2209 para venda e a R$ 5,2189 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1733 e a máxima de R$ 5,2488. Na semana, a moeda valorizou 2,7%.
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Sustentabilidade
Como o sistema de produção condiciona o sucesso da lavoura de soja – MAIS SOJA

Com a aproximação da época de semeadura da soja, chega o momento de escolher a cultivar ideal que melhor se adapte às condições de cada produtor. A primeira etapa para determinar a cultivar está relacionada ao conhecimento do ambiente (temperatura, radiação solar e fotoperíodo) e do sistema de produção. Um sistema intensificado de cultivos impede o produtor semear a soja na época ideal, demonstrando como o sistema de produção frequentemente condiciona a época de semeadura. No Sul do Brasil, por exemplo, uma análise em 853 lavouras de soja apontou que há uma perda de 995 kg ha-1 pela escolha incorreta do GMR ou época de semeadura (Winck et al., 2023).
A época de semeadura influencia diretamente o comportamento fenológico e o potencial de produtividade de cada lavoura. O fator biofísico que mais explica o potencial de produtividade de uma lavoura (sem limitações hídricas, nutricionais ou bióticas) é o coeficiente fototérmico (razão entre a radiação solar incidente e a temperatura do ar) durante a fase entre os estágios R3 (início da formação dos legumes) e R7 (maturidade fisiológica) da soja (Fehr & Caviness, 1977; Zanon et al., 2016).
Para exemplicar essa dinâmica, a Figura 1 apresenta o momento de ocorrência de cada fase fenológica de cultivares com diferentes GMRs em relação ao fotoperíodo do local de semeadura. Compreender essas relações permite alinhar o período crítico da cultura com a maior oferta ambiental (maior coeficiente fototérmico), além de evidenciar como esse posicionamento é influenciado pela época de semeadura e pelo GMR da cultivar.

Referências:
FEHR, W.R. and CAVINESS, C.E. Stages of soybean development. Special Report 80, Iowa Agricultural Experiment Station, Iowa Cooperative External Series, Iowa State University, Ames, 1977.
WINCK, J. E. M. et al. Decomposition of yield gap of soybean in environment × genetics × management in Southern Brazil. European Journal of Agronomy, v. 145, p. 126795, 2023. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1161030123000631 >, acesso: 21/07/2026.
WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.
ZANON, A.J; STRECK, N.A; GRASSINI, P. Climate and Management Factors Influence Soybean Yield Potential in a Subtropical Environment. Agronomy Journal, v. 108, n. 4, p. 1447-1454, 2016. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.2134/agronj2015.0535 >, acesso 22/07/2026.

Sustentabilidade
Soja mantém protagonismo nas exportações de MS – MAIS SOJA

A soja manteve a liderança entre os produtos exportados por Mato Grosso do Sul em julho de 2026. Segundo levantamento da Aprosoja/MS, com dados do ComexStat, soja e resíduos representaram 35,6% da pauta de exportações do Estado no sétimo mês do ano. Na sequência aparecem celulose, com 30,6%, e carne bovina, com 15,5%.
O desempenho contribuiu para o resultado positivo da balança comercial sul-mato-grossense, que encerrou julho com saldo de US$ 1,084 bilhão. As exportações somaram US$ 1,264 bilhão, enquanto as importações totalizaram US$ 180 milhões.
Outro destaque foi o óleo de soja, que aparece entre os principais produtos comercializados pelo Estado.
“A participação da soja confirma a força da cadeia produtiva sul-mato-grossense no comércio exterior, mas o avanço de itens processados também merece atenção. É um movimento que amplia as possibilidades de geração de valor dentro do próprio Estado”, avalia o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.
Nas importações, o gás natural permaneceu na primeira colocação, respondendo por 39,3% do total. O cobre ficou em segundo lugar, seguido por equipamentos elétricos. A via férrea, que representou 3,6% das importações, apareceu na quinta posição.
A presença da via férrea entre os principais itens importados, segundo a análise do boletim, está relacionada à execução do projeto de curta extensão do ramal ferroviário de Inocência.
O resultado da balança comercial reforça, ainda, a diferença entre os fluxos de comércio registrados no mês: o valor exportado foi aproximadamente sete vezes superior ao importado.
Para Linneu, acompanhar a composição desses fluxos é importante para compreender não apenas o resultado mensal, mas também os movimentos estruturais da economia estadual.
“Os dados permitem enxergar onde estão os principais vetores de geração de divisas e quais setores vêm ganhando espaço na composição do comércio exterior. Essa leitura é importante para orientar decisões e avaliar os efeitos dos investimentos produtivos e logísticos no Estado”, conclui.
O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja MS
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