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30 de junho de 2026

Sustentabilidade

Milho/RS: Segundo a Emater RS, área plantada de milho deve expandir na safra 2025/2026 – MAIS SOJA

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A cultura do milho deverá apresentar, na Safra 2025/2026, expansão da área plantada para 785.030 hectares, segundo dados preliminares da Emater/RS-Ascar. A produtividade tende a permanecer praticamente estável, em 7.376 kg/ha (variação de -0,03%), resultando em produção estimada de 5.789.995 toneladas, o que representa crescimento de 9,45% em relação à safra anterior, impulsionado pelo aumento de escala, sem prejuízo do desempenho produtivo unitário.

Na Safra 2024/2025, a cultura havia alcançado elevada produtividade de 7.378 kg/ha e produção total de 5.290.051 toneladas sobre uma área de 718.190 hectares, conforme dados do IBGE.

Os principais fatores para esse aumento são: a elevada renda por unidade de área obtida no ano anterior; o fomento estatal em programas específicos; a possibilidade de cultivos sucessivos e manutenção de cotações em patamar superior ao ano anterior, mesmo abaixo dos valores históricos.

 A semeadura de milho ocorre de forma diferenciada entre as regiões em função das condições de solo, relevo e regime térmico. As precipitações ao longo de agosto e início de setembro proporcionaram condições adequadas de umidade em grande parte das áreas, favorecendo a semeadura e a emergência uniforme das lavouras. A elevação das temperaturas vem contribuindo para a rápida germinação e para o estabelecimento inicial das plantas. Nas áreas de maior altitude, o avanço da semeadura ocorre em ritmo mais lento em razão do frio residual, característico da transição entre inverno e primavera.

No geral, as lavouras implantadas até o momento apresentam estande apropriado e baixo nível de incidência de pragas e doenças, embora haja relatos localizados da presença da cigarrinha-do-milho no Noroeste do Estado.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ba segundo a estimativa, há 60.288 hectares cultivados, com rendimento projetado de 6.081 kg/ha. Na Fronteira Oeste, o período sem chuvas e as temperaturas elevadas favoreceram a semeadura, permitindo adequada mobilização do solo e emergência uniforme. Em São Borja, dos 22.000 hectares previstos 16.500 foram implantados. Entretanto, em Santa Margarida do Sul, as chuvas intensas (superiores a 200 mm) em 23/08 comprometeram as lavouras recém-semeadas, ocasionando perdas significativas. Foi necessário o replantio em cerca de 150 hectares. Os produtores, em especial aqueles com lavouras vinculadas a financiamentos, priorizaram o replantio imediato, visando ao enquadramento na primeira janela de Zoneamento Agrícola.

Na de Caxias do Sul prevê-se o cultivo de 93.020 hectares, cuja produtividade deve alcançar 7.546 kg/ha. Nas Regiões da Serra e Hortênsias, a semeadura se iniciou nos locais de menor altitude, os quais foram beneficiados pelo aumento das temperaturas e pela umidade adequada do solo. Nos Campos de Cima da Serra, a implantação da cultura deverá iniciar apenas no final de setembro, concentrando-se ao longo de outubro. Já nos Aparados da Serra, a maior parte da área será estabelecida em novembro em decorrência da altitude elevada e das temperaturas mais baixas na região.

Na de Erechim a projeção indica 39.902 hectares implantados e rendimento médio de 8.745 kg/ha. O avanço da semeadura ainda está incipiente, chegando a cerca de 10% da área. As lavouras estão em estágio de emergência inicial. O atraso no plantio decorre do frio tardio, que manteve o solo em temperaturas subótimas para a germinação.

Na de Frederico Westphalen a previsão é de 77.860 hectares cultivados e produtividade de 8.005 kg/ha. O ritmo da semeadura foi intensificado, alcançando aproximadamente 30% da área projetada. A tendência é de aceleração das operações nas próximas semanas, se as condições climáticas permanecerem favoráveis. As primeiras áreas implantadas apresentam boa germinação e apropriada distribuição de plantas.

 Na de Ijuí projetam-se 87.048 hectares cultivados e produtividade média de 9.350 kg/ha. A semeadura supera 60% da área prevista. Apesar do avanço expressivo, verifica-se pequeno atraso em relação à safra anterior em virtude das temperaturas mais baixas, ocorridas na primeira quinzena de setembro. Até o momento, apenas 7% das áreas semeadas já emergiram, apresentando estande uniforme e desenvolvimento inicial satisfatório. Em lavouras estabelecidas entre 11 e 20/08, observa-se a emergência de azevém, o que poderá demandar intervenções para reduzir a competição com a cultura principal nos estádios iniciais de crescimento.

Na de Lajeado são esperados 31.266 hectares implantados e rendimento de 5.949 kg/ha, resultando em 186.001 toneladas.

Na de Passo Fundo estimam-se 36.669 hectares cultivados, rendimento de 4.219 kg/ha e produção próxima a 154.707 toneladas.

Na de Pelotas estimam-se 36.669 hectares cultivados, rendimento de 4.219 kg/ha e produção próxima a 154.707 toneladas.

Na de Porto Alegre a previsão aponta 32.785 hectares implantados, e produtividade média de 4.226 kg/ha, resultando em 138.549 toneladas.

Na de Santa Maria a estimativa indica 47.895 hectares de milho e produtividade de 5.959 kg/ha. A semeadura avança em ritmo compatível com o calendário agrícola da região; parte das áreas já foi estabelecida em boas condições de germinação.

Na de Santa Rosa projetam-se 137.501 hectares semeados, sendo a maior extensão no Estado. O rendimento médio esperado é de 8.240 kg/ha. Grande parte das lavouras implantadas na segunda quinzena de agosto estão em fase inicial de emergência, com plântulas no estádio VE a V1. Nas áreas semeadas de forma antecipada, o desenvolvimento inicial está satisfatório. Até o momento, apenas em localidades mais ao norte da região, como em Cândido Godói e Porto Mauá, já há presença de cigarrinha-do-milho em plântulas, o que demanda monitoramento intensivo e início das práticas de controle para evitar a disseminação dos molicutes causadores dos enfezamentos.

Na de Soledade a área prevista é de 69.080 hectares, e a produtividade de 5.409 kg/ha. No Vale do Rio Pardo, cerca de 70% das lavouras foram implantadas no início da janela de plantio, correspondendo a aproximadamente 20 mil hectares. Nesses locais, observa-se germinação e emergência uniformes, assim como estande de plantas adequado. Nas regiões de maior altitude – Centro Serra e Alto da Serra do Botucaraí – a semeadura continua em ritmo mais lento em função das temperaturas mais amenas, mas as condições climáticas da última semana favoreceram a operação. A demanda por projetos de custeio nas instituições financeiras segue elevada, refletindo o interesse dos produtores em ampliar a área cultivada. Atualmente, a região contabiliza 22% da área total prevista já implantada.

Comercialização (saca de 60 quilos) O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 1,12%, quando comparado à semana anterior, passando de R 61,68 para R 62,37.

Confira o Informativo Conjuntural n° 1883 completo, clicando aqui!

Fonte: Emater RS



 

FONTE

Autor:Informativo Conjuntural 1883

Site: Emater/RS

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Sustentabilidade

Colheita do algodão atinge 3,8% da área no país com ritmo inicial lento – MAIS SOJA

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Colheita chega a 3,8% da área total. Em MT, a colheita avança em ritmo lento. A expectativa é de intensificação nas próximas semanas. No manejo fitossanitário, permanece a prioridade no controle do bicudo-do-algodoeiro e do complexo de lagartas.

Na BA, a colheita segue lentamente. O prolongamento do ciclo tende a favorecer a qualidade da fibra e a produtividade. No MA, a colheita da primeira safra está em andamento, enquanto as demais lavouras permanecem em maturação. Em MS, na região dos Chapadões, as chuvas suspenderam, temporariamente, os trabalhos de desfolha. Na região central, as precipitações favoreceram a formação de maçãs e a disponibilidade hídrica no solo.

Em GO, a colheita avançou pouco devido às chuvas, que interromperam temporariamente as operações. Até o momento, houve apenas leve perda visual da pluma, sem impactos significativos na produtividade. Em MG, a colheita segue em ritmo lento, com boas produtividades e qualidade da fibra.

No PI, a colheita segue avançando. Apesar do atraso na implantação em relação à safra anterior, as expectativas de produtividade permanecem boas. Em SP, na região sudoeste, a
colheita está bem avançada e mais da metade da produção já foi beneficiada. A produtividade da pluma permanece estável.

Previsão Agrometeorológica (29/06/2026 a 06/07/2026)

N-NE: Os maiores acumulados de chuva devem ocorrer em áreas do Centro-Norte do AM, RR e Noroeste do PA. Na Região Nordeste, segue a condição de chuvas na faixa litorânea, com maiores volumes no MA e litoral Norte da BA, com chuvas fracas e isoladas nas demais áreas. Essa condição continuará favorecendo o feijão e o milho terceira safra nas áreas próximas da costa no Sealba. Nas áreas mais distantes, permanecerá a restrição hídrica. No Matopiba, o tempo firme continuará favorecendo a secagem natural do milho segunda safra, mas manterá a restrição às lavouras em enchimento de grãos.

CO: Há previsão de tempo firme em quase toda a região, favorecendo a maturação e colheita das lavouras. Na segundafeira, pancadas de chuva podem ocorrer no Centro-Sul de MS. Na quarta-feira, há possibilidade de chuvas fracas e isoladas no Extremo Norte de MT e Sul de MS. A umidade no solo manterá as condições favoráveis para o sorgo no Sul de GO.

SE: A previsão é de tempo predominante estável. Em SP, pancadas de chuva podem ocorrer na segunda-feira, principalmente, na porção mais ao Sul do estado. Na sextafeira, a chuva deve retornar, de forma mais fraca e isolada. Chuvas fracas também estão previstas para o Extremo Norte do ES e RJ. Em MG e Norte de SP, não há previsão de chuva. No geral, as condições serão favoráveis para os cultivos de segunda safra e inverno. No entanto, em parte de MG, deve permanecer a condição de restrição hídrica.

S: Há previsão de chuva na segunda-feira, especialmente, no PR, SC e Extremo Norte do RS. No Sul do PR e Centro-Norte de SC, são esperados acumulados mais elevados, podendo causar danos pontuais às lavouras. A condição de instabilidade deve permanecer até quinta-feira entre os três estados. No RS, chuvas mais intensas são esperadas para quarta e quinta-feira, com retorno a partir de domingo.

Fonte: Conab


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FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

Saiba como ficaram as cotações de soja no último dia de junho

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja registrou um dia de forte volatilidade nesta terça-feira (30). Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão começou com pressão intensa sobre os preços, mas o cenário mudou ao longo da tarde, resultando em cotações mistas entre as principais praças do país.

Pela manhã, o mercado foi pressionado principalmente pela queda de cerca de 3% no óleo de soja. Além disso, o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou uma área plantada acima da intenção inicial para a safra 2026/27, elevando o potencial produtivo norte-americano, fator considerado baixista para os preços.

Ao longo da tarde, no entanto, o mercado reagiu diante das expectativas de maior demanda no segundo semestre. Segundo Silveira, os prêmios seguem fortalecidos e o dólar apresentou comportamento mais favorável, sustentando as cotações.

  • Saiba as notícias mais recentes sobre a soja na comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Apesar da recuperação, os preços encerraram o dia sem direção única. Conforme o analista, algumas regiões registraram altas, enquanto outras permaneceram estáveis ou refletiram particularidades locais.

O ritmo de negociações permaneceu bastante fraco. De acordo com Silveira, compradores e vendedores reduziram as ofertas ao longo do dia, resultando em poucos negócios no mercado físico.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 124,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 114,00 para R$ 115,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 116,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 115,00 para R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 135,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00

Soja em Chicago

Em Chicago, os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta terça-feira, acompanhando principalmente o avanço do milho após a divulgação dos relatórios do USDA. Para a soja, os números de área plantada e estoques ficaram dentro das expectativas do mercado e tiveram efeito considerado neutro sobre as cotações. Já milho e trigo encerraram o dia em alta. No acumulado de junho e do trimestre, o contrato julho da soja acumula queda de aproximadamente 5,8%. No semestre, porém, registra valorização de 4%.

USDA

O USDA informou que a área plantada com soja nos Estados Unidos deverá alcançar 85,4 milhões de acres na safra 2026/27. Se confirmada, a área será 5% superior aos 81,215 milhões de acres cultivados na safra anterior.

O número ficou exatamente em linha com a expectativa do mercado, de 85,4 milhões de acres, e superou a estimativa de intenção de plantio divulgada em março, de 84,7 milhões de acres. Em relação ao ano passado, a área aumentou ou permaneceu estável em 23 dos 29 estados produtores.

O relatório também mostrou que os estoques trimestrais de soja dos Estados Unidos, na posição de 1º de junho, totalizaram 1,06 bilhão de bushels, volume 5% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O resultado ficou ligeiramente acima da expectativa do mercado, que era de 1,05 bilhão de bushels. Do total estocado, 367 milhões de bushels estão armazenados nas propriedades rurais, queda de 11% na comparação anual. Já os estoques fora das fazendas somam 694 milhões de bushels, avanço de 16%.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja para julho fecharam com alta de 8,00 centavos de dólar, ou 0,72%, a US$ 11,16 3/4 por bushel. O vencimento agosto encerrou cotado a US$ 11,24 1/4 por bushel, alta de 5,00 centavos, equivalente a 0,44%.

Entre os subprodutos, o farelo de soja para julho permaneceu estável em US$ 304,70 por tonelada. Já o óleo de soja para julho fechou a 66,74 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 2,33 centavos, ou 3,37%.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,17%, cotado a R$ 5,1632 para venda e R$ 5,1602 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,1632 e R$ 5,2012. Em junho, o dólar acumulou alta de 2,3%. No trimestre, recuou 0,32% e, no acumulado do semestre, registra queda de 5,9%.

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Sustentabilidade

Trigo: Semeadura atinge 87,3% no Brasil com realidades distintas entre regiões – MAIS SOJA

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Trigo BR: 87,3% semeado.

No RS, a semeadura avançou rapidamente, favorecida pelas condições meteorológicas, com
conclusão dos trabalhos em algumas regiões. As lavouras apresentam emergência regular, bom desenvolvimento vegetativo e boa sanidade.

No PR, predominam lavouras em desenvolvimento vegetativo, com áreas em emergência e início de floração. As baixas temperaturas seguem favorecendo o perfilhamento e o bom desenvolvimento da cultura. Em SC, a semeadura avança na maior parte das regiões produtoras. As lavouras apresentam boa germinação, emergência uniforme e bom início de desenvolvimento vegetativo, favorecidas pela adequada umidade do solo e temperaturas típicas do inverno.

Em SP, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, com início da fase de alongamento na região de Itaberá. As baixas temperaturas e as precipitações favorecem o desempenho da cultura.

Em MG, a colheita do trigo de sequeiro teve início em algumas localidades. As produtividades estão abaixo do esperado nas regiões Noroeste e Triângulo em razão das temperaturas mais elevadas durante o ciclo. Em GO, a colheita do trigo de sequeiro avançou lentamente devido às chuvas, com produtividades abaixo do esperado em decorrência do deficit hídrico ao longo do ciclo.

As lavouras irrigadas mantêm bom desenvolvimento, com grande parte das áreas em préflorescimento. Em MS, a entrada de uma frente fria favoreceu a sanidade das lavouras e contribuiu para a manutenção do potencial produtivo.

Na BA, as lavouras seguem com bom desenvolvimento.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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