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Soja registra alta nos preços e negócios pontuais

O mercado brasileiro de soja registrou poucos negócios nesta quinta-feira. De acordo com Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, a sessão foi marcada por volatilidade em Chicago: o dia começou em queda, mas reverteu no final, enquanto os prêmios subiram e trouxeram alguma melhora aos preços. “Ainda assim, o movimento foi pontual, sem expressão significativa”, disse.
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Segundo o analista, Goiás apresentou os principais lotes negociados, mas, de forma geral, o ritmo de comercialização seguiu lento. “Nos portos do Paraná e do Rio Grande do Sul até ocorreram alguns negócios, mas não houve reportes de vendas agressivas. Para a safra nova, o cenário também permanece sem grandes avanços”, acrescentou Silveira.
Soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 134,00 para R$ 134,50
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 135,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 140,00 para R$ 141,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 140,00 para R$ 141,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 126,00 para R$ 127,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 125,00 para R$ 126,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 125,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais altos. Após atingir o menor patamar em duas semanas e meia, o mercado recuperou parte do terreno perdido na parte final da sessão. Compras técnicas garantiram a reação, enquanto alguma preocupação com o desenvolvimento das lavouras e incidência de doenças ajudou no movimento de recuperação. Ainda assim, o cenário fundamental segue exercendo pressão.
A fraca demanda pela soja americana por parte da China tem sido o fator determinante para o comportamento recente do mercado. Os investidores se mostram céticos sobre um possível acordo comercial entre China e Estados Unidos. A cúpula em Pequim nesta semana, envolvendo líderes do país asiático, Rússia e Índia, parece afastar ainda mais chineses e norte-americanos.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 1,50 centavo de dólar, ou 0,14%, a US$ 10,33 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,51 1/2 por bushel, com alta de 1,50 centavo ou 0,14%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 1,20, ou 0,42%, a US$ 283,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 51,93 centavos de dólar, com ganho de 0,09 centavo ou 0,17%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,12%, sendo negociado a R$ 5,4468 para venda e a R$ 5,4448 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4423 e a máxima de R$ 5,4718
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Com R$ 2 bilhões investidos, Pivetta endurece discurso e celebra 100% de solução em feminicídios

Geral
“Ninguém ficou impune”, garantiu o gestor estadual durante evento de capacitação tecnológica em defesa das mulheres nesta terça-feira (30)
O governador Otaviano Pivetta afirmou que o Estado vai manter o enfrentamento à criminalidade com “mão pesada” e reforçou que não haverá recuo no combate aos crimes contra mulheres, crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade em Mato Grosso.
A declaração foi feita nesta terça-feira (30.6), durante a entrega de 47 novos veículos para reforçar a Patrulha Maria da Penha, realizada na abertura da Capacitação Tecnológica Estratégica em Defesa das Mulheres, promovida pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).
“Nós estamos numa cruzada contra a criminalidade, seja de qualquer origem. Nós vamos para cima. Convocamos os aprovados de acordo com a capacidade orçamentária do Estado e com o planejamento do Governo, para dar uma demonstração clara de que nós não vamos recuar e não vamos arrefecer. Vamos enfrentar com uma mão pesada do Estado e não vamos, de jeito nenhum, relativizar nem aliviar a barra da bandidagem”, afirmou.
Segundo Otaviano Pivetta, desde 2019, o Governo de Mato Grosso já investiu cerca de R$ 2 bilhões na Segurança Pública, com a modernização das forças policiais, aquisição de armamentos, renovação da frota, implantação de tecnologia de monitoramento e reforço do efetivo.
“A segurança pública foi o maior orçamento do Estado nos dois primeiros anos do nosso mandato e, desde então, permanece entre os três maiores orçamentos todos os anos. Isso demonstra a importância que o governo dá à área”, pontuou.
Entre as principais ações estão a modernização do armamento das forças de segurança, a implantação de sistemas de videomonitoramento e o reforço do efetivo policial, ampliando a capacidade de atuação em todo o Estado.
“Quero parabenizar a Polícia Judiciária Civil e a Politec por terem esclarecido todos os crimes e feminicídios que aconteceram no Estado de Mato Grosso. Ninguém ficou impune, nenhum crime ficou sem solução. A nossa parte, enquanto Estado, nós fizemos e vamos continuar fazendo”, concluiu.
Durante a solenidade, o governador e a secretária de Estado de Segurança Pública, coronel PM Susane Tamanho, também homenagearam profissionais que prestaram relevantes serviços à segurança pública de Mato Grosso.
Também participaram o deputado estadual Elizeu Nascimento; os secretários de Estado Mauro Carvalho (Casa Civil), Laice Souza (Comunicação) e Mayran Beckman (Desenvolvimento Econômico); o comandante-geral da Polícia Militar, coronel PM Fernando Tinoco; a delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel BM Flávio Gledson; o diretor-geral da Politec, Jaime Trevisan; a chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, delegada Mariell Antonini; a procuradora de Justiça Gláucia Amaral; entre outras autoridades.
Com Assessoria
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Carro bate de frente com caminhão guincho parado e três pessoas morrem presas às ferragens

Acidente grave ocorreu na madrugada desta terça-feira (30) na MT-010, em Cuiabá. Vítimas fatais são um adulto e dois jovens
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, na madrugada desta terça-feira (30.6), o desencarceramento de três vítimas de um grave acidente de trânsito envolvendo um veículo de passeio e um caminhão na MT-010, conhecida como Estrada da Guia, em Cuiabá.
As equipes foram acionadas por volta das 5h36 e, ao chegarem no local, constataram que o veículo de passeio havia colidido frontalmente contra um caminhão guincho que estava parado na via.
No automóvel estavam um adulto e dois jovens, que ficaram presos às ferragens e já não apresentavam sinais vitais.
Os bombeiros permaneceram no local prestando apoio à ocorrência juntamente com equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil, aguardando a conclusão dos trabalhos periciais realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
Com a conclusão dos trabalhos periciais e a liberação da cena, os bombeiros deram início ao desencarceramento das vítimas e, na sequência, realizaram a entrega dos corpos às autoridades competentes para os procedimentos legais.
Com Assessoria
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Aprosoja Brasil vê redução do crédito efetivo ao produtor no Plano Safra 2026/27

A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) avaliou que o Plano Safra 2026/27 representa um avanço apenas nominal no volume de recursos destinados à agricultura empresarial e alertou para uma redução efetiva do crédito disponível ao produtor rural.
Segundo a entidade, embora o governo tenha anunciado R$ 525,1 bilhões para o setor empresarial, um aumento nominal de 1,7% em relação ao ciclo anterior, os recursos voltados ao custeio e à comercialização caíram de R$ 414,7 bilhões para R$ 384,9 bilhões, redução de R$ 29,8 bilhões. Considerando a inflação acumulada, a Aprosoja calcula que o plano representa uma contração real de aproximadamente R$ 13,6 bilhões.
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Na avaliação da associação, o cenário evidencia uma mudança na estrutura do crédito rural, com retração das linhas tradicionais equalizáveis e maior participação de instrumentos privados, como a Cédula de Produto Rural (CPR). Dados apresentados pela entidade mostram que, até maio de 2026, o crédito rural empresarial contratado caiu cerca de 5% em relação ao mesmo período da safra anterior. Sem considerar as CPRs, a queda nas linhas tradicionais chegou a aproximadamente 14%.
A Aprosoja também destaca que parte dos recursos anunciados acaba sendo destinada à renegociação de passivos, reduzindo a capacidade de financiar uma nova safra. O problema, segundo a entidade, ocorre em um momento de elevado endividamento do setor, impulsionado por juros altos, perdas climáticas, queda dos preços das commodities e aumento dos custos de produção.
Outro ponto de preocupação é a Resolução nº 5.314/2026 do Conselho Monetário Nacional (CMN), que passou a condicionar a prorrogação das operações de crédito à decisão das instituições financeiras e à comprovação de capacidade de pagamento por parte do produtor. Para a Aprosoja, a medida reduz a flexibilidade justamente em um período de maior necessidade de renegociação.
A entidade reconhece como positivas as iniciativas voltadas ao fortalecimento do seguro rural e dos instrumentos de gestão de risco, mas ressalta que a eficácia dessas políticas dependerá da oferta efetiva de recursos e de regras compatíveis com a realidade dos produtores.
Entre as principais reivindicações, a Aprosoja defende a ampliação dos recursos destinados ao custeio e à comercialização, garantindo que o crédito novo chegue efetivamente à produção. Além disso, pede uma solução estruturante para o endividamento rural, baseada no Projeto de Lei nº 5.122/2023, que prevê uma linha especial de financiamento com recursos do Fundo Social do Pré-Sal, carência, juros compatíveis e possibilidade de incluir diferentes modalidades de dívidas rurais.
Para a associação, políticas públicas voltadas ao acesso ao crédito e à reorganização financeira dos produtores são essenciais para manter a competitividade do agronegócio, preservar investimentos e garantir a continuidade da produção agrícola, considerada um dos principais motores da economia brasileira.
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