Agro Mato Grosso
Cuiabá registra 2º recorde de calor na semana e segue como capital brasileira mais quente

Previsão aponta que setembro será bastante quente durante a primeira quinzena em Mato Grosso, mas o volume de chuva previsto deve ficar um pouco acima da média, principalmente na última semana do mês.
🥵 Cuiabá registrou o 2º recorde de calor na semana, com 41,4 °C nessa quarta-feira (3), e segue como a capital brasileira mais quente, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Na segunda-feira (1º), os cuiabanos enfrentaram uma temperatura de 40,9° C. Confira a lista das temperaturas mais altas registradas na cidade em 2025:
- 3 de setembro: 41,4° C
- 1º de setembro: 40,9° C
- 18 de agosto: 40,2° C
- 17 de agosto: 39,4°
- 1º de agosto: 38,2° C
A umidade relativa do ar caiu para 12% e foi a mais baixa entre todas as capitais e cidades de Mato Grosso monitoradas.
Cuidados com a saúde
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) publicou um alerta para os cuidados com a saúde no período de estiagem. A SES também orienta que a população procure unidades de saúde em casos de sintomas respiratórios, como tosse seca e persistente, irritação e ardência no nariz e garganta, além de coriza.
Também é comum ocorrer ardência nos olhos e dor de cabeça. Para pessoas com rinite, bronquite, sinusite, asma ou outras doenças respiratórias, a orientação é que redobrem os cuidados e se mantenham hidratadas nesse período.
Confira os cuidados com a saúde:
- Evitar exercícios físicos e exposição ao ar livre entre as 10 e 16 horas;
- Umidificar o ambiente por meio de umidificadores, toalhas molhadas, recipientes com água, umidificação de jardins, etc.;
- Permanecer em locais protegidos do sol ou em áreas arborizadas;
- Sempre que sair ao sol, usar protetor solar, acessórios de proteção como chapéus, boné ou guarda-sol;
- Evitar aglomerações em ambientes fechados;
- Aumentar a ingestão de água e líquidos para manter as membranas respiratórias úmidas e protegidas;
- Permanecer em ambientes fechados, preferencialmente bem vedados e com conforto térmico adequado. Quando possível, buscar ambientes com ar-condicionado e filtros de ar para reduzir a exposição.
Agro Mato Grosso
STF suspende demarcação de terra indígena em MT por falta de indenização a proprietários

Com a decisão, os efeitos do decreto ficam suspensos apenas em relação aos imóveis dos autores da ação.
O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu os efeitos do decreto presidencial que homologou a demarcação da Terra Indígena Uirapuru, em Mato Grosso, sobre especificamente a Fazenda Santa Carolina, na ação os proprietários alegaram violação ao direito de propriedade e ao devido processo legal. A decisão foi tomada nesta terça-feira (3) pelo ministro André Mendonça.
A reportagem entrou em contato com o Ministério dos Povos Indígenas, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
T.I Uirapuru, é localizada nos municípios de Campos de Júlio, Nova Lacerda e Conquista D’Oeste, e tem cerca de 21,7 mil hectares. Além dela foram homologadas as Terra Indígena Estação Parecis, Terra Indígena Manoki.
Segundo o documento, a Fazenda possui registrados em oito matrículas no Cartório de Registro de Imóveis de Comodoro. Os proprietários afirmam ter adquirido a área em 1994, por meio de leilão público promovido pelo Banco Central.
Eles destacam que a propriedade possui registros desde 1966, com títulos regularmente registrados em cartório, e que a produção agrícola, algodão, soja e milho, era conduzida de forma regular, com acompanhamento dos órgãos competentes.
O decreto que demarcou a Terra Indígena Uirapuru foi assinado pelo presidente Lula em novembro de 2025, mas não previa compensação financeira pelo valor das terras nem pelas benfeitorias realizadas pelos produtores.
Na mesma ocasião, foram demarcadas também as terras indígenas de Mato Grosso e nos estados do Pará, Amazonas, totalizando cerca de 2,45 milhões de hectares.
Para o relator, a atuação do Estado foi contraditória, já que a União autorizou a venda das terras e, décadas depois, desconsiderou a propriedade privada sem qualquer compensação aos titulares.
“A justa e prévia indenização constitui requisito inafastável ao válido prosseguimento, em face dos impetrantes, do processo de demarcação de terra indígena objeto destes autos, razão pela qual o decreto presidencial sindicado nesta impetração mostra-se viciado em relação a eles”, diz trecho do documento.
Com a decisão, os efeitos do decreto ficam suspensos apenas em relação aos imóveis dos autores da ação. Isso impede o registro da demarcação e qualquer medida de desocupação até que a União abra procedimento indenizatório conforme exigido pelo STF.
Agro Mato Grosso
Rally da Safra percorre Mato Grosso para validar produtividade de 65 sacas por hectare

A 23ª edição do Rally da Safra, a principal expedição técnica privada do país, concentra seus trabalhos no Sudeste de Mato Grosso nos próximos dias. Após avaliar o eixo da BR-163 e o Oeste do estado, as equipes percorrem agora regiões estratégicas como Campo Verde, Paranatinga, Primavera do Leste e Rondonópolis. O objetivo é monitorar o desenvolvimento das lavouras de soja e ajustar as estimativas para uma safra que, apesar do atraso inicial no plantio, projeta uma produtividade média de 65 sacas por hectare em solo mato-grossense, movimentando a economia regional.
Segundo André Debastiani, coordenador da expedição organizada pela Agroconsult, Mato Grosso registrou uma expansão de 277 mil hectares na área plantada em relação ao ciclo anterior. No cenário nacional, a estimativa é de uma produção histórica de 182,2 milhões de toneladas, um crescimento de 5,9%. O diferencial desta temporada é a ausência de quebras climáticas severas, mantendo o potencial produtivo dentro da média dos últimos cinco anos.
Mato Grosso: Tecnologia e Expansão de Área
Diferente das safras marcadas por quebras no Sul ou no próprio Centro-Oeste, o ciclo 25/26 apresenta um panorama equilibrado. O crescimento da área cultivada em Mato Grosso é impulsionado pela conversão de pastagens e pela solidez de grupos agrícolas que mantêm visão de longo prazo. Confira os números projetados:
- Produtividade MT: Estimada em 65 sacas/ha (contra 66,5 na safra anterior);
- Produtividade Brasil: Média de 62,3 sacas/ha;
- Área Plantada Nacional: 48,8 milhões de hectares;
- Investimento Técnico: Manutenção dos volumes de adubação e uso de tecnologia de ponta, essenciais para sustentar o potencial produtivo.
Monitoramento Climático e Manejo
As avaliações “in loco” permitem captar nuances que os satélites nem sempre registram, como o impacto do manejo de pragas e a resiliência das plantas ao veranico inicial. O setor produtivo em Mato Grosso segue investindo em tecnologia, com foco em alta performance, o que compensa a expansão de área mais moderada observada neste ano.
Logística do Rally: As equipes percorrerão mais de 100 mil km por 14 estados, cobrindo áreas que respondem por 97% da produção de soja e 72% da produção de milho no Brasil.
O percurso no Sudeste mato-grossense será concluído em Cuiabá no dia 26 de fevereiro.
Agro Mato Grosso
Consórcio Agrícola dispara 58% em MT e vira “trunfo” contra juros altos

O agronegócio brasileiro vive uma virada de chave no seu financiamento. Com a escalada das taxas de juros e o endurecimento das linhas de crédito rural tradicional, o produtor de Mato Grosso encontrou no consórcio uma via expressa para a modernização. O estado, que já detém o título de maior polo agrícola do país com 32% da produção nacional de grãos, agora lidera também o ranking de planejamento financeiro. Na safra 2024/25, Mato Grosso rompeu a barreira das 111,9 milhões de toneladas, exigindo frotas mais modernas e eficientes na economia do campo.
De acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o primeiro semestre de 2025 registrou a venda de 82 mil cotas no estado, uma alta de 11%. Os números da Ademicon, maior administradora independente do país, são ainda mais expressivos: a companhia comercializou R$ 1,7 bilhão em créditos em solo mato-grossense até dezembro de 2025, um crescimento vertical de 58% em apenas um ano.
Por que o produtor está trocando o banco pelo consórcio?
A migração para a modalidade não é por acaso. O consórcio agrícola oferece benefícios que se alinham ao ciclo de caixa do agronegócio. Confira as principais vantagens:
- Ausência de Juros: O custo final é composto apenas pela taxa de administração, geralmente menor que as taxas bancárias atuais;
- Poder de Barganha: Com a carta de crédito em mãos, o produtor negocia a compra de máquinas e implementos como se fosse à vista;
- Flexibilidade de Pagamento: Planos que respeitam a sazonalidade da colheita, permitindo parcelas menores ou semestrais;
- Modernização Programada: Facilita a renovação da frota de pesados sem descapitalizar o caixa imediato da fazenda.
Destaque em Feiras Tecnológicas
A consolidação do modelo é tão forte que grandes eventos de tecnologia agrícola, como o Show Safra Mato Grosso, passaram a dar protagonismo às administradoras de consórcio. O que antes era visto como um investimento imobiliário ou de veículos leves, hoje é o motor que financia colheitadeiras de última geração e sistemas de irrigação complexos.
Cenário 2026: Com 419 mil participantes ativos em Mato Grosso, o consórcio deixa de ser uma alternativa secundária para se tornar o pilar de investimento da nova geração de produtores rurais.
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