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30 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Cuiabá registra 2º recorde de calor na semana e segue como capital brasileira mais quente

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🥵 Cuiabá registrou o 2º recorde de calor na semana, com 41,4 °C nessa quarta-feira (3), e segue como a capital brasileira mais quente, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Na segunda-feira (1º), os cuiabanos enfrentaram uma temperatura de 40,9° C. Confira a lista das temperaturas mais altas registradas na cidade em 2025:

  • 3 de setembro: 41,4° C
  • 1º de setembro: 40,9° C
  • 18 de agosto: 40,2° C
  • 17 de agosto: 39,4°
  • 1º de agosto: 38,2° C

A umidade relativa do ar caiu para 12% e foi a mais baixa entre todas as capitais e cidades de Mato Grosso monitoradas.

☔ Conforme o Climatempo, temperaturas acima dos 40° C e umidade do ar abaixo dos 20% são comuns neste período do ano. O mês de setembro será bastante quente durante a primeira quinzena em Mato Grosso, mas o volume de chuva previsto deve ficar um pouco acima da média, principalmente na última semana do mês.

Cuidados com a saúde

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) publicou um alerta para os cuidados com a saúde no período de estiagem. A SES também orienta que a população procure unidades de saúde em casos de sintomas respiratórios, como tosse seca e persistente, irritação e ardência no nariz e garganta, além de coriza.

Também é comum ocorrer ardência nos olhos e dor de cabeça. Para pessoas com rinite, bronquite, sinusite, asma ou outras doenças respiratórias, a orientação é que redobrem os cuidados e se mantenham hidratadas nesse período.

Confira os cuidados com a saúde:

  • Evitar exercícios físicos e exposição ao ar livre entre as 10 e 16 horas;
  • Umidificar o ambiente por meio de umidificadores, toalhas molhadas, recipientes com água, umidificação de jardins, etc.;
  • Permanecer em locais protegidos do sol ou em áreas arborizadas;
  • Sempre que sair ao sol, usar protetor solar, acessórios de proteção como chapéus, boné ou guarda-sol;
  • Evitar aglomerações em ambientes fechados;
  • Aumentar a ingestão de água e líquidos para manter as membranas respiratórias úmidas e protegidas;
  • Permanecer em ambientes fechados, preferencialmente bem vedados e com conforto térmico adequado. Quando possível, buscar ambientes com ar-condicionado e filtros de ar para reduzir a exposição.
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Agro Mato Grosso

Grupo suspeito de furtar grãos e movimentar R$ 2 milhões é investigado em MT

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT; Mais que números bilionários, Plano Safra precisa garantir crédito acessível

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Dados oficiais indicam queda nas linhas tradicionais e retração do custeio e maior participação da CPR no financiamento agropecuário

O governo federal lançou nesta terça-feira, 30 de junho, o Plano Safra 2026/2027, mais uma vez apresentado como o maior volume já ofertado. Ao todo, foram anunciados R$ 525,1 bilhões para financiar a produção agropecuária no novo ciclo, sem considerar o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familia (Pronaf). Desse total, R$ 384,9 bilhões serão destinados a custeio e comercialização, enquanto R$ 140,2 bilhões irão para investimentos.

Apesar do volume total anunciado, a composição dos recursos exige atenção. O crescimento do plano foi puxado pelos investimentos, enquanto a principal frente de apoio ao ciclo produtivo – custeio e comercialização – teve redução nominal. No Plano Safra 2025/2026, essa finalidade contava com R$ 414,7 bilhões. Para 2026/2027, o valor caiu para R$ 384,9 bilhões, uma retração de R$ 29,8 bilhões. Por isso, o anúncio precisa ser analisado além do número global.

O acréscimo total em relação à safra anterior foi de aproximadamente R$ 9 bilhões, o que representa alta nominal de cerca de 1,7%. Considerando que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado nos últimos 11 meses foi de 4,4%, seriam necessários aproximadamente R$ 538,7 bilhões apenas para manter, em termos reais, o mesmo volume de recursos da safra anterior. Assim, embora o valor anunciado seja maior em termos nominais, o Plano Safra 2026/27 representa uma redução real de cerca de R$ 13,6 bilhões quando descontado a inflação.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, esse cenário preocupa porque o produtor chega ao novo ciclo em um ambiente de crédito mais caro, seletivo e condicionado a exigências cada vez mais rígidas. Ele destaca que, juros elevados, margens pressionadas, aumento dos custos de produção e maior rigor das instituições financeiras reduzem a efetividade do Plano Safra na ponta.

“O Plano Safra 2026/27 tem R$ 8,9 bilhões a mais no total, mas R$ 29,8 bilhões a menos em custeio e comercialização. Ao mesmo tempo em que reduziu juros em algumas linhas, o governo diminuiu o volume destinado ao giro da safra. Resultado? Crédito com custo menor em parte das operações, mas com menos recurso disponível justamente para plantar, conduzir e comercializar a produção”, explica o presidente da Aprosoja MT.

Essa preocupação já havia sido levada pela entidade ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em março, antes do lançamento do PAP 2026/2027. Na ocasião, a Aprosoja MT defendeu que o endividamento rural fosse tratado como prioridade da política agrícola. A avaliação é que não basta ampliar o volume nominal de recursos se o produtor enfrenta restrição de acesso a novos financiamentos, dificuldade para renegociar passivos e comprometimento da capacidade de pagamento.

No documento enviado ao Mapa, a entidade propôs medidas estruturantes para enfrentar o endividamento rural, recompor a capacidade financeira dos produtores, preservar o acesso ao crédito e evitar o agravamento da inadimplência. Sem esse enfrentamento prévio, parte dos recursos anunciados tende a ser consumida pela reorganização de dívidas anteriores, em vez de se transformar em novo fôlego para a produção.

Os dados oficiais de execução do PAP 2025/2026 reforçam essa distância entre anúncio e realidade. Entre julho de 2025 e maio de 2026, o crédito rural contratado, sem o Pronaf, somou R$ 433,0 bilhões, contra R$ 458,1 bilhões no mesmo período da safra anterior, queda de 5%.

Quando a CPR é retirada da conta, a retração fica ainda mais evidente. O subtotal das linhas tradicionais, considerando fontes controladas e não controladas, caiu de R$ 286,6 bilhões para R$ 247,8 bilhões, redução aproximada de 14%.

No mesmo período, a CPR alcançou R$ 185,2 bilhões, alta de 8% em relação aos R$ 171,5 bilhões registrados no ciclo anterior. Com isso, passou a representar 42,8% do total concedido, contra 37,4% na safra passada. O dado mostra que parcela relevante do volume divulgado como crédito rural tem sido sustentada por instrumentos privados, e não pelas linhas tradicionais da política agrícola.

Essa mudança de perfil tem impacto direto sobre o produtor. Quando o financiamento depende cada vez mais de mecanismos de mercado, aumentam a exposição ao custo financeiro vigente, às condições pactuadas com os agentes financiadores e às exigências de garantias.

No PAP 25/26 a retração também aparece nas finalidades mais diretamente ligadas à produção. No custeio, houve queda de R$ 158,0 bilhões para R$ 137,5 bilhões, redução de 12,9%. Nas linhas de investimento, o recuo foi ainda maior: de R$ 64,0 bilhões para R$ 46,1 bilhões, queda de 28,1%. Programas importantes para a modernização da atividade rural, como Proirriga, Moderfrota, PCA, Prodecoop e RenovAgro, também registraram redução.

Outro ponto sensível está nos recursos equalizáveis. Entre julho de 2025 e maio de 2026, foram concedidos R$ 48,9 bilhões com essa fonte, contra R$ 91,4 bilhões no mesmo período anterior, queda de 47%. O recuo mostra que as linhas com apoio público não têm acompanhado a necessidade real do setor produtivo.

Embora o PAP 2026/2027 reforce Proagro e seguro rural como pilares da gestão de riscos e condicione a renegociação do custeio agrícola à existência de cobertura, a efetividade da medida dependerá da disponibilidade real desses instrumentos, de custo acessível e de regras compatíveis com a realidade do produtor.

Diante desse quadro, mais importante do que anunciar um Plano Safra como robusto é assegurar que o crédito chegue ao produtor. O campo não precisa apenas de grandes números. Precisa de política agrícola concreta, exequível e compatível com a realidade de quem produz, assume riscos e sustenta a produção dentro da porteira.

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Agro Mato Grosso

Fungo muda odor do milho e atrai parasitoide de percevejo

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Estudo da Embrapa indica potencial de Beauveria bassiana no manejo integrado do percevejo-barriga-verde

A associação de Beauveria bassiana com plantas de milho alterou a emissão de compostos orgânicos voláteis e aumentou a atração do parasitoide de ovos Telenomus podisi, inimigo natural de percevejos. O efeito apareceu principalmente após aplicação foliar do fungo e ganhou intensidade cento e vinte horas após a inoculação. O estudo, de pesquisadores da Embrapa, avaliou a interação entre milho, Diceraeus melacanthus, Beauveria bassiana e Telenomus podisi (DOI 10.1007/s10340-026-02057-7).

Os resultados indicam uma possível contribuição do fungo ao manejo integrado de pragas. A colonização por Beauveria bassiana não reduziu a sobrevivência de Diceraeus melacanthus. Também não alterou a fecundidade nem a fertilidade das fêmeas do percevejo. Mesmo assim, mudou sinais químicos emitidos pelo milho e influenciou o comportamento de busca do parasitoide.

Colonização fúngica

A pesquisa testou inoculação via semente e aplicação foliar. A colonização fúngica ocorreu em mais de setenta e cinco por cento das plantas tratadas por pulverização foliar. Em plantas originadas de sementes inoculadas, a colonização também ocorreu, mas com distribuição heterogênea nos tecidos vegetais.

Os pesquisadores usaram a linhagem CG1105 de Beauveria bassiana. Antes dos ensaios com plantas, dez linhagens do fungo passaram por triagem contra adultos de Diceraeus melacanthus. A linhagem CG1105 provocou uma das maiores mortalidades e gerou a maior proporção de insetos mumificados entre as linhagens avaliadas.

No ensaio com milho, as plantas receberam o fungo por duas formas. No tratamento de sementes, cada semente recebeu dois mililitros de suspensão com vinte milhões de conídios por mililitro. Na aplicação foliar, plantas no estádio vegetativo V três receberam três mililitros da suspensão, também com vinte milhões de conídios por mililitro.

Compostos voláteis

O trabalho mediu compostos voláteis emitidos pelas plantas durante cinco dias. As coletas ocorreram em intervalos de vinte e quatro horas. O estudo comparou plantas sem tratamento, plantas com herbivoria por Diceraeus melacanthus, plantas inoculadas com Beauveria bassiana e plantas com inoculação mais herbivoria.

Na aplicação foliar, os perfis químicos do milho começaram a se diferenciar com o avanço do tempo. Cento e vinte horas após a inoculação, plantas pulverizadas com Beauveria bassiana emitiram níveis maiores de salicilato de metila. Também emitiram níveis menores de (E)-beta-farneseno e (E,E)-alfa-farneseno em comparação com outros tratamentos.

Os bioensaios em olfatômetro em Y mostraram resposta temporal do parasitoide. Quarenta e oito horas após a inoculação, fêmeas de Telenomus podisi não mostraram preferência por plantas tratadas apenas com fungo, em comparação com ar limpo ou plantas sem tratamento. Nessa fase, o parasitoide preferiu odores de plantas com herbivoria em relação aos odores de plantas tratadas apenas com fungo.

A resposta mudou aos cento e vinte horas após a inoculação. Nesse momento, fêmeas de Telenomus podisi preferiram voláteis de plantas com aplicação foliar de Beauveria bassiana em comparação com ar limpo e plantas sem tratamento. Plantas com aplicação foliar do fungo e herbivoria também atraíram o parasitoide em relação aos mesmos controles.

Tratamento de sementes

O tratamento de sementes mostrou efeito mais limitado sobre o comportamento do parasitoide. Dezoito dias após a inoculação das sementes, fêmeas de Telenomus podisi não preferiram voláteis de plantas tratadas apenas por semente quando comparados com ar limpo ou plantas sem tratamento. Plantas originadas de sementes inoculadas e submetidas à herbivoria atraíram mais o parasitoide do que ar limpo e plantas sem tratamento.

Sobrevivência e reprodução

Os dados de sobrevivência e reprodução do percevejo indicam ausência de efeito direto da colonização sobre Diceraeus melacanthus. Adultos alimentados em plantas com aplicação foliar de Beauveria bassiana não diferiram dos adultos mantidos em plantas sem tratamento. O mesmo ocorreu em plantas originadas de sementes inoculadas. A fecundidade e a viabilidade dos ovos também não apresentaram diferença significativa.

Segundo os pesquisadores, a colonização parcial pode explicar esse resultado. O fungo apareceu em várias plantas tratadas, mas ocupou menos de vinte por cento dos segmentos vegetais avaliados. Essa distribuição limitada talvez não baste para afetar diretamente o percevejo. Ainda assim, pode modificar rotas de sinalização do milho e alterar defesas indiretas mediadas por voláteis.

O estudo aponta compatibilidade potencial entre fungos entomopatogênicos e inimigos naturais em programas de manejo integrado. A pulverização de Beauveria bassiana em milho não prejudicou os parâmetros avaliados de Telenomus podisi no experimento. Pelo contrário, em determinadas condições, aumentou a atração do parasitoide por sinais químicos da planta.

O estudo foi desenvolvido por Maria Carolina Blassioli Moraes, Rogério Biaggioni Lopes, Raul Alberto Laumann, Miguel Borges, Clenilson Martins Rodrigues, Mírian Fernandes Furtado Michereff e Isadora Alexopoulos Quevedo.

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