Sustentabilidade
Aprosoja MT promove Fórum para discutir crédito e endividamento rural – MAIS SOJA

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) realiza, no próximo dia 15 de setembro, o Fórum de Crédito e Endividamento Rural – Causas, efeitos e alternativas para superar a crise no campo, a partir das 8h, no Hotel Gran Odara, em Cuiabá. O evento é gratuito e aberto a produtores rurais, representantes do agronegócio e sociedade em geral. O objetivo é debater as causas, impactos e perspectivas do endividamento rural, além de construir soluções práticas que ajudem a superar os desafios enfrentados pelo setor produtivo.
A programação contará com palestras de especialistas renomados, bem como o advogado de direito agrofinanceiro, Lutero Paiva; o Sócio-diretor da MacroSector Consultores, Fábio Silveira; o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador dr. Mário Kono; o Chefe Adjunto de Unidade do Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações de Crédito Rural e do Proagro (Derop), João Ferrari Neto; e o CEO da empresa Lucro Rural, Ângelo Ozelame, que irão apresentar caminhos para que o produtor possa seguir nesse momento crítico, e que reflete em toda a cadeia produtiva.
Segundo o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, o Fórum Crédito e Endividamento Rural acontece em um momento crucial para os produtores rurais de Mato Grosso, diante das dificuldades enfrentadas pelo agronegócio mato-grossense.
“Nós sabemos que o nosso setor passa por dificuldades em todo o país pela queda do preço das commodities nos últimos anos e Mato Grosso é o Estado que nos últimos dez anos mais aumentou a área de agricultura e isso demandou muito investimento. Hoje os produtores estão tendo dificuldade, principalmente aqueles que investiram nos últimos anos em abertura de novas áreas para conseguir permanecer na atividade, sem ter uma renegociação adequada e que seja de fato justa para ambos os lados”, afirmou.
O presidente reforçou ainda que a expectativa da entidade é auxiliar os produtores na busca por soluções práticas e viáveis. “Nós teremos vários especialistas para discutir o tema, dentre eles advogados, técnicos que trabalham no setor, focados nesse assunto e que vão trazer soluções, estratégias e também dicas de como minimizar impactos. Além disso, teremos instituições financeiras participando para debater com os produtores e também apresentar opções para que cada vez mais nós consigamos mediar de uma maneira mais assertiva”, destacou.
Para o diretor administrativo e coordenador da Comissão de Política Agrícola da Aprosoja MT, Diego Bertuol, a expectativa é reunir um público expressivo e garantir que as discussões resultem em medidas práticas.
“O Fórum de Crédito e Endividamento Rural surgiu da necessidade de abrir um espaço de diálogo entre produtores, autoridades, cooperativas, bancos privados e toda a sociedade nesse momento de crise que o agro e a economia brasileira passam. A nossa expectativa é reunir um público amplo para que possamos transformar as discussões em propostas concretas e caminhos práticos que ajudem a enfrentar o momento de dificuldades do campo e a construir soluções para o futuro”, ressaltou.
Diego Bertuol destacou ainda que o evento será uma oportunidade única para esclarecer dúvidas e ampliar conhecimentos sobre o tema. “Quero convidar todos os produtores, lideranças e a sociedade em geral para participarem conosco do Fórum de Crédito e Endividamento Rural. É um momento importante para trocarmos experiência, buscarmos alternativas e dar andamento em soluções que não chegam ao êxito devido à falta de uma mediação assertiva e mostrarmos a força da nossa união. Sua presença fará a diferença para nós”, finalizou.
A Aprosoja MT reforça o convite a todos os produtores e interessados em compreender melhor o cenário do crédito e endividamento rural para participar deste importante espaço de debate, informação e construção coletiva de soluções.
Sustentabilidade
Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.
“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.
O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.
Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.
Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.
Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.
De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.
O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.
Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.
A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.
“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.
No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.
“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.
No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.
Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.
Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.
“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.
Fonte: Agência Safras
Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
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