Sustentabilidade
Milho/RS: Semeadura deverá ser acelerada nos próximos dias, calendário de plantio está dentro da janela considerada de menor risco, conforme o ZARC – MAIS SOJA

As precipitações ocorridas em 22 e 23/08 interromperam momentaneamente o plantio em diferentes regiões do Estado. De forma geral, as chuvas foram benéficas para garantir disponibilidade hídrica nos solos, favorecendo a germinação e a emergência dos cultivos. Contudo, em áreas da Metade Sul, onde os volumes pluviométricos superaram os 200 mm, houve encharcamento de lavouras, especialmente em várzea, atrasando a retomada da operação.
As primeiras áreas implantadas apresentam estande de plantas apropriado e estão em estádios iniciais de desenvolvimento vegetativo, entre VE e V3/V4 emergência e quatro folhas visíveis. Observa-se bom vigor inicial nas plantas semeadas em solos bem drenados. Já nos locais com excesso de umidade, há risco de perdas iniciais por apodrecimento de sementes e dificuldade de emergência.
A semeadura deverá ser acelerada nos próximos dias, pois o calendário de plantio está dentro da janela considerada de menor risco, conforme o ZARC.
Em termos fitossanitários, observa-se a incidência de cigarrinha-do-milho em lavouras no Noroeste, despertando atenção para o monitoramento e eventual controle preventivo.
A Emater/RS-Ascar está finalizando o levantamento da área cultivada e do potencial produtivo da cultura. A perspectiva de que aumente a extensão de área de cultivo. As informações consolidadas serão divulgadas em evento específico em 02/09, durante a 48ª Expointer, em Esteio/RS.
A produtividade da Safra 2024/2025 foi de 7.378 g/ha. A área cultivada totalizou 718.1 0 hectares IBGE.
Na Região Administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, os elevados volumes de chuva inviabilizaram a continuidade da semeadura, principalmente onde há solo mais argiloso e de maior suscetibilidade ao encharcamento. Em Maçambará, lavouras recentemente implantadas estão em fase de germinação e emergência, mas há risco de falhas, que podem demandar replantio. A previsão de que a semeadura seja retomada gradualmente, estendendo-se até a primeira quinzena de setembro, conforme a melhoria das condições de umidade no solo.
Na de Caxias Sul, as atividades concentram-se na dessecação das coberturas vegetais em pré-plantio. A expectativa de que o início da semeadura ocorra no começo de setembro, e há perspectiva de pequeno acréscimo da área cultivada em relação à última safra.
Na de Erechim, o aumento gradual da temperatura do solo possibilitou que aproximadamente 15% das lavouras fossem semeadas. Há tendência de expansão da área de cultivo em comparação à Safra 2024/2025. As condições climáticas do período favoreceram a germinação e a emergência, contribuindo para o bom estande inicial.
Na de Ijuí, na Região Celeiro, o tempo firme no início do período permitiu o avanço dos trabalhos. Em Tenente Portela, o plantio atingiu 40% da área projetada. As primeiras lavouras semeadas estão em estádio fenológico VE, quando ocorre absorção de água pela semente, emissão de radícula e desenvolvimento inicial das raízes seminais. Em poucas áreas, houve emergência de plantas, e foi detectada presença inicial de cigarrinha-do-milho, exigindo atenção para medidas de controle.
Na de Santa Rosa, a semeadura alcança aproximadamente 60% da área prevista, favorecida pelas condições climáticas da segunda quinzena de agosto, que asseguraram boa germinação e emergência. Observa-se uniformidade no crescimento, embora algumas áreas já demandem aplicações de inseticidas para o controle de cigarrinha-do-milho, praga de ocorrência crescente na região.
Na de Soledade, foi efetuado o preparo de áreas e do maquinário para a implantação, al m da dessecação de coberturas. No Baixo Vale do Rio Pardo, a semeadura alcança cerca de 60% da área prevista. Em regiões de maior altitude, o plantio avança mais lentamente, aguardando a elevação da temperatura do solo. A adoção de híbridos de ciclo precoce uma estratégia para mitigar riscos de estiagens e de altas temperaturas no final de ano. Há tendência de ampliação da área de cultivo, apoiada por programas de incentivo e expressiva demanda de projetos de custeio das lavouras.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, decresceu 1,11%, quando comparado à semana anterior, passando de R$62,37 para R$61,68.
Confira o Informativo Conjuntural n° 1882 completo, clicando aqui!
Fonte: Emater RS
Autor:Informativo Conjuntural 1882
Site: Emater/RS
Sustentabilidade
Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.
O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.
A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.
Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.
O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.
As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.
Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.
Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.
Cotações de soja
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.
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Sustentabilidade
Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.
Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.
Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.
Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.
Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.
Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.
Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.
Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.
Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

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