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6 de novembro de 2026

Sustentabilidade

preços de soja subiram ou caíram no Brasil?

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O mercado brasileiro de soja teve mais um dia travado, com poucas ofertas e movimentação limitada. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o produtor segue de lado, e a demanda continua fraca tanto da indústria quanto da exportação. “O ritmo é lento mesmo com soja disponível. Na safra nova também quase nada de indicação, ninguém querendo se expor”, relatou.

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No geral, nesta quinta-feira (28), os preços ficaram estáveis a um pouco mais fracos, mas a diferença entre comprador e vendedor continua grande. Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), pouca oscilação, o mercado operou volátil, acompanhando a safra americana e os movimentos da China.

Preços do dia

  • Passo Fundo (RS): caiu de 134,00 para 133,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de 135,00 para 134,00
  • Rio Grande (RS): manteve em 139,00
  • Cascavel (PR): caiu de 135,00 para 134,00
  • Paranaguá (PR): manteve em 139,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em 127,00
  • Dourados (MS): manteve em 127,00
  • Rio Verde (GO): manteve em 124,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja na CBOT fecharam a quinta-feira com preços próximos da estabilidade. O mercado iniciou o dia pressionado pelo bom desenvolvimento das lavouras americanas, mas notícias positivas sobre negociações comerciais entre China e EUA reduziram as perdas. Um importante negociador chinês deve se reunir em breve com autoridades americanas, com aumento expectativas de acordo.

As exportações líquidas de soja dos EUA, para a temporada 2024/25, ficaram negativas em 189.200 toneladas na semana encerrada em 21 de agosto, com a Espanha liderando as compras, 71.500 toneladas. Para a temporada 2025/26, as exportações foram de 1.372.600 toneladas, acima da expectativa de 400 mil a 1 milhão toneladas, somando-se as duas temporadas.

O desempenho negativo do óleo se mantém devido às incertezas sobre a política de biodiesel nos EUA, enquanto a ampla oferta de soja e palma continua pressionando os preços.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 0,01 dólar, ou 0,09%, a US$ 10,28 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,48 por bushel, alta de 0,005 dólar ou 0,04%

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,90, ou 0,31%, a US$ 287,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 52,43 centavos de dólar, com perda de 0,72 centavo ou 1,35%.

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Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,18%, negociado a R$ 5,4060 para venda e R$ 5,4040 para compra, oscilando entre mínima de R$ 5,3968 e máxima de R$ 5,4318.

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Sustentabilidade

Colheita do trigo supera 50% no RS favorecida pelo tempo seco, mas qualidade apresenta oscilações – MAIS SOJA

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A colheita do trigo avançou significativamente com a predominância de dias secos e maior disponibilidade de radiação solar, permitindo a redução da umidade dos grãos e melhores condições operacionais para as máquinas. A área colhida atinge 53% da área plantada, e a fase de maturação ocorre em 37% das lavouras.

Nas regiões mais adiantadas do Noroeste do Estado, a colheita está em fase de conclusão. Quanto às demais, ainda há lavouras em maturação e enchimento de grãos, sobretudo nas áreas de implantação mais tardia, como no Nordeste.

Em parte das áreas do Estado, os resultados produtivos são satisfatórios, mas os rendimentos obtidos apresentam diferenças expressivas entre as propriedades, refletindo o nível de investimento tecnológico e a intensidade das adversidades climáticas registradas durante o ciclo. Embora o tempo firme do período tenha favorecido a preservação da qualidade dos grãos e a execução da colheita, persistem os efeitos das chuvas ocorridas em semanas anteriores sobre o enchimento, o peso hectolitro e a classificação comercial.

São observados lotes com PH reduzido e variação de categoria entre os tipos comerciais, incluindo a classificação como triguilho nos de menor qualidade, decorrente da incidência de doenças foliares e de espiga, das geadas e do excesso de precipitações.

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Conforme a reestimativa da Safra 2026, realizada pela Emater/RS-Ascar, a área cultivada de trigo no Estado totaliza 763.121 hectares. A produtividade projetada está estimada em 2.833 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, o tempo seco favoreceu a intensificação da colheita e a conservação da qualidade dos grãos. Em Maçambará, 35% da área foi colhida, com produtividades entre 2.100 e 3.200 kg/ha, refletindo diferenças de investimento e os efeitos das doenças foliares e de espiga. Em São Borja, onde foram cultivados 16.000 hectares, a colheita alcança 50%, e as perdas estão estimadas em 6% em relação à produtividade inicialmente projetada de 2.561 kg/ha. Em Manoel Viana, apesar das adversidades durante o ciclo, os produtores relatam rendimentos satisfatórios.

Na Campanha, em Caçapava do Sul, foram colhidos 30%, e as perdas estão estimadas em 12% ante a expectativa inicial de 2.728 kg/ha. Na de Caxias do Sul, as lavouras apresentam, em geral, bom estado fitossanitário. Nos municípios de menor altitude, em algumas áreas na fase de maturação, registram-se danos causados pelas intempéries ocorridas em fases críticas. Nos Campos de Cima da Serra, predominam as fases de florescimento e de enchimento de grãos, e a expectativa de rendimento se mantém em aproximadamente 3.600 kg/ha.

Na de Erechim, cerca de 80% das lavouras estão em enchimento de grãos, e 20% foram colhidos. Os primeiros resultados apresentam PH entre 72 e 75, e produtividade próxima de 2.700 kg/ha.

Na de Frederico Westphalen, a colheita alcança 80% da área, e 20% estão em maturação. A cultura foi severamente afetada pelo excesso de chuvas e pela ocorrência de giberela e brusone, o que deve reduzir a produtividade.

Na de Ijuí, a colheita alcança 30% da área. Os rendimentos variam entre 1.800 e 2.400 kg/ha. O PH varia de 72 a 80, e há elevada proporção de cargas abaixo de 78, além de registros de lotes com qualidade inferior aos padrões comerciais. A expectativa é de melhora na qualidade das lavouras não colhidas, que foram menos afetadas nas fases críticas do ciclo.

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Na de Passo Fundo, as lavouras estão distribuídas entre as fases de enchimento de grãos (10%), maturação fisiológica (80%) e colheita (10%). As chuvas ocorridas durante o ciclo comprometeram principalmente a qualidade das espigas, e há possibilidade de perdas expressivas de produtividade.

Na de Pelotas, 25% das lavouras estão em enchimento de grãos, 70% em maturação e 5% já foram colhidos em Canguçu e Piratini. Na de Santa Maria, a insolação e a menor nebulosidade favoreceram a conclusão do ciclo e o avanço da colheita, que supera 60% da área regional. Em Santiago, a operação está em fase final, com produtividade próxima de 2.300 kg/ha e PH 76, refletindo os efeitos das chuvas anteriores durante o enchimento dos grãos.

Na de Santa Rosa, a colheita alcança 82% da área, e 18% estão em maturação. As produtividades variam, em geral, entre 1.500 e 1.800 kg/ha, abaixo do potencial inicialmente projetado. A qualidade comercial apresenta variação entre os tipos 1 e 3, além de volume expressivo de triguilho.

Na de Soledade, a colheita alcança 65% da área, e 35% estão em maturação. As lavouras conduzidas com padrão tecnológico intermediário apresentam rendimentos próximos de 3.000 kg/ha e PH em torno de 78. Há também áreas com produtividade inferior a 2.400 kg/ha e PH abaixo de 78. A produtividade média regional está estimada em aproximadamente 2.700 kg/ha, com qualidade geral considerada satisfatória.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,52%, passando de R$ 72,56 para R$ 72,18 com PH padrão 78. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, é de R$ 82,00 para produto disponível.

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Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Especialistas discutem o futuro do controle da ferrugem asiática da soja – MAIS SOJA

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A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), por meio do seu Instituto de Estudos do Agronegócio (IEAg), em parceria com a BASF realizam, no dia 10 de novembro, em Brasília (DF), um workshop dedicado aos desafios atuais e às perspectivas para o enfrentamento da ferrugem asiática da soja, doença que afeta lavouras e pode provocar perdas expressivas de produtividade.

O encontro reunirá especialistas, autoridades, pesquisadores e representantes de diferentes elos da cadeia produtiva para avaliar os avanços no manejo da doença, discutir gargalos e identificar oportunidades de inovação.

O debate retoma uma agenda iniciada há cerca de dez anos, com a publicação do estudo “O Futuro da Soja Nacional”, elaborado pela ABAG/IEAg, que analisou os impactos econômicos e sociais da ferrugem asiática sobre a cadeia produtiva e apresentou recomendações para seu enfrentamento.

Agora, a proposta é atualizar esse diagnóstico à luz das transformações ocorridas no setor, avaliar a evolução das recomendações apresentadas anteriormente e identificar os desafios que ainda exigem atenção. A iniciativa integra um programa de trabalho que prevê a elaboração de novo estudo técnico e a realização de um Dia de Campo, em abril de 2027.

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“Queremos avaliar o que avançou desde o estudo anterior, quais desafios ainda precisam ser enfrentados e quais tecnologias estão disponíveis hoje. Esse diálogo é fundamental para construir recomendações que contribuam para sustentabilidade e competitividade da soja brasileira”, afirma Giuliano Alves, diretor do IEAg.

Para Sérgio Abud, biólogo e vice-presidente do Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), o encontro representa uma oportunidade valiosa de aproximar a ciência da realidade do campo. “O enfrentamento da ferrugem asiática exige conhecimento técnico, manejo integrado e inovação constante. Reunir diferentes atores da cadeia é fundamental para ampliar a troca de experiências, alinhar estratégias e construir caminhos que protejam a produtividade e garantam uma produção cada vez mais sustentável”.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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Sustentabilidade

Semeadura do arroz irrigado alcança 75,70% da área prevista no Rio Grande do Sul. – MAIS SOJA

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A semeadura do arroz irrigado para a Safra 2026/27 avança no Rio Grande do Sul. Conforme levantamento atualizado em 5 de novembro, 652.207,5 hectares já foram semeados, o equivalente a 75,70% da intenção de semeadura prevista para o ciclo, de 861.778,96 hectares.

Entre as regiões produtoras, a Zona Sul soma 98,7% da área prevista semeada. Na sequência, a Fronteira Oeste registra 92,54% da área prevista.

Nas demais regiões, a Campanha contabiliza 65,51% da intenção regional, enquanto a Planície Costeira Externa registra 64,10%. A Planície Costeira Interna soma 63,02% da área prevista, e a Região Central registra 45,58% da intenção regional.

O acompanhamento da evolução da semeadura é realizado por meio de levantamentos periódicos das equipes regionais, com consolidação dos dados pela Diretoria de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). As informações permitem monitorar o andamento das operações de campo nas principais regiões produtoras do Estado ao longo da safra.

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Fonte: IRGA



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