Sustentabilidade
A colheita do algodão da safra 2024/25 registrou o maior avanço semanal desde o início dos trabalhos a campo – MAIS SOJA

Na última semana, o preço do caroço de algodão disponível em Mato Grosso ficou cotado a R$ 905,27/ t, registrando queda de 3,78% no comparativo semanal, e de 12,46% em relação ao mesmo período do mês passado. O movimento é pautado pelo avanço da colheita no estado, de modo que a disponibilidade tem aumentado e, consequentemente, pressionado os preços.
Por outro lado, o preço do óleo de algodão apresentou uma valorização de 1,10% no comparativo semanal, cotado a R$ 5.571,43/ t. Parte desse incremento é atribuído ao aumento da demanda das indústrias de biocombustíveis, ligado à maior procura de óleo para a produção de biodiesel. Dessa maneira, apesar da tendência de queda nos preços do caroço conforme o avanço da colheita e a maior oferta, o óleo deve continuar encontrando suporte na demanda por parte das indústrias.
QUEDA: com o avanço da colheita e o aumento da disponibilidade no mercado, o preço da pluma Cepea fechou na última semana na média de ¢ R$ 395,46/lp, com recuo de 1,34%.
AUMENTO: o dólar compra Ptax ficou cotado na média de R$ 5,46/ US$, o que representou um incremento de 0,87% no comparativo com a semana passada.
VALORIZAÇÃO: seguindo o aumento do dólar na última semana, a paridade dez/25 ficou precificada em R$ 120,64/@, valorização de 0,34% no comparativo semanal.
A colheita do algodão da safra 2024/25 registrou o maior avanço semanal desde o início dos trabalhos a campo
Pautada pelas condições climáticas favoráveis e o avanço mais intenso nas áreas de segunda safra, a colheita progrediu 15,47 p.p. na última semana, alcançando 55,52% da área projetada para o ciclo até a última sexta-feira (22/08). Até o momento, a região Nordeste é a mais avançada, com 76,90%, enquanto a Oeste é a mais atrasada, com 47,29%.
Apesar dos avanços mais significativos que foram observados nas últimas semanas, o percentual alcançado ainda se encontra atrasado em relação ao histórico, estando 18,67 p.p. atrás do registrado na safra 2023/24 e 23,06 p.p. inferior à média das últimas cinco safras.
Por fim, sabendo da importância das condições climáticas para a evolução da colheita, as previsões do NOAA indicam que nas próximas semanas não devem ocorrer anomalias climáticas em Mato Grosso, o que deve contribuir para o desempenho das atividades, além de não prejudicar a qualidade e o rendimento do algodão.
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Fonte: IMEA

Autor:Boletim Semanal do Algodão
Site: IMEA
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Sustentabilidade
Colheita de soja no RS atinge 10% da área, segundo Emater

A colheita da soja 2025/26 no Rio Grande do Sul alcança 10% da área estimada em 6,624 milhões de hectares, de acordo com a Emater.
“Embora as chuvas tenham favorecido a reposição hídrica em parte das lavouras ainda em fase reprodutiva, também impuseram interrupções pontuais à colheita. O predomínio fenológico se situa entre enchimento de grãos (43%) e maturação (41%), indicando proximidade da intensificação dos trabalhos de colheita no curto prazo”, disse a empresa em nota. A produtividade média estimada é de 2.871 quilos por hectare.
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Colheita de milho e arroz
Também conforme a Emater, a colheita de milho no Estado atinge nesta semana 73% da área cultivada, com resultados, em média, satisfatórios.
“As produtividades refletem o histórico climático da safra. Áreas com regularidade hídrica e manejo adequado apresentam os melhores desempenhos, e regiões com restrição hídrica em fases críticas registraram perdas parciais”, destacou a Emater, que estima área cultivada de 803.019 hectares e produtividade média de 7.424 kg/ha.
No tocante à safra de arroz, a colheita no Estado alcança 35% da área. A maior parte das lavouras se encontra em maturação (47%) e 18% estão em enchimento de grãos, “fase sensível à disponibilidade hídrica e às condições de radiação solar”.
A área cultivada é de 891.908 hectares (estimativa do Instituto Rio-grandense do Arroz – Irga), com produtividade projetada pela Emater em 8.744 kg/ha.
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Sustentabilidade
Boletim de monitoramento da Conab aponta bom desenvolvimento das lavouras

O mais recente Boletim de Monitoramento Agrícola da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que as lavouras de soja e milho segunda safra seguem com desenvolvimento acima da média na maior parte do Brasil, mesmo diante de um cenário climático marcado por contrastes.
De acordo com o levantamento, os índices de vegetação continuam apontando condições favoráveis nas principais regiões produtoras, refletindo o bom desempenho das lavouras até o momento. O resultado positivo ocorre apesar da distribuição irregular das chuvas ao longo de março.
No período entre os dias 1º e 21, os maiores volumes de precipitação foram registrados no Centro-Norte do país. Se por um lado o excesso de chuvas dificultou a colheita da soja em algumas áreas, por outro contribuiu para o desenvolvimento das culturas em campo, tanto da primeira quanto da segunda safra.
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Na região Norte, o cenário foi predominantemente positivo, com chuvas bem distribuídas e níveis adequados de umidade no solo. Ainda assim, estados como Pará e Tocantins enfrentaram problemas pontuais durante a colheita da soja devido ao excesso de precipitações. Em Roraima, a ausência de chuvas seguiu dentro da normalidade para o período.
Já no Nordeste, as chuvas se concentraram no início do mês, especialmente em áreas do Maranhão, Piauí, Bahia e Ceará, beneficiando as lavouras. No entanto, a irregularidade das precipitações no semiárido e as altas temperaturas em parte da Bahia resultaram em restrição hídrica e atrasos na semeadura do milho e feijão segunda safra.
No Sul do país, o cenário foi mais desafiador. A irregularidade e o baixo volume de chuvas comprometeram o armazenamento hídrico do solo, afetando o desenvolvimento do milho segunda safra no Paraná e da soja em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Por outro lado, no Centro-Oeste, principal polo produtor de grãos do país, as chuvas foram mais frequentes em Mato Grosso e Goiás. Apesar de atrasos pontuais na colheita da soja, as precipitações ajudaram no desenvolvimento das lavouras. Em Mato Grosso do Sul, os volumes registrados na segunda semana do mês foram fundamentais para recuperar a umidade do solo em áreas que enfrentavam déficit hídrico.
No Sudeste, os volumes de chuva também favoreceram o campo, com registros mais expressivos em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro ao longo da segunda semana, avançando posteriormente para outras áreas mineiras e o Espírito Santo.
O cenário traçado pela Conab reforça que, apesar dos desafios climáticos regionais, a safra 2025/26 mantém um quadro geral positivo, sustentado pelas boas condições de desenvolvimento das lavouras na maior parte do território nacional.
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