Agro Mato Grosso
Novo ‘veranico’ faz subir temperatura no país nesta semana; veja previsão

A partir de terça-feira (19) calor e baixa umidade ganham força no Centro-Oeste, Sudeste e parte do Sul. Temperaturas podem passar dos 40°C.
A partir desta semana um novo “veranico” vai se instalar sobre o Brasil. Com isso, depois de um frio intenso, as temperaturas voltam a subir. Há expectativa de máximas perto dos 30°C pelo país e em algumas capitais, como Cuiabá, as máximas chegam aos 40°C.
Segundo os meteorologistas, ele ganha força a partir de terça-feira (19), quando o calor deve se espalhar pelo Centro-Oeste, Sudeste e até por áreas do Sul. A expectativa é de temperaturas acima da média de agosto e, por consequência, um ar ainda mais seco do que o visto nos últimos dias.
☀️ENTENDA: Veranicos são períodos de mais de quatro dias quentes durante o inverno ou o outono. São dias de temperatura acima de média, tempo seco e pouca chuva. Esses eventos não necessariamente configuram ondas de calor.
“Isso vai elevar as temperaturas em São Paulo, Rio de Janeiro e outras áreas, mas calor mesmo, típico de veranico – com vários dias seguidos no inverno de 3 °C a 5 °C acima da média – vai se instalar só na próxima semana, entre terça e quarta-feira, e deve durar até o dia 25, especialmente nas áreas mais centrais do país”, explica César Soares, meteorologista da Climatempo.
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Terceiro veranico do ano. — Foto: Dhara Pereira/Arte g1
☀️Calor será mais intenso a partir de terça
Entre terça (19) e quarta-feira (20), o calor se intensifica no Centro-Oeste, no interior do Sudeste e no norte do Paraná, com máximas que podem ultrapassar os 35 °C em várias áreas.
Cuiabá (MT) tem previsão de chegar aos 40 °C no pico do fenômeno, enquanto São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG) devem registrar tardes acima dos 30 °C.
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Nascer do sol no Arpoador, na capital fluminense, em 15/01/2018. — Foto: José Raphael Berrêdo/g1
Veja a previsão nas capitais:
Aracaju
- segunda:23°C 26°C
- terça:22°C 27°C
- quarta:22°C 27°C
- quinta:23°C 28°C
- sexta:23°C 28°C
Belém
- segunda:24°C 33°C
- terça:24°C 32°C
- quarta:24°C 32°C
- quinta:24°C 32°C
- sexta:21°C 33°C
Belo Horizonte
- segunda:15°C 28°C
- terça:15°C 28°C
- quarta:15°C 28°C
- quinta:15°C 28°C
- sexta:12°C 26°C
Boa Vista
- segunda:24°C 33°C
- terça:24°C 33°C
- quarta:24°C 33°C
- quinta:23°C 32°C
- sexta:24°C 31°C
Brasília
- segunda:15°C 28°C
- terça:15°C 27°C
- quarta:15°C 27°C
- quinta:15°C 28°C
- sexta:13°C 29°C
Campo Grande
- segunda:21°C 33°C
- terça:22°C 33°C
- quarta:23°C 34°C
- quinta:24°C 35°C
- sexta:19°C 36°C
Cuiabá
- segunda:23°C 38°C
- terça:25°C 37°C
- quarta:26°C 38°C
- quinta:26°C 38°C
- sexta:18°C 38°C
Curitiba
- segunda:12°C 20°C
- terça:13°C 21°C
- quarta:14°C 22°C
- quinta:15°C 23°C
- sexta:16°C 29°C
Florianópolis
- segunda:16°C 20°C
- terça:15°C 19°C
- quarta:14°C 18°C
- quinta:13°C 18°C
- sexta:17°C 28°C
Fortaleza
- segunda:24°C 30°C
- terça:24°C 30°C
- quarta:24°C 30°C
- quinta:23°C 30°C
- sexta:23°C 31°C
Goiânia
- segunda:20°C 33°C
- terça:19°C 33°C
- quarta:19°C 33°C
- quinta:18°C 33°C
- sexta:15°C 31°C
João Pessoa
- segunda:23°C 29°C
- terça:23°C 28°C
- quarta:23°C 28°C
- quinta:23°C 29°C
- sexta: 23°C 29°C
Agro Mato Grosso
Mesmo com ajustes na safra, MT mantém liderança nacional com apoio de incentivos e crédito

Mato Grosso segue como o maior produtor de grãos do Brasil na safra 2025/2026, mesmo diante de ajustes na estimativa de produção apontados pelo 4º Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (15).
De acordo com o boletim, o estado deve colher cerca de 107,9 milhões de toneladas, mantendo posição estratégica no cenário nacional, apesar da leve redução provocada por fatores climáticos e queda de produtividade, um recuo de 4% em relação à safra recorde do ano passado.
A área cultivada em Mato Grosso alcança 22,76 milhões de hectares, crescimento de 2,1% em relação à safra anterior, o que reforça o protagonismo do estado no Centro-Oeste, região responsável por quase metade da produção brasileira de grãos. A soja segue como principal cultura e com expectativa de colher 48,6 milhões de toneladas, sustentando o desempenho estadual.
Dentre os grãos produzidos no Estado, apenas a produção de sorgo tem previsão de aumento de 13,5% na produção. Isso ocorre pela busca dos produtores rurais por uma cultura de segunda safra mais estável e com menos dependência hídrica diante das incertezas climáticas e da redução da janela de plantio.
Conforme a Conab, irregularidade climática ao longo do ciclo é um dos fatores que devem fazer Mato Grosso ter uma produção 4% menor do que a safra passada. Apesar das chuvas acima da média em dezembro, o boletim registra períodos de estresse hídrico e térmico que afetaram o desenvolvimento e o enchimento dos grãos.
Além disso, mesmo com aumento da área plantada, a produtividade por hectare deve ser 5,9% menor ficando em 4,7 toneladas por hectare, o que reduziu o volume total colhido. O milho, especialmente na segunda safra, apresenta retração de produtividade. Já o algodão registra redução de área e rendimento, influenciada por custos elevados e menor atratividade econômica.
Apesar da soja manter estabilidade e ser a principal cultura do estado, não terá ganhos suficientes para compensar as perdas em outras lavouras.
Como o estado responde por cerca de um terço da produção brasileira de grãos, pequenas variações negativas têm impacto expressivo no volume total produzido.
Para enfrentar esse cenário e garantir a competitividade do setor, o Governo de Mato Grosso tem ampliado um conjunto de políticas públicas voltadas à redução de custos, estímulo à produção e ampliação do acesso ao crédito rural.
Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, as medidas adotadas pelo governo têm papel decisivo para dar segurança ao produtor rural.
“O governo prorrogou o diferimento do ICMS para fertilizantes até dezembro de 2026, uma medida importante que reduz os custos de produção para os agricultores. Além disso, mantemos incentivos fiscais estratégicos, como o Proalmat, voltado à cadeia do algodão, e ampliamos o acesso ao crédito por meio do Desenvolve Rural, que atende produtores de culturas temporárias, como a soja, com financiamentos que podem chegar a R$ 1,5 milhão”, destacou.
O secretário também ressaltou a importância do MT Garante, mecanismo que facilita o acesso ao crédito ao oferecer garantias complementares, especialmente para pequenos e médios produtores.
“Com o MT Garante, conseguimos reduzir barreiras e permitir que mais produtores tenham acesso a financiamento para investir, modernizar e manter a atividade no campo”, completou.
As ações do Estado buscam dar previsibilidade ao setor agropecuário, que responde por parcela significativa da economia mato-grossense, e garantir que Mato Grosso continue liderando a produção nacional de grãos, mesmo em um cenário de desafios climáticos e de mercado.
Agro Mato Grosso
Homem é preso suspeito de desmatar área para extrair minério de garimpo ilegal em MT

Polícia Militar apreendeu equipamentos de mineração e constatou desmatamento irregular na zona rural de Nossa Senhora do Livramento.
Um garimpo ilegal foi fechado na zona rural de Nossa Senhora do Livramento, a 42 km de Cuiabá, e um homem de 52 anos foi preso em flagrante no local por crime ambiental nessa quarta-feira (14). Equipes do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) realizaram a ação após receberem uma denúncia sobre extração irregular de minério na Comunidade Pirapora.
Segundo a polícia, ao chegar ao local, os militares encontraram diversas pessoas que fugiram para a mata. O suspeito, apontado como proprietário do terreno, foi abordado e admitiu não possuir autorização para a extração de minério nem para o desmatamento da área.
Durante a operação, realizada com rondas a pé e apoio de drone, os policiais flagraram acampamentos improvisados e áreas degradadas. No local foram apreendidos motobombas, equipamentos de dragagem, geradores de energia, galões com combustível, equipamentos de internet, itens de mineração e máquinas pesadas como tratores.
Devido ao difícil acesso, os equipamentos de grande porte e difíceis de transportar foram inutilizados no local, enquanto os de fácil remoção foram levados à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Agro Mato Grosso
Garimpo ilegal na TI Sararé avança 3 anos após decisão e União é cobrada para plano emergencial

Terra Indígena Sararé liderou, em 2024, o ranking das terras indígenas mais desmatadas da Amazônia Legal.
O Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) cobraram a apresentação imediata de um plano de ação da União e de órgãos federais para combater o garimpo ilegal na Terra Indígena (TI) Sararé, em Mato Grosso.
Segundo o MPF, já se passaram três anos desde a decisão judicial proferida em janeiro de 2022, que determinou que a União e os demais órgãos federais atuassem de forma efetiva no enfrentamento do garimpo ilegal na região. Para o MPF e a DPU, a ausência de medidas concretas tem contribuído para a permanência e o agravamento da atividade criminosa no território indígena.
No curso da ação, foi destacado que cabe à União a responsabilidade exclusiva sobre os recursos minerais e a segurança pública:
- À Agência Nacional de Mineração (ANM), compete o gerenciamento e a fiscalização da atividade mineral;
- Ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a proteção ambiental;
- À Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a tutela da terra indígena;
- E ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a regularização das áreas de reforma agrária no entorno do território.
A reportagem entrou em contato com os órgãos federais citados, mas não obteve retorno até a ultima atualização desta reportagem.

Operação da PF destrói túneis, minas e maquinários na Terra Indígena Sararé (MT)
O território indígena se tornou um dos mais devastados do país em razão da exploração ilegal de ouro, que se intensificou nos últimos dois anos com a presença de integrantes de facção criminosa do Comando Vermelho.
Ao longo de 2025, diversas operações de combate ao garimpo ilegal foram realizadas na região, resultando na destruição de maquinário e de acampamentos utilizados na atividade. Em agosto do mesmo ano, uma operação integrada envolvendo órgãos federais e de três estados foi deflagrada com o objetivo de intensificar o enfrentamento ao garimpo.
A decisão, em 2022, determinou que os réus constituíssem um grupo de trabalho ou uma comissão interinstitucional, além de apresentar e executar um plano de ação integrado. As medidas deveriam abranger as áreas ambientais, de segurança pública e de gerenciamento minerário, além de prever a divulgação periódica, nos canais institucionais, de relatórios situacionais com análise de indicadores ambientais, de segurança pública e de gestão mineral.
Habilitada no processo em junho de 2025 como representante da Associação Indígena Sararé – Katitãurlu, a Defensoria Pública da União passou a atuar em conjunto com o MPF na defesa dos direitos coletivos do povo indígena.
Histórico de devastação
A Terra Indígena Sararé liderou, em 2024, o ranking das terras indígenas mais desmatadas da Amazônia Legal. Entre 2021 e 2024, o desmatamento associado à área cresceu 729%. Os dados constam do relatório Cartografias da Violência na Amazônia 2025, divulgado em novembro de 2025, que analisou nove estados da região.
De acordo com o levantamento, o principal fator associado à devastação é a expansão do garimpo ilegal. O relatório identificou a presença de garimpos ativos dentro da TI Sararé, com o uso de escavadeiras hidráulicas, balsas e bombas de sucção.
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